JBS está entre os maiores doadores de campanha também no Ceará - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

JBS está entre os maiores doadores de campanha também no Ceará

Por Wanfil em Corrupção

18 de Maio de 2017

As primeiras informações sobre a delação premiada de Joesley Batista, dono da JBS, atingem diretamente o presidente Michel Temer (PMDB), Aécio Neves (PSDB) e Guido Mantega (PT). Existe, porém, a expectativa de que muitos outros políticos – de todo o Brasil – tenham sido ou ainda sejam mencionados pelo empresário.

A JBS ostenta o título de maior doadora de campanhas em 2014, com R$ 366,8 milhões (39,56% do lucro líquido registrado em 2013), à frente até da Odebrecht, que doou R$ 111 milhões. A empresa também está entre as maiores doadoras de campanhas no Ceará no mesmo ano, conforme registros publicados no site do TSE.

Ao todo, oficialmente, foram R$ 13,8 milhões entre doações diretas aos candidatos ou aos comitês eleitorais de seus partidos ou coligações. A maior parte das doações foram para Camilo Santana, do PT, que recebeu R$ 7,3 milhões. Em segundo lugar ficou o senador Eunício Oliveira, do PMDB, com R$ 3,5 milhões.

Entre deputados federais e estaduais estão registradas doações para Antonio Balhman (então no Pros e hoje no PDT), com R$ 1,6 milhão; Gorete pereira (PR), com R$ 700 mil; Gelson Ferraz (PRB), com R$ 500 mil; Ronaldo Martins (PRB), também com R$ 500 mil; Francisco Pinheiro (PT), com R$ 300 mil; Zezinho Albuquerque (Pros/PDT), com R$ 100 mil; Leônidas Cristino (Pros/PDT), com R$ 43 mil; André Figueiredo (PDT), com R$ 100 mil; e Ivo Gomes (Pros/PDT), com R$ 385 mil. Também foi registrada doação para Mauro Filho (Pros/PDT), candidato ao Senado, no valor aproximado de R$ 350 mil.

Todas essas são doações devidamente declaradas ao TSE. Muito candidatos, inclusive, receberam o dinheiro por repasse das campanhas de seus candidatos ao governo estadual. Por último, não há crime em receber dinheiro da JBS, a não ser que a delação de Joesley aponte eventuais desvios de dinheiro obtido com empréstimos no BNDES para financiar campanhas. Mas isso, por enquanto, é só especulação.

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JBS está entre os maiores doadores de campanha também no Ceará

Por Wanfil em Corrupção

18 de Maio de 2017

As primeiras informações sobre a delação premiada de Joesley Batista, dono da JBS, atingem diretamente o presidente Michel Temer (PMDB), Aécio Neves (PSDB) e Guido Mantega (PT). Existe, porém, a expectativa de que muitos outros políticos – de todo o Brasil – tenham sido ou ainda sejam mencionados pelo empresário.

A JBS ostenta o título de maior doadora de campanhas em 2014, com R$ 366,8 milhões (39,56% do lucro líquido registrado em 2013), à frente até da Odebrecht, que doou R$ 111 milhões. A empresa também está entre as maiores doadoras de campanhas no Ceará no mesmo ano, conforme registros publicados no site do TSE.

Ao todo, oficialmente, foram R$ 13,8 milhões entre doações diretas aos candidatos ou aos comitês eleitorais de seus partidos ou coligações. A maior parte das doações foram para Camilo Santana, do PT, que recebeu R$ 7,3 milhões. Em segundo lugar ficou o senador Eunício Oliveira, do PMDB, com R$ 3,5 milhões.

Entre deputados federais e estaduais estão registradas doações para Antonio Balhman (então no Pros e hoje no PDT), com R$ 1,6 milhão; Gorete pereira (PR), com R$ 700 mil; Gelson Ferraz (PRB), com R$ 500 mil; Ronaldo Martins (PRB), também com R$ 500 mil; Francisco Pinheiro (PT), com R$ 300 mil; Zezinho Albuquerque (Pros/PDT), com R$ 100 mil; Leônidas Cristino (Pros/PDT), com R$ 43 mil; André Figueiredo (PDT), com R$ 100 mil; e Ivo Gomes (Pros/PDT), com R$ 385 mil. Também foi registrada doação para Mauro Filho (Pros/PDT), candidato ao Senado, no valor aproximado de R$ 350 mil.

Todas essas são doações devidamente declaradas ao TSE. Muito candidatos, inclusive, receberam o dinheiro por repasse das campanhas de seus candidatos ao governo estadual. Por último, não há crime em receber dinheiro da JBS, a não ser que a delação de Joesley aponte eventuais desvios de dinheiro obtido com empréstimos no BNDES para financiar campanhas. Mas isso, por enquanto, é só especulação.