Guimarães diz que prisão de tesoureiro é política! Não é bem assim, deputado - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Guimarães diz que prisão de tesoureiro é política! Não é bem assim, deputado

Por Wanfil em Corrupção

16 de Abril de 2015

O deputado federal José Guimarães, líder do governo na Câmara Federal, disse que a prisão de João Vaccari Netto, ex-tesoureiro do PT, foi uma ação política. É o que diz o jornalista Josias de Souza, em seu blog no portal UOL, que tem a Tribuna do Ceará entre seus parceiros.

“Eu acho que é uma prisão política. Não há milagre, não há mão divina nessa história. Vários outros partidos tiveram doações de empresas investigadas pela Lava Jato e foram registradas pelo TSE da mesma forma”. Segundo Josias de Souza, foi o que disse Guimarães. A Tribuna Band News FM, do grupo Jangadeiro, tentou contato com o deputado, sem sucesso, por causa de reuniões políticas e votações na Câmara.

Esse é um raciocínio que outras lideranças do PT estão trabalhando, mas não é bem assim. Vaccari não foi preso por ter recebido, em nome do PT, doações de empresas contratadas pela Petrobras, mas pelo fato de que algumas delas empresas confessaram ter repassado dinheiro desviado da estatal para entregar ao ex-tesoureiro. A lógica é simples: por estar no poder, o PT indica os diretores da Petrobras, responsáveis pelos contratos com as empreiteiras. Milagre seria o esquema ter sido montado para beneficiar os adversários do PT.

Outro ponto: é claro que todos registraram as doações da mesma forma no TSE! Quem declararia dinheiro de propina? É justamente para descobrir quem usou as doações eleitorais para disfarçar ilegalidades que Lava Jato está em curso. Doações, em si, são previstas em lei. A questão, é saber a verdadeira origem desse dinheiro. O destino todos já sabem.

Morte matada ou morte morrida?
Por último, um esclarecimento. Governistas em geral andam dizendo que o PT afastou João Vaccari do cargo. Errado. Foi ele quem pediu afastamento. A diferença é significativa. A saída do tesoureiro não se deu por ação de assepsia, mas por estratégia de defesa de ambos.

O partido divulgou nota de solidariedade ao companheiro preso por corrupção.

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Guimarães diz que prisão de tesoureiro é política! Não é bem assim, deputado

Por Wanfil em Corrupção

16 de Abril de 2015

O deputado federal José Guimarães, líder do governo na Câmara Federal, disse que a prisão de João Vaccari Netto, ex-tesoureiro do PT, foi uma ação política. É o que diz o jornalista Josias de Souza, em seu blog no portal UOL, que tem a Tribuna do Ceará entre seus parceiros.

“Eu acho que é uma prisão política. Não há milagre, não há mão divina nessa história. Vários outros partidos tiveram doações de empresas investigadas pela Lava Jato e foram registradas pelo TSE da mesma forma”. Segundo Josias de Souza, foi o que disse Guimarães. A Tribuna Band News FM, do grupo Jangadeiro, tentou contato com o deputado, sem sucesso, por causa de reuniões políticas e votações na Câmara.

Esse é um raciocínio que outras lideranças do PT estão trabalhando, mas não é bem assim. Vaccari não foi preso por ter recebido, em nome do PT, doações de empresas contratadas pela Petrobras, mas pelo fato de que algumas delas empresas confessaram ter repassado dinheiro desviado da estatal para entregar ao ex-tesoureiro. A lógica é simples: por estar no poder, o PT indica os diretores da Petrobras, responsáveis pelos contratos com as empreiteiras. Milagre seria o esquema ter sido montado para beneficiar os adversários do PT.

Outro ponto: é claro que todos registraram as doações da mesma forma no TSE! Quem declararia dinheiro de propina? É justamente para descobrir quem usou as doações eleitorais para disfarçar ilegalidades que Lava Jato está em curso. Doações, em si, são previstas em lei. A questão, é saber a verdadeira origem desse dinheiro. O destino todos já sabem.

Morte matada ou morte morrida?
Por último, um esclarecimento. Governistas em geral andam dizendo que o PT afastou João Vaccari do cargo. Errado. Foi ele quem pediu afastamento. A diferença é significativa. A saída do tesoureiro não se deu por ação de assepsia, mas por estratégia de defesa de ambos.

O partido divulgou nota de solidariedade ao companheiro preso por corrupção.