Por que Camilo procura na oposição nomes para a Saúde? - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Por que Camilo procura na oposição nomes para a Saúde?

Por Wanfil em Ceará

29 de junho de 2015

Além de uma crise sem precedentes na área da Saúde, o governador Camilo Santana recebeu ainda como herança de seu aliado Cid Gomes, o modelo administrativo da saúde pública no Ceará. Assim, boa parte dos recursos para o setor é destinada ao ISGH, entidade que cresceu na condição de parceira do governo estadual e da Prefeitura de Fortaleza sob o comando de Henrique Javi, hoje secretário interino da pasta. Resumindo: os contratos são firmados por gestores públicos que, antes disso, trabalhavam para a contratada. Tem cara de conflito de interesses, cheiro de conflito de interesses, jeito de conflito de interesses, mas segundo os envolvidos, não é nada disso. Então, tá.

De todo modo, foi nesse contexto que o petista Camilo Santana optou por procurar, desde o início de seu mandato, alguém de fora do staff cidista ou da aliança que o elegeu para comandar a pasta da Saúde. Nomeou o médico Carlile Lavor, referência internacional, ex-presidente do PSDB estadual, que ficou no cargo poucos meses. Ao sair, Carlile alegou dificuldades para redesenhar o modelo vigente. A oposição passou a cobrar explicações e o Ministério Público Federal recomendou que os contratos com o ISGH fossem auditados.

Pois bem. Um mês e meio após a saída de Carlile, o governador busca na pessoa do médico Carlos Roberto Martins, o Dr. Cabeto, cardiologista respeitadíssimo e profissional competente, o nome para dar respaldo à Secretaria da Saúde. Segundo o noticiário, Cabeto, que é filiado ao PSDB, não toparia ser secretário, mas aceitaria colaborar com outra função.

Tanto Carlile como Cabeto são quadros técnicos de qualidade indiscutível. Porém, é impossível dissociá-los da condição políticas que ambos assumiram. Ambos são do PSDB, sigla de oposição ao governo Camilo. Mesmo que assuma como adjunto, Cabeto, até pelo peso do nome, seria novamente alguém de fora a figurar no comando da área.

Não existe ninguém com currículo e que seja de confiança entre os governistas? Sei não, fica estranho. Parece que o governador, por alguma razão não explicitada, prefere pinçar das hostes oposicionistas o perfil ideal para mudar os rumos da saúde no Ceará. Por que será, hein?

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Por que Camilo procura na oposição nomes para a Saúde?

Por Wanfil em Ceará

29 de junho de 2015

Além de uma crise sem precedentes na área da Saúde, o governador Camilo Santana recebeu ainda como herança de seu aliado Cid Gomes, o modelo administrativo da saúde pública no Ceará. Assim, boa parte dos recursos para o setor é destinada ao ISGH, entidade que cresceu na condição de parceira do governo estadual e da Prefeitura de Fortaleza sob o comando de Henrique Javi, hoje secretário interino da pasta. Resumindo: os contratos são firmados por gestores públicos que, antes disso, trabalhavam para a contratada. Tem cara de conflito de interesses, cheiro de conflito de interesses, jeito de conflito de interesses, mas segundo os envolvidos, não é nada disso. Então, tá.

De todo modo, foi nesse contexto que o petista Camilo Santana optou por procurar, desde o início de seu mandato, alguém de fora do staff cidista ou da aliança que o elegeu para comandar a pasta da Saúde. Nomeou o médico Carlile Lavor, referência internacional, ex-presidente do PSDB estadual, que ficou no cargo poucos meses. Ao sair, Carlile alegou dificuldades para redesenhar o modelo vigente. A oposição passou a cobrar explicações e o Ministério Público Federal recomendou que os contratos com o ISGH fossem auditados.

Pois bem. Um mês e meio após a saída de Carlile, o governador busca na pessoa do médico Carlos Roberto Martins, o Dr. Cabeto, cardiologista respeitadíssimo e profissional competente, o nome para dar respaldo à Secretaria da Saúde. Segundo o noticiário, Cabeto, que é filiado ao PSDB, não toparia ser secretário, mas aceitaria colaborar com outra função.

Tanto Carlile como Cabeto são quadros técnicos de qualidade indiscutível. Porém, é impossível dissociá-los da condição políticas que ambos assumiram. Ambos são do PSDB, sigla de oposição ao governo Camilo. Mesmo que assuma como adjunto, Cabeto, até pelo peso do nome, seria novamente alguém de fora a figurar no comando da área.

Não existe ninguém com currículo e que seja de confiança entre os governistas? Sei não, fica estranho. Parece que o governador, por alguma razão não explicitada, prefere pinçar das hostes oposicionistas o perfil ideal para mudar os rumos da saúde no Ceará. Por que será, hein?