Petrobras amarga déficit, aumenta combustíveis para reduzir prejuízo e Dilma ainda promete refinaria para o Ceará - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Petrobras amarga déficit, aumenta combustíveis para reduzir prejuízo e Dilma ainda promete refinaria para o Ceará

Por Wanfil em Ceará

30 de novembro de 2013

Prometeram uma vez, duas vezes, três vezes. Fizeram propagandas, divulgaram números, lançaram pedra fundamental… E nada de refinaria da Petrobras no Ceará! A obra nem ao menos está na planilha de investimentos da empresa. Já culparam a burocracia, os índios e os coreanos. Estes, chamados para atuar em parceria com a estatal brasileira, pularam fora. Mas com a aproximação do ano eleitoral, a promessa voltou com ares de grande salto, de “agora vai”, de “deixa comigo”, de “fiquem felizes”.

O presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Zezinho Albuquerque, pré-candidato a uma indicação de Cid para disputar o governo estadual pela sigla de aluguel Pros, visita municípios do interior acompanhado de uma animada comitiva,  tudo custeado com dinheiro público, para “esclarecer” a população sobre a importância da refinaria para a economia do Ceará. Até concurso de redação fizeram, vejam que genial!

Nos discursos, alguns ensaios de cobranças ao governo federal dão o tom de “nos respeitem” aos eventos, divulgados pelos órgãos de comunicação da Assembleia. Mas quando a oportunidade de cobrar os responsáveis pela promessa não cumprida aparece, as críticas são substituídas por efusivos aplausos.

Politicagem

Foi o que aconteceu quando a presidente Dilma esteve no Cerá, no último dia 22. Quem foi lá dizer que a refinaria tem “cheiro de enrolação”, como já disse Ciro Gomes? Quem ousou lembrar que dívida não quitada não pode servir de garantia para novos empréstimos? Ninguém! Todos ficaram mesmo foi felizes, com um misto de exultação e alívio, diante da imperial garantia de Dilma de que a decisão de construir a refinaria é irreversível, porém (sempre tem um porém), sem data para começar. É uma fala que, a rigor, não significa nada, mas que rapidamente foi tomada como sinal de que “agora vai”.

É claro que, tirando o eleitor, não existe otário nessa história. Os profissionais da política sabem que a refinaria não vem, mas se empenham para dar alguma verossimilhança às desculpas oficiais, preparando o terreno para 1) não confessar que os cearenses foram tapeados, 2) repetir, mais uma vez, a promessa, como se fosse generosidade do governo e, claro, dos governistas locais.

Prejuízos

Vejamos agora como essa disposição de voltar a prometer a mesma obra se casa com as notícias da semana.

A balança comercial da Petrobras amargou prejuízo de 14, 4 BILHÕES de DÓLARES, um aumento de 157% em relação ao ano anterior. Quase o custo estimado para a refinaria no Ceará. E agora, o preço dos combustíveis foi reajustado para reduzir o prejuízo 1,8 bilhão de reais MENSAIS, causado pelo uso político (e também numa tentativa desastrada de segurar a inflação) da empresa.

Acredite se quiser

Se na época das vacas gordas, quando o Brasil crescia alguma coisa, sempre em ritmo menor do que os demais emergentes, mas crescia, o empreendimento não saiu do papel; se quando o barril do petróleo era mais valorizado nada se concretizou; se quando a Petrobras não estava com os graves problemas financeiros que agora são de conhecimento geral coisa alguma aconteceu, imagine agora.

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Petrobras amarga déficit, aumenta combustíveis para reduzir prejuízo e Dilma ainda promete refinaria para o Ceará

Por Wanfil em Ceará

30 de novembro de 2013

Prometeram uma vez, duas vezes, três vezes. Fizeram propagandas, divulgaram números, lançaram pedra fundamental… E nada de refinaria da Petrobras no Ceará! A obra nem ao menos está na planilha de investimentos da empresa. Já culparam a burocracia, os índios e os coreanos. Estes, chamados para atuar em parceria com a estatal brasileira, pularam fora. Mas com a aproximação do ano eleitoral, a promessa voltou com ares de grande salto, de “agora vai”, de “deixa comigo”, de “fiquem felizes”.

O presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Zezinho Albuquerque, pré-candidato a uma indicação de Cid para disputar o governo estadual pela sigla de aluguel Pros, visita municípios do interior acompanhado de uma animada comitiva,  tudo custeado com dinheiro público, para “esclarecer” a população sobre a importância da refinaria para a economia do Ceará. Até concurso de redação fizeram, vejam que genial!

Nos discursos, alguns ensaios de cobranças ao governo federal dão o tom de “nos respeitem” aos eventos, divulgados pelos órgãos de comunicação da Assembleia. Mas quando a oportunidade de cobrar os responsáveis pela promessa não cumprida aparece, as críticas são substituídas por efusivos aplausos.

Politicagem

Foi o que aconteceu quando a presidente Dilma esteve no Cerá, no último dia 22. Quem foi lá dizer que a refinaria tem “cheiro de enrolação”, como já disse Ciro Gomes? Quem ousou lembrar que dívida não quitada não pode servir de garantia para novos empréstimos? Ninguém! Todos ficaram mesmo foi felizes, com um misto de exultação e alívio, diante da imperial garantia de Dilma de que a decisão de construir a refinaria é irreversível, porém (sempre tem um porém), sem data para começar. É uma fala que, a rigor, não significa nada, mas que rapidamente foi tomada como sinal de que “agora vai”.

É claro que, tirando o eleitor, não existe otário nessa história. Os profissionais da política sabem que a refinaria não vem, mas se empenham para dar alguma verossimilhança às desculpas oficiais, preparando o terreno para 1) não confessar que os cearenses foram tapeados, 2) repetir, mais uma vez, a promessa, como se fosse generosidade do governo e, claro, dos governistas locais.

Prejuízos

Vejamos agora como essa disposição de voltar a prometer a mesma obra se casa com as notícias da semana.

A balança comercial da Petrobras amargou prejuízo de 14, 4 BILHÕES de DÓLARES, um aumento de 157% em relação ao ano anterior. Quase o custo estimado para a refinaria no Ceará. E agora, o preço dos combustíveis foi reajustado para reduzir o prejuízo 1,8 bilhão de reais MENSAIS, causado pelo uso político (e também numa tentativa desastrada de segurar a inflação) da empresa.

Acredite se quiser

Se na época das vacas gordas, quando o Brasil crescia alguma coisa, sempre em ritmo menor do que os demais emergentes, mas crescia, o empreendimento não saiu do papel; se quando o barril do petróleo era mais valorizado nada se concretizou; se quando a Petrobras não estava com os graves problemas financeiros que agora são de conhecimento geral coisa alguma aconteceu, imagine agora.