Hospital Universitário para por falta de verbas: pois é, professor Jesualdo... - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Hospital Universitário para por falta de verbas: pois é, professor Jesualdo…

Por Wanfil em Ceará

30 de novembro de 2015

Vivendo a maior crise de sua história, o Hospital Universitário Walter Cantídio para atividades por causa da falta de repasses de verbas do governo federal, via SUS. É o que dizem médicos e gestores da instituição, em notas publicadas na imprensa e depoimentos nas rede sociais. Serão suspensos transplantes de rim, pâncreas, fígado e medula óssea. Outros procedimentos serão progressivamente reduzidos.

Às pressas, o reitor da Universidade Federal do Ceará, Henry Campos, foi a Brasília tentar uma saída junto ao secretário superior do Ministério da Educação, Jesualdo Farias, que antecedeu Campos na reitoria da UFC. Aliás, Jesualdo foi um dos 54 reitores (de um total de 58) que em 2014 assinaram um manifesto de apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff, que assim justificava o posicionamento do grupo (grifos meus):

“Enquanto educadores, dirigentes universitários eleitos e com mandato, mas sobretudo como cidadãos que desejam ver o país continuar avançando, dirigimo-nos à sociedade brasileira para afirmar, com convicção e com o respeito que merecem todos os candidatos a presidente da República que estamos no rumo certo, portanto, devemos continuar lutando e exigindo a perenidade das políticas e investimentos na educação em todos os níveis”.

A militância eleitoral rendeu a Jesualdo uma indicação para o Ministério da Educação, porém, a UFC e o hospital universitário estão como todos sabem. Confundir o papel de “cidadão” com as responsabilidades de gestor pode dar nisso. Fica pelo menos o registro de que Dilma não afundou o Brasil, a educação e a saúde sozinha.

Cota
Um jornalista do Sistema Jangadeiro me informou há pouco que médicos do HUWC, desses que trabalham longe dos  manifestos eleitorais e que preferem o anonimato, estão fazendo uma cota para pagar, do próprio bolso, os custos para realizar um transplante de fígado, pois o paciente corre sério risco. Essa é a situação. Médicos demonizados como culpados pela crise na saúde durante a campanha eleitoral, acusados de ser contra o programa “Mais Médicos” só por birra. Médicos que agora são criticados pela reitoria por ameaçarem suspender cirurgias por falta de condições de trabalho e de respeito aos pacientes.

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Hospital Universitário para por falta de verbas: pois é, professor Jesualdo…

Por Wanfil em Ceará

30 de novembro de 2015

Vivendo a maior crise de sua história, o Hospital Universitário Walter Cantídio para atividades por causa da falta de repasses de verbas do governo federal, via SUS. É o que dizem médicos e gestores da instituição, em notas publicadas na imprensa e depoimentos nas rede sociais. Serão suspensos transplantes de rim, pâncreas, fígado e medula óssea. Outros procedimentos serão progressivamente reduzidos.

Às pressas, o reitor da Universidade Federal do Ceará, Henry Campos, foi a Brasília tentar uma saída junto ao secretário superior do Ministério da Educação, Jesualdo Farias, que antecedeu Campos na reitoria da UFC. Aliás, Jesualdo foi um dos 54 reitores (de um total de 58) que em 2014 assinaram um manifesto de apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff, que assim justificava o posicionamento do grupo (grifos meus):

“Enquanto educadores, dirigentes universitários eleitos e com mandato, mas sobretudo como cidadãos que desejam ver o país continuar avançando, dirigimo-nos à sociedade brasileira para afirmar, com convicção e com o respeito que merecem todos os candidatos a presidente da República que estamos no rumo certo, portanto, devemos continuar lutando e exigindo a perenidade das políticas e investimentos na educação em todos os níveis”.

A militância eleitoral rendeu a Jesualdo uma indicação para o Ministério da Educação, porém, a UFC e o hospital universitário estão como todos sabem. Confundir o papel de “cidadão” com as responsabilidades de gestor pode dar nisso. Fica pelo menos o registro de que Dilma não afundou o Brasil, a educação e a saúde sozinha.

Cota
Um jornalista do Sistema Jangadeiro me informou há pouco que médicos do HUWC, desses que trabalham longe dos  manifestos eleitorais e que preferem o anonimato, estão fazendo uma cota para pagar, do próprio bolso, os custos para realizar um transplante de fígado, pois o paciente corre sério risco. Essa é a situação. Médicos demonizados como culpados pela crise na saúde durante a campanha eleitoral, acusados de ser contra o programa “Mais Médicos” só por birra. Médicos que agora são criticados pela reitoria por ameaçarem suspender cirurgias por falta de condições de trabalho e de respeito aos pacientes.