Joga pedra no Feliciano, ele é feito pra apanhar, ele é bom de cuspir! 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Joga pedra no Feliciano, ele é feito pra apanhar, ele é bom de cuspir!

Por Wanfil em Brasil

14 de Março de 2013

Todos querem jogar pedra em quem é fraco:

O irrelevante Feliciano Maia virou a Geni do momento: está aí para apanhar de todos, inclusive dos que não têm moral para isso, mas querem parecer dignos. Imagem: Internet

A unanimidade do momento no Brasil é o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), eleito recentemente para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Pastor de alguma igreja pentecostal qualquer, Feliciano é autor de críticas rasas ao homossexualismo e adepto de uma, digamos assim, teologia segundo a qual africanos foram amaldiçoados por Noé.

A patrulha politicamente correta, capitaneada pelo deputado Jean Wyllis (PSOL-RJ), que faz da própria opção sexual uma bandeira pública, não perdeu tempo e sentenciou: um parlamentar racista e homofóbico não pode comandar a Comissão de Direitos Humanos. (Declarações idiotas não devem ser confundidas com o crime de racismo, nem a crítica de cunho comportamental, mesmo que tola, a homofobia).

De todo modo, um onda de indignação correu o país e até os vereadores de Fortaleza, por iniciativa de Ronivaldo Maia (PT), aprovaram uma moção de repúdio contra o congressista.

Aparências

Feliciano Maia virou a Geni do momento, numa alusão à famosa canção de Chico Buarque. Está aí para apanhar de todos, inclusive dos que não têm moral para isso. Alguns ficaram indignados por não compreenderem que nos parlamentos de uma democracia, os contrários são obrigados a conviver com iguais direitos e deveres; outros, no entanto, viram no episódio a oportunidade ideal de parecerem, aos olhos do público, pessoas vigilantes e defensoras das melhores práticas.

Sobre tudo isso, faço três observações:

1) Parlamentares como Feliciano Maia e Jean Wyllis expressam a decadência da atual legislatura brasileira e do próprio processo político no país. São figuras carentes de formação intelectual e de realizações concretas, que apenas ocupam cotas destinadas a seus partidos. Longe de serem causa de problema, são sintomas de uma doença grave, que afasta da política as melhores cabeças e as lideranças morais da sociedade;

2) Será os vereadores de Fortaleza não têm nada melhor a fazer? Que tal se todos divulgassem, espontaneamente, quanto gastaram até o momento com passagens aéreas, hospedagem e aluguel de automóveis?

3) Não vi, aqui no Ceará, ninguém propor moção de repúdio ao fato de José Genoíno e João Paulo Cunha, ambos do PT e mensaleiros condenados pela Justiça, integrarem a poderosa Comissão de Constituição e Justiça da mesma Câmara Federal. Quantos desses defensores da decência protestaram contra a eleição de Renan Calheiros à presidência do Senado? Muitos dos que jogam pedra em Feliciano são solidários a José Dirceu, outro condenado por corrupção.

Conclusão

Como eu disse nessa semana em minha coluna na Tribuna Bandnews FM (101.7), boa parte dos críticos do tal Feliciano, um deputado de gritante irrelevância, trabalha com dois pesos e duas medidas, conforme a conveniência do momento, apenas para posar de moralistas impolutos. A melhor forma de identificá-los é lembrando do máxima kantiana: Só é ético aquilo que pode ser universal.

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Joga pedra no Feliciano, ele é feito pra apanhar, ele é bom de cuspir!

Por Wanfil em Brasil

14 de Março de 2013

Todos querem jogar pedra em quem é fraco:

O irrelevante Feliciano Maia virou a Geni do momento: está aí para apanhar de todos, inclusive dos que não têm moral para isso, mas querem parecer dignos. Imagem: Internet

A unanimidade do momento no Brasil é o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), eleito recentemente para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Pastor de alguma igreja pentecostal qualquer, Feliciano é autor de críticas rasas ao homossexualismo e adepto de uma, digamos assim, teologia segundo a qual africanos foram amaldiçoados por Noé.

A patrulha politicamente correta, capitaneada pelo deputado Jean Wyllis (PSOL-RJ), que faz da própria opção sexual uma bandeira pública, não perdeu tempo e sentenciou: um parlamentar racista e homofóbico não pode comandar a Comissão de Direitos Humanos. (Declarações idiotas não devem ser confundidas com o crime de racismo, nem a crítica de cunho comportamental, mesmo que tola, a homofobia).

De todo modo, um onda de indignação correu o país e até os vereadores de Fortaleza, por iniciativa de Ronivaldo Maia (PT), aprovaram uma moção de repúdio contra o congressista.

Aparências

Feliciano Maia virou a Geni do momento, numa alusão à famosa canção de Chico Buarque. Está aí para apanhar de todos, inclusive dos que não têm moral para isso. Alguns ficaram indignados por não compreenderem que nos parlamentos de uma democracia, os contrários são obrigados a conviver com iguais direitos e deveres; outros, no entanto, viram no episódio a oportunidade ideal de parecerem, aos olhos do público, pessoas vigilantes e defensoras das melhores práticas.

Sobre tudo isso, faço três observações:

1) Parlamentares como Feliciano Maia e Jean Wyllis expressam a decadência da atual legislatura brasileira e do próprio processo político no país. São figuras carentes de formação intelectual e de realizações concretas, que apenas ocupam cotas destinadas a seus partidos. Longe de serem causa de problema, são sintomas de uma doença grave, que afasta da política as melhores cabeças e as lideranças morais da sociedade;

2) Será os vereadores de Fortaleza não têm nada melhor a fazer? Que tal se todos divulgassem, espontaneamente, quanto gastaram até o momento com passagens aéreas, hospedagem e aluguel de automóveis?

3) Não vi, aqui no Ceará, ninguém propor moção de repúdio ao fato de José Genoíno e João Paulo Cunha, ambos do PT e mensaleiros condenados pela Justiça, integrarem a poderosa Comissão de Constituição e Justiça da mesma Câmara Federal. Quantos desses defensores da decência protestaram contra a eleição de Renan Calheiros à presidência do Senado? Muitos dos que jogam pedra em Feliciano são solidários a José Dirceu, outro condenado por corrupção.

Conclusão

Como eu disse nessa semana em minha coluna na Tribuna Bandnews FM (101.7), boa parte dos críticos do tal Feliciano, um deputado de gritante irrelevância, trabalha com dois pesos e duas medidas, conforme a conveniência do momento, apenas para posar de moralistas impolutos. A melhor forma de identificá-los é lembrando do máxima kantiana: Só é ético aquilo que pode ser universal.