Dilma investiu apenas 23,8% do previsto em segurança pública em 2012 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Governo Dilma investiu apenas 23,8% do previsto em segurança pública em 2012

Por Wanfil em Brasil

15 de Janeiro de 2013

Na previsão de gastos da União para 2012, R$ 3,1 bilhões seriam destinados para investimentos na área de segurança pública. Entretanto, de acordo com o site Contas Abertas, desse total, apenas R$ 738 milhões foram efetivamente aplicados.

Tenho certeza absoluta de que não faltam desculpas bem construídas para explicar o fracasso numa área essencial. Assim como na área econômica, a competência que falta ao governo para a gestão, sobra no gogó. Mas os números e os fatos estão aí, para quem quiser vê-los.

Por ano, oficialmente, 50 mil pessoas são assassinadas no Brasil. Número semelhante ao da guerra civil travada na Síria, em 18 meses foram 60 mil mortes. Diante do descalabro, o investimento feito em segurança de 2012 é pouco mais da metade do realizado em 2007, quando foram gastos R$ 1,2 bilhão. Como se os crimes tivessem reduzido na mesma proporção.

Segundo o “Mapa da Violência 2012”, produzido pelo Instituto Sangari, os gastos da União com a Defesa Civil, entre 2011 e 2010, foram diminuídos na ordem de 66,05%. Para projetos de formação e inteligência, o volume caiu 58,387% no mesmo período.

Segurança pública é dever dos estados, no entanto, a ajuda do governo federal é imprescindível, pelo menos para mitigar a situação. O pior dos mundos é quando associamos a péssima gestão federal com uma péssima gestão estadual. Não há planejamento ou coordenação adequadas em nível local ou nacional. Os governos reagem timidamente, com ações pontuais e são incapazes de pelo menos ter um desempenho orçamentário mais próximo do ideal.

O pior é que, quando são cobradas, as autoridades sempre repetem a mesma cantilena: “Por isso mesmo, autorizamos o gasto recorde de bilhões bilhões, aumentando os investimentos como nunca antes na história deste país”. Falam do porvir, para fugir da obrigação de explicar o que deixaram de fazer.

O texto do Contas Abertas resgata dados de uma pesquisa do IPEA: 79% da população têm muito medo de ser assassinada. Esse é o sentimento predominante na sociedade brasileira, o que bastaria para justificar um empenho mais responsável dos nossos representantes.

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Governo Dilma investiu apenas 23,8% do previsto em segurança pública em 2012

Por Wanfil em Brasil

15 de Janeiro de 2013

Na previsão de gastos da União para 2012, R$ 3,1 bilhões seriam destinados para investimentos na área de segurança pública. Entretanto, de acordo com o site Contas Abertas, desse total, apenas R$ 738 milhões foram efetivamente aplicados.

Tenho certeza absoluta de que não faltam desculpas bem construídas para explicar o fracasso numa área essencial. Assim como na área econômica, a competência que falta ao governo para a gestão, sobra no gogó. Mas os números e os fatos estão aí, para quem quiser vê-los.

Por ano, oficialmente, 50 mil pessoas são assassinadas no Brasil. Número semelhante ao da guerra civil travada na Síria, em 18 meses foram 60 mil mortes. Diante do descalabro, o investimento feito em segurança de 2012 é pouco mais da metade do realizado em 2007, quando foram gastos R$ 1,2 bilhão. Como se os crimes tivessem reduzido na mesma proporção.

Segundo o “Mapa da Violência 2012”, produzido pelo Instituto Sangari, os gastos da União com a Defesa Civil, entre 2011 e 2010, foram diminuídos na ordem de 66,05%. Para projetos de formação e inteligência, o volume caiu 58,387% no mesmo período.

Segurança pública é dever dos estados, no entanto, a ajuda do governo federal é imprescindível, pelo menos para mitigar a situação. O pior dos mundos é quando associamos a péssima gestão federal com uma péssima gestão estadual. Não há planejamento ou coordenação adequadas em nível local ou nacional. Os governos reagem timidamente, com ações pontuais e são incapazes de pelo menos ter um desempenho orçamentário mais próximo do ideal.

O pior é que, quando são cobradas, as autoridades sempre repetem a mesma cantilena: “Por isso mesmo, autorizamos o gasto recorde de bilhões bilhões, aumentando os investimentos como nunca antes na história deste país”. Falam do porvir, para fugir da obrigação de explicar o que deixaram de fazer.

O texto do Contas Abertas resgata dados de uma pesquisa do IPEA: 79% da população têm muito medo de ser assassinada. Esse é o sentimento predominante na sociedade brasileira, o que bastaria para justificar um empenho mais responsável dos nossos representantes.