Brasil Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Brasil

Seu dinheiro para eles. É o seu dinheiro! Sempre

Por Wanfil em Brasil

09 de junho de 2017

Dilma Rousseff e Michel Temer foram eleitos com dinheiro sujo da Petrobras, Odebrecht e JBS, para ficar entre as delações de maior repercussão. Seus marqueteiros confessaram tudo. O ministro Herman Benjamin, relator da ação que pedia a cassação da chapa no TSE, apresentou provas em abundância. Foram absolvidos, apesar do dinheiro ilegal. Dinheiro do seus impostos. Seu dinheiro.

Com a agenda de reformas parada, o fim da “contribuição sindical obrigatória” pode ir para as calendas. Se assim for, o trabalhador que realmente trabalha continuará forçado a financiar a militância partidária de sindicalistas. Dinheiro confiscado. Seu dinheiro.

Na Assembleia Legislativa deputados estaduais, que têm por obrigação fiscalizar o governo, andam ocupados demais com brigas internas de inacreditável irrelevância. Enquanto isso, já se passaram três semanas desde que Wesley Batista acusou o ex-governador Cid Gomes de ter recebido propina para supostamente financiar a campanha de seu sucessor, por meio de pagamento de créditos fiscais ligados ao ICMS. Dinheiro concedido a grandes empresários de fora amigos do governo estadual. Dinheiro público. Seu dinheiro.

O site Contas Abertas mostra que partidos políticos já receberam R$ 270 milhões do Fundo Partidário em 2017. A previsão é que R$ 596,6 milhões sejam torrados com o fundo até dezembro próximo. Dinheiro público. Seu dinheiro.

Moral da história? Não há moral. É imoral.

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‘Fora Temer’ inova com possibilidade de dinheiro honesto

Por Wanfil em Brasil

08 de setembro de 2016

O ‘Fora Temer’ em Fortaleza, neste de Sete de Setembro, mostrou que o momento político nacional já está produzindo frutos. Militantes de esquerda já podem voltar a falar contra a corrupção, embora não façam a defesa da Operação Lava Jato, nem portem cartazes de apoio ao juiz Sérgio Moro, o que é sintomático, convenhamos.

Outra novidade é a possibilidade de ganhar dinheiro longe das verbas ministeriais ou sinecuras políticas, como mostra o portal Tribuna do Ceará:

“A escolha da Praia de Iracema para ser o palco da manifestação, segundo os participantes, teve o intuito de mostrar aos moradores da região e turistas a quantidade de pessoas insatisfeitas e contrárias ao governo de Michel Temer. O vendedor ambulante Deoclécio Ferreira, que trabalha há 1 ano na Beira-Mar, disse apoiar o protesto e ainda conseguir tirar lucro nas vendas de água e refrigerante. ‘Estou vendendo mais, faturando’, comemora.”

É isso aí. Faturar sem cobrar propina em licitações viciadas é a melhor forma de evitar as prisões preventivas, as delações premiadas, as condenações por corrupção, a PF, o MP, a Lava Jato e o juiz Sério Moro.

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Senado decide se Dilma deve ser julgada. Tá com pena dela?

Por Wanfil em Brasil

09 de agosto de 2016

Teve início na manhã desta terça -feira (9) a sessão que decidirá se a presidente afastada Dilma Rouseff, do PT, deve ser julgada por crime de responsabilidade.

No mesmo dia o IBGE divulgou que o volume de vendas no comércio varejista ampliado (que inclui as atividades que atuam com veículos e material de construção) desabou 10,1% no Brasil entre junho de 2015 e junho de 2016. No Ceará, a queda foi de 12,3%.

Ainda no Ceará, nesse no mesmo período, as vendas no setor de eletrodomésticos caíram 21%. A área de veículos e peças recuou 24,1%, e a de material de construção perdeu 23%.

Os dados podem ser conferidos na  Pesquisa Mensal do Comércio (PMC). São o retrato das fraudes fiscais cometidas por Dilma em busca da reeleição. Esse cenário é a base de fundo do aumento do desemprego.

Dilma poderá ser julgada por isso. Ainda está com pena dela? Reveja os números.

 

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Terrorista no Ceará. Era só o que faltava

Por Wanfil em Brasil

21 de julho de 2016

A Polícia Federal prendeu 10 suspeitos de planejar um atentado terrorista no Brasil. O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, informou que o grupo é amador e um dos seus membros é do Ceará. Os nomes não foram revelados.

É muito provável que os suspeitos não passem de fracassados (social, psicológica e profissionalmente falando) em busca do que acreditam ser uma grande realização que possa compensar sua baixa autoestima. Esse é o perfil desses terroristas recrutados, segundo o psicólogo israelense Ariel Merari, estudioso do assunto. Fanáticos religiosos são os seus recrutadores, que não se arriscam nos atentados.

O fato de serem amadores e fracassados não deve ser menosprezado, pelo contrário. No mundo louco de hoje em dia, isso pode até potencializar o risco, como ficou provado no ataque em Nice, na França, quando um desses radicais recém-convertidos matou 80 pessoas com um caminhão.

De qualquer forma, já não bastassem os atentados contra ônibus, policiais e prédios públicos feitos pelo crime organizado, agora surge um terrorista no Ceará. Era só o que faltava.

 

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Cunha, assim como Dilma, diz ser vítima de injustiça. Coitadinhos…

Por Wanfil em Brasil

09 de julho de 2016

Ao renunciar à Presidência da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha disse que ser vítima de uma perseguição. Sobre o impeachment, Dilma disse ser vítima de uma farsa jurídica. Lula garante ser vítima de complô. José Dirceu e José Genoino, condenados por corrupção, posam de presos políticos vítimas das elites. Collor de Mello, relembrando seu próprio impeachment, afirma ter sido vítima de um golpe parlamentar.

Dizer o quê? Como se ninguém soubessem o quanto são poderosos, acenam ao público como se fossem criaturas indefesas. Alardeiam suas mentiras numa mescla de indignação e lamento, às vezes com fúria, outras com a candura dos puros. Vítimas de si mesmos, fazem da verdade a vítima maior de suas idiossincrasias.

Para tentar entender como conseguem fazer isso com tanta convicção, tomo emprestadas as palavras de Affonso Romano de Sant’Anna no poema a A Implosão da Mentira:

Mentiram-me. Mentiram-me ontem
e hoje mentem novamente. Mentem
de corpo e alma, completamente.
E mentem de maneira tão pungente
que acho que mentem sinceramente.

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Dilma e Cunha estão na marca do pênalti. Ainda falta Renan

Por Wanfil em Brasil

14 de junho de 2016

O parecer pela cassação do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi aprovado nesta terça-feira. Todos apostam agora que o plenário confirme a decisão. Assim como aconteceu com Dilma, a maioria dos deputados não irá contra a opinião pública.

Afastados, que sejam riscados da cena pública pelos próximos anos. Tudo feito como manda a Constituição. Nada de golpe. Falta ainda o presidente do Senado, Renan Calheiros, tão enrolado com denúncias, grampos e delações, quanto os outros dois.

A esperança agora é que a queda dos chefes dos poderes executivo e legislativo se consolide como uma quebra de paradigma. Como disse o filósofo Clóvis de Barros Filho em palestra recente na FIEC, é preciso que os poderosos tenham pelo menos algum medo de cometer crimes, que não confiem tão cegamente na impunidade, que pensem duas vezes antes de aceitar correr esse tipo de risco. Se isso acontecer, convenhamos, já será um avanço e tanto.

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O Ministério e a diferença entre Lula e Brás Cubas

Por Wanfil em Brasil

16 de Março de 2016

Em Memórias Póstumas de Brás Cubas, obra essencial do grande Machado de Assis, o personagem título dedica um capítulo, com apenas uma página totalmente em branco, a sua quase nomeação para um ministério (cap. CXXXIX: De como não fui ministro d’Estado). No capitulo seguinte (cap. CXL), Brás Cubas explica a razão de seu silêncio: “Há coisas que melhor se dizem calando; tal é a matéria do capítulo anterior“. Ironia com requinte de classe.

O romance de Machado foi publicado em 1881. Eram outros tempos. Passados 135 anos, a discrição de outrora parece impossível nessa época de informação em tempo real, de redes sociais, de implacável cobertura de imprensa. O ex-presidente Lula pode vir a ser ministro de Dilma Rousseff, mas independente de sua efetivação ou não, essa página de sua história não poderá ficar em branco. É que o país inteiro já sabe os motivos dessa articulação.

Dilma, sua sucessora sem liderança própria ameaçada de impeachment, foi constrangida por seus correligionários a nomeá-lo ministro, abdicando, portanto, de comandar o próprio governo, para que Lula, a fonte de liderança que a elegeu, possa escapar da prisão. Esse capítulo, sem prejuízo para novos acontecimentos, ficaria bem descrito com o seguinte título, de autoria do próprio Lula, em 1988: No Brasil é assim: quando um pobre rouba, vai para a cadeia, mas quando um rico rouba ele vira ministro.

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Protestos: fora da desconfiança não há salvação

Por Wanfil em Brasil

14 de Março de 2016

Desde a redemocratização, nos idos dos anos 80 do século passado, os brasileiros já acreditaram em salvadores da pátria e que a esquerda fosse imune à corrupção. Collor e Lula destruíram essas ilusões, causando imensos prejuízos financeiros e traumas morais à nação. A desconfiança nascida da decepção não implica em direcionar gratuitamente as esperanças para outras forças políticas, sejam as linhas auxiliares do petismo ou seus adversários atualmente na oposição. Amadurecer é isso, aprender com a experiência.

Desse modo, as imagens dos protestos contra a presidente Dilma Rousseff e o PT não deixam dúvidas: foram os maiores já realizados contra um governo no Brasil. Protestos legítimos e pacíficos, distantes da ideia de golpe ou de manipulação midiática. Pedem o impeachment não porque Dilma se mostrou incompetente como gestora ou mentirosa como candidata, mas por ser acusada de, no mínimo, conceder com a corrupção, ou de, mais grave ainda, de ter sido eleita por ela.

Prestígio mesmo, só tem o juiz federal Sérgio Moro, que comanda e personifica a Operação Lava Jato, que em nota resumiu bem esse estado de espírito: “Importante que as autoridades eleitas e os partidos ouçam a voz das ruas e igualmente se comprometam com o combate à corrupção, reforçando nossas instituições e cortando, sem exceção, na própria carne, pois atualmente trata-se de iniciativa quase que exclusiva das instâncias de controle”.

O recado é claro: se engana quem pensa que o impeachment encerra ou tira força da Lava Jato, pois os brasileiros, que aprenderam a desconfiar de todos os políticos e de todos os partidos, cobrarão a continuidade da Operação. Nessa todos confiam, até mesmo os corruptos investigados, que andam apavorados com a possibilidade de serem presos. Assim, governantes e candidatos que não se comprometerem com as investigações contra a corrupção, que chamarem de golpismo a aplicação da lei, serão definitivamente desmoralizados. A esperança agora está na desconfiança crônica do povo contra seus representantes. Amadurecimento.

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Lula e PT querem fazer da intimação um pretexto para a intimidação

Por Wanfil em Brasil

04 de Março de 2016

Certa vez Lula, ainda presidente, lá pelos idos de 2009, disse o seguinte em defesa do aliado José Sarney, ex-presidente da República e na época presidente do Senado enrolado com denúncias sobre atos secretos: “Sarney tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum.”

Agora Lula, na condição de ex-presidente, reclama para si o mesmo tratamento diferenciado, com apoio incondicional do Partido dos Trabalhadores, após ter sido intimado coercitivamente para depor na Lava Jato. A suspeita é que Lula tenha enriquecido com dinheiro sujo das empreiteiras do petrolão.

Logo após o depoimento de Lula, entrevistas coletivas foram convocadas pelo próprio Lula, pelos petistas, pelo Ministério Público e a Polícia Federal. Percebe-se aí uma disputa que extrapola os tribunais: é preciso dar explicações à opinião pública.

Os investigadores afirmam que suas ações, devidamente autorizadas pelo juiz Sérgio Moro, se baseiam em “fortes indícios” e “evidências convincentes” de que Lula foi beneficiário de um esquema criminoso. Moderados, fizeram a ressalva de que as investigações estão em curso e não podem ser confundidas com uma condenação prévia, sempre focando aspectos técnicos do processo.

Já a reação de Lula e do PT primou pelo apelo à emoção, nesse caso, apresentada como indignação. Lula, Rui Falcão, e aqui no Ceará o deputado José Guimarães, enfatizaram a imagem de Lula como vítima de uma armação da combinada da Justiça, da oposição e da imprensa, para evitar uma futura candidatura do ex-presidente. Nada sobre as empreiteiras foi dito. Inflamados, falando em guerra, conclamaram a militância para sair às ruas em defesa da “história do Lula”, afinal, não se trata de um brasileiro comum.

O problema aí é que é justamente por isso que o argumento de abuso contra o pobre inocente não se sustenta. Por ser quem é, pela importância e proeminência que tem Lula, qualquer ilegalidade na condução do processo seria rapidamente revelada pelos advogados caríssimos do ex-presidente, desmoralizando a acusação. Como esse enfrentamento processual parece batalha perdida, a saída é politizar o caso, para tentar intimidar os responsáveis pela Lava Jato com a ameaça de convulsão social, de instabilidade nas cidades e por aí vai. O PT não aceita que Lula seja investigado e ponto final. Como Sarney, trata-se de alguém incomum. Um acinte!

É importante que a Lava Jato evite, como fez até agora, a politização do processo, restringindo-se aos seus aspectos técnicos. O Brasil é uma República democrática e o estado de direito está em plena vigência, onde TODOS podem ser investigados. Querer refutar acusações no grito, na base da intimidação e da provocação, além de revelar o espírito autoritário de quem assim procede, é sinal de desespero e de culpa no cartório.

Quem for podre que se quebre.

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Dilma Rousseff entre fatos e delações

Por Wanfil em Brasil

03 de Março de 2016

Dilma Rousseff está espremida entre a crise econômica gerada por sua administração e a delação de Delcídio do Amaral. Entre fatos e versões bastante verossímeis. Na verdade, os brasileiros estão espremidos entre uma recessão – o PIB recuou 3,8% em 2015 (no 4º trimestre a queda foi de 5,9%) – e um governo que acabou politicamente.

No campo jurídico a presunção de inocência deve ser respeitada, evidente. Mas é inegável, diante das revelações de Delcídio que Dilma e Lula precisam ser investigados. Segundo o relato do até outro dia prestigiado líder do governo no Senado, a dupla foi eleita com dinheiro sujo, ajudou deliberadamente a afundar a Petrobras e atuou para interferir na Lava Jato.

Voltando para a economia, os investimentos despencaram 14% e o consumo das famílias caiu 4%. Queda em investimento e consumo significa, na prática, desconfiança generalizada. O governo trocou de ministro da Fazenda e nada, deixando patente sua incapacidade de reagir à crise. O governo acabou administrativamente.

No Ceará, os principais representantes de Dilma são Cid Gomes, Camilo Santana e Roberto Cláudio. Talvez eles possam refletir melhor, à luz dos novos fatos, sobre a defesa que fazem da aliada. Sabe como é, tudo tem limite e agora até a OAB já fala em impeachment.

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Dilma Rousseff entre fatos e delações

Por Wanfil em Brasil

03 de Março de 2016

Dilma Rousseff está espremida entre a crise econômica gerada por sua administração e a delação de Delcídio do Amaral. Entre fatos e versões bastante verossímeis. Na verdade, os brasileiros estão espremidos entre uma recessão – o PIB recuou 3,8% em 2015 (no 4º trimestre a queda foi de 5,9%) – e um governo que acabou politicamente.

No campo jurídico a presunção de inocência deve ser respeitada, evidente. Mas é inegável, diante das revelações de Delcídio que Dilma e Lula precisam ser investigados. Segundo o relato do até outro dia prestigiado líder do governo no Senado, a dupla foi eleita com dinheiro sujo, ajudou deliberadamente a afundar a Petrobras e atuou para interferir na Lava Jato.

Voltando para a economia, os investimentos despencaram 14% e o consumo das famílias caiu 4%. Queda em investimento e consumo significa, na prática, desconfiança generalizada. O governo trocou de ministro da Fazenda e nada, deixando patente sua incapacidade de reagir à crise. O governo acabou administrativamente.

No Ceará, os principais representantes de Dilma são Cid Gomes, Camilo Santana e Roberto Cláudio. Talvez eles possam refletir melhor, à luz dos novos fatos, sobre a defesa que fazem da aliada. Sabe como é, tudo tem limite e agora até a OAB já fala em impeachment.