Zezinho, por Tiririca - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Zezinho, por Tiririca

Por Wanfil em Assembleia Legislativa

01 de dezembro de 2016

O deputado estadual Zezinho Albuquerque (PDT) foi reeleito para a presidência da Assembleia Legislativa do Ceará, nesta quinta-feira (1), derrotando Sérgio Aguiar (PDT) por 28 votos a 17. Não há o que se questionar do ponto de vista formal: tudo se deu dentro dos conformes. O que chamou a atenção durante o processo foi a campanha, com duas chapas encabeçadas por deputados do mesmo partido e a excessiva atuação do Governo do Estado e até da Prefeitura de Fortaleza.

É natural que o Executivo atue na costura de apoios para as disputas nos parlamentos. Até aí, tudo bem. Ocorre que dessa vez as manifestações foram explícitas e muitas vezes constrangedoras. O Palácio da Abolição se transformou em comitê eleitoral. As horas que antecederam a votação foram marcadas por negociações que resultaram em repentinas mudanças. Ameaças e exonerações também fizeram parte do cardápio de interferências.

O racha na base aliada não mudou a disposição do legislativo estadual de aceitar imposições públicas vindas de fora, me fez lembrar do trecho de uma música de Tiririca, chamada, por coincidência, de Zezinho:

(…)
Seu nome vai ser José

Se não quiser
Vai apanhar!

Zé sim mamãe
Zezin sim mamãe
Zezin sim mamãe
Zezin sim mamãe

Voltando ao Ceará, alguns deputados votaram em Zezinho Albuquerque por convicção, é preciso dizer. Outros, por oportunismo. Porém, diante dos exageros e de articulações feitas de modo tão incisivos, estes acabaram no mesmo barcos daqueles que votaram por dever de ofício, dizendo “Zezinho, sim” em resposta a ordem que receberam.

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Zezinho, por Tiririca

Por Wanfil em Assembleia Legislativa

01 de dezembro de 2016

O deputado estadual Zezinho Albuquerque (PDT) foi reeleito para a presidência da Assembleia Legislativa do Ceará, nesta quinta-feira (1), derrotando Sérgio Aguiar (PDT) por 28 votos a 17. Não há o que se questionar do ponto de vista formal: tudo se deu dentro dos conformes. O que chamou a atenção durante o processo foi a campanha, com duas chapas encabeçadas por deputados do mesmo partido e a excessiva atuação do Governo do Estado e até da Prefeitura de Fortaleza.

É natural que o Executivo atue na costura de apoios para as disputas nos parlamentos. Até aí, tudo bem. Ocorre que dessa vez as manifestações foram explícitas e muitas vezes constrangedoras. O Palácio da Abolição se transformou em comitê eleitoral. As horas que antecederam a votação foram marcadas por negociações que resultaram em repentinas mudanças. Ameaças e exonerações também fizeram parte do cardápio de interferências.

O racha na base aliada não mudou a disposição do legislativo estadual de aceitar imposições públicas vindas de fora, me fez lembrar do trecho de uma música de Tiririca, chamada, por coincidência, de Zezinho:

(…)
Seu nome vai ser José

Se não quiser
Vai apanhar!

Zé sim mamãe
Zezin sim mamãe
Zezin sim mamãe
Zezin sim mamãe

Voltando ao Ceará, alguns deputados votaram em Zezinho Albuquerque por convicção, é preciso dizer. Outros, por oportunismo. Porém, diante dos exageros e de articulações feitas de modo tão incisivos, estes acabaram no mesmo barcos daqueles que votaram por dever de ofício, dizendo “Zezinho, sim” em resposta a ordem que receberam.