Fevereiro 2019 - Blog do Wanfil 
Publicidade

Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Fevereiro 2019

Pesquisa CNT/MDA mostra que apenas 3,7% confiam na imprensa. Será?

Por Wanfil em Crônica

28 de Fevereiro de 2019

O desafio na leitura das pesquisas de opinião não está bem nas respostas ou nas metodologias de amostragem, mas nas perguntas. O poder das perguntas é infinitamente maior que o das respostas. A ordem de distribuição das questões, a eventual introdução ou omissão de informações, a escolha das palavras, tudo isso pode influenciar o entrevistado.

Faço esse preâmbulo para mostrar dados da mais recente pesquisa CNT/MDA, divulgada nesta semana, com a medição da popularidade do presidente Jair Bolsonaro (aprovado por 57,5%) e de outros temas que passaram quase batidos, como esse: – “Em qual destas instituições ou corporações o(a) Sr. (a) mais confia?” Nove opções foram apresentadas e o resultado foi o seguinte:

Igreja: 34,3% – Bombeiros: 19,7% -Forças Armadas: 16,0% – Justiça: 9,8% – Polícia: 4,1% – Imprensa: 3,7% -Governo: 2,4% – Congresso Nacional: 1,0% – Partidos políticos: 0,2%.

“Pobre imprensa!”, diriam os mais apressados. “Bem-feito!”, comemorariam fiscais de plantão nas redes sociais. “Perde até para a Justiça e só ganha dos políticos”, ironizariam os próprios políticos. No mérito, nada contra. Nelson Rodrigues dizia que só é possível confiar mesmo nas cabras, pela capacidade de guardar segredos. Os Titãs não confiavam em ninguém com 32 dentes.

Para ser sincero, eu não confio integralmente nos jornais, menos ainda nas redações e muito menos nas faculdades de jornalismo, entulhadas de ideologia. Nem mesmo, ou sobretudo, confio na massa de leitores. Lembro da Simone Souza, professora já falecida do curso de História na UFC: “O maior desafio da educação deveria ser ensinar as pessoas a ler jornal”.

Pode parecer estranho, mas essa desconfiança generalizada é a base da confiança nos regimes democráticos. Cria uma espécie de ética da vigilância mútua. De resto, melhor com imprensa e leitores plurais do que sem imprensa ou com imprensa única. E leitores também. Mas indo ao que interessa, o que complica a pesquisa da CNT/MDA é que fica difícil comprar uma atividade com uma corporação.

Será que na hora de divulgar uma informação, o entrevistado escolheria os confiáveis bombeiros? O certo seria perguntar, numa escala de 0 a 10, qual nota o entrevistado daria para cada uma dessas instituições. Além do mais, a imprensa é feita de um sem-número de veículos. Posso confiar mais em um do que em outros.

Se repararmos bem, a CNT/MDA não quis saber como pesquisas e institutos de pesquisa seriam avaliados. Talvez desconfiem da pergunta que apresentaram. Poderiam, nesse caso, colocar um item à parte, para não se misturar, e arriscar: “O (a) Sr. (a) confia na gente?”

leia tudo sobre

Publicidade

Ciro Gomes ocupa vazio deixado por Fernando Haddad

Por Wanfil em Política

25 de Fevereiro de 2019

Ciro Gomes na Tribuna Bandnews: a polêmica como estratégia – (Foto – divulgação)

Entrevista com Ciro Gomes é garantia de boas manchetes e de audiência. Não tem mistério. Claro que nesta segunda (25), na Tribuna Bandnews e com minha singela participação (de branco na foto), não foi diferente.

Como quase sempre também a repercussão na internet destacou sobretudo o estilo polêmico do entrevistado, pródigo em criar frases de efeito. Por causa disso, muitas vezes, a estratégia que orienta o discurso fica em segundo plano ou acaba ignorada nas avaliações feitas sobre o que foi dito.

Críticas disparadas contra a gestão do presidente Jair Bolsonaro e suas disputas internas, o vice Hamilton Mourão, a reforma da Previdência, a crise na Venezuela e o Partido dos Trabalhadores, formam uma superfície agitada que encobre objetivos mais profundos. Se repararmos bem, aos poucos Ciro vai ocupando – na imprensa e na opinião pública – o espaço que naturalmente deveria ser do petista Fernando Haddad, adversário de Bolsonaro no segundo turno.

Tudo isso, não se enganem, é feito, de forma legítima, com método. Ciro procura discordar do governo a partir de ações ou medidas específicas e potencialmente desgastantes, evitando assim o campo retórico de discussões como as que tratam do aborto ou da educação sexual nas escolas. E ao insistir nos ataques ao PT, reforça junto a uma grande parte do eleitorado de esquerda que o partido perdeu as condições de ser a referência desse campo ideológico.

Concordando ou discordando das leituras colocadas por Ciro – e isso é o de menos agora -, o fato há um imenso vazio de voz na oposição que ele procura preencher. Se vai conseguir é outra conversa, mas até o momento parece ser o único se movimentando nesse sentido. Na política, como todos sabem, não existe vácuo.

Publicidade

Em defesa da antipolítica

Por Wanfil em Crônica

23 de Fevereiro de 2019

Li um dia desses, levado pelas marés da internet (estava no blog do jornalista Edson Silva), um artigo do professor Filomeno de Morais publicado no site Consultor Jurídico sobre crises e democracia. Resolvi mergulhar por ali pois sempre admirei o seu trabalho. Destaco a passagem abaixo, em itálico e com grifo meu:

Evidentemente, identificam-se distorções no funcionamento das instituições políticas brasileiras, cabendo muitas vezes modificá-las para que se evitem consequências negativas, como a difusão da ideia da ‘antipolítica’, que semeia o sentimento de que o exercício da política está associado, sempre, à corrupção, à farsa e à predominância dos interesses egoísticos individuais ou de oligarquias“.

Pois é. De volta à superfície, me pus a refletir sobre o assunto. Realmente vez por outra alguém alerta o público para os perigos da “antipolítica”. Desde eruditos consagrados até comentaristas anônimos nas redes sociais, a maioria ecoando políticos desacreditados e outros ainda respeitados, que compartilham do mesmo receio. É que às vezes nos deixamos levar pela conversa desse pessoal. Cuidado. Não podemos confundir a política com os políticos, ou melhor, com os maus políticos (nessa classe temos os desonestos, os incompetentes, os desonestos competentes, os honestos incompetentes e os desonestos incompetentes).

Vamos em frente. Por mais que uma categoria profissional seja mal vista, isso não significa que seu oficio seja dispensável. Tomemos por exemplo casual – casual, repito – advogados e ministros do STF. Por mais que sejam criticados e que careçam de credibilidade, ninguém é louco de dizer que a Justiça é um supérfluo, muito menos de sair por aí hasteando a bandeira da anti-justiça. Seria a volta à barbárie. Para não parecer implicância, vamos a outro exemplo: jornalistas e veículos de comunicação. Todos esculhambam algum deles – ou vários, ou todos -, mas sabem que a notícia é fundamental para compor um retrato do mundo a partir do qual cada um pode emitir seus juízos. É possível ter ojeriza a uma categoria sem perder o respeito pela atividade que a sustenta.

Políticos matreiros é que gostam de se confundir com o próprio conceito daquilo que deveriam fazer, como se fossem a quintessência das instituições e da noção mediadora da política. Fale mal de um e ele dirá: “a política não pode ser tratada assim, com desprezo e raiva. Onde vamos chegar, meu Deus?” E fará isso com impressionante pose de ofendido ou injustiçado, sendo capaz de enganar o mais desconfiado cidadão por alguns minutos. É um perigo.

Pensei agora em fazer como o meu amigo e colega na Jangadeiro Diego Lage e resumir tudo com uma frase escatológica ou mesmo pornográfica, entanto imitar o seu incrível poder de síntese, mas cá estou eu encompridando a conversa, sendo… político. Palavrões e nomes de bois voltam a rondar esse texto, mas são devidamente contidos pelos pudores do superego e a prudência jurídica (covardia, diria o velho Nelson).

Para encerrar, acho mesmo que os representados (eleitores) querem dos seus representantes (eleitos) o resgate – e não o descarte – da política. A difusão da ideia da antipolítica como negação da politicagem é a única chance da verdadeira política sobreviver.

Publicidade

Bancada federal meio cheia ou bancada federal meio vazia?

Por Wanfil em Política

19 de Fevereiro de 2019

Minha coluna de hoje na Tribuna Band News (101.7)

O otimista vê o copo meio cheio; o pessimista, meio vazio. Quando o assunto é política, é difícil ser otimista

Deputados federais da bancada cearense estiveram reunidos ontem (18) com o governador Camilo Santana (PT) para conversar sobre projetos prioritários para o estado. Dos 22 parlamentares na Câmara dos Deputados, somente 13 compareceram, mesmo sendo uma manhã de segunda-feira, quando a maioria ainda não está em Brasília. Dos aliados do governo federal, só o Capitão Wagner (PROS) compareceu.

Se contarmos com os três senadores, que também foram convidados, mas não participaram do encontro, a representação cearense no congresso tem 25 nomes.

Das duas uma: ou o coordenador do grupo, deputado Domingos Neto (PSD) – que foi lulista até recentemente e que agora tenta espaço na base de Bolsonaro – não teve tempo para articular melhor o encontro, ou mais da metade da bancada tinha mais o que fazer.

Talvez porque, no final, encontros sem pauta específica não produzam resultados práticos. Nesse sentido, a reunião dos governadores com o ministro da Fazenda, Paulo Guedes, marcada para amanhã (20), gera muito mais expectativas. A esperança do governo federal é que eles influenciem as bancadas estaduais para apoiar a reforma da Previdência.

Alguns pontos serão discutidos e provavelmente ajustes serão feitos, mas sem dúvida a recuperação da economia é de interesse dos estados e das prefeituras, que perderam arrecadação com a crise econômica e ainda não se recuperaram. Ano que vem teremos eleições municipais…

No fim, todos sabem, as verdadeiras prioridades já estão colocadas, impostas pela história, pelas circunstâncias e pelos números. Agora é aguardar como todos se posicionam na análise das propostas.

Publicidade

Sugestão aos deputados para vistoria das barragens rachadas no Ceará: perguntem pelos responsáveis

Por Wanfil em Política

14 de Fevereiro de 2019

Parede da barragem no açude Lima Campos, em Icó (CE): Onde estão os responsáveis?

Após a repercussão da tragédia na barragem de rejeitos minerais da Vale em Brumadinho (MG), os cearenses descobriram que oito barragens de armazenamento de água no estado são consideradas de alto risco pela Agência Nacional das Águas (ANA).

Para tranquilizar a população, o secretário Francisco Teixeira, dos Recursos Hídricos (SRH), explicou que por causa do baixo volume nesses reservatórios, efeito da seca, não há risco de rompimento. Pois é.

Mesmo assim, deputados estaduais da base aliada protocolaram requerimentos solicitando vistorias nesses equipamentos. Perfeito. Mostram sintonia com um problema que não vem de hoje, mas que demanda ação das autoridades.

Os parlamentares podem ir além e buscar informações sobre os caminhos que levaram essas estruturas – estaduais e federais – a essa situação de degradação. Afinal, não existe efeito sem causa. Alguém tem que dar explicações e, se for o caso, ser afastado das funções.

Para isso, basta fazer perguntas básicas do jornalismo: De quem é a responsabilidade pela manutenção e fiscalização das barragens públicas no Ceará? E quem, nos últimos anos, foram os políticos que os indicaram para ocupar cargos o Dnocs e na Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh)? É só uma sugestão. Talvez sejam nomes de aliados dos deputados, certamente um constrangimento. Mas nesse caso, qualquer lapso nesse sentido poderia no final, contrariando as melhores intenções, encobrir responsabilidades.

É que no Brasil, a omissão e a impunidade sempre estão à frente da prevenção e da punição (que tem inegável efeito pedagógico). Por isso tragédias e prejuízos se repetem.

Publicidade

Boechat e o jornalismo opinativo

Por Wanfil em Crônica

11 de Fevereiro de 2019

Ricardo Boechat em ação: a opinião como diálogo com o público. Foto: divulgação

Lembro de uma palestra do jornalista Ricardo Boechat na inauguração da Tribuna BandNews (Fortaleza) sobre o jornalismo e o rádio. Isso foi em 2013. Boechat defendeu que apresentadores – ou âncoras – pudessem opinar. Seria uma forma de aproximar o veículo (e a própria atividade jornalística) do público. Obviamente, as opiniões precisariam ter o respaldo da experiência profissional e embasamento nos fatos.

Quem faz jornalismo opinativo de verdade (assumindo posicionamentos) sabe as responsabilidades que assume e os riscos que corre: por um lado, checar e checar insistentemente as informações, contribuir no aprofundamento dos temas de interesse geral, por outro, criar antipatias, desagradar grupos, errar o tom, cometer injustiças, ser processado. Riscos que valem, pois muitas vezes a opinião é o complemento da notícia.

Boechat conseguiu unir essa disposição a credibilidade do apresentador. O segredo para isso ele mesmo revelou nesse evento que mencionei: priorizar os cidadãos e não as autoridades. Saber ouvir para dar voz. Não só isso. Quem o escutava com frequência percebia que sua crítica não se confundia com ressentimentos, torcida, panfletagem, causas particulares, nem se limitava a um determinado grupo político.

Por isso tudo a partida trágica do jornalista apresentador que opinava sem se omitir jamais tocou a tantas pessoas que manifestaram na imprensa e nas redes a tristeza de perder alguém que lhes parecia, mesmo à distância, próximo como um amigo com quem conversassem regularmente.

A saudade se manifestou instantânea, prova de que Boechat estava certo quando defendia a interação honesta com o público. Seu silêncio prematuro é difícil de ser assimilado.

Publicidade

Ceará ainda colhe os frutos da “receita neoliberal”

Por Wanfil em Economia

08 de Fevereiro de 2019

Governo do Ceará comemora resultados do rigor fiscal nas contas públicas – Foto: divulgação/Marcos Studart

Notícia publicada no site do governo do Ceará (grifo meu):

“O Ceará seguiu na liderança de investimentos públicos no Brasil em 2018, atingindo 15,20% da Receita Corrente Líquida (RCL). A informação foi apresentada pelo governador Camilo Santana em coletiva nesta sexta-feira (8), no Palácio da Abolição. Conforme o levantamento disponibilizado pela Secretaria do Tesouro Nacional (Sincofi/STN), o Ceará cumpriu todas as metas estabelecidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), com aumento da Receita Corrente Líquida em 7,9%, o que significa cerca de R$ 1,4 bilhão a mais que no ano anterior.”

A ironia é que a Lei de Responsabilidade Fiscal, criada no ano 2000 por orientação do governo de Fernando Henrique Cardoso na esteira de uma série de medidas saneadoras iniciadas com o Plano Real, sob influência, entre outros, da Escola de Chicago (a mesma que inspira a reforma da Previdência proposta pela equipe econômica de Jair Bolsonaro), foi duramente combatida pela esquerda em geral e pelo Partido dos Trabalhadores em particular, com o argumento de que era uma imposição do FMI para desmantelar o estado brasileiro. E ai de quem defendesse o equilíbrio fiscal!

Para rebater as críticas o então ministro da Fazenda Pedro Malan explicava: “Qualquer administração séria, de qualquer coloração política, está comprometida com essa responsabilidade básica”. Foi acusado, assim como Tasso Jereissati, governador do Ceará nesse período, de vendilhão da pátria e – oh, Marx! – de neoliberal.

Para azar dos brasileiros, a gestão Dilma Rousseff tentou uma “nova matriz econômica”. Para a sorte dos cearenses o conselho de Malan falou mais alto e mesmo com a esquerda chegando ao governo estadual, as diretrizes da responsabilidade fiscal foram mantidas.

Velhas ideias, novas conquistas.

Publicidade

E a CPI do Narcotráfico no Ceará?

Por Wanfil em Assembleia Legislativa

07 de Fevereiro de 2019

Assembleia Legislativa do Ceará: após ameaças, vias de acesso parcialmente interditadas e CPI do Narcotráfico arquivada. (Foto: Tribuna do Ceará)

Na última terça-feira deputados estaduais deram início ao ano legislativo. Apesar da presença do governador Camilo Santana na abertura dos trabalhos, quem chamou a atenção da imprensa e dos políticos nos bastidores foi o secretário Mauro Albuquerque, da Administração Penitenciária, vestido de agente policial entre autoridades de terno e gravata.

Assim a Assembleia começou o ano, com novos deputados e nova direção (sai Zezinho Albuquerque, entra José Sarto), pautada pela expectativa geral em relação aos rumos da segurança pública. Não poderia ser diferente.

Sobre essa tema, não custa lembrar que em março no ano passado (ano eleitoral) a CPI do Narcotráfico foi arquivada. Com a repercussão, governistas alegaram dificuldades técnicas, falta de objeto para a investigação, situação sob controle e principalmente medo de retaliações dos criminosos. Agora, após a maior onda de ataques da história no Ceará e com a informação de que os agentes da Força Nacional começam a se retirar do estado, nomes da oposição, como o deputado Soldado Noélio (PROS), defendem que a comissão seja novamente apreciada para, entre outras possibilidades, ajudar a “rastrear fontes de financiamento do grupos criminosos”.

De fato, a redução nos ataques não significa propriamente o enfraquecimento das facções. Passadas as eleições, com o governo estadual empenhado junto com o federal na recuperação do sistema prisional, interesses políticos locais também devem ser deixados de lado para reforçar as ações de combate ao crime organizado. Desta vez, quem teria coragem de ser contra?

Publicidade

Reunião dos governadores do NE e condenação de Lula no mesmo dia: coincidência ilustrativa

Por Wanfil em Política

06 de Fevereiro de 2019

Governadores do NE reunidos em Brasília: do passado lulista, restou apenas a parede vermelha – Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Existem coincidências que ilustram melhor alguns movimentos políticos do que até mesmo a melhor das propagandas.

Nesta quarta-feira, dia em que Lula foi condenado outra vez, agora pelo caso do sítio em Atibaia, os governadores do Nordeste, lulistas e de esquerda, se reuniram na sede do escritório da representação do governo do Ceará, em Brasília, para criar estratégias conjuntas de desenvolvimento econômico e para avaliarem as propostas de reforma da Previdência e de combate ao crime anunciadas pelo governo federal.

O grupo se notabilizou no ano passado por cartas e declarações em apoio a Lula e com críticas aos tribunais que o condenaram. Chegaram a ser barrados quando tentaram visitar o líder na cadeia, em episódio desnecessário e constrangedor, porém, compreensível. A convergência entre o apelo eleitoral do lulismo na região e os vínculos políticos justificavam o posicionamento, a despeito dos escândalos e das condenações por corrupção.

Agora as circunstâncias são outras. Lula está definitivamente fora do jogo. PT e MDB perderam espaços. Moro é ministro e Bolsonaro presidente. A reunião foi de manhã e a nova condenação foi divulgada à tarde. Mas Lula já tem a condição de preso. Não houve, antes, durante ou após o encontro, protestos, notas em desagravo ou vídeos de indignação. É que um novo sentido de sobrevivência mantém o grupo unido: opositores a atual gestão, mas dependentes do governo federal, a ação conjunta é a melhor estratégia para ganhar evidência e ter algum peso de interlocução.

É vida que segue e daquele passado recente que animava as ações do fórum de governadores nordestinos restou apenas a parede vermelha da foto. Sai o ativismo partidário-ideológico-eleitoral, entra o pragmatismo administrativo.

Publicidade

Girão e Tasso assinam CPI de Brumadinho

Por Wanfil em Política

06 de Fevereiro de 2019

As imagens da tragédia em Brumadinho chocaram o Brasil e o mundo. Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de MG

O requerimento para a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito no Senado para investigar as causas do rompimento da barragem de Brumadinho conta com a assinatura de 30 senadores, de um total de 81 parlamentares na Casa.

Além de verificar as responsabilidades pelas mais de 300 vítimas diretas do episódio, a iniciativa é importante para ajudar as milhares de pessoas que vivem próximas a outras barragens em todo o país.

Segue abaixo a lista divulgada pelo site O Antagonista com os nomes dos signatários do requerimento. Da bancada cearense, Tasso Jereissati (PSDB) e Eduardo Girão (PODE) apoiaram a iniciativa.

1- Carlos Viana (PSD-MG)
2 – Mailza Gomes (PP-AC)
3 – Roberto Rocha (PSDB-MA)
4 – Eliziane Gama (PPS-MA)
5 – Rodrigo Pacheco (DEM-MG)
6 – Marcos Rogério (DEM-RO)
7 – Chico Rodrigues (DEM-RR)
8 – Tasso Jereissati (PSDB-CE)
9 – Plínio Valério (PSDB-AM)
10 – Jorge Kajuru (PSB-GO)
11 – Reguffe (sem partido-DF)
12 – Davi Alcolumbre (DEM-AP)
13 – Weverton Rocha (PDT-MA)
14 – Simone Tebet (MDB-MS)
15 – Randolfe Rodrigues (REDE-AP)
16 – Jayme Campos (DEM-MT)
17 – Antonio Anastasia (PSDB-MG)
18 – Sergio Petecão(PSD-AC)
19 – Angelo Coronel (PSD-BA)
20 – Arolde de Oliveira (PSD-RJ)
21 – Lucas Barreto (PSD-AP)
22 – Irajá Abreu (PSD-TO)
23 – Nelsinho Trad (PSD-MS)
24 – Lasier Martins (PSD-RS)
25 – Omar Aziz (PSD-AM)
26 – Elmano Férrer (PODE-PI)
27 – Oriovisto Guimarães (PODE-PR)
28 – Eduardo Girão (PODE-CE)
29 – Selma Arruda (PSL-MT)
30 – Dário Berger (MDB-SC)

Publicidade

Girão e Tasso assinam CPI de Brumadinho

Por Wanfil em Política

06 de Fevereiro de 2019

As imagens da tragédia em Brumadinho chocaram o Brasil e o mundo. Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de MG

O requerimento para a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito no Senado para investigar as causas do rompimento da barragem de Brumadinho conta com a assinatura de 30 senadores, de um total de 81 parlamentares na Casa.

Além de verificar as responsabilidades pelas mais de 300 vítimas diretas do episódio, a iniciativa é importante para ajudar as milhares de pessoas que vivem próximas a outras barragens em todo o país.

Segue abaixo a lista divulgada pelo site O Antagonista com os nomes dos signatários do requerimento. Da bancada cearense, Tasso Jereissati (PSDB) e Eduardo Girão (PODE) apoiaram a iniciativa.

1- Carlos Viana (PSD-MG)
2 – Mailza Gomes (PP-AC)
3 – Roberto Rocha (PSDB-MA)
4 – Eliziane Gama (PPS-MA)
5 – Rodrigo Pacheco (DEM-MG)
6 – Marcos Rogério (DEM-RO)
7 – Chico Rodrigues (DEM-RR)
8 – Tasso Jereissati (PSDB-CE)
9 – Plínio Valério (PSDB-AM)
10 – Jorge Kajuru (PSB-GO)
11 – Reguffe (sem partido-DF)
12 – Davi Alcolumbre (DEM-AP)
13 – Weverton Rocha (PDT-MA)
14 – Simone Tebet (MDB-MS)
15 – Randolfe Rodrigues (REDE-AP)
16 – Jayme Campos (DEM-MT)
17 – Antonio Anastasia (PSDB-MG)
18 – Sergio Petecão(PSD-AC)
19 – Angelo Coronel (PSD-BA)
20 – Arolde de Oliveira (PSD-RJ)
21 – Lucas Barreto (PSD-AP)
22 – Irajá Abreu (PSD-TO)
23 – Nelsinho Trad (PSD-MS)
24 – Lasier Martins (PSD-RS)
25 – Omar Aziz (PSD-AM)
26 – Elmano Férrer (PODE-PI)
27 – Oriovisto Guimarães (PODE-PR)
28 – Eduardo Girão (PODE-CE)
29 – Selma Arruda (PSL-MT)
30 – Dário Berger (MDB-SC)