23/01/2018 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

23/01/2018

Julgamento de Lula não muda a natureza das coligações no Ceará

Por Wanfil em Eleições 2018

23 de Janeiro de 2018

Partidos de situação e de oposição no Ceará aguardam o desfecho do julgamento de Lula na segunda instância para definir seus próximos passos. Na verdade, esperam pela confirmação de alianças nacionais. Sem Lula, o PT apoiaria Ciro no primeiro turno? Ou insistirá com candidatura própria para defender a legenda e seu líder? Com um nome no páreo, o PT no Ceará, partido de Camilo Santana, não poderá pedir votos para o Ciro na propaganda eleitoral. Esse é o ponto. De resto, os demais pré-candidatos ao Palácio do Planalto continuam pré-candidatos. Até mesmo aqueles que negam a possibilidade de se candidatarem.

A confirmação da sentença condenatória de Lula na primeira instância por corrupção não seria surpresa, afinal, o processo corre dentro da legalidade, com amplo direito de defesa ao réu. Os partidos, é claro, já operam com esse cenário em mente.

Sem entrar no mérito do processo, a absolvição de Lula poderia causar alguma surpresa. O próprio PT já fala em recorrer a tribunais internacionais, revelando pessimismo. Nesse caso, tudo ficaria como está hoje: Lula liderando as pesquisas, mas rejeitado por mais da metade do eleitorado. Ciro continuaria sem palanque no Ceará para o primeiro turno. A não ser que Camilo mudasse de partido.

Portanto, a presença ou a ausência de Lula não constitui ruptura na normalidade institucional do processo eleitoral, são na verdade possibilidades já assimiladas pelos partidos, candidatos e até mesmo pelos eleitores. Assim, os conchavos e acordões de ocasião, a divisão dos currais eleitorais entre aliados, a cooptação de opositores, a distribuição de cargos, esses – digamos assim – entendimentos, seguem na mesmíssima toada.

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Julgamento de Lula não muda a natureza das coligações no Ceará

Por Wanfil em Eleições 2018

23 de Janeiro de 2018

Partidos de situação e de oposição no Ceará aguardam o desfecho do julgamento de Lula na segunda instância para definir seus próximos passos. Na verdade, esperam pela confirmação de alianças nacionais. Sem Lula, o PT apoiaria Ciro no primeiro turno? Ou insistirá com candidatura própria para defender a legenda e seu líder? Com um nome no páreo, o PT no Ceará, partido de Camilo Santana, não poderá pedir votos para o Ciro na propaganda eleitoral. Esse é o ponto. De resto, os demais pré-candidatos ao Palácio do Planalto continuam pré-candidatos. Até mesmo aqueles que negam a possibilidade de se candidatarem.

A confirmação da sentença condenatória de Lula na primeira instância por corrupção não seria surpresa, afinal, o processo corre dentro da legalidade, com amplo direito de defesa ao réu. Os partidos, é claro, já operam com esse cenário em mente.

Sem entrar no mérito do processo, a absolvição de Lula poderia causar alguma surpresa. O próprio PT já fala em recorrer a tribunais internacionais, revelando pessimismo. Nesse caso, tudo ficaria como está hoje: Lula liderando as pesquisas, mas rejeitado por mais da metade do eleitorado. Ciro continuaria sem palanque no Ceará para o primeiro turno. A não ser que Camilo mudasse de partido.

Portanto, a presença ou a ausência de Lula não constitui ruptura na normalidade institucional do processo eleitoral, são na verdade possibilidades já assimiladas pelos partidos, candidatos e até mesmo pelos eleitores. Assim, os conchavos e acordões de ocasião, a divisão dos currais eleitorais entre aliados, a cooptação de opositores, a distribuição de cargos, esses – digamos assim – entendimentos, seguem na mesmíssima toada.