02/08/2017 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

02/08/2017

Não basta ser contra Temer, tem que ser diferente dele: eis o problema da oposição

Por Wanfil em Política

02 de agosto de 2017

Dilma e Temer: lembram disso, companheiros? Onde vocês estavam? (Arte sobre foto da Agência Brasil)

Nelson Rodrigues dizia invejar a burrice, que é eterna. Quando o assunto é política, eu invejo a eternidade da hipocrisia. Por ocasião da votação do pedido de investigação contra o presidente Michel Temer, como era de se esperar, a oposição foi a favor da continuidade do processo, em alinhamento, diga-se, com a opinião pública. Até aí tudo bem, é natural.

O problema é quando seus representantes, especialmente nos estados, tentam adornar esse posicionamento com discursos contra, vejam só, a corrupção e a crise econômica, como se seus partidos e lideranças nada tivessem com a maior recessão e o maior escândalo de corrupção da história brasileira. Como se nunca tivessem feito campanha para eleger o próprio Temer, seu aliado até uma dia desses, junto com Dilma. Como se fossem puros. É demais.

Não faltam ao governo Temer defeitos, como a contradição entre a promessa de rigor fiscal e a gastança com emendas parlamentares para garantir apoio no Congresso. Mas falar disso não basta aos adversários do presidente impopular, é preciso tentar ainda apagar as próprias digitais dos problemas que agora dizem combater. E então exageram.

No fim, por falta de correspondência entre discurso e prática no poder, o esforço finda inútil. Toda a indignação fingida de quem nunca fez um mea-culpa por toda essa situação, não passa de jogo de cena. Não enganam ninguém.

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Moleque, não!

Por Wanfil em Política

02 de agosto de 2017

Após um rápido recesso retorno e vejo resquícios de uma nova polêmica que agitou parlamentares da Assembleia Legislativa, chamados de “moleques” pela procuradora-geral do Tribunal de Contas dos Municípios, Leilyanne Feitosa. De fato a expressão não condiz com as liturgias institucionais, mesmo entre instituições em pé de guerra, como é o caso, por causa do projeto que tramita na AL propondo a extinção do TCM.

Deputados cobraram retratação e cogitaram convocar a procuradora para prestar esclarecimentos sobre a declaração. É justo. Se nada fizessem, estariam consentindo com a ofensa.

Foi uma reação rápida, especialmente se comparada a outros episódios, como nas delações da JBS sobre uma suposta ação corrupta de arrecadadores de campanha que hoje ocupam secretarias estaduais. Ninguém foi convocado a se defender ou instigado a dar explicações. Ficou o dito pelo não dito, embora o Estado esteja entre os três que mais receberam doações da JBS.

Talvez haja o entendimento de que falta credibilidade aos delatores (que até pouco tempo atrás eram respeitáveis doadores), que agem como “quem não tem integridade, não é  sério”. Definição igual a que consta no dicionário para o adjetivo “moleque”.

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Moleque, não!

Por Wanfil em Política

02 de agosto de 2017

Após um rápido recesso retorno e vejo resquícios de uma nova polêmica que agitou parlamentares da Assembleia Legislativa, chamados de “moleques” pela procuradora-geral do Tribunal de Contas dos Municípios, Leilyanne Feitosa. De fato a expressão não condiz com as liturgias institucionais, mesmo entre instituições em pé de guerra, como é o caso, por causa do projeto que tramita na AL propondo a extinção do TCM.

Deputados cobraram retratação e cogitaram convocar a procuradora para prestar esclarecimentos sobre a declaração. É justo. Se nada fizessem, estariam consentindo com a ofensa.

Foi uma reação rápida, especialmente se comparada a outros episódios, como nas delações da JBS sobre uma suposta ação corrupta de arrecadadores de campanha que hoje ocupam secretarias estaduais. Ninguém foi convocado a se defender ou instigado a dar explicações. Ficou o dito pelo não dito, embora o Estado esteja entre os três que mais receberam doações da JBS.

Talvez haja o entendimento de que falta credibilidade aos delatores (que até pouco tempo atrás eram respeitáveis doadores), que agem como “quem não tem integridade, não é  sério”. Definição igual a que consta no dicionário para o adjetivo “moleque”.