junho 2017 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

junho 2017

Nem impopularidade de Temer ajuda greve “geral” das centrais. Geral mesmo é o descrédito de ambos

Por Wanfil em Política

30 de junho de 2017

Greve “geral” em Fortaleza contra governo impopular . Mas onde estão os trabalhadores?

Centrais sindicais organizaram nesta sexta nova greve geral contra o governo federal e contra as reformas trabalhista e da Previdência. Como em dia útil e no horário de expediente a maioria dos trabalhadores está ocupada, novamente a greve geral não é geral, muito pelo contrário.

Já que Temer bate recorde de impopularidade, talvez se as manifestações fossem marcadas para o final de sema, tal como nos protestos contra Dilma, mais pessoas participassem. Mas nesse caso, para os organizadores, há um problema. É que as centrais sindicais não conseguem mobilizar grandes contingentes, a não ser pressionando empregados de algumas categorias nas portas das fábricas e lojas. No máximo, conseguem fazer barulho atrapalhando o trasporte público.

E por que essas centrais não conseguem atrair quem deveriam representar? Simples. Porque são imediatamente vinculadas pelo cidadão comum aos partidos políticos de oposição que as controlam, com suas bandeiras vermelhas, tão corruptos e desmoralizados quanto o atual governo. E assim, o sujeito até desaprova Temer e questiona pontos das reformas, mas não aceita por isso andar ao lado daqueles que quebraram o país e assaltaram os cofres públicos, não vai dar discurso a quem deveria estar calado.

Ao tentarem pegar carona na insatisfação geral usando seus ativistas no sindicalismo, esses partidos políticos acabam mesmo é constrangendo a participação espontânea de muitos que, sem confiar em mais ninguém, resolveram esperar para ver no que vai dar. Geral mesmo é a falta de representatividade de governantes, opositores e sindicatos.

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Governo e oposição disputam para ver quem tem menos credibilidade

Por Wanfil em Ideologia

29 de junho de 2017

O governo Temer conseguiu aprovar o relatório da reforma trabalhista na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Em breve deverá ser votada em plenário. A oposição cerrou fileiras contra o projeto.

O tema é de relevância indiscutível, mas acaba servindo, ao final, pelo menos para a maioria, de pretexto. Governistas buscando sobrevida com uma agenda que fuja dos escândalos, opositores de olho nas eleições do ano que vem. Um fala de futuro, mas vive assombrado pelo passado; o outro convoca greves que são solenemente ignoradas pelos trabalhadores de verdade. Sem poder confiar em ninguém, o cidadão espera para ver como é que fica.

Uma coisa é certa, a história recente mostra: caso a não seja aprovada agora, a reforma voltará como prioridade em breve, não importa quem estiver no poder, mesmo partidos de esquerda. Foi assim com a privatização. Basta ver a alegria com que essas forças comemoram no Ceará o fato de uma empresa privada europeia ter arrematado as operações no Aeroporto Pinto Martins, embora fizessem da pregação contra as privatizações um ato de fé e convicção inabaláveis.

O PMDB é de direita? Não. O PSDB é de direita? Claro que não. São de centro esquerda. E onde está a direita? Um pouco no mercado, um pouco nas tais equipes econômicas que rearrumam a casa de tempos em tempos. Mas só um pouco, que nossa direita adora juros subsidiados.

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Se a delação da JBS vale para denúncia contra Temer, então vale para os demais…

Por Wanfil em Ceará

27 de junho de 2017

Rodrigo Janot, da PGR, denunciou o presidente Michel Temer ao STF por corrupção passiva. O presidente fez pronunciamento rebatendo a acusação e, assim como Lula, alegou inocência, se disse perseguido e cobrou provas. O caminho para uma condenação formal é tortuoso e precisa passar pelo Congresso. Mas, politicamente, Temer está arruinado.

No Ceará, curiosamente, alguns dos maiores críticos do presidente não podem comemorar a decisão de Janot. Pelo menos, não como gostariam. É que a base da denúncia contra o presidente é a delação de Joesley Batista, dono do grupo JBS, a mesma empresa que acusa o ex-governador Cid Gomes de ter, supostamente, enviado emissários para cobrar propina em troca de créditos fiscais nas eleições de 2014. Cid, assim como Temer, nega e chama os delatores de bandidos.

Para ser justo, existem diferenças que merecem ser observadas. Contra o presidente, por exemplo, existe até gravação. O problema é que, pela lei, se algum ponto da delação for mentira, o acordo por inteiro pode ser desfeito. E como todos sabem, o acordo com os donos da JBS foi o melhor entre os delatores: liberdade total.

Se em Brasília a pressão contra Temer chega as raias do insuportável, por aqui na Terra do Sol, discretamente, quase todos fazem de conta que a delação da JBS vale para uns e não para outros. O silêncio dos implicados, porém, não deixa de ser sintomático.

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Pesquisa Datafolha: Lula na frente, Bolsonaro empatado com Marina e Ciro Gomes muito atrás

Por Wanfil em Pesquisa

26 de junho de 2017

Lula, Marina e Bolsonaro se distanciam de Ciro. Ainda falta muito, as imagens do futuro ainda estão sem foco, mas expectativas fazem parte do jogo

A pesquisa Datafolha publicada nesta segunda pelo jornal Folha de São Paulo mostra os seguintes números para o primeiro turno da disputa presidencial do próximo ano:

30% – Lula (PT) – (tinha 22% em dezembro/2016)
16% – Bolsonaro (PSC) – (tinha 5%, subiu 11 pontos)
15% – Marina (Rede) – (liderava com 24% no mesmo período)
8%  – Geraldo Alckmin (PSDB) – (tinha 14%)
5%  – Ciro Gomes (PDT) – (com 7%, estava à frente de Bolsonaro)
2%  – Luciana Genro (PSOL) – (manteve os 2%)

Com João Doria
Em outro cenário, com João Doria como candidato do PSDB, as coisas não mudam muito. O prefeito paulistano, menos conhecido e sem recall de outras eleições presidenciais, aparece com 10%.

Sem Lula
Se a disputa se der apenas entre nomes não citados na Lava Jato, Marina assume a dianteira com 27%, seguida por Bolsonaro (18%), Doria (14%) e Ciro (12%).

Observações
Pesquisas feitas a mais de um ano para as eleições falam mais do presente do que do futuro. Outros nomes e fatos poderão surgir e a dinâmica típica dos processos eleitorais ainda não interfere nas decisões. De todo modo, é possível perceber algumas tendências:

1 – O PT não tem nome alternativo a Lula. Outro problema para o ex-presidente – além da possibilidade de ser preso – é a alta rejeição de 46% dos eleitores;

2 – Sem Lula e o PT, Marina surge como opção de esquerda mais conhecida. Ciro cresce, mas ainda fica longe dela. No entanto, pelo menos entraria na briga;

3 – Doria mostra potencial de crescimento muito superior ao de Alckmin;

4 – Bolsonaro já se consolida como fenômeno pré-eleitoral. Ciro já disse que o deputado divide os votos anti-PT, o que seria bom para candidatos de esquerda. Faz sentido;

5 – a candidatura de Ciro ainda não decolou, apesar de seus esforços midiáticos, com declarações fortes e críticas direcionadas, por exemplo, a Doria. Não funcionou. Como já foi candidato outras vezes, é adversário de um governo impopular e tem recall, era de se esperar melhor desempenho do ex-governador;

6 – no que diz respeito ao Ceará, a candidatura de Ciro é fundamental para manter aliados locais em torno de um projeto de poder viável e com a possibilidade de transferência de votos. Mas, para isso acontecer, é preciso que sua candidatura tenha o mínimo de competitividade, pois a maioria dos eleitores, por pragmatismo, tende a restringir suas opções entre aqueles que têm reais chances de vitória.

No momento, as expectativas não parecem promissoras, mas, como diz o clichê, ainda é muito cedo e tudo pode acontecer.

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Segurança pública: uma dica para o governo, outra para a oposição

Por Wanfil em Segurança

22 de junho de 2017

Tenho dito na coluna que tenho da rádio Tribuna Band News e escrito aqui no blog que o governo do Ceará, diante do recrudescimento dos índices de homicídios, que voltaram a subir vertiginosamente, tem errado na estratégia de comunicação. Ao projetar culpar, com excessiva ênfase, o governo federal, que falha no controle das fronteiras nacionais, a gestão estadual deixa a impressão de que não pode – ou não sabe – reagir mais com recursos próprios.

Dei então uma dica: aceitar o fato de que a raiz do problema está nas facções dos presídios que controlam o crime do lado de fora, para focar ações na restauração de investimentos na Secretaria da Justiça, responsável pelo setor.

Presídios
Talvez por coincidência, o governador Camilo Santana anunciou, nesta semana, que aguarda do Ministério da Justiça a autorização para a construção de um presídios de segurança máxima. Não há data confirmada para a obra, mas em ano pré-eleitoral, tem-se ao menos um novo discurso e finalmente um foco de atuação diferente.

Batalhão de Divisas
Sendo assim, vai que andam lendo o que escrevo e ouçam o que digo, tenho também uma dica para a oposição – ou para opositores, pois o grupo é disperso -, sempre pensado, é claro, em contribuir com o debate. Se um dos problemas apontados pelo governo do Estado é a falta de policiamento nas fronteiras com países produtores de drogas, é razoável perguntar às autoridades locais como anda o trabalho do Batalhão de Divisas da Polícia Militar do Ceará, criada em 2015 com muita expectativa, justamente para combater o tráfico de drogas, de armas e os ataques a banco.

Será que o contingente é suficiente para cobrir as fronteiras estaduais? Quanto policiais atuam no batalhão e quantos seriam necessários? Quais são as áreas mais vulneráveis?

Fiscalizar para melhorar
São informações pertinentes que devem ser cobradas, não como forma de constranger adversários, mas por dever de ofício, afinal, é para isso que a população vota na oposição. Além do mais, verificar a eficiência das ações de segurança em execução hoje, no presente, é a melhor forma de evitar que erros se repitam nas novas ações que estão sendo propostas para o futuro próximo.

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A hora da confiança: PIB pode incrementar investimentos se a política não atrapalhar

Por Wanfil em Política

20 de junho de 2017

PIB: o ambiente de investimentos melhorou. É preciso protegê-lo de incertezas políticas.

O PIB cearense cresceu 1,87% nos três primeiros meses de 2017, na comparação com o último trimestre do ano passado. Os dados, divulgados ontem, são do IPECE. O desempenho foi superior à média nacional, que também voltou a crescer. Essa sincronia não é gratuita. As variações locais estão diretamente ligadas à conjuntura do País. Isso não tira os méritos do governo estadual, de reconhecido compromisso com o equilíbrio fiscal, política, aliás, de longa data.

É hora de trabalhar para tirar o melhor proveito dessa frágil recuperação, ameaçada por incertezas quanto ao futuro do governo federal. Assim, mais do que nunca, é preciso inspirar confiança para voltar a atrair investimentos. A ida de Maia Júnior para o Planejamento foi uma boa sinalização nesse sentido. Tão importante quanto bons nomes na gestão para impulsionar a economia, é o cuidado para evitar possíveis contaminações políticas decorrentes de escândalos.

Suspeitas e denúncias que recaiam, no Ceará, sobre autoridades em geral e secretários estaduais em particular, principalmente nos casos ligados à Lava Jato, precisam ser esclarecidas o quanto antes. Como isso deve demorar, o ideal é que esses nomes sejam afastados preventivamente. Não se trata de punição, mas de lógica. Imagem é tudo.

Qualquer hesitação pode deixar a impressão de que o governo busca varrer sujeiras para debaixo do tapete ou ganhar tempo na esperança de que as suspeitas sejam esquecidas. Há nisso o risco de comprometer a imagem do Estado, justamente num momento em que ele precisa se mostrar seguro e confiável.

Alguém pode lembrar que Temer é hoje a autoridade mais enrolada com a Justiça e que mesmo assim o Brasil cresceu graças ao prestígio da equipe econômica. Essa é outra discussão, mas a conclusão é igualmente arriscada para o governante: a incipiente recuperação verificada em 2017 não se converteu em popularidade para o presidente justamente pela falta de credibilidade.

Fica a dica.

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Dica de livro: Stoner

Por Wanfil em Livros

17 de junho de 2017

Simplesmente fantástico. Emocionante, pungente, forte e delicado.

Cheguei a Stoner, de John Williams, por indicação de uma amiga, a jornalista Cláudia Albuquerque. Não conhecia a obra (publicada em 1965) nem o autor, mas se ela (que escreve muito bem) recomendava o livro, então valeria a leitura, intuí com acerto. Lá encontrei tudo o que admiro num escritor: elegância, esmero, paciência nos pormenores que sempre se revelam, cedo ou tarde, fundamentais. Williams é ao mesmo tempo simples e sofisticado na construção de imagens, personagens e sentimentos. E isso não é fácil.

Para aumentar ainda mais o brilho da narrativa, o personagem título, William Stoner, não lidera revoltas nem é perseguido por governos opressores, não é porta-voz de causas nem símbolo de lutas contra preconceitos, é somente um professor universitário sem grandes obras, de poucos amigos e limitada conexão com a família. Parece demasiadamente banal, um convite ao tédio, mas mesmo assim, é complicado explicar, temos em Stoner uma baita história. Certamente uma das mais emocionantes que li.

No posfácio, Peter Cameron explica essa singularidade: “Nada disso [as premissas do livro] parece material muito promissor para um romance. No entanto, de alguma forma, quase milagrosamente, John Williams transforma a existência de William Stoner em uma história apaixonante, profunda e pungente”. É isso! Milagre. De onde percebemos como a vida pode ser poderosa em seus detalhes, se a olharmos com atenção.

Poucas vezes um livro despertou em mim, na hora mesmo da leitura, sentimentos tão intensos. Cláudia, minha amiga, e Cameron, do posfácio, comentam reações semelhantes que, a princípio, imaginei exagero. Não é. De algum modo, a história de uma pessoa comum – e assim como as nossas próprias histórias – pode ter muito mais significado do que se imagina.

Um livro fantástico. Experimente.

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Justiça suspende nova PEC que extingue TCM: governistas ainda não aprenderam como é que se faz

Por Wanfil em Assembleia Legislativa

16 de junho de 2017

Sugestão de leitura. É do século 18, mas continua atual, especialmente quando o assunto é PEC.

Pela segunda vez a tramitação na Assembleia Legislativa de uma Proposta de Emenda Constitucional para extinguir o Tribunal de Contas dos Municípios é suspensa pela Justiça. É mais um constrangimento que o legislativo cearense passa por causa dessa, chamemos assim, ideia fixa. Segue abaixo uma breve retrospectiva:

21 de dezembro de 2016: deputados estaduais aprovam, em regime de urgência e a mando do Executivo, a primeira PEC contra o TCM, presidido por Domingos Filho, desafeto do ex-governador Cid Gomes. O projeto, de autoria do opositor Heitor Férrer, ganhou súbito apoio do governo por causa de um racha na base aliada.

28 de dezembro de 2016: uma semana depois, o Supremo Tribunal Federal suspende a PEC, que tramitou em “velocidade incomum”. A ação, movida pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), ainda não tem data para julgamento.

03 de maio de 2017: Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal aprova uma PEC de autoria do senador Eunício Oliveira, aliado de Domingos Filho, que torna os tribunais de contas órgãos permanentes. O projeto deverá ser aprovado em plenário em breve.

13 de junho de 2017: correndo contra o tempo, os defensores do fim do TCM apresentam nova PEC para ver se agora conseguem concluir o serviço. Dias depois a justiça estadual suspende liminarmente a tramitação da proposta, novamente por causa de problemas nos prazos da tramitação. A decisão já foi contestada pela AL.

O Espírito das Leis

Alguns deputados reclamaram de uma suposta interferência indevida do Judiciário. Pode ser que a liminar venha a cair, mas como esta já é a segunda vez que o parlamento, na ânsia de atender o governo e acabar com o TCM, é contido por decisão judicial, fica parecendo desculpa de quem falhou na missão.

Cada caso é um caso. É importante lembrar que, em princípio, interferências de um poder sobre o outro não constituem, por si, abusos. Basta lembrar de Montesquieu, autor de O Espírito das Leis (1748), que ao combater o absolutismo defendeu a separação e a independência dos poderes, conceito adotado pelas democracias ocidentais. Porém, não se deve confundir autonomia com falta de limites, que seria outra forma de absolutismo. Daí a criação do sistema de freios e contrapesos, pensado para que um poder possa fiscalizar o outro.

Por isso, o impeachment de um presidente, conduzido pelo Judiciário e pelo Legislativo, não pode ser visto como interferência indevida. São os poderes da República atuando em harmonia conforme a lei.

No mais, com tantos problemas no Ceará, é lamentável ver como uma matéria sem urgência alguma acabou virando prioridade. Chega a ser um descaso, manifestação da falta de espírito público sobre o espírito das leis.

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Aumento nos homicídios coloca em risco “trunfo” da gestão Camilo

Por Wanfil em Segurança

13 de junho de 2017

Os homicídios no Ceará aumentaram 65% em maio, na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram nada menos que 471 assassinatos. Em abril foram 377 mortes, contra 274 de 2016. Certamente especialistas não faltam para sugerir medidas e fazer análises técnicas sobre a nova escalada de violência.

Do ponto de vista político, de imagem para a gestão e consequentemente para o governador Camilo Santana, provável candidato à reeleição, os números atingem um dos poucos setores que, nesse momento de crise, gerou resultados positivos, devidamente reivindicados pelo governo estadual.

Agora o discurso de eficiência nas ações de segurança está em risco, na medida em que a inversão da tendência reforça a hipótese bastante difundida de que a redução dos homicídios teria sido consequência de um acordo de paz entre facções criminosas. O governo sempre negou essa possibilidade, mas a dinâmica dos índices casa com as informações sobre o suposto pacto entre bandidos.

Na tentativa de explicar a má notícia, autoridades locais reclamam do governo federal. E assim, se antes o sucesso era fruto de esforços locais, hoje o discurso mudou. Dificilmente esse conveniente deslocamento de responsabilidade surtirá efeito aos olhos do cidadão cearense. Fazer da lamentação o centro de uma explicação defensiva não parece boa estratégia de comunicação. Afinal, se nada pode fazer contra a violência a não ser esperar por ajuda federal, o que o governo estadual dirá aos eleitores no ano que vem? Que fez tudo o que podia e só nos resta aguardar? Sem contar que, na campanha passada, ninguém disse que a redução dos crimes estaria vinculada a fatores externos.

Certamente o governo tem o que mostrar. Governos sempre pensam nisso. E há realizações como as promoções de policiais e criação de equipes do Raio no interior. O problema é quando os investimentos não são correspondidos pelos índices. No que diz respeito às eleições, não é possível dimensionar o impacto desses fatos. O que é possível dizer agora é que o governo tem que trabalhar para construir uma nova abordagem sobre uma área, a segurança, que parecia figurar como trunfo.

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Como eu disse, Lula não quer o “fora Temer”, informa Veja

Por Wanfil em Política

12 de junho de 2017

Peças de um mesmo quebra-cabeças – Arte sobre foto do Instituto Lula

A revista Veja desta semana publica na Coluna Radar, de Maurício Lima:

O cálculo da Jararaca
Em público, Lula defende eleições diretas. No seu círculo mais próximo, porém, diz que o melhor cenário para o PT é que Temer permaneça no cargo e fique sangrando até 2018.

Você leu antes aqui

Foi exatamente o que eu disse aqui no blog ainda no dia 30 de maio passado:

O mais lógico é imaginar que ao PT e ao PDT interessa mesmo a permanência de um Michel Temer enfraquecido no cargo. Estratégia inconfessável publicamente, é claro. Impopular e queimado pela JBS, Temer não poderia ser candidato e seu apoio seria um peso. É o adversário perfeito. Até desviou as atenções do público de Lula para o PMDB. Nesse sentido, qualquer outro nome representaria uma incógnita. Vai que o sucessor se viabilize para 2018, não é mesmo?

E no dia 02 de junho:

O PT acena com “Diretas já” para o público, mas opera com os fatos reais nos bastidores. Em Brasília, o partido quer emplacar Aldo Rebelo (PCdoB) como vice de Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara dos Deputados, para o caso de eleições indiretas. Maia também é investigado na Lava Jato, onde Lula já figura como réu. Porém, esse seria um plano b, pois o ideal mesmo [para o PT] seria deixar Temer sangrando na Presidência.

Sem contar, completo agora, que Michel Temer é a melhor chance de Lula e outros réus de vários partidos e colorações ideológicas de ver a Lava Jato confrontada. É isso aí. A velha e boa dedução lógica ainda é um bom guia.

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Como eu disse, Lula não quer o “fora Temer”, informa Veja

Por Wanfil em Política

12 de junho de 2017

Peças de um mesmo quebra-cabeças – Arte sobre foto do Instituto Lula

A revista Veja desta semana publica na Coluna Radar, de Maurício Lima:

O cálculo da Jararaca
Em público, Lula defende eleições diretas. No seu círculo mais próximo, porém, diz que o melhor cenário para o PT é que Temer permaneça no cargo e fique sangrando até 2018.

Você leu antes aqui

Foi exatamente o que eu disse aqui no blog ainda no dia 30 de maio passado:

O mais lógico é imaginar que ao PT e ao PDT interessa mesmo a permanência de um Michel Temer enfraquecido no cargo. Estratégia inconfessável publicamente, é claro. Impopular e queimado pela JBS, Temer não poderia ser candidato e seu apoio seria um peso. É o adversário perfeito. Até desviou as atenções do público de Lula para o PMDB. Nesse sentido, qualquer outro nome representaria uma incógnita. Vai que o sucessor se viabilize para 2018, não é mesmo?

E no dia 02 de junho:

O PT acena com “Diretas já” para o público, mas opera com os fatos reais nos bastidores. Em Brasília, o partido quer emplacar Aldo Rebelo (PCdoB) como vice de Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara dos Deputados, para o caso de eleições indiretas. Maia também é investigado na Lava Jato, onde Lula já figura como réu. Porém, esse seria um plano b, pois o ideal mesmo [para o PT] seria deixar Temer sangrando na Presidência.

Sem contar, completo agora, que Michel Temer é a melhor chance de Lula e outros réus de vários partidos e colorações ideológicas de ver a Lava Jato confrontada. É isso aí. A velha e boa dedução lógica ainda é um bom guia.