Março 2017 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Março 2017

Ibope mostra que Temer é quase tão impopular quanto Dilma. Pudera…

Por Wanfil em Pesquisa

31 de Março de 2017

Separados pela crise, unidos na impopularidade

Pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta sexta mostra que 73% dos brasileiros desaprovam Michel Temer. No mesmo período do ano passado outra pesquisa Ibope registrou que 82% dos brasileiros desaprovavam a maneira de Dilma Rousseff governar.

Significa arrependimento de quem foi às ruas protestar contra a pobre Dilma, como insinuam aliados da ex-presidente? Não, claro que não. A petista colheu o que plantou. É apenas a constatação de que medidas impopulares para sair da recessão não são chamadas de impopulares à toa.

Além do mais, quem apoiou o impeachment não o fez por simpatia a Temer, ou por ver sinais de austeridade moral na sua figura, mas por entender que naquela conjuntura a troca de comando representaria o menor dos males.

Na verdade, a imensa maioria dos que pediram a saída da petista sempre desconfiou do peemedebista, afinal, não por acaso eles foram parceiros de chapa, unidos como os dois lados de uma mesma moeda que apenas virou de cara para coroa. É até curioso que o resultado não seja pior, pois boa parte dos que votaram nele agora guarda indisfarçável ressentimento.

De qualquer modo, é bom que seja assim, pois a História mostra que no Brasil a popularidade anda de mãos dadas com o populismo.

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Reforma administrativa no Ceará: sem a crise, não existiria

Por Wanfil em Ceará

31 de Março de 2017

A reforma administrativa aprovada pela Assembleia Legislativa, de autoria do governo estadual, corta secretarias e reduz nada menos que 25% dos cargos comissionados. Foram riscados do mapa a Secretaria de Relações Institucionais e Já o Instituto de Desenvolvimento das Cidades (Ideci). Casa Militar e o Conselho Estadual de Educação perderam a condição de secretarias, sendo incorporadas pelo Gabinete do Governador.

O objetivo, segundo o governo, é aliar maior eficiência com economia de recursos. Não deixa de ser, também, a admissão tímida de que existiam enormes folgas na máquina pública cearense comprometendo a eficácia da gestão. Folgas deliberadamente criadas para acomodar aliados na locomotiva governista.

O ajuste, portanto, é positivo, mas infelizmente não resulta de uma nova base conceitual sobre a estrutura administrativa. no fundo, a mudança foi impelida pela necessidade de respostas à crise econômica (sem isso, tudo seguiria como estava, com possibilidade de aumento nos desperdícios). É adaptação com vistas à sobrevivência. Ou como dizia minha vó, a dor ensina a gemer.

De todo modo, a mudança é bem-vinda, afinal, descarta excessos que simplesmente não deveriam existir. Poderia, na verdade, ter sido maior. Poderia ainda servir de exemplo para o Judiciário e o Legislativo estaduais.

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O tatuzão da paciência: “diga ao povo que logo mais”

Por Wanfil em Assembleia Legislativa

29 de Março de 2017

O deputado estadual Heitor Férrer (PSB) denunciou o roubo de peças das tuneladoras – mais conhecidas como tatuzões – adquiridas pelo Governo do Ceará para escavações na Linha Leste do Metrô de Fortaleza. O caso trouxe de volta a polêmica sobre a inusitada compra desse equipamento, ainda em 2013.

Desde então, os tatuzões de Cid Gomes, adquiridos por US$ 66,7 milhões cada, estão parados. Ninguém sabe ao certo se ainda funcionarão, pois o equipamento exige caríssima manutenção. Governistas, porém, não dão o braço a torcer e continuam a elogiar a compra das tuneladoras, que ao lado do Hospital Regional do Sertão Central e do Acquário Ceará estão entre os maiores exemplos de falta de planejamento da história da gestão pública estadual. 

Matéria do Diário do Nordeste publicada nesta quarta-feira (29) reproduz fala do líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Evandro Leitão (PDT), garantindo que os tatuzões estão bem conservados: “Só teremos absoluta convicção se estão aptas quando colocarmos para funcionar. Aí veremos se a manutenção dada tornará, ou não, os equipamentos eficazes”. O raciocínio é um tanto peculiar: ao ser categórico, o desafio não deixa de revelar certa dúvida.

Na mesma reportagem, o deputado Julinho, do mesmo PDT, ressalta a importância dos tatuzões: “Os técnicos garantem que as tuneladoras estão aptas a começarem a operação da linha leste. E o povo tenha certeza que logo mais essa obra importante para mobilidade urbana estará em plena execução”. Quando? Logo mais…

Pois é meus amigos e amigas, ficamos assim: “Logo mais” poderemos ter “absoluta convicção” de que nosso dinheiro foi, literalmente, para o buraco.

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Cid candidato ao governo, Camilo para o Senado, Tasso de volta ao Executivo, Eunício indeciso… São os velhos balões de ensaio, gente!

Por Wanfil em Política

28 de Março de 2017

Para onde irá o balão?

De tempos em tempos balões de ensaio alçam voo no noticiário para medir a “temperatura” e “pressão” da atmosfera política diante de temas polêmicos, para testar nomes de olho na próxima eleição e até mesmo para sabotar articulações em curso. É a semeadura do “se colar, colou” ou da desconfiança.

No Ceará o céu das especulações está repleto desses balões. Não por acaso, Cid Gomes precisou declarar publicamente apoio à reeleição de Camilo Santana, diante dos crescentes rumores de que o governador disputaria uma vaga para o Senado, abrindo caminho para uma possível volta de Cid ao governo estadual. Ah, não podemos esquecer a saída de Camilo do PT, outra pedra bastante cantada.

Existe também a frente de possibilidades que apontam para a oposição. Eunício Oliveira desistiria de concorrer ao Palácio da Abolição para tentar a reeleição ao Senado, num improvável (porém, nunca impossível) aliança com Camilo. Nos ventos dessas contemplações flutuam ainda os nomes do deputado Capitão Wagner e do senador Tasso Jereissati.

Evidentemente, cedo ou tarde algumas dessas “previsões” se concretizarão. Boa parte desses cenários aguardam a definição da candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República. Assim como o rumo dos ventos, as variáveis nesses casos são inúmeras e ainda imprevisíveis (a começar pela Lava-Jato), causando enorme expectativa no meio político. O resto é a busca política por influenciar os fatos com profecias que podem ou não vir a acontecer. Daí que soltem tantos balões de ensaio.

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80 anos do poeta Affonso Romano de Sant’Anna: mais atual, impossível

Por Wanfil em Cultura

27 de Março de 2017

O poeta mineiro Affonso Romano de Sant’Anna completou 80 anos neste dia 27. Tenho grande admiração pelo texto dele, preciso na construção, audacioso, harmônico e certeiro. Elegante. Dos vivos, é meu preferido e por isso registro a data. Cito aqui passagens de um de seus poemas inúmeras que brilham na sua obra, por serem atuais, feita no ocaso da ditadura, mas demasiadamente atuais em plena democracia:

A Implosão da Mentira (1980)

Mentiram-me. Mentiram-me ontem
e hoje mentem novamente. Mentem
de corpo e alma, completamente.
E mentem de maneira tão pungente
que acho que mentem sinceramente.
(…)
Mentem. Mentem caricatural-
mente.
Mentem como a careca
mente ao pente,
mentem como a dentadura
mente ao dente,
mentem como a carroça
à besta em frente,
mentem como a doença
ao doente,
mentem clara/mente
como o espelho transparente.
Mentem deslavadamente,
como nenhuma lavadeira mente
ao ver a nódoa sobre o linho. Mentem
com a cara limpa e nas mãos
o sangue quente. Mentem
ardente/mente como um doente
em seus instantes de febre. Mentem
fabulosa/mente como o caçador que quer passar
gato por lebre. E nessa trilha de mentiras
a caça é que caça o caçador
com a armadilha.
(…)
Para tanta mentira só mesmo um poema
explosivo-conotativo
onde o advérbio e o adjetivo não mentem
ao substantivo
e a rima rebenta a frase
numa explosão da verdade.
E a mentira repulsiva
se não explode pra fora
pra dentro explode
implosiva.

Pois é. Mentiras implodiram ontem e hoje, mas os mentirosos buscam insistente/mente negar o inegável, na esperança de escapar à justiça impune/mente.

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Não terceirize seu discernimento nem sua inteligência

Por Wanfil em Política

25 de Março de 2017

A polêmica sobre a aprovação do projeto de lei que regulamenta contratos de terceirização só não é maior do que a falta de informação sobre o assunto. Que o público em geral opine com base no que ouviu dizer, é compreensível. Que políticos usem o tema e mintam para manipular o público contra seus adversários é nojento, mas não surpreende.

Estranho é ver profissionais de comunicação agindo assim, como manada ou torcida, sem ao menos ler o texto aprovado pela PL 4.302/1998, desconhecendo a realidade das relações trabalhistas com outros mercados e sem contextualizar as mudanças sociais e tecnológicas que agem sobre esse quadro. Não se trata de patrulhar este ou aquele, mas de constatar que o fogo desse debate, como tantos outros, gera mais calor do que luz.

Atenção: no presente caso, ao contrário do que muitos alardeiam por aí, leis trabalhistas não foram suprimidas e o terceirizado tem que ter carteira assinada pela empresa prestadora de serviços. Outros pontos merecem cuidado:

1) empresa de terceirização é quem responde judicialmente pelo trabalhador, porém, se esta não honrar suas obrigações, a responsabilidade é compartilhada com a empresa contratante, que arcará com eventuais dívidas trabalhistas;

2) existem diferenças entre a regulamentação defendida pela ex-presidente Dilma Rousseff e a que foi aprovada agora. A ex-presidente foi contra a inclusão da atividade-fim no escopo das terceirizações.

Particularmente, acredito que terceirizar mão-de-obra pode ser interessante e produtivo para alguns setores, que pode ajudar a recolocar os 13 milhões de desempregados no país, mas entendo que ainda é preciso dar mais segurança aos terceirizados. Há quem diga que a terceirização pode pressionar salários para baixo, o que seria ruim, pois afetaria o consumo. A discussão é válida, desde que racional.  A interdição do debate pelo grito, o chavão, a ameaça, tudo isso serve apenas para postergar uma discussão que precisa ser encarada.

Portanto, se você tem opinião formada a partir dessa briga de torcidas em que se transformou a política brasileira, procure ouvir argumentos de pessoas sensatas quem pensam a favor e ao contrário do que você acha. Acredite, elas existem.

Quem desejar conhecer de verdade o projeto na íntegra e sua intensa tramitação, pode conferir aqui: PL 4302/1998.

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Carnes e políticos, instituições e indivíduos: vivemos uma crise de desconfiança sem igual

Por Wanfil em Crônica

23 de Março de 2017

Dá pra confiar?

Em palestra proferida ano passado na Fiec, o professor Clóvis de Barros Filho apresentou de modo muito espirituoso a evolução histórica e filosófica dos conceitos de ética e moral, para incensar logo em seguida uma palavra-chave: confiança. Para Barros, o Brasil vive na atual conjuntura – e não sem motivos – um momento de desconfiança generalizada.

Não que todos devam sair por aí confiando em tudo e todos, mas é que uma sociedade que tem a desconfiança como princípio universal e regra primeira de convivência não consegue construir nada de positivo.

Pois é. De certo modo, a Operação Carne Fraca toca nesse ponto. Grandes empresas do setor de alimentação, que gastam fortunas com propagandas e marketing para convencer o público de que são confiáveis, estão envolvidas, no mínimo, com suspeitas de suborno a fiscais. Ora, quem evita fiscalização, por óbvio, tem o que esconder. A quebra de confiança levará tempo para ser superada. 

Na Lava-Jato, a dimensão do maior esquema de corrupção já descoberto acabou por sepultar de vez a pouca credibilidade de partidos, políticos, legisladores e governantes. Com o Judiciário não é muito diferente. A venda de decisões favoráveis a traficantes descoberta no Tribunal de Justiça do Ceará, por exemplo, é mancha difícil de apagar. Quem pode realmente garantir a lisura de outras decisões? Generalizações são injustas com os honestos, é verdade, mas já ensina o ditado popular que o justo paga pelo pecador.

É claro que a descoberta de tantos problemas significa que existem canais de fiscalização. Entretanto, até esses são acusados de agirem direcionados por interesses diversos. Fica a dúvida, sempre. Não confiamos em quase ninguém. Desconfiamos até mesmo de quem apenas pensa diferente de nós. E a desconfiança impera como uma segunda identidade justamente onde falham a ética e a moral de modo retumbante.

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Reajuste de 2% não mobiliza sindicatos de servidores no Ceará. Por que será?

Por Wanfil em Política

17 de Março de 2017

Reajuste criticado, mas sem protestos constrangedores para o governo estadual

Foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Ceará a proposta do Governo do Estado que concede aumento de 6,29% para servidores que recebem salário mínimo e de 2% para os demais. É pouco, mas ninguém ignora a crise econômica.

No Ceará, muitos servidores já dão de bom tamanho receber em dia, obrigação que, de fato, virou um feito no atual contexto nacional. Talvez por isso os sindicatos ligados ao funcionalismo não tenham conseguido fazer grande pressão sobre o governo.

Também concorre para amenizar o espírito contestador dessas entidades uma predisposição política, uma vez que o governador Camilo Santana é do Partido dos Trabalhadores, que tem inegável e notória ascendência sobre o movimento sindical.

Se fosse em outros tempos, ameças de greve geral, paralisações de setores fundamentais e até manifestações em frente a sede do governo seriam algumas das ações contra uma proposta de reajuste menor que a inflação. Agora, não.

É diferente ainda, por exemplo, dos protestos contra a reforma da previdência. Nesses os sindicatos mergulharam de cabeça com a esperança de iniciar um movimento que ultrapasse os limites da militância partidária e chegue ao cidadão comum, tudo para atingir o governo federal, que agora é do PMDB. É legítimo, claro, mas não deixa de ser revelador, se lembrarmos que na época em que Dilma propôs reformas nesse sentido, nada disso não aconteceu. A diferença de postura mostra que, no fundo, é o tipo de convicção que atende antes as demandas da disciplina política.

Desse modo, a reação contrária ou favorável não depende tanto do mérito do debate, mas de quem propõe reformas ou reajustes. No final, tudo se resume mesmo a uma questão de conveniência.

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A privatização – ops, concessão! – do aeroporto de Fortaleza

Por Wanfil em Ideologia

16 de Março de 2017

A empresa alemã Fraport venceu, nesta quinta-feira (16), o leilão para a concessão do Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, pelos próximos 30 anos. Também foram leiloados os aeroportos de Salvador, Porto Alegre e Florianópolis.

Somente assim os investimentos necessários poderão ser realizados, uma vez que a Infraero não consegue dar conta do recado. Quem em Fortaleza não se lembra da reforma que acabou no puxadinho de lona em improvisado para a Copa do Mundo?

As concessões de aeroportos tiveram início ainda no governo Dilma e seguem agora com Michel Temer. Concessão é uma forma disfarçada de privatização, pois apesar de no papel ainda pertencerem ao governo federal, na prática acabam sendo o reconhecimento de que o Estado não pode tudo, que dinheiro público tem fim e a gestão privada tem melhores condições de cuidar de muito serviços públicos. O resto é empulhação ideológica.

Por isso os governadores foram os primeiros a defender que os aeroportos passam para as mãos de empresários, pois necessitam como nunca de investimentos nos seus estados. Inclusive aqueles eleitos por partidos de esquerda.

Seguindo a mesma lógica, o governador Camilo Santana, do PT, reafirmou nesta semana, em entrevista no Sistema Jangadeiro, o desejo de passar para a iniciativa privada o Acquario Ceará e o Centro de Eventos, de modo que o Estado priorize ações de saúde, educação e segurança. É um avanço e tanto na compressão do papel dos governos.

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Lula convida Ciro a visitar transposição para impedir que Temer se aproprie da obra

Por Wanfil em Política

16 de Março de 2017

Temer que aparecer – sozinho! – na foto da transposição – (Beto Barata/Presidência da República)

Lula convidou Dilma Rousseff e Ciro Gomes, que foi ministro da Integração nacional na gestão do petista, para visitar a transposição do Rio São Francisco no próximo domingo, na Paraíba. Pelo menos é o que dizem os principais jornais do país. Seria uma resposta ao presidente Michel Temer, que recentemente foi inspecionar a obra, com direito a discursos na expectativa de mostrar serviço aos nordestinos. Na prática, os ex-aliados disputam sua paternidade.

Aos fatos: o empreendimento saiu do papel na gestão de Lula em 2007, com previsão de ser concluída em 2010, mas atrasou. Dilma o sucedeu, mas não conseguiu terminar a transposição. Aliás, a obra chegou a parar na sua administração. Michel Temer agora corre para destravar entraves burocráticos e problemas financeiros para concluí-la e faturar politicamente com sua inauguração.

Disputas à parte, é evidente que se existe um “pai” para a transposição, esse é Lula. Não há o que discutir. Tudo o que diz respeito a sua execução deve ser atribuído ao petismo, por uma questão de justiça. Tudo! A obra, os custos estratosféricos, as licitações complicadas, as relações com empreiteiras enroladas na Lava-Jato e os atrasos injustificáveis. Temer, na condição de aliado importante, com boa vontade pode figurar como padrinho, para bem ou para o mal.

Não sei o porquê de tanta discussão. Resta saber se Ciro topa ir fazer palanque para o réu Lula, já que os dois são pré-candidatos à Presidência da República.

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Lula convida Ciro a visitar transposição para impedir que Temer se aproprie da obra

Por Wanfil em Política

16 de Março de 2017

Temer que aparecer – sozinho! – na foto da transposição – (Beto Barata/Presidência da República)

Lula convidou Dilma Rousseff e Ciro Gomes, que foi ministro da Integração nacional na gestão do petista, para visitar a transposição do Rio São Francisco no próximo domingo, na Paraíba. Pelo menos é o que dizem os principais jornais do país. Seria uma resposta ao presidente Michel Temer, que recentemente foi inspecionar a obra, com direito a discursos na expectativa de mostrar serviço aos nordestinos. Na prática, os ex-aliados disputam sua paternidade.

Aos fatos: o empreendimento saiu do papel na gestão de Lula em 2007, com previsão de ser concluída em 2010, mas atrasou. Dilma o sucedeu, mas não conseguiu terminar a transposição. Aliás, a obra chegou a parar na sua administração. Michel Temer agora corre para destravar entraves burocráticos e problemas financeiros para concluí-la e faturar politicamente com sua inauguração.

Disputas à parte, é evidente que se existe um “pai” para a transposição, esse é Lula. Não há o que discutir. Tudo o que diz respeito a sua execução deve ser atribuído ao petismo, por uma questão de justiça. Tudo! A obra, os custos estratosféricos, as licitações complicadas, as relações com empreiteiras enroladas na Lava-Jato e os atrasos injustificáveis. Temer, na condição de aliado importante, com boa vontade pode figurar como padrinho, para bem ou para o mal.

Não sei o porquê de tanta discussão. Resta saber se Ciro topa ir fazer palanque para o réu Lula, já que os dois são pré-candidatos à Presidência da República.