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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

novembro 2016

O 15 de novembro e a República dos erros repetidos

Por Wanfil em História

15 de novembro de 2016

Campos Sales, presidente de 1898 a 1902, saneou as contas públicas com medidas impopulares. Uma lição que não aprendemos ainda.

Campos Sales, presidente de 1898 a 1902, saneou as contas públicas com medidas impopulares. Lição que ainda não aprendemos.

Proclamamos a República em 15 de novembro de 1889. A monarquia estava definitivamente no passado. Deodoro da Fonseca assume a Presidência. Dois anos depois, assume Floriano Peixoto, seguido por Prudente de Morais.

Em 1898, apenas nove anos depois da proclamada a República, Campos Sales é eleito. Acontece que sua chegada à Presidência já não tem o frescor da novidade e da esperança, pelo contrário. Nessa essa época, o Brasil estava em crise, preso a uma monstruosa dívida externa e com profundo déficit nas contas públicas.

Para sanear o caixa, foram adotadas medidas de ajuste, com renegociação da dívida, restrição da política monetária para derrubar a inflação alta, acentuado corte de despesas e aumento de impostos. Desagradou a todos, mas corrigiu, ou pelo menos encaminhou soluções para os erros cometidos por seus antecessores e pelo Império.

O preço político por essas ações foi a impopularidade: Campos Sales deixou o cargo, em 1902, sob vaias.

O 15 de novembro não poderia ser mais atual. A História do Brasil tem sido a alternância de poder entre estatistas perdulários e liberais defensores do rigor fiscal. Os primeiros expandem gastos financiando políticas públicas que muitas vezes representam avanços, mas que degeneram rapidamente em populismo e quebram o País. Os segundos o consertam, caminhando sobre um círculo vicioso que nem a Lei de Responsabilidade Fiscal conseguiu impedir, como vimos nas gestões de Lula e, principalmente, Dilma.

Nessa ciranda do atraso, o gastador irresponsável cai nas graças da população e das corporações, que passam a acreditar que dinheiro público não tem fim, enquanto o gestor responsável é visto como insensível. Daí que a proposta de fixar um teto para os gastos do governo federal é mais criticada em setores politicamente mobilizados do que os anos de déficits que levaram o País à recessão.

Se errando é que se aprende, já está na hora de aprender a lição.

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Leitura: O velho e o mar

Por Wanfil em Livros

13 de novembro de 2016

ernest-hemingway-o-velho-e-o-marComo falar de heroísmo, no sentido universal, a partir de um personagem que não salva ninguém além de si mesmo e cujo maior feito não é testemunhado por ninguém? De que forma um livro escrito por uma autor que viria a cometer suicídio pode deixar uma mensagem de esperança e amor à vida? Essas foram contradições, ou aparentes contradições, que fervilharam no meu pensamento após ler O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway. Especialmente quando o heroísmo, o estoicismo e a esperança são tratados de modo tocante como poucas vezes se viu em qualquer obra.

Santiago, um velho pescador cubano, sai para o mar com o espírito abatido por quase três meses sem conseguir fisgar um peixe grande. Mas ele não desiste. Sozinho, mantém firme o compromisso íntimo consigo mesmo e com o seu ofício. Pescar é sua vida, sua missão. Nesse dia, porém, a sorte parece virar e Santiago consegue fisgar um descomunal espadarte. A luta e a técnica, a espera, a paciência, o jogo entre presa e homem, se desenrolam enquanto o pequeno barco se distancia da costa.

velho-e-o-mar-gravuraPor mais de dois dias Santiago trava uma batalha com um imenso espadarte. Há respeito entre o pescador e o animal. Existem também perigos: a fome, a exaustão, a idade, as feridas nas mãos e os tubarões. E Santiago não entrega os pontos. Nem ele nem o mar.

Sem ninguém com quem falar, Santiago conversa consigo mesmo, às vezes em voz alta. A certa altura diz para si: “Um homem pode ser destruído, mas não derrotado”. É o tipo de esperança capaz de resistir a tudo. O pescador tem um compromisso com o estar no mundo e a ele se aferra com dignidade heroica. Homem simples, de formação limitada, o velho sabe que é parte de um todo imenso, cuja parcela que ele representa tem sua importância.

Num mundo onde todos se expõem nas redes sociais com notável imprudência, onde a busca pelo reconhecimento supera a noção de servir e onde a intolerância se disfarça de preocupação humanista, onde todos querem mudar todos, a leitura de O velho e o mar ganha relevância de alerta: as lutas mais difíceis, as fundamentais, são solitárias e não rendem glórias e aplausos, apenas silêncio. São internas. Hemingway ganhou o Nobel de Literatura com um livro simples e curto, de impactante beleza em sua sintaxe direta e desprovida de floreios, escrito com dignidade, como missão.

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O aquário na novela e a novela do aquário

Por Wanfil em Ceará

11 de novembro de 2016

No Ceará, o aquário, obra pública, parece com escombros de filmes de guerra. No Rio, o aquário, obra privada, é cenário de novela. Pois é.

No Ceará, o aquário, obra pública, lembra escombros dos filmes de guerra. No Rio, obra privada, é cenário de novela. Pois é…

A TV Jangadeiro e o portal Tribuna do Ceará mostraram que o maior aquário da América do Sul, foi aberto ao público na quarta-feira (9). Não, não é o Acquario Ceará, em Fortaleza, mas o AquaRio, no Rio de Janeiro.

Na verdade, a conclusão do aquário do Ceará é uma incógnita, embora sua construção tenha iniciado há cinco anos, na gestão de Cid Gomes, consumindo, até agora, R$ 136 milhões (dos R$ 300 originalmente previstos). Já o aquário do Rio, que em quatro anos ficou pronto, é obra da iniciativa privada e custou R$ 120 milhões.

No Rio, o aquário serviu de cenário para a novela “A lei do amor”, da Rede Globo, em capítulo exibido nesta semana. No Ceará, o aquário é uma novela mal dirigida e encenada por canastrões, sem prazo para a acabar e – tudo indica – longe, muito longe, de um final feliz.

Confira a matéria da Jangadeiro: Enquanto aquário do Rio é inaugurado, o do Ceará está parado e já consumiu mais dinheiro

Curiosidades:

Em 2013, no calor dos protestos de junho, acuado, Cid cogitou fazer um plebiscito para a população decidir se a obra deveria continuar ou não.

No mesmo ano, a Câmara dos Vereadores aprovou a realização do plebiscito que nunca aconteceu.

Na Assembleia Legislativa, a oposição criou a CPI do Aquário, mas os governistas, numa manobra regimental inusitada, conseguiram barrar a investigação.

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Zezinho Albuquerque e Sérgio Aguiar disputam comando do legislativo estadual. Ah, bom…

Por Wanfil em Assembleia Legislativa

11 de novembro de 2016

No dia 1º de dezembro deputados estaduais do Ceará escolherão quem presidirá pelos próximos dois anos a Assembleia Legislativa. Concorrem ao posto o atual presidente Zezinho Albuquerque, que ambiciona um inédito terceiro mandato consecutivo, e Sérgio Aguiar, que defende o tradicional rodízio no comando da Casa.

Ambos estão no PDT, para onde foram seguindo os Ferreira Gomes. Também são da base aliada ao governo estadual. Existem diferenças substanciais entre os candidatos? Não! Na prática, vença quem vencer, o legislativo cearense continuará a aprovar (ou a barrar) tudo o que o Executivo desejar.

De resto, tudo não passa de questão interna corporis, como dizem os ministros do STF. Demasiadamente interna e corporis.

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Camilo finalmente cobra o Governo Federal por transposição: antes tarde do que nunca!

Por Wanfil em Ceará

08 de novembro de 2016

Dilma vistoria transposição atrasada no Ceará

Dilma vistoria transposição no Ceará, em 2014. Na ocasião, a conclusão da obra, prevista para 2010 e depois para 2012, foi adiada para 2015. Seus aliados nunca reclamaram.

O governador Camilo Santana, ainda no PT, responsabilizou publicamente, em entrevista coletiva, o governo Michel Temer (PMDB) pelo atraso das obras de transposição do Rio São Francisco. A cobrança é válida e pertinente, uma vez que a conclusão do projeto foi mais uma vez adiada, agora para o ano que vem, embora os efeitos da seca prolongada se agravem a cada dia.

Está, portanto, certíssimo o governador em expor a situação na sua realidade. Quem tem que resolver o problema é o governo Temer e pronto.

Pena que Camilo, e antes dele Cid Gomes, e a bancada federal cearense, com pouquíssimas exceções, não fizeram essas cobranças públicas quando a transposição atolava no mar de incompetência e suspeitas de corrupção que engolia a obra, sem o peso da crise econômica, das gestões dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff.

Foi preciso esperar o impeachment para que os então governistas do Ceará acordassem para a urgência que o caso pede, denunciando a situação para a população. Em 2014, ano eleitoral, uma exposição dessas poderia ter acelerado o cronograma. Agora a cobrança ficou tão atrasada quanto a obra. Porém, nos dois casos, antes tarde do que nunca.

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Mesmo com tatuzões, metrô avança apenas 1% em três anos. De quem é a culpa?

Por Wanfil em Ceará

07 de novembro de 2016

O atraso nas obras do metrô de Fortaleza (Linha Leste), que após três anos conclui apenas 1% do projeto, ganhou destaque nacional com uma matéria do O Globo, publicada no domingo (6).

“Um dos emblemas do fracasso da empreitada é a imagem dos quatro ‘tatuzões’ adquiridos pelo governo do Ceará”, explica o jornal, que cita o caso como exemplo da “megalomania empreendedora que tomou conta do país até o estouro da crise econômica”.

O Globo informa que Cid Gomes, “então governador e mentor da empreitada”, não quis comentar o assunto, mas ressalta que “aliados dos irmãos Ferreira Gomes admitem a frustração com a paralisação das obras e o custo de manutenção do equipamento”. Parece que o anonimato desperta nesses um tímido senso crítico. Oficialmente, porém, ainda segundo a matéria, o governo cearense responsabiliza a legislação e uma empresa privada que abandonou o consórcio responsável pela obra pelo atraso.

É sempre assim. Foi a mesma coisa com a segurança pública, com os hospitais superlotados e com o Acquário Ceará, outra obra milionária parada. Ninguém admite a mínima falha, preferindo acusar a Lei de Licitações ou a legislação ambiental, o preço do dólar, o TCU, os médicos, os policiais, a oposição ou a imprensa.

É bem verdade que existe uma antipatia da imprensa fora do Ceará em relação a Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à Presidência, mas isso não muda os fatos em relação ao metrô e aos tatuzões. Fica evidente que os responsáveis não conseguem aprender com seus próprios erros porque são incapazes de admiti-los e até mesmo de enxergá-los.

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Desocupados, uni-vos!

Por Wanfil em Ideologia

04 de novembro de 2016

Na falta de trabalhadores e de uma revolução...

Na falta de trabalhadores e de uma revolução…

Uma minoria de estudantes da Universidade Federal do Ceará anunciou greve e decidiu ocupar prédios da instituição, em protesto contra medidas de ajuste fiscal do governo Michel Temer.

Minoria? Mas, Wanderley, tinha uma multidão na Reitoria! Bom, de fato era um bocado de gente. Manifestantes falam em duas mil pessoas. Não se sabe, porém, quantos eram estudantes mesmo. E de onde eram. De todo modo é minoria, uma vez que existem uns 30 mil alunos nos cursos de graduação e pós-graduação na UFC.

Trata-se, vamos ser claros, de uma manifestação de viés ideológico esquerdista, que reuniu movimentos sociais, militantes partidários e simpatizantes (ah, os jovens) usados como massa de manobra, aquela fauna que ama a cor vermelha e os ambientes esfumaçados, que grita emocionada palavras de ordem contra o capitalismo e contra a opressão da sociedade judaico-cristã enquanto dança.

Não há nada de errado nisso, muito menos em protestar contra um governo. O problema é quando resolvem “ocupar” prédios públicos, no sentido de invadir e restringir o uso de um espaço que não lhes pertence. Arbitrariedade que nas democracias ganha o ranço de expressão autoritária. Notem a diferença: milhões de pessoas protestaram contra a ex-presidente Dilma Rousseff sem violência alguma.

No fundo, as lideranças dessa presepada sabem que nada conseguirão além de algumas entrevistas e atrapalhar a vida de quem quer e precisa estudar de verdade. Sem contar os estudantes que precisam fazer o Enem. De todo modo, estão ali os “rebeldes” marcando posição enquanto brincam de revolução, fingindo não saber que a insustentável trajetória dos gastos públicos levou o país à maior recessão de sua história.

Pensam ser a vanguarda, mas são o passado. Foi-se o tempo em que a esquerda se inspirava na conclamação de Marx e Engels: “trabalhadores do mundo, uni-vos!” Sobrou-lhe estudantes sem ocupação (no sentido de ter aula), já que os trabalhadores lutam mesmo é para manter seus empregos ou conseguir um. E todos sabem de quem é a culpa.

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Depois da eleição, tome aumento!

Por Wanfil em Ceará

04 de novembro de 2016

Curiosamente, o cidadão que não tem mandato sai perdendo. Coincidência,..

Quem sai perdendo? O cidadão que não tem mandato. Coincidência, apenas.

Após o primeiro turno da eleição a Assembleia Legislativa aprovou, no final de outubro, aumento das custas judiciais no Ceará. Segundo a OAB, elas ficaram 180% mais caras. Neste início de novembro, passado o segundo turno, as passagens intermunicipais, com exceção da Região Metropolitana, foram reajustadas em 13,62%. As multas de trânsito também subiram, assim como a energia e o gás de cozinha.

Prefeitos e vereadores de diversos municípios do interior também aproveitaram o período pós-eleitoral para aumentar seus próprios salários, entre 20% e 100% a depender do município.

Agora reparem na coincidência: autoridades concedem aumentos obscenos aos seus próprios salários à medida em que tudo fica mais caro para o cidadão que paga a conta. Não há relação direta, dirão nossos representantes. O que podem fazer se a crise impõe sacrifícios somente aos que não possuem mandatos?

Outra coincidência: esses aumentos de preços e de salários para parlamentares e gestores públicos foram anunciados e aplicados APÓS as eleições municipais, aquele período em que governantes e candidatos prometem fartura e felicidade geral.

É ou não é muita coincidência?

PS. Depois de publicar este post, li no O Povo que o prefeito reeleito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), enviou projeto para a Câmara criando 14 cargos comissionados para coordenar um programa. A Prefeitura informou que está previsto em projeto financiado por agente externo. Tudo bem, as justificativas sempre são lindas. A questão que chama a atenção, novamente, está no fato de o projeto ser apresentando, coincidentemente, somente após as eleições.

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Ídolos finados

Por Wanfil em Ideologia

02 de novembro de 2016

Referências para uns, assombrações para outros

Referências para uns, assombrações para outros

A ex-prefeita de Fortaleza Luizianne Lins (PT) tinha em sua sala no Paço um retrato de Che Guevara, ídolo das esquerdas e administrador do campo de concentração La Cabaña (pesquisem, jovens). É um finado que vive como símbolo.

O atual prefeito reeleito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), tem em sua sala um retrato da ex-presidente Dilma Rousseff, ídolo (sem flexão de gênero, é claro) da esquerda nacional e administradora responsável pela maior recessão da História do Brasil. É uma finada política condenada ao ostracismo.

São imagens extraoficiais que ilustram referências históricas e ideológicas. Parafraseando Carlos Drummond no célebre poema sobre Itabira, não passam de fotografias na parede que para alguns representam inspiração e para outros servem como lembranças de assombrações perversas.

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Ciro Gomes quer fazer do PDT o novo PT

Por Wanfil em Política

01 de novembro de 2016

Eles se entendem: para o PT, a aposta em Ciro é a única esperança de continuar no poder

Eles se entendem: para o PT, a aposta em Ciro é a única esperança de continuar no poder. Foto: divulgação

Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, ex-governador do Ceará, ex-secretário estadual da saúde, ex-assessor informal de Segurança Pública e pré-candidato à Presidência da República, trabalha para atrair governadores do PT para as fileiras de seu mais recente partido, o PDT, informa o jornal O Estado de São Paulo desta terça-feira.

Com a surra que o PT sofreu nas eleições, integrantes do partido estudam uma debandada em busca da sobrevivência política. Além dos cinco governadores da legenda (Ceará, Piauí, Bahia, Minas Gerais e Acre), o Estadão informa ainda que 40 dos 58 parlamentares da bancada federal petista avaliam a possibilidade de mudar de partido.

Segundo a reportagem, o governador cearense Camilo Santana estaria de malas prontas para o PSB, onde tentaria concorrer ao Senado, uma fez que sua reeleição é incerta, abrindo caminho para Cid Gomes disputa novamente o governo estadual.

Em tese, tudo faz sentido, afinal, o PDT e o PT foram parceiros no governo e na defesa de Dilma Rousseff. O PDT quer ser o novo PT. E o que restar do PT aposta no PDT para continuar no poder enquanto sonha em se recuperar. Falta saber o que a cúpula petista no Ceará acha disso tudo.

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Ciro Gomes quer fazer do PDT o novo PT

Por Wanfil em Política

01 de novembro de 2016

Eles se entendem: para o PT, a aposta em Ciro é a única esperança de continuar no poder

Eles se entendem: para o PT, a aposta em Ciro é a única esperança de continuar no poder. Foto: divulgação

Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, ex-governador do Ceará, ex-secretário estadual da saúde, ex-assessor informal de Segurança Pública e pré-candidato à Presidência da República, trabalha para atrair governadores do PT para as fileiras de seu mais recente partido, o PDT, informa o jornal O Estado de São Paulo desta terça-feira.

Com a surra que o PT sofreu nas eleições, integrantes do partido estudam uma debandada em busca da sobrevivência política. Além dos cinco governadores da legenda (Ceará, Piauí, Bahia, Minas Gerais e Acre), o Estadão informa ainda que 40 dos 58 parlamentares da bancada federal petista avaliam a possibilidade de mudar de partido.

Segundo a reportagem, o governador cearense Camilo Santana estaria de malas prontas para o PSB, onde tentaria concorrer ao Senado, uma fez que sua reeleição é incerta, abrindo caminho para Cid Gomes disputa novamente o governo estadual.

Em tese, tudo faz sentido, afinal, o PDT e o PT foram parceiros no governo e na defesa de Dilma Rousseff. O PDT quer ser o novo PT. E o que restar do PT aposta no PDT para continuar no poder enquanto sonha em se recuperar. Falta saber o que a cúpula petista no Ceará acha disso tudo.