30/11/2016 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

30/11/2016

Veja como votaram os deputados cearenses nos principais destaques do pacote “anticorrupção”

Por Wanfil em Corrupção

30 de novembro de 2016

A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada da quarta-feira o pacote anticorrupção, iniciativa do Ministério Público Federal. Como todos sabem, 13 medidas alteraram o projeto, descaracterizando seu objetivo original.

Pela bancada do Ceará, todos votaram pela aprovação do projeto, claro, acompanhando os demais. Mas, e nos destaques? Vejamos como se posicionaram em três propostas que causaram polêmica.

1 – Retirada da tipificação do crime de enriquecimento ilícito e da previsão de confisco dos bens relacionados ao crime. Autores: PP, PTB e PSC.

Contra a retirada:
Moses Rodrigues (PMDB)
Vitor Valim (PMDB)
Cabo Sabino (PR)
Ronaldo Martins (PRB)
Raimundo Gomes de Matos (PSDB)

A favor da retirada:
Chico Lopes (PCdoB)
André Figueiredo (PDT)
Leônidas Cristino (PDT)
Aníbal Gomes (PMDB)
Macedo (PP)
Gorete Pereira (PR)
Domingos Neto (PSD)
José Guimarães (PT)
Arnon Bezerra (PTB)
Genecias Noronha (SD)

2 – Retirada do trecho que condicionava a progressão do regime de cumprimento de pena ao ressarcimento de danos causados por crime contra a administração pública. Autor: PT

Contra a retirada:
Ronaldo Martins (PRB)
Domingos Neto (PSD)
Raimundo Gomes de Matos (PSDB).

A favor da retirada:
Chico Lopes (PCdoB),
André Figueiredo (PDT)
Leônidas Cristino (PDT)
Aníbal Gomes (PMDB)
Moses Rodrigues (PMDB)
Macedo (PP)
Cabo Sabino (PR)
Gorete Pereira (PR)
José Guimarães (PT)
Luizianne Lins (PT)
Arnon Bezerra (PTB).

3 – Cria a punição para juízes e membros do Ministério Público Federal por abuso de autoridade. Autor PDT

Contra a medida: NENHUM

A favor da medida:
Chico Lopes (PCdoB)
André Figueiredo (PDT)
Leônidas Cristino (PDT)
Aníbal Gomes (PMDB)
Moses Rodrigues (PMDB)
Vitor Valim (PMDB)
Macedo (PP)
Cabo Sabino (PR)
Gorete Pereira (PR)
Ronaldo Martins (PRB)
Danilo Forte (PSB)
Domingos Neto (PSD)
Raimundo Gomes de Matos (PSDB)
José Airton Cirilo (PT)
José Guimarães (PT)
Luizianne Lins (PT)
Arnon Bezerra (PTB)
Genecias Noronha (SD).

PS. A Força-tarefa da Operação Lava Jato chamou essa última medida de Lei da Intimidação. Segundo os procuradores, trata-se de uma retaliação às investigações contra corruptos. Os deputados, alguns deles investigados, negam. Pois é. A questão é saber em quem você confia.

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O racha na Assembleia

Por Wanfil em Assembleia Legislativa

30 de novembro de 2016

Sentindo que a estratégia de intimidação para forçar nova eleição de Zezinho Albuquerque (PDT) para a presidência da Assembleia não foi bem recebida pelos deputados, o grupo liderado pela família Ferreira Gomes corre para inverter a situação, buscando espaços na imprensa para acusar apoiadores de Sérgio Aguiar (PDT), também candidato ao cargo, de interferência indevida no processo. Nesse caso, apontam para o ex-deputado Domingos Filho, atualmente conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios.

Mais ou menos como na piada em que o sujeito rouba a carteira de um desavisado e sai gritando “pega ladrão” para confundir o público.

É certo que Domingos apoia Sérgio e articula junto a parlamentares nesse sentido. Mas entre o poder de de um conselheiro e o poder somado do governo estadual, da prefeitura da capital e da própria Assembleia, vai uma distância muito grande. Ademais, plantar notícias não muda a realidade.

Uma das versões em curso conta que cargos foram oferecidos a Sérgio Aguiar para que este desistisse de enfrentar Zezinho, o escolhido. Como não aceitou, teria então criado, junto com Domingos, um racha na base. Não está claro porque Zezinho não poderia desistir de um inusitado terceiro mandato, mantendo a unidade da base, especialmente agora, quando não tem a mesma unanimidade das outras vezes em que foi eleito. Qual o problema se são todos do mesmo partido e existe a tradição de rodízio para o comando da Casa?

O fato é que a base rachou. E a culpa não é nem de Zezinho, nem de Sérgio Aguiar. Muito menos, de Domingos Filho.

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O racha na Assembleia

Por Wanfil em Assembleia Legislativa

30 de novembro de 2016

Sentindo que a estratégia de intimidação para forçar nova eleição de Zezinho Albuquerque (PDT) para a presidência da Assembleia não foi bem recebida pelos deputados, o grupo liderado pela família Ferreira Gomes corre para inverter a situação, buscando espaços na imprensa para acusar apoiadores de Sérgio Aguiar (PDT), também candidato ao cargo, de interferência indevida no processo. Nesse caso, apontam para o ex-deputado Domingos Filho, atualmente conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios.

Mais ou menos como na piada em que o sujeito rouba a carteira de um desavisado e sai gritando “pega ladrão” para confundir o público.

É certo que Domingos apoia Sérgio e articula junto a parlamentares nesse sentido. Mas entre o poder de de um conselheiro e o poder somado do governo estadual, da prefeitura da capital e da própria Assembleia, vai uma distância muito grande. Ademais, plantar notícias não muda a realidade.

Uma das versões em curso conta que cargos foram oferecidos a Sérgio Aguiar para que este desistisse de enfrentar Zezinho, o escolhido. Como não aceitou, teria então criado, junto com Domingos, um racha na base. Não está claro porque Zezinho não poderia desistir de um inusitado terceiro mandato, mantendo a unidade da base, especialmente agora, quando não tem a mesma unanimidade das outras vezes em que foi eleito. Qual o problema se são todos do mesmo partido e existe a tradição de rodízio para o comando da Casa?

O fato é que a base rachou. E a culpa não é nem de Zezinho, nem de Sérgio Aguiar. Muito menos, de Domingos Filho.