10/10/2016 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

10/10/2016

Datafolha mostra como largam RC e Wagner no 2º turno: nova corrida, novas estratégias

Por Wanfil em Pesquisa

10 de outubro de 2016

Segundo turno é nova corrida. RC larga com 48% e Wagner com 34%, segundo o Datafolha. O desafio agora é dosar a energia, a agressividade e o oxigênio

Segundo turno é nova corrida. RC larga com 48% e Wagner com 34%, segundo Datafolha.

A primeira pesquisa Datafolha feita após o início do segundo turno em Fortaleza, encomendada pelo jornal O Povo, mostra Roberto Cláudio (PDT) com 48% das intenções e Capitão Wagner (PR) com 34%. Ao  longo da campanha, os dois só fizeram crescer, com o candidato à reeleição mantendo no primeiro turno uma distância mais ou menos constante em relação ao principal adversário, ali na casa dos 10%.

A propaganda de Roberto Cláudio, que tem maior recall por já ter disputado a prefeitura em 2012, repetiu as campanhas do grupo político liderado pela família Ferreira Gomes: obras, imagens aéreas, as cores de sempre, ilustrando o perfil realizador do candidato. Já a campanha de Wagner, que possui menor recall, centrou esforços para apresentá-lo, com ênfase no apelo à emoção, com enfoque na segurança pública para colocá-lo no centro do debate e, ao mesmo tempo, com gravações do candidato como professor na sala de aula e cidadão que anda nas ruas, para ampliar a dimensão de sua imagem.

Deu certo para ambos. Na prática, suas campanhas priorizaram uma abordagem de autoafirmação, com menos espaço para a desconstrução de adversários. Agora deve ser diferente. É comum dizer que segundo turno é nova eleição. Assim, o que funcionou antes não garante sucesso agora. Nesse sentido, a pesquisa Datafolha registra o posicionamento inicial para uma corrida de velocidade, disputada após um corrida de fundo. Os competidores agora traçam suas estratégias a partir dessa condição.

A vantagem, evidentemente, é de Roberto Cláudio, que conseguiu ampliar a distância de largada para Wagner. É sobre  o candidato do PR, portanto, que a pressão pela desconstrução – leia-se ataque – do concorrente é maior, afinal, não basta conseguir mais votos: é necessário tirar votos dele. Acertar o tom e a intensidade desse ataque é fundamental, porém, difícil. Para RC, o risco é a acomodação, a mesmice, uma vez que sua liderança não é incontornável e Wagner já não é o desconhecido do primeiro turno.

Como a propaganda eleitoral voltou a ser veiculada somente na última sexta-feira, seu impacto ainda não foi captado pelo Datafolha. E imagem é tudo, como diz o bordão. Será preciso esperar pelo menos uma semana para ver como ela pode interferir junto aos eleitores. Assim, para os candidatos, é hora de controlar os nervos e, principalmente, os aliados mais afoitos. Qualquer erro agora, pode ser fatal, pois não haverá tempo para corrigi-lo. Agora a corrida é de velocidade.Nada de poupar energia.

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Datafolha mostra como largam RC e Wagner no 2º turno: nova corrida, novas estratégias

Por Wanfil em Pesquisa

10 de outubro de 2016

Segundo turno é nova corrida. RC larga com 48% e Wagner com 34%, segundo o Datafolha. O desafio agora é dosar a energia, a agressividade e o oxigênio

Segundo turno é nova corrida. RC larga com 48% e Wagner com 34%, segundo Datafolha.

A primeira pesquisa Datafolha feita após o início do segundo turno em Fortaleza, encomendada pelo jornal O Povo, mostra Roberto Cláudio (PDT) com 48% das intenções e Capitão Wagner (PR) com 34%. Ao  longo da campanha, os dois só fizeram crescer, com o candidato à reeleição mantendo no primeiro turno uma distância mais ou menos constante em relação ao principal adversário, ali na casa dos 10%.

A propaganda de Roberto Cláudio, que tem maior recall por já ter disputado a prefeitura em 2012, repetiu as campanhas do grupo político liderado pela família Ferreira Gomes: obras, imagens aéreas, as cores de sempre, ilustrando o perfil realizador do candidato. Já a campanha de Wagner, que possui menor recall, centrou esforços para apresentá-lo, com ênfase no apelo à emoção, com enfoque na segurança pública para colocá-lo no centro do debate e, ao mesmo tempo, com gravações do candidato como professor na sala de aula e cidadão que anda nas ruas, para ampliar a dimensão de sua imagem.

Deu certo para ambos. Na prática, suas campanhas priorizaram uma abordagem de autoafirmação, com menos espaço para a desconstrução de adversários. Agora deve ser diferente. É comum dizer que segundo turno é nova eleição. Assim, o que funcionou antes não garante sucesso agora. Nesse sentido, a pesquisa Datafolha registra o posicionamento inicial para uma corrida de velocidade, disputada após um corrida de fundo. Os competidores agora traçam suas estratégias a partir dessa condição.

A vantagem, evidentemente, é de Roberto Cláudio, que conseguiu ampliar a distância de largada para Wagner. É sobre  o candidato do PR, portanto, que a pressão pela desconstrução – leia-se ataque – do concorrente é maior, afinal, não basta conseguir mais votos: é necessário tirar votos dele. Acertar o tom e a intensidade desse ataque é fundamental, porém, difícil. Para RC, o risco é a acomodação, a mesmice, uma vez que sua liderança não é incontornável e Wagner já não é o desconhecido do primeiro turno.

Como a propaganda eleitoral voltou a ser veiculada somente na última sexta-feira, seu impacto ainda não foi captado pelo Datafolha. E imagem é tudo, como diz o bordão. Será preciso esperar pelo menos uma semana para ver como ela pode interferir junto aos eleitores. Assim, para os candidatos, é hora de controlar os nervos e, principalmente, os aliados mais afoitos. Qualquer erro agora, pode ser fatal, pois não haverá tempo para corrigi-lo. Agora a corrida é de velocidade.Nada de poupar energia.