setembro 2016 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

setembro 2016

A culpa

Por Wanfil em Política

30 de setembro de 2016

Michel Temer disse que a culpa pela crise não é dele. Fica evidente que, no seu entendimento, o fato de ter sido vice-presidente por duas vezes na chapa de Dilma Rousseff não o torna cúmplice pelo desastre econômico que passamos.

De fato, em última instância, a culpa é de quem efetivamente tem o poder de decisão. Vice não conta. Do mesmo modo, não podemos dizer que aliados ou eleitores da ex-presidente sejam culpados pelo desemprego e pela inflação.

Isso, porém, não os isenta totalmente de responsabilidade, afinal, elegeram e deram sustentação política ao projeto que fracassou. Especialmente os aliados. No entanto, estes podem dizer, uns por esperteza, outros por arrependimento, que cometeram um erro. E ao erro, todos estão sujeitos.

Existem, no entanto, os que insistem em dizer que a recessão foi um mero acidente de percurso, ação do estrangeiro ou de forças econômicas ressentidas. Chamam de golpe o impeachment. Ao persistirem no erro, abraçados com Dilma, sem um mea-culpa, perdem o benefício da dúvida e assumem a culpa moral pela crise, tudo em nome de um projeto de poder.

PS. Não adianta Temer culpar Dilma. Ela perdeu o cargo exatamente por isso. Se não mostrar serviço e a situação não melhorar, a culpa será dele e ponto final.

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Debate Jangadeiro em Fortaleza mostra ansiedade e cautela nos ataques

Por Wanfil em Eleições 2016

27 de setembro de 2016

Candidatos à prefeitura de Fortaleza debatem, trocam farpas, mas evitam o vale-tudo. Foto: Emílio Moreno/Tribuna do Ceará

Candidatos à prefeitura de Fortaleza trocam farpas em debate, mas evitam o vale-tudo. Foto: Emílio Moreno/Tribuna do Ceará

O debate entre candidatos à Prefeitura de Fortaleza realizado pela TV Jangadeiro nesta terça-feira, foi ao mesmo tempo vibrante e cauteloso, à semelhança das partidas nas quais os jogadores guardam prudência na hora de atacar, para não abrir os flancos a contra-ataques do adversário.

Não significa, porém, que os embates não tenham acontecido. Pelo contrário, afinal, é da essência da disputa a necessidade de desconstruir o oponente. O clima foi tenso especialmente entre Roberto Cláudio (PDT), Capitão Wagner (PR) e Luizianne Lins (PT), que lideram as pesquisas, os dois primeiros tecnicamente empatados, seguidos pela ex-prefeita.

Em muitos momentos os candidatos buscaram atingir seus adversários nos temas em que estes se mostraram mais atuantes durante a campanha. Críticas pessoais foram disparadas, algumas mais duras, com afirmações sobre promessas não cumpridas ou inexperiência, mas sem agressões pessoais, xingamentos e baixarias do gênero. (Confira os detalhes na matéria da repórter Jéssica Welma: Roberto Cláudio e Capitão Wagner partem para o ataque mútuo durante debate na TV Jangadeiro).

O limite entre a disputa desejável e o vale-tudo é mérito dos candidatos, que se mostraram maduros, mas também do formato do debate, bem planejado e mediado, e sobretudo, das circunstâncias. Com uma eleição muito acirrada numa capital famosa pela imprevisibilidade dos eleitores, os participantes perceberam que excesso de agressividade pode lhes custar votos agora ou no segundo turno. Pelo menos por enquanto, a artilharia pesada foi contida.

Melhor para cidade.

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Pesquisa no Crato mostra a difícil missão dos candidatos governistas no Ceará

Por Wanfil em Pesquisa

27 de setembro de 2016

Pesquisa divulgada pela Jangadeiro FM Crato mostra que, na última semana de campanha, o candidato Samuel Araripe (PSDB), lidera a disputa pela Prefeitura do Crato com 50,8% dos votos válidos, contra 45,5% do candidato do PP, Zé Ailton Brasil. A pesquisa foi realizada pelo instituto Zaytec e registrada no TRE-CE com o protocolo CE-07039/2016.

Para mais detalhes, confira a matéria da Tribuna do Ceará: Samuel Araripe lidera disputa pela Prefeitura do Crato, com 50,8% dos votos válidos.

É o retrato das dificuldades de candidaturas governistas nas eleições deste ano. O candidato Zé Ailton o apoio do atual prefeito Ronaldo Mattos (PSC), que desistiu de concorrer à reeleição, pois é reprovado por nada menos que 82,3% da população, segundo a Zaytec. Por isso, naturalmente, não aparece na propaganda do seu escolhido.

Situação semelhante a de outros prefeitos, como bem lembrou o jornalista Paulo César Norões na edição de ontem do Diário do Nordeste, com números do Ibope: “Em Sobral, 69% desaprovam a gestão de Veveu Arruda. Em Juazeiro, Raimundo Macedo é desaprovado por 75%. Ronaldo Mattos, desaprovado por 86% dos cratenses. Mas ninguém bate o Dr. Washington, de Caucaia. Nada menos que 90% desaprovam sua gestão. Não à toa, Veveu, Ronaldo e Washington não são vistos nas campanhas, mesmo sabendo-se que todos têm candidatos. Ora, ninguém quer colar a imagem num gestor mal avaliado”.

Quem imaginaria prefeitos se escondendo para não atrapalhar seus afilhados? Ou com tantas dificuldades para tentar a reeleição, apesar de contarem com a máquina?

Nunca foi tão difícil convencer o eleitor de que a continuidade é a melhor opção.

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Datafolha também sinaliza cheirinho de segundo turno em Fortaleza

Por Wanfil em Pesquisa

26 de setembro de 2016

Pelas pesquisas, eleitores adiarão o fim das eleições em Fortaleza

Pelas pesquisas, eleitores devem adiar o fim das eleições em Fortaleza para 30 de outubro. Pelas pesquisas…

Pesquisa Datafolha em Fortaleza, contratada pelo jornal O Povo e divulgada no final de semana, mostra Roberto Cláudio (PDT) e Capitão Wagner (PR) isolados na liderança, com 34% e 28% respectivamente.

Luizianne Lins (PT) marca 15% e Heitor Férrer (PSB) tem 6%. Ronaldo Martins (PRB) aparece com 3% e João Alfredo (PSOL) com 1%. Francisco Gonzaga (PSTU) e Tin Gomes (PHS) não pontuaram. Brancos e nulos representam 6%; não sabem ou não responderam, também 6%.

Assim como o Ibope, a segunda pesquisa do Datafolha para a capital nesta campanha mostra um cenário que converge para a realização de um segundo turno entre Roberto Cláudio e Capitão Wagner. Significa então que haverá segundo turno? Não. Além de estarmos pisando no terreno das probabilidades, o eleitorado de Fortaleza é dado a mudanças de última hora.

De todo modo, as campanhas precisam estar preparadas para essa contingência, sobretudo quando ela se mostra bastante possível. Implica dizer que o planejamento financeiro das campanhas precisa ter fôlego até o dia 30 de outubro e que as estrategistas políticos deverão pensar nos eleitores daqueles candidatos que não passarem para o eventual segundo turno.

Nesse sentido, dificilmente RC e Wagner atacarão Luzianne Lins ou Heitor Férrer nessa reta final, para não criar ressentimentos. O momento é de afiar armas estudando tendências, curvas, abstenção, rejeição, histórico, entre outros, na tentativa de enxergar para onde esses votos podem ir e formas de conquistá-los ou, pelo menos, de impedir que migrem para o adversário.

Como fazer isso fica para um próximo texto. Não vamos colocar  o carro à frente dos bois. Por enquanto, aguardemos o desenrolar desta última semana. Pelos números, Roberto Cláudio pode tentar um esforço final para resolver a parada no primeiro turno, o que parece muito difícil de acontecer. Já Wagner precisa manter o ritmo de crescimento para forçar um novo turno, já que uma virada agora também soa improvável. Mas como eu já disse, Fortaleza é imprevisível, especialmente nas 48 horas que antecedem a votação.

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Reforma do ensino médio não pode cair no maniqueísmo político que tomou conta do País

Por Wanfil em Educação

23 de setembro de 2016

A educação não pode parar no tempo, mas não deve mudar de qualquer jeito: é preciso senso e estratégia

A educação não pode parar no tempo, nem mudar de qualquer jeito

A medida provisória enviada ao Congresso Nacional pelo presidente Michel Temer propondo uma reforma no currículo do ensino médio causou enorme e justa apreensão entre educadores, escolas, pais e alunos.

Como era de se esperar, nas redes sociais o assunto foi tratado com o viés que tem envenenado qualquer debate no Brasil. De uma lado, uns dizem: “Olha o Temer perseguindo professores”; do outro, a resposta não tarda: “A proposta original é da Dilma, quem votou nela não pode reclamar”. E por aí vai no lenga-lenga aborrecido dos dias atuais.

Obviamente, divergências ideológicas e conceituais podem e devem fazer parte das discussões, mas com base em argumentos bem estruturados no lugar da paixão cega, da ânsia pelo bate-boca inócuo.

O governo federal e o Ministério da Educação poderiam ajudar, mostrando como essa proposta de reforma foi construída, mas isso não aconteceu. Quais os fundamentos, os parâmetros pedagógicos, os exemplos de outros países e pesquisas de desempenho foram utilizadas? A falta de comunicação alimenta boatos e dúvidas. Chega a surpreender.

Há pontos obscuros na proposta, como a falta de detalhes para a ampliação da carga horária de ensino, o impacto orçamentário para os estados com a adoção do tempo integral nas escolas. Em outro ponto, aulas de artes, educação física, filosofia e sociologia deixariam de ser obrigatórias no ensino médio, mas permaneceriam no infantil e fundamental, com conteúdo a ser definido a partir de uma nova Base Nacional Comum Curricular, que ainda será feita.

Apesar dos furos, uma coisa não pode deixar de ser vista: existe sim a necessidade urgente de atualizar conteúdos e dar um sentido estratégico à educação. Nos exames internacionais (pesquise o PISA), o Brasil sempre fica entre os últimos em matemática e leitura. Nossos alunos chegam mal preparados ao mercado de trabalho, isso é fato. Perdemos competitividade.

O debate sobre os rumos e soluções para essa contingência precisa de método, de racionalidade. Não se trata de gostar do governo A ou B, de ser contra esse ou aquele, mas do passo mais importante para uma refundação do Brasil. Que o Congresso tenha maturidade para ouvir, avaliar e propor melhorias no texto.

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PIB do Ceará cai novamente e ICMS deve subir. É a Sefaz inovando outra vez!

Por Wanfil em Economia

23 de setembro de 2016

O PIB do Ceará caiu 4,65% no segundo trimestre de 2016, em comparação com o mesmo período do ano passado. Resultado abaixo da média nacional, que foi de -3,8%. São 25 mil postos de trabalho a menos para os cearenses. Os números foram divulgados pelo Ipece nesta quinta.

Nesse cenário, as receitas do governo estadual caíram 2,7% e os investimentos recuaram quase 11%. Por Qual a solução? Uma foi o governo estadual assinar a carta enviada por 20 governadores ao presidente Michel Temer, pedindo ajuda financeira ao governo federal. Difícil, já que o ministro da Fazenda, Henrique Meireles, afirmou que isso aumentaria o rombo nas contas da União, destroçadas pelo descontrole orçamentário e pelas maquiagens fiscais cometidas pela ex-presidente Dilma Rousseff.

Outra opção é espetar o prejuízo no seu bolso. O secretário da Fazenda do Ceará, Mauro Filho, que foi candidato ao Senado apoiado por Dilma nas eleições passadas e que pregava contra o aumento de impostos, sinaliza enviar projeto para a Assembleia Legislativa aumentando o ICMS de 17% para 18%, conforme matéria do O Povo.

No fim das contas, é sempre assim. Políticos  e burocratas falam em eficiência, mas quando a situação fica ruim, jogam a conta para o setor produtivo e para os consumidores.

Em julho, quando ocorreu em Fortaleza o encontro do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), a Sefaz anunciava que “o Ceará, ao longo dos últimos anos conseguiu, com extremo rigor e medidas inovadoras de incremento da arrecadação, manter seu equilíbrio”.

Tomara que os prefeitos também não tentem inovar após as eleições.

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Agenda de governo ou agenda de campanha?

Por Wanfil em Eleições 2016

22 de setembro de 2016

Quarta-feira, 21 de setembro de 2016. Ceará. Acontecimentos do dia:

– Policiais civis anunciam que entrarão em greve.
– Médicos marcam protesto contra o fechamento da emergência obstétrica do HGF.
– O ex-presidente e agora réu em ação de corrupção Lula chega ao Ceará, de jatinho, para eventos eleitorais no interior e na capital, Fortaleza.
– O Governo do Ceará informa em seu site agenda para o mesmo dia, sem maiores detalhes.


– Detalhe não previsto na agenda do governador, mas que pelo visto, coincidiu com ela: comício eleitoral com Lula e candidato do PT em Barbalha, no Cariri, registrado em fotos como essa:

Foto: divulgação no Twitter @MandatoGuimarães

Foto: divulgação no Twitter @MandatoGuimarães

Pois é… Agenda oficial, horário de expediente, evento de campanha, agenda agitada.

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Lula, o réu, faz campanha no Ceará: onde estarão seus antigos aliados?

Por Wanfil em Política

20 de setembro de 2016

O juiz Sérgio Moro aceitou nesta terça-feira (20) denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-presidente Lula, acusado de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no escândalo da Petrobras. Por coincidência, o agora réu na Lava Jato tem compromissos de campanha marcados para esta quarta em Fortaleza, Barbalha e Iguatu, com candidatos do PT. Até o momento, a participação de Lula está confirmada.

Com a reputação manchada pelos crimes que lhes são atribuídos, o ex-presidente tem poucas chances de virar o jogo eleitoral para qualquer candidato. De todo modo, será interessante ver como aliados de outrora, aqueles que disputavam os afagos de Lula quando este elegia até postes, irão agir.

Lembra dos deputados, prefeitos e ex-governadores dos mais variados partidos que subiam alegres nos palanques de Lula prometendo refinarias e batendo palmas para o populismo? Pois é. Tenho a impressão de estes sumirão, sem fazer alarde, sem romper ou dar explicações a ninguém, motivados pelo mesmo oportunismo que um dia os uniu à “propinocracia” lulista, expressão que consta na denúncia feita pelos procuradores da Lava Jato.

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Candidatos mudam estratégias na reta final em Fortaleza

Por Wanfil em Eleições 2016

19 de setembro de 2016

As pesquisas realizadas após o início desta curta campanha eleitoral indicam quais campanhas conseguiram emplacar suas estratégias e quais precisam mudá-la para tentar chegar a um provável segundo turno em Fortaleza. É o que está acontecendo.

Do ponto de vista do marketing eleitoral, o Capitão Wagner (PR) conseguiu definir a segurança pública como tema central do debate. Como saiu do empate técnico com Luizianne Lins (PT) para chegar ao empate técnico com o prefeito Roberto Cláudio (PDT), os demais concorrentes se viram obrigados a abordar o assunto, na tentativa de anular a vantagem tática do candidato do PR.

Para o prefeito, que também cresceu nas pesquisas e praticamente está garantido no segundo turno, pequenos ajustes foram introduzidos, como a lembrança de que o investimento em creches é uma ação que visa também a segurança das crianças. Provavelmente não fará ataques agora, pela razão que explico a seguir.

O cenário das pesquisas forçou mudanças na estratégia de Luizianne, que agora procura desconstruir o discurso de Wagner para a segurança pública. No início da campanha ela mirou a gestão Roberto Cláudio, apostando na polarização da disputa. No entanto, sem emplacar nas pesquisas, a petista percebeu que atacar a gestão do pedetista acabou por beneficiar Wagner, que sem contraponto, avançou tranquilo.

É uma situação delicada para Luizianne e o PT. Se bater muito no Capitão e conseguir ultrapassá-lo, corre o risco de perder os eleitores de Wagner em caso de segundo turno, o que ajudaria na reeleição de Roberto Cláudio, aliado de Cid e Ciro Gomes, adversários de Luizianne.

Outra mudança, menos importante, mas significativa como ilustração de uma forma de fazer política, é na campanha de Tin Gomes (PHS), deputado estadual e primo dos Ferreira Gomes. O candidato, que não tem chance alguma e com desempenho pífio, de neutro passou a criticar Wagner indiretamente, mostrando mais preocupação com os concorrentes da atual gestão do que com a própria condução dessa mesma gestão que ele, por algum motivo, acha que merece ser interrompida, caso contrário, por suposto, não seria candidato.

A não ser que aceitasse ser usado por terceiros, especialmente nos debates, hipótese que ninguém pode acreditar, não é mesmo?

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Ibope: a Capital entre o prefeito e o Capitão

Por Wanfil em Pesquisa

15 de setembro de 2016

A segunda pesquisa do Ibope para as eleições em Fortaleza, divulgada ontem pela Verdes Mares, mostra empate técnico, no limite da margem de erro de 3 pontos, entre o prefeito Roberto Cláudio e o deputado estadual Capitão Wagner. Na comparação com o primeiro levantamento, de 22 de agosto, temos a seguinte evolução dos cinco primeiros colocados:

Roberto Cláudio (PDT) – de 29% para 34%
Capitão Wagner (PR) – 21% para 28%
Luizianne Lins (PT) – 18% nas duas pesquisas
Heitor Férrer (PSB) – 9% para 7%
Ronaldo Martins (PRB) – 4% para 3%
Outros (PSOL, PSTU, PHS) – 4% para 1%
Brancos/nulos – 10% para 7%
Não sabe/não respondeu – 5% para 2%

É o seguinte: faltando pouco mais de duas semanas para as eleições, Roberto Cláudio e Capitão Wagner apresentam curvas ascendentes. Luizianne estaciona. Com 40% de rejeição, a petista está próxima do seu teto. Como não cai, tudo indica que é o eleitor cativo do PT. O desempenho dela é o fiel da balança para a provável realização de um segundo turno. Férrer, Martins e indecisos oscilaram negativamente, mas dentro da margem de erro. Desse cenário, podemos concluir:

1 – Os indecisos e eleitores que mudaram de voto se dividiram entre RC e Wagner, com vantagem para o candidato de oposição, que cresceu 7 pontos, contra cinco do prefeito;

2 – Capitão Wagner deixa o empate técnico com Luizianne e marca empate com o prefeito, movimento que acende a luz amarela na campanha do candidato à reeleição;

3 – A dinâmica dos números mostra que Capitão Wagner deve manter a estratégia que alterna criticas a atual gestão e o discurso biográfico para aproximação com o eleitorado. Já Roberto Cláudio precisa desconstruir o rival que o ameaça e que tem a menor rejeição entre os eleitores: 18% contra 24% do prefeito. A questão é como fazer isso. Assessores e comissionados ligados à sua campanha já sinalizam ataques pessoais ao candidato do PR, o que revela um estado de ânimo tenso. Segundo os manuais de marketing eleitoral, bater demais, ou bater errado, pode ser fatal.

A Capital está, nesse momento, entre o prefeito e o Capitão.

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Ibope: a Capital entre o prefeito e o Capitão

Por Wanfil em Pesquisa

15 de setembro de 2016

A segunda pesquisa do Ibope para as eleições em Fortaleza, divulgada ontem pela Verdes Mares, mostra empate técnico, no limite da margem de erro de 3 pontos, entre o prefeito Roberto Cláudio e o deputado estadual Capitão Wagner. Na comparação com o primeiro levantamento, de 22 de agosto, temos a seguinte evolução dos cinco primeiros colocados:

Roberto Cláudio (PDT) – de 29% para 34%
Capitão Wagner (PR) – 21% para 28%
Luizianne Lins (PT) – 18% nas duas pesquisas
Heitor Férrer (PSB) – 9% para 7%
Ronaldo Martins (PRB) – 4% para 3%
Outros (PSOL, PSTU, PHS) – 4% para 1%
Brancos/nulos – 10% para 7%
Não sabe/não respondeu – 5% para 2%

É o seguinte: faltando pouco mais de duas semanas para as eleições, Roberto Cláudio e Capitão Wagner apresentam curvas ascendentes. Luizianne estaciona. Com 40% de rejeição, a petista está próxima do seu teto. Como não cai, tudo indica que é o eleitor cativo do PT. O desempenho dela é o fiel da balança para a provável realização de um segundo turno. Férrer, Martins e indecisos oscilaram negativamente, mas dentro da margem de erro. Desse cenário, podemos concluir:

1 – Os indecisos e eleitores que mudaram de voto se dividiram entre RC e Wagner, com vantagem para o candidato de oposição, que cresceu 7 pontos, contra cinco do prefeito;

2 – Capitão Wagner deixa o empate técnico com Luizianne e marca empate com o prefeito, movimento que acende a luz amarela na campanha do candidato à reeleição;

3 – A dinâmica dos números mostra que Capitão Wagner deve manter a estratégia que alterna criticas a atual gestão e o discurso biográfico para aproximação com o eleitorado. Já Roberto Cláudio precisa desconstruir o rival que o ameaça e que tem a menor rejeição entre os eleitores: 18% contra 24% do prefeito. A questão é como fazer isso. Assessores e comissionados ligados à sua campanha já sinalizam ataques pessoais ao candidato do PR, o que revela um estado de ânimo tenso. Segundo os manuais de marketing eleitoral, bater demais, ou bater errado, pode ser fatal.

A Capital está, nesse momento, entre o prefeito e o Capitão.