16/08/2016 - Blog do Wanfil 
Publicidade

Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

16/08/2016

Assembleia anuncia “recesso branco” eleitoral: trabalhar pra quê?

Por Wanfil em Eleições 2016

16 de agosto de 2016

Com o Ceará vivendo uma de suas piores secas, crise no sistema carcerário, com o crime organizado desafiando o poder público, queda dos repasses federais, PIB recuando mais que a média nacional e servidores sem aumento, com todos esses problemas, deputados estaduais entrarão em recesso branco a partir do dia 22 de agosto até 30 de setembro.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Zezinho Albuquerque (PDT), explicou as razões para o segundo recesso do ano: “Essa pausa nos trabalhos do Plenário permitirá mais tempo livre aos parlamentares que atuam direta ou indiretamente nessas campanhas”.

Parece que para Suas Excelências, receber salário sem ir ao trabalho para poder fazer campanha eleitoral é a coisa mais normal do mundo, algo até mesmo justo, quase um favor. Tente você, amigo leitor, amiga leitora, propor ao seu chefe algo assim: “Serei candidato, volto daqui a 40 dias, pois preciso de tempo livre”; ou assim: “Vou apoiar um amigo candidato, terei me que ausentar três dias por semana. Segura as pontas aí”. Pois é…

Vale lembrar que no Executivo a situação é igualmente cômoda. Não existe “recesso branco”, mas prefeitos e vice-prefeitos candidatos à reeleição podem continuar nos cargos durante a campanha, recebendo integralmente seus vencimentos, ainda que saiam por aí pedindo votos durante o horário de expediente.

São jeitinhos que mostram o apego dos nossos representantes a privilégios que, se não são ilegais, são francamente imorais.

Publicidade

Começam as eleições! Apesar das novas regras, será mais do mesmo

Por Wanfil em Eleições 2016

16 de agosto de 2016

Está aberta, a partir de hoje, a temporada de caça aos votos deste ano. Estão liberados comícios, carreatas, caminhadas, distribuição de material gráfico e os famigerados carros de som. É permitido aos candidatos pedir votos pela internet. Já a propaganda eleitoral “gratuita” de rádio e televisão começará apenas no próximo dia 26.

As grandes novidades destas eleições, definidas pela minirreforma eleitoral aprovada no ano passado, são a proibição para doação de empresas e a redução do tempo total de campanha de 90 para 45 dias. Os programas de rádio e TV também foram diminuídos: de 30 para 10 minutos, com 70 minutos diários para as inserções de 30 ou de 60 segundos (60% reservados para candidatos a prefeito, e 40% para vereadores).

São mudanças na forma. Em relação ao financiamento, as limitações impostas deverão ser contornadas pelo uso do caixa 2. Quanto ao conteúdo propriamente dito, mudanças de ocasião deverão ser percebidas, como o sumiço da imagem da presidente afastada Dilma Rousseff nas campanhas de seus aliados. De resto, teremos mais do mesmo: as mesmas promessas, as mesmas brigas, as mesmas frases, as mesmas desculpas, as mesmas músicas, os mesmos santinhos, tudo na esperança de que o eleitor, apesar da crise econômica, política e moral que levou o país ao buraco, seja o mesmo de sempre.

Publicidade

Começam as eleições! Apesar das novas regras, será mais do mesmo

Por Wanfil em Eleições 2016

16 de agosto de 2016

Está aberta, a partir de hoje, a temporada de caça aos votos deste ano. Estão liberados comícios, carreatas, caminhadas, distribuição de material gráfico e os famigerados carros de som. É permitido aos candidatos pedir votos pela internet. Já a propaganda eleitoral “gratuita” de rádio e televisão começará apenas no próximo dia 26.

As grandes novidades destas eleições, definidas pela minirreforma eleitoral aprovada no ano passado, são a proibição para doação de empresas e a redução do tempo total de campanha de 90 para 45 dias. Os programas de rádio e TV também foram diminuídos: de 30 para 10 minutos, com 70 minutos diários para as inserções de 30 ou de 60 segundos (60% reservados para candidatos a prefeito, e 40% para vereadores).

São mudanças na forma. Em relação ao financiamento, as limitações impostas deverão ser contornadas pelo uso do caixa 2. Quanto ao conteúdo propriamente dito, mudanças de ocasião deverão ser percebidas, como o sumiço da imagem da presidente afastada Dilma Rousseff nas campanhas de seus aliados. De resto, teremos mais do mesmo: as mesmas promessas, as mesmas brigas, as mesmas frases, as mesmas desculpas, as mesmas músicas, os mesmos santinhos, tudo na esperança de que o eleitor, apesar da crise econômica, política e moral que levou o país ao buraco, seja o mesmo de sempre.