agosto 2016 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

agosto 2016

Camilo Santana, agora oficialmente na oposição, lamenta impeachment de Dilma

Por Wanfil em Política

31 de agosto de 2016

O governador do Ceará, Camilo Santana, do PT, lamentou, em sua página no Facebook, o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, também do PT, consumado em sessão realizada no Senado Federal nesta quarta-feira, 31 de agosto. Reproduzo trecho:

“A deposição da presidenta Dilma Rousseff teve hoje seu ato final no Senado Federal. (…) Não poderia deixar de dizer que considero o desfecho do mais injusto processo da história democrática deste país, quando uma mulher honrada, honesta, foi punida da forma mais severa, extirpada da cadeira da Presidência. A resposta para a insatisfação com um governo deve ser a voz democrática das urnas; jamais a imposição da vontade dos opositores como uma espécie de eleição indireta. O que está em jogo não é apenas o mandato de uma presidenta, mas o direito sagrado conquistado pelos brasileiros de escolher seus representantes democraticamente pelo voto direto.

Hoje é um dia muito triste para a democracia brasileira. A história haverá de julgar este momento. Quero prestar a minha solidariedade à presidenta Dilma pela sua resistência, força, decência e convicção nos seus ideais democráticos. Sai deste processo deixando uma lição de coragem e firmeza.”

É compreensível a solidariedade do governador cearense, não obstante o fato de Dilma ter atrasado as obras de transposição do São Francisco e cancelado a refinaria da Petrobras. Vale destacar ainda a postura discreta do governador durante o impeachment, processo naturalmente carregado de emoção, priorizando as obrigações de gestor. Porém, sobre manifestação a respeito da cassação de Dilma por crimes de responsabilidade, faço rápidas considerações:

1) Michel Temer foi eleito com os mesmos votos diretos de Dilma, tal como vice-governadora Izolda Cela recebeu os mesmos votos de Camilo Santana. Portanto, assume segundo as regras de nossa democracia. Aliados cearenses, gostem ou não, pediram votos para Temer também;

2) O impeachment tem previsão constitucional e foi presidido pelo chefe do Poder Judiciário, Ministro Ricardo Lewandowski, tudo dentro da legalidade;

3) Além da “lição de coragem e firmeza”, Dilma deixa também uma taxa de desemprego de 11,6% (o sétimo maior do mundo) e PIB em queda de 3,8%, inflação de 9% nos últimos doze meses, juros de 14,25% e queda de 20% nos repasses do Fundo de Participação dos Estados para o Ceará.

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Impeachment de Dilma é duro golpe para candidatos petistas

Por Wanfil em Política

31 de agosto de 2016

O impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, detentora do recorde de impopularidade, em meio à campanha eleitoral para prefeitos e vereadores, é um duro golpe (sem trocadilhos) contra candidatos do PT e aliados.

Num ambiente de recessão econômica, desemprego em alta e inflação, além da corrupção revelada pela Lava Jato, a condenação de Dilma se transforma numa espécie de síntese de um projeto político sem força para apresentar, por enquanto, expectativa de futuro. Sem dúvida, as marcas do fracasso e da decepção se projetam sobre as candidaturas do partido, seja nas capitais ou no interior.

No Ceará, a disputa em cidades como Fortaleza, Juazeiro, Quixadá e Sobral, onde o PT registrou forte atuação nos últimos anos, tende a ficar mais difícil para candidatos ligados à sigla e à ex-presidente. E não adianta falar em golpe ou injustiça, pois o eleitor é quem se sente injustiçado diante da crise.

Evidentemente, candidatos do PMDB ou apoiado pelo partido do presidente Michel Temer podem anunciar que contam com o apoio do governo federal, o que, em tese, é uma vantagem. Temer não é popular, mas a crença no poder federal pode surtir efeito.

De resto, é aguardar para conferir quantas lideranças políticas no Estado permanecerão ao lado do PT decaído.

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Tasso pergunta, Dilma responde

Por Wanfil em Política

30 de agosto de 2016

A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) alegou inocência em sessão do impeachment no Senado. Ao responder aos senadores, seguiu o roteiro traçado pela defesa, assumindo o papel de vítima de forças poderosas, vingança e sabotagem. Como o jogo já está jogado (a essa altura não existe senador com dúvida), o objetivo estratégico das falas foi criar uma retórica a ser repetida doravante pelos agentes de influência das esquerdas nas escolas, sindicatos, movimentos sociais, igrejas, redações e onde quer que possam operar.

Um dos bons momentos na sessão foi quando o senador cearense Tasso Jereissati (PSDB) questionou o argumento de que a recessão brasileira foi a continuação de uma crise econômica internacional, agravada por aqui em razão de um “boicote” do Congresso Nacional na hora de votar medidas que amenizariam seus efeitos.

Tasso mostrou que no mesmo período economias de outros países emergentes e de vizinhos da América do Sul cresceram, enquanto o PIB do Brasil zerava até ficar negativa mais adiante. Sem saída, Dilma voltou a acusar o Legislativo, especialmente a oposição e o PMDB, por não votarem com o governo.

Pelas regras do julgamento, os senadores não puderam fazer réplica, o que demandaria muito tempo. Uma pena. Seria uma oportunidade para lembrar a presidente de que muitas vezes o próprio PT votou contra o governo nas chamadas “pautas bombas”, enquanto o PMDB votava a favor. Também seria interessante avisar que a oposição, pela natureza de sua função, não pode ser cobrada por não se unir aos governistas.

Ao tentar transferir responsabilidades para terceiros, a presidente fugiu do fato de que sem controlar aliados e o próprio partido, sem popularidade após tomar medidas que nas eleições jurou que não tomaria e acusada no TCU pela maior fraude fiscal da História do Brasil, ela perdeu as condições de governar não por causa de uma conspiração parlamentar, mas por falta de credibilidade. Sabe como é: são fatos que não combinam com o roteiro.

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‘Ceará de Atitude’ resgata histórias de torturados na ditadura, mas alguns continuam esquecidos

Por Wanfil em História

26 de agosto de 2016

O Governo do Ceará lançou neste mês de agosto a série de documentários Ceará de Atitude, que relembra “a história de quatro cearenses que sobreviveram à prisão e à tortura durante a ditadura militar”.  A Lei da Anistia foi promulgada em 28 de agosto de 1979.

Foram exibidas as histórias de Valter Pinheiro e Beliza Guedes. Valter participou da luta armada junto ao Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), que combatia a ditadura militar para instaurar a “ditadura do proletariado”. Foi brutalmente torturado na “Casa dos Horrores”, em Maranguape. Beliza também militou no PCBR. Foi sequestrada por militares para ser interrogada em sessões de tortura psicológica.

Vítimas de arbitrariedades covardes e desumanas, suas histórias merecem ser contadas como exemplos contra os regimes de exceção. Por isso, aproveitando a oportunidade, deixo aqui sugestões de outras vítimas de violência nesse período aqui no Ceará, para outros documentários que eventualmente venham a ser produzidos:

Waldemar Carneiro de Brito – PM de apenas 19 anos assassinado com três tiros no dia 4 de janeiro de 1969, na Avenida Bezerra de Menezes, por integrantes da Ação Libertadora Nacional (ALN), organização revolucionária de esquerda, durante assalto em busca de armas.

José Armando Rodrigues – Comerciante assaltado, sequestrado, torturado e morto a tiros na serra de Ibiapaba, em São Benedito, por José Sales de Oliveira, Antônio Espiridião Neto, Carlos de Montenegro Medeiros, Gilberto Telmo Sidney Marques, Timochenko Soares de Sales, Francisco William e Waldemar Rodrigues Menezes (autor dos disparos), membros da Ação Libertadora Nacional.

Esses casos mostram que também existem vítimas de ações perpetradas por organizações revolucionárias. Fato que não justifica a ditadura, muito menos os seus crimes, mas que são importantes para, como dizem os idealizadores do Ceará de Atitude, “resgatar a memória política brasileira, preservando conhecimento para as futuras gerações”.

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Impressões sobre o primeiro debate em Fortaleza: as estratégias dos favoritos

Por Wanfil em Eleições 2016

25 de agosto de 2016

Candidatos à Prefeitura de Fortaleza fizeram o primeiro debate eleitoral, promovido pela TV Cidade, nesta quarta-feira (24). É comum que eleitores com posição definida entenderem que seus candidatos venceram o debate, mas como o alvo deles é justamente aqueles que ainda irão se decidir, o evento serve para marcar posição e estabelecer uma imagem.

Desse modo, o que se viu foi o seguinte, por ordem de colocação nas pesquisas:

Roberto Cláudio (PDT) – Como era de se esperar, foi o alvo principal, afinal, é o atual prefeito. Enfatizou realizações de sua gestão, usando expressões como “a maior da História de Fortaleza” ou “pela primeira vez” (bem ao estilo Ferreira Gomes), focando na imagem de realizador moderno. Reconheceu problemas na área da Saúde, pontuando em seguida “que nunca se investiu tanto no setor”.

Capitão Wagner (PR) – Procurou ser propositivo, falando em projetos batizados com nomes de apelo popular, como o “Raio Municipal”. Fez críticas ao governo Roberto Cláudio sem ataques pessoais. Trabalha a imagem de candidato equilibrado mais preocupado com as pessoas do que com os adversários. Diversas vezes disse que não queria dividir, mas unir.

Luizianne Lins (PT) – A ex-prefeita partiu para o ataque contra Roberto Cláudio, dizendo que as ações da atual gestão foram planejadas quando ela governou a cidade, inclusive a captação de recursos. Abusou do tom irônico. O objetivo foi polarizar a disputa entre os dois. Provocado, o prefeito respondeu sem perder a calma e chegou a dizer que não iria polemizar, dando a entender que não entraria no jogo proposto pela adversária.

Heitor Férrer (PSB) – Começou bem, especialmente ao falar de saúde como prioridade. Depois foi mais comedido, como quem pretende comer pelas beiradas. No final, disse que irá reduzir em 50% os fotossensores na capital, visando provavelmente o eleitor de classe média, onde obteve melhor votação nas últimas eleições.

Ronaldo Martins (PRB) – Falou como pastor e insistiu na tecla de que suas propostas foram registradas em cartório. Desenvolto na gesticulação, parece seguir a estratégia de usar a disputa para ficar conhecido.

Tin Gomes (PHS) – Coadjuvante, foi basicamente neutro. Se trabalha como força de apoio para outra candidatura, só adiante isso se revelará.

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Briga de deputados chama a atenção para falta de trabalho na Assembleia Legislativa

Por Wanfil em Política

24 de agosto de 2016

Os deputados estaduais Agenor Neto (PMDB), Osmar Baquit (PSD) e Tomás Holanda (PMDB) trocaram empurrões e acusações durante sessão plenária desta quarta-feira (24).

A razão para a baixaria não guarda relação com grandes temas de interesse público ou mesmo com ações para bases eleitorais dos envolvidos. Na verdade, uma confusão envolvendo partidários de Agenor Neto e aliados do governo estadual em Iguatu foi o motivo para a briga que provocou o encerramento dos trabalhos na Assembleia Legislativa. Agora a pauta fica para a próxima semana. É que o presidente da Assembleia, Zezinho Albuquerque, anunciou recesso branco para os deputados até a realização das eleições, período em que as sessões serão realizadas apenas às terças e quartas.

Enquanto isso, questões importantes, como a criação da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (projeto 84/16), anunciada pelo governador Camilo Santana em meados de julho, aguarda aprovação dos deputados cearenses, que perdem tempo com intrigas pessoais.

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Governo do Estado anuncia obra em Sobral no período eleitoral: coincidência, nada mais

Por Wanfil em Eleições 2016

24 de agosto de 2016

Governo do Ceará investirá 11 milhões na duplicação de avenida em Sobral“. É a manchete de uma notícia sobre uma licitação que será realizada no dia 16 de setembro, publicada no portal do governo estadual ontem, terça-feira (23).

Podemos perder em todos os municípios cearenses, só não podemos perder em Sobral“. Foi o que disse o governador Camilo Santana (PT) na convenção que homologou a candidatura do deputado estadual Ivo Gomes (PDT) para a prefeitura de Sobral, no início de agosto.

Se não tem dinheiro para tudo, que se hierarquize as prioridades“. Discurso do deputado estadual, irmão de Cid Gomes e candidato do PDT em Sobral, Ivo Gomes, ao criticar o governo Camilo Santana na área da saúde, proferido em outubro do ano passado.

Deve ser tudo coincidência.

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Ibope confirma disputa acirrada em Fortaleza

Por Wanfil em Pesquisa

23 de agosto de 2016

De cada dez eleitores em Fortaleza, três querem a reeleição de Roberto Cláudio e cinco preferem ver Capitão Wagner, Luizianne Lins ou Heitor Férrer na Prefeitura. É o que mostra a pesquisa Ibope divulgada ontem pela TV Verdes Mares.

Roberto Cláudio (PDT) – 29%
Capitão Wagner (PR) – 21%
Luizianne Lins (PT) – 18%
Heitor Férrer (PSB) – 9%
Ronaldo Martins (PRB) – 4%
João Alfredo (Psol) – 2%
Francisco Gonzaga – 1%
Tin Gomes (PHS) – 1%
Branco/nulo – 10%
Indecisos – 5%

No começo do ano, o próprio Ibope divulgou pesquisa nacional mostrando que 40% dos brasileiros votariam em um prefeito de oposição, contra 22% que votariam no atual prefeito. A pesquisa em Fortaleza confirma essa predisposição, muito provavelmente efeito da crise econômica e do descontentamento geral com a política.

Não significa que opositores sejam favoritos, nada disso. Fatores como a influência de padrinhos ou aliados políticos, a empatia e a capacidade de articulação dos candidatos, a propaganda eleitoral e os debates, são elementos que podem alterar essa perspectiva.

É provável que todos comecem a campanha mirando no atual prefeito. À medida que os ânimos forem se acirrando, os opositores terão que entrar em disputa direta. Isso, claro, beneficia a candidatura de situação. Assim, para os candidatos de oposição, o desafio será capitalizar a insatisfação do eleitor sem parecer radical e sem agredir uns aos outros, para não afugentar seus eleitores no segundo turno. Já para o prefeito o desafio será convencer esse mesmo eleitor ressentido com os governos de que entre a volta ao passado com Luizianne e a inexperiência administrativa dos demais, melhor ficar com ele.

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Datafolha: Roberto Cláudio larga na frente, mas metade do eleitorado quer outro nome

Por Wanfil em Pesquisa

22 de agosto de 2016

A primeira pesquisa para a corrida eleitoral em Fortaleza neste ano, feita pelo Datafolha e encomendada pelo jornal O Povo, mostra o seguinte cenário:

Roberto Cláudio (PDT) – 27%
Capitão Wagner (PR) – 20%
Luizianne Lins (PT) – 17%
Heitor Férrer (PSB) – 9%
Ronaldo Martins (PRB) – 4%
João Alfredo (Psol) – 1%
Tin Gomes (PHS) – 1%
Branco/nulo – 12%
Indecisos – 9%

Após três anos e meio anos de mandato, com apoio da presidente afastada Dilma Rousseff, do ex-governador Cid Gomes e do atual Camilo Santana, o prefeito candidato à reeleição larga na frente com pouco mais de 1/4 das intenções de voto. Pouco para quem tem a máquina e maior exposição, muito quando se observa o contexto. A soma dos três principais adversários da gestão chega a 46%. Se considerarmos os demais concorrentes, esse número sobe para 52% dos eleitores.

Não se trata de uma soma absoluta, de transferência automática, pois existem divergências a ser consideradas entre as candidaturas de oposição e entre o próprio eleitorado, que possui perfis variados. Eleitores de um candidato oposicionista podem rejeitar outro nome crítico ao governo, anulando o voto em caso de segundo turno ou mesmo votando pela continuidade da gestão. A dinâmica é complexa e tudo é muito volátil. De todo modo, fica evidente neste início de campanha que boa parte do eleitorado quer um novo prefeito, mas se divide na hora de escolher um nome. Dispersão que aponta para a confirmação de um segundo turno. Nesse caso, ficar perto dos 30% dos votos costuma ser o suficiente para avançar na disputa.

Ganha a parada quem conseguir levar os votos dos que ficarem pelo caminho no primeiro turno e dos indecisos. O desafio é chegar lá.

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Dnocs: briga por verbas contra a seca é coisa antiga

Por Wanfil em Política

19 de agosto de 2016

Ouvintes da Band News e leitores aqui do blog pedem para que eu fale sobre a decisão do governo federal de transferir dos estados para o Dnocs o controle de ações de combate aos efeitos da seca.

O PT e aliados reclamam que a medida é tecnicamente errada e não passa de uma manobra política para fortalecer o PMDB. Já o PMDB garante que o objetivo é revitalizar o principal órgão de obras contra a seca.

Nos últimos anos, PT e PMDB, então aliados, nunca reclamaram de nada. Parece até que as medidas de convivência com a seca eram exemplares. Tudo era só elogio. Rompidos, agora brigam pelo controle das verbas para a seca.

O PT chora a perda de prestígio político. Aliás, por isso sucateou o Dnocs, para que aliados locais do governo federal escanteassem seus adversários. Foi assim no Ceará e nos demais estados do Nordeste. Hoje o PMDB faz o caminho inverso, tendo o PT como adversário e retirando de seus parceiros os instrumentos que tantas vantagens eleitorais lhes renderam.

No final, todos garantem que estão preocupados somente com a qualidade de vida da população.

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Dnocs: briga por verbas contra a seca é coisa antiga

Por Wanfil em Política

19 de agosto de 2016

Ouvintes da Band News e leitores aqui do blog pedem para que eu fale sobre a decisão do governo federal de transferir dos estados para o Dnocs o controle de ações de combate aos efeitos da seca.

O PT e aliados reclamam que a medida é tecnicamente errada e não passa de uma manobra política para fortalecer o PMDB. Já o PMDB garante que o objetivo é revitalizar o principal órgão de obras contra a seca.

Nos últimos anos, PT e PMDB, então aliados, nunca reclamaram de nada. Parece até que as medidas de convivência com a seca eram exemplares. Tudo era só elogio. Rompidos, agora brigam pelo controle das verbas para a seca.

O PT chora a perda de prestígio político. Aliás, por isso sucateou o Dnocs, para que aliados locais do governo federal escanteassem seus adversários. Foi assim no Ceará e nos demais estados do Nordeste. Hoje o PMDB faz o caminho inverso, tendo o PT como adversário e retirando de seus parceiros os instrumentos que tantas vantagens eleitorais lhes renderam.

No final, todos garantem que estão preocupados somente com a qualidade de vida da população.