Abril 2016 - Página 2 de 2 - Blog do Wanfil 
Publicidade

Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Abril 2016

Diga ao seu deputado federal o que você espera dele no impeachment de Dilma

Por Wanfil em Política

08 de Abril de 2016

O portal Tribuna do Ceará publicou nesta sexta a matéria “Placar do impeachment: Veja como votará o deputado cearense que você elegeu“, assinada por Jéssica Welma. Uma excelente oportunidade para conferir como se posiciona nossa bancada federal e se o seu representante está em sintonia com você. Por enquanto, dos 22 deputados federais do Ceará, 12 são contra o afastamento de Dilma; oito querem sua saída, um está indeciso e um não respondeu.

Seguem abaixo, como contribuição para o exame de consciência desses nobres parlamentares (lembrando que estamos em ano eleitoral), os emails dos gabinetes de cada um deles. É só clicar em cima.

Quer o impeachment? Quer deixar tudo como está? Diga isso para o seu deputado. Se for o caso, você ainda poderá ajudar os dois únicos que não declararam lado. Os nomes (em ordem alfabética) seguem em blocos definidos pela atual posição atual dos deputados, conforme indicado pela Tribuna do Ceará:

A FAVOR DO IMPEACHMENT

Cabo Sabino (PR) – dep.cabosabino@camara.leg.br
Danilo Forte (PSB) – dep.daniloforte@camara.leg.br
Genecias Noronha (PSD) – dep.geneciasnoronha@camara.leg.br
Moroni Torgan (DEM) – dep.moronitorgan@camara.leg.br
Moses Rodrigues (PMDB) – dep.mosesrodrigues@camara.leg.br
Raimundo Gomes de Matos (PSDB) – dep.raimundogomesdematos@camara.leg.br
Ronaldo Martins (PRB) – dep.ronaldomartins@camara.leg.br
Vítor Valim (PMDB) – dep.vitorvalim@camara.leg.br

CONTRA O IMPEACHMENT

Ariosto Holanda (PDT) – dep.ariostoholanda@camara.leg.br
Arnon Bezerra (PTB) – dep.arnonbezerra@camara.leg.br
Chico Lopes (PCdoB) – dep.chicolopes@camara.leg.br
Domingos Neto (PSD) – dep.domingosneto@camara.leg.br
José Airton Cirilo (PT) – dep.joseairtoncirilo@camara.leg.br
José Guimarães (PT) – dep.joseguimaraes@camara.leg.br
Leônidas Cristino (PDT) – dep.leonidascristino@camara.leg.br
Luizianne Lins (PT) – dep.luiziannelins@camara.leg.br
Macedo (PP) – dep.macedo@camara.leg.br
Odorico Monteiro (PROS) – dep.odoricomonteiro@camara.leg.br
Paulo Henrique Lustosa (PP) – dep.paulohenriquelustosa@camara.leg.br
Vicente Arruda (PDT)dep.vicentearruda@camara.leg.br

INDECISOS

Gorete Pereira (SD) – dep.goretepereira@camara.leg.br

NÃO RESPONDEU

Aníbal Gomes (PMDB) – dep.anibalgomes@camara.leg.br (Aníbal será substituído, no próximo dia 12, pelo suplente Mauro Benevides. Nesse caso, é só pedir para repassar a mensagem).

PS. A quem interessar, os endereços e telefones desses gabinetes podem ser encontrados aqui: Bancada cearense na Câmara.

Publicidade

O saldo da passagem de Lula pelo Ceará

Por Wanfil em Política

06 de Abril de 2016

Estive afastado do blog por alguns dias e agora, ao retornar, não posso deixar passar em banco o comício que Lula fez no Ceará, contra o impeachment de sua cria política Dilma Rousseff, no último sábado (2). Foi até melhor, pois com a poeira sentada fica mais fácil ver o que aconteceu.

Pois bem, passados quatros dias, qual o saldo do evento? Faço aqui uma listagem:

1 – Lula ainda não é ministro da Casa Civil – Ao dizer que tomaria posse até quinta (7), deu a entender, mais uma vez, que poderia ter informação antecipada sobre decisão do STF. Resultado: a liminar que o impede de assumir não será analisada nesta semana;

2 – O processo de impeachment contra Dilma continua tramitando – Segue conforme o rito definido pelo Supremo, com direito à ampla defesa da presidente na comissão que trata o assunto na Câmara, feita pelo titular da Advocacia Geral da União, José Eduardo Cardozo, revelando que, na prática, o governo sabe que o processo é legal, não obstante o discurso de golpe;

3 – O PDT cearense sumiu do palanque – Pois é. Nem Ciro (que recentemente xingou Lula de “merda”), nem Cid, nem André Figueiredo, muito menos o prefeito Roberto Cláudio quiseram acompanhar Lula na “defesa da democracia”. No palanque restaram Camilo Santana e Luizianne Lins, ambos do próprio PT. A liderança do PDT não foi por quê? Estava muito ocupada? Discorda de algo? Não quer ver a imagem do prefeito ligada a um investigado por corrupção, no caso, Lula? Ninguém sabe. Assim fica difícil convencer o PT a apoiar a reeleição de um pedetista na capital;

4 – A volta da refinaria – No momento mais surreal da passagem, mais revelador de uma moral e de uma forma de fazer política, o ex-presidente disse que retomaria o projeto da refinaria da Petrobras para o Ceará. Isso mesmo, aquele que mudaria a economia do Ceará, que seria um divisor de águas, que estava garantido, que teve pedra fundamental lançada pelo próprio Lula, mas que era desconhecido pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), porque não existia projeto. Golpe mesmo, materializado, consumado, foi este, eleitoreiro, contra os cearenses. A mentira torna-se ainda mais deslavada pelo fato de que a Petrobras foi arruinada pelos governos Lula e Dilma, pelas razões que todos já conhecem agora.

Saldo
Para o Ceará o saldo foi zero. Até o momento, o comício serviu apenas para manter acesa a disposição dos 10% que apoiam a presidente Dilma, contra os 70% que desejam o impeachment da presidente.

leia tudo sobre

Publicidade

Polêmica sobre golpe é cortina de fumaça para governo não falar de corrupção

Por Wanfil em Política

01 de Abril de 2016

A manifestação contra o impeachment em Fortaleza, que contou com a presença do governador Camilo Santana (PT), seguiu o mesmo roteiro de outras cidades, definido a partir de um comando comum, encenado de cima para baixo, e que pode ser resumido pelo bordão “não vai ter golpe”.

Nada disso é espontâneo. Os manuais de marketing eleitoral ensinam que larga na frente na disputa pela opinião pública o candidato que conseguir pautar o debate com temas e termos de seu interesse. Quem define o assunto e a forma de abordá-lo tem vantagem sobre o oponente. Pois bem, não é difícil perceber que essa estratégia foi transportada para as discussões sobre o impeachment, na medida em que o debate sobre corrupção e incompetência (origem dos protestos contra o governo) deslocou-se para o terreno do bate-boca político em torno de um suposto golpe que estaria em curso.

Assim os apoiadores do impeachment, seja no Congresso Nacional ou nas redes sociais, dedicam boa parte de seu tempo para se justificarem, receosos de serem mal interpretados, argumentando que o afastamento de presidentes é previsto na Constituição. Na sequência desse recuo de seus críticos, o governo, embora acuado por acusações diversas e crimes comprovados, flagrado em grampos e exposto por delações, passa a se apresentar como vítima para, junto com seus simpatizantes, dar lições de moral nos que defendem a operação Lava-Jato e que se valem das conclusões do TCU sobre crimes fiscais embasar o impedimento de Dilma.

O cúmulo se dá quando os que rejeitam o impeachment endossam (de modo consciente ou como massa de manobra) a tese segundo a qual ser contra os desmandos do PT no governo não é ser contra a corrupção, mas ser contra, vejam só, a própria democracia. E qualquer tentativa de rebater o sofisma é prontamente rebatida com um sonoro “não vai ter golpe”.

Essa inversão não é simples de ser feita. Resulta do confronto retórico entre uma força política organizada, coesa e experiente, contra grupos apartidários que atuam de forma improvisada, com os quais a oposição tenta pegar carona. Assim, toda vez que defensores do impeachment tentam explicar que não são golpistas apenas reforçam a polêmica sobre um tema de interesse do governo, enquanto este, por sua vez, escapa do fato óbvio de que, diante de tudo o que se sabe, ele é quem deveria dar explicações.

Publicidade

Polêmica sobre golpe é cortina de fumaça para governo não falar de corrupção

Por Wanfil em Política

01 de Abril de 2016

A manifestação contra o impeachment em Fortaleza, que contou com a presença do governador Camilo Santana (PT), seguiu o mesmo roteiro de outras cidades, definido a partir de um comando comum, encenado de cima para baixo, e que pode ser resumido pelo bordão “não vai ter golpe”.

Nada disso é espontâneo. Os manuais de marketing eleitoral ensinam que larga na frente na disputa pela opinião pública o candidato que conseguir pautar o debate com temas e termos de seu interesse. Quem define o assunto e a forma de abordá-lo tem vantagem sobre o oponente. Pois bem, não é difícil perceber que essa estratégia foi transportada para as discussões sobre o impeachment, na medida em que o debate sobre corrupção e incompetência (origem dos protestos contra o governo) deslocou-se para o terreno do bate-boca político em torno de um suposto golpe que estaria em curso.

Assim os apoiadores do impeachment, seja no Congresso Nacional ou nas redes sociais, dedicam boa parte de seu tempo para se justificarem, receosos de serem mal interpretados, argumentando que o afastamento de presidentes é previsto na Constituição. Na sequência desse recuo de seus críticos, o governo, embora acuado por acusações diversas e crimes comprovados, flagrado em grampos e exposto por delações, passa a se apresentar como vítima para, junto com seus simpatizantes, dar lições de moral nos que defendem a operação Lava-Jato e que se valem das conclusões do TCU sobre crimes fiscais embasar o impedimento de Dilma.

O cúmulo se dá quando os que rejeitam o impeachment endossam (de modo consciente ou como massa de manobra) a tese segundo a qual ser contra os desmandos do PT no governo não é ser contra a corrupção, mas ser contra, vejam só, a própria democracia. E qualquer tentativa de rebater o sofisma é prontamente rebatida com um sonoro “não vai ter golpe”.

Essa inversão não é simples de ser feita. Resulta do confronto retórico entre uma força política organizada, coesa e experiente, contra grupos apartidários que atuam de forma improvisada, com os quais a oposição tenta pegar carona. Assim, toda vez que defensores do impeachment tentam explicar que não são golpistas apenas reforçam a polêmica sobre um tema de interesse do governo, enquanto este, por sua vez, escapa do fato óbvio de que, diante de tudo o que se sabe, ele é quem deveria dar explicações.