02/12/2015 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

02/12/2015

Que dia! Rombo de 120 bi aprovado, peregrinação por verbas e processo de impeachment acatado

Por Wanfil em Brasil

02 de dezembro de 2015

No mesmo dia em que o governador Camilo Santana, do PT, fez uma peregrinação na Esplanada dos Ministérios, em busca de uns trocados para a manutenção de serviços básicos essenciais, o Congresso Nacional aprovou a revisão da meta fiscal de 2015 (perdoando Dilma Rousseff pelo rombo de R$ 120 bilhões nas contas públicas), e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, acolheu o pedido de impeachment contra Dilma, feito com base nas chamadas pedaladas fiscais.

Um dia e tanto. Esses fatos, claro, estão conectados uns aos outros. O pedido de impeachment só foi aceito porque um acordão entre Cunha e o PT fracassou. Cunha pode ser cassado pelo Conselho de Ética da Câmara, por ter mentido sobre contas secretas na Suíça. Dilma corre o risco de perder o mandato por causa das pedaladas fiscais de sua gestão que arruinaram o país. Como não conseguiram se entender, o PT pediu investigação contra Cunha, que retaliou acatando o pedido de impeachment. A base de toda a confusão, note-se, foi o desarranjo na economia. Sem as pedaladas, o governo não poderia ser ameaçado. Sem corrupção na Petrobras, Cunha não teria as tais contas na Suíça.

E a meta fiscal? Ora, a sessão que aprovou a revisão, foi comandada por Renan Calheiros, outro peemedebista enrolado na Lava Jato, que conseguiu fazer seu acordo com o Planalto. Sabe-se lá o que ganhou para ajudar o governo dessa vez. O fato é que isso permitiu que Dilma não faça um corte maior no Orçamento neste final de ano.

Que dias! Crise econômica com recessão brutal, pedido de impeachment aceito, governadores e prefeitos pedindo dinheiro na porta de ministérios. Resta torcer para que esses acontecimentos cumpram o destino do famoso ditado: Deus escreve certo por linhas tortas.

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Que dia! Rombo de 120 bi aprovado, peregrinação por verbas e processo de impeachment acatado

Por Wanfil em Brasil

02 de dezembro de 2015

No mesmo dia em que o governador Camilo Santana, do PT, fez uma peregrinação na Esplanada dos Ministérios, em busca de uns trocados para a manutenção de serviços básicos essenciais, o Congresso Nacional aprovou a revisão da meta fiscal de 2015 (perdoando Dilma Rousseff pelo rombo de R$ 120 bilhões nas contas públicas), e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, acolheu o pedido de impeachment contra Dilma, feito com base nas chamadas pedaladas fiscais.

Um dia e tanto. Esses fatos, claro, estão conectados uns aos outros. O pedido de impeachment só foi aceito porque um acordão entre Cunha e o PT fracassou. Cunha pode ser cassado pelo Conselho de Ética da Câmara, por ter mentido sobre contas secretas na Suíça. Dilma corre o risco de perder o mandato por causa das pedaladas fiscais de sua gestão que arruinaram o país. Como não conseguiram se entender, o PT pediu investigação contra Cunha, que retaliou acatando o pedido de impeachment. A base de toda a confusão, note-se, foi o desarranjo na economia. Sem as pedaladas, o governo não poderia ser ameaçado. Sem corrupção na Petrobras, Cunha não teria as tais contas na Suíça.

E a meta fiscal? Ora, a sessão que aprovou a revisão, foi comandada por Renan Calheiros, outro peemedebista enrolado na Lava Jato, que conseguiu fazer seu acordo com o Planalto. Sabe-se lá o que ganhou para ajudar o governo dessa vez. O fato é que isso permitiu que Dilma não faça um corte maior no Orçamento neste final de ano.

Que dias! Crise econômica com recessão brutal, pedido de impeachment aceito, governadores e prefeitos pedindo dinheiro na porta de ministérios. Resta torcer para que esses acontecimentos cumpram o destino do famoso ditado: Deus escreve certo por linhas tortas.