Abril 2015 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Abril 2015

Petrobras confessa que refinaria no Ceará não saiu por causa de roubo e incompetência

Por Wanfil em Corrupção

23 de Abril de 2015

A Petrobras divulgou seu balanço de 2014. A partir do que se constata dos números apresentados, a conclusão é incontornável: a empresa foi assaltada e submetida a decisões tresloucadas que arruinaram suas contas. No que diz respeito ao Ceará, qualquer dúvida sobre a inviabilidade da refinaria prometida por Lula e Dilma, junto com seus parceiros locais, foram dissipadas, diante do roubo e da imperícia administrativa dos últimos anos. Foi, na prática, uma confissão. Uma confissão torta, cheia de eufemismos, mas ainda assim, um registro público e oficial.

Vale lembrar que o balanço foi auditado por empresa internacional, conforme exigência do mercado. Ninguém acredita no que dizem os dirigentes da Petrobras, escolhidos pelos mesmo políticos que a levaram ao desastre.

Rombo
As perdas com corrupção foram de R$ 6,194 bilhões. A má gestão custou  R$ 21 bilhões em 2014.  O valor dos ativos da empresa caiu R$ 44 bilhões. A dívida da Petrobras no mercado atingiu novo recorde: R$ 351 bilhões de reais.

Em condições normais, a decisão de construir quatro refinarias (Pernambuco, Rio de Janeiro, Maranhão e Ceará), seria muito difícil de ser concretizada, pelo volume de recursos a serem investidos simultaneamente. Mas a empresa, controlada pelo governo brasileiro, estava sujeita ao discurso eleitoreiro de seus ocupantes.

E agora, governistas?
Agora os aliados de Lula e Dilma no Ceará estão numa dessas condições: 1) cúmplices conscientes do golpe que custou R$ 600 milhões de reais aos cearenses; 2) otários enrolados pelo governo federal e que, por esse motivo, estão na obrigação de romper com a gestão. Não há terceira opção:  tertium non datur.

O que não dá mais é ouvir as viúvas da refinaria no Ceará culpar a crise internacional, a desvalorização cambial ou o azar: a obra, que nem sequer tinha projeto registrado na Agência Nacional de Petróleo, não veio pela conjunção de trapaça eleitoral, corrupção e incompetência. Não sou eu quem diz, é o balanço da Petrobras!

Como é que ficam agora Cid Gomes, Zezinho Albuquerque, Camilo Santana, José Guimarães, José Pimentel e Roberto Cláudio?

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Feriado de Tiradentes e as semelhanças entre os inconfidentes de 1789 e os protestos de 2015

Por Wanfil em História

21 de Abril de 2015

Hoje é feriado de Tiradentes, morto no dia 21 de abril de 1792 e mártir da Inconfidência Mineira, iniciada em 1789. A conspiração dos mineiros contra a coroa portuguesa é alvo de revisões e polêmicas entre historiadores, mas é possível dizer com razoável concordância que os inconfidentes se insurgiram contra um conjunto de práticas adotadas pelo império absolutista lusitano. Não foi, com efeito, uma revolta popular, mas suas bases prenunciavam que o desgaste entre matriz e colônia caminhava para uma situação insustentável.

Os revoltosos de Minas queriam a emancipação do Brasil por causa de um conjunto de motivos que podem ser mais ou menos assim resumidos: os abusos autoritários do império português; o excesso de regulamentação para as atividades econômicas; os monopólios e privilégios concedidos aos amigos do rei, em prejuízo dos produtores locais; os altos impostos cobrados para a mineração de ouro, que equivalia a 20% de tudo o que era encontrado. Esse imposto era chamado de Quinto (a quinta parte do total). A gota d’água foi a “derrama”, que determinava o confisco indiscriminado de pertences de quem não pagasse os impostos em dia.

Agora vejam que curioso: parece ou não parece com o Brasil dos dias atuais? O governo brasileiro sangra a renda das famílias com uma carga tributária que beira os 40% do PIB, ou seja, o dobro do que cobravam os portugueses. As empresas sofrem com o excesso de burocracia e com regulamentação antiquada, feita para sustentar os pesados gastos da ineficiência estatal, punindo quem empreende. A população, mais esclarecida hoje do que no século 18, rejeita o governo em pesquisas por não aceitar mais os arranjos, as licitações viciadas, os privilégios concedidos aos amigos dos governantes.

Para os portugueses do Brasil colônia, os inconfidentes eram golpistas que atentavam contra a ordem legal e a estrutura política vigentes. No Brasil independente do século 21, protestos e rejeição popular são vistos pelo governo como sintomas de um movimento golpista. Quanta coincidência.

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Mexeu com nossos corruptos, mexeu comigo

Por Wanfil em Corrupção

17 de Abril de 2015

Bancada federal do PT no Ceará posa contra a terceirização. Não sensibilizou, mas o time continua unido pelo instinto de autopreservação. Não mexam com o Vaccari!

Bancada federal do PT no Ceará posa contra a terceirização. Não sensibilizou, mas o time continua unido pelo instinto de autopreservação. Não mexam com o Vaccari!

A prisão do ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores João Vaccari Netto, acusado, entre outras coisas, de lavagem de dinheiro, ofuscou a mobilização que próceres da sigla vinham fazendo contra o Projeto de Lei 4.330, que amplia as possibilidades de terceirização no Brasil. O movimento foi batizado de “mexeu no direito do trabalhador, mexeu comigo”.

Sem entrar no mérito do projeto agora, do ponto de vista de estratégia política, além de tirar o foco das notícias sobre corrupção, a iniciativa se pretendia uma espécie de volta às raízes do antigo PT de lutas. É a tentativa de resgatar o prestígio perdido, inclusive entre muitos dos seus militantes, decepcionados com medidas que de fato mexeram em direitos trabalhistas, como as recentes mudanças que dificultam o acesso ao seguro desemprego, ou no caso dos cortes para pensionistas. A ideia não sensibilizou o público, desconfiado com tantos escândalos, mas acenava internamente com uma possível mudança na agenda negativa que abateu o partido. A prisão de Vaccari trouxe o PT de volta ao noticiário policial.

O comando nacional do partido reagiu com uma nota em solidariedade ao companheiro preso por corrupção, repetindo a postura adotada diante da condenação dos mensaleiros José Dirceu e José Genuíno, tratados como heróis de sua causa.

E assim, a semana que começou com petistas animados para a campanha “mexeu no direito do trabalhador, mexeu comigo”, termina com todos reunidos no “mexeu com nossos presos por corrupção, mexeu comigo”.

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Guimarães diz que prisão de tesoureiro é política! Não é bem assim, deputado

Por Wanfil em Corrupção

16 de Abril de 2015

O deputado federal José Guimarães, líder do governo na Câmara Federal, disse que a prisão de João Vaccari Netto, ex-tesoureiro do PT, foi uma ação política. É o que diz o jornalista Josias de Souza, em seu blog no portal UOL, que tem a Tribuna do Ceará entre seus parceiros.

“Eu acho que é uma prisão política. Não há milagre, não há mão divina nessa história. Vários outros partidos tiveram doações de empresas investigadas pela Lava Jato e foram registradas pelo TSE da mesma forma”. Segundo Josias de Souza, foi o que disse Guimarães. A Tribuna Band News FM, do grupo Jangadeiro, tentou contato com o deputado, sem sucesso, por causa de reuniões políticas e votações na Câmara.

Esse é um raciocínio que outras lideranças do PT estão trabalhando, mas não é bem assim. Vaccari não foi preso por ter recebido, em nome do PT, doações de empresas contratadas pela Petrobras, mas pelo fato de que algumas delas empresas confessaram ter repassado dinheiro desviado da estatal para entregar ao ex-tesoureiro. A lógica é simples: por estar no poder, o PT indica os diretores da Petrobras, responsáveis pelos contratos com as empreiteiras. Milagre seria o esquema ter sido montado para beneficiar os adversários do PT.

Outro ponto: é claro que todos registraram as doações da mesma forma no TSE! Quem declararia dinheiro de propina? É justamente para descobrir quem usou as doações eleitorais para disfarçar ilegalidades que Lava Jato está em curso. Doações, em si, são previstas em lei. A questão, é saber a verdadeira origem desse dinheiro. O destino todos já sabem.

Morte matada ou morte morrida?
Por último, um esclarecimento. Governistas em geral andam dizendo que o PT afastou João Vaccari do cargo. Errado. Foi ele quem pediu afastamento. A diferença é significativa. A saída do tesoureiro não se deu por ação de assepsia, mas por estratégia de defesa de ambos.

O partido divulgou nota de solidariedade ao companheiro preso por corrupção.

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Saia justa: Camilo Santana e Eduardo Cunha, frente a frente

Por Wanfil em Política

15 de Abril de 2015

Em reunião com governadores do Nordeste, Cunha (na cabeceira) recebe Camilo Santana (o segundo, da esquerda para a direita). (Foto: divulgação no Twitter do deputado José Guimarães - PT).

Brasília: Eduardo Cunha (na cabeceira), algoz de Cid Gomes, recebe Camilo Santana (o segundo da esquerda para a direita), aliado do ex-ministro. (Foto: Twitter/José Guimarães)

É… A vida tem dessas coisas. O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), participou, nesta quarta-feira, em Brasília, de reunião entre governadores do Nordeste e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, do PMDB. Aquele mesmo, acusado de ser achacador pelo então ministro da Educação Cid Gomes, numa sessão em que Camilo esteve presente, para prestar solidariedade ao ex-governador cearense.

O final da história, todos conhecem: no mesmo instante Eduardo Cunha exigiu a demissão de Cid no ministério e foi prontamente atendido.

É claro que um governador e o presidente da Câmara não precisam ser amigos ou aliados, mas é certo também que, eventualmente, circunstâncias de natureza institucional exijam uma aproximação para cuidar de temas de interesse público. Foi o caso dessa reunião com os governadores, que entre outros assuntos, tratou da polêmica sobre a possível troca do indexador das dívidas dos estados e municípios. Por isso, em razão desse mesmo motivo, é que gestores estaduais devem buscar preservar, como diria José Sarney, a liturgia do cargo, evitando atritos desnecessários.

Como Camilo se fez presente no plenário da Câmara em desagravo a Cid na sessão que custou o cargo do ex-ministro, ficou agora um certo constrangimento no ar, amenizado pelo fato de se tratar de uma pauta coletiva.

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Líder da bancada federal do Ceará foi o único a defender ex-deputado preso pela Lava Jato

Por Wanfil em Corrupção

13 de Abril de 2015

Lembram dele? José Airton, do PT. É Lula-lá e Zé Airton-cá!

Lembram dele? José Airton, do PT. É Lula-lá e Zé Airton-cá! (Agência Câmara)

Na última sexta-feira (10) o ex-deputado André Vargas foi preso durante mais uma fase da Operação Lava Jato, por suspeita de tráfico de influência junto ao Ministério da Saúde. Depois de fazer carreira pelo Partido dos Trabalhadores e chegar à vice-presidência da Câmara dos Deputados, Vargas caiu em desgraça quando sua ligação com o  doleiro Alberto Youssef, operador e um dos delatores do esquema de corrupção na Petrobras, foi descoberta.

Para não prejudicar a campanha à reeleição da presidente Dilma, Vargas deixou o PT, para ser cassado alguns meses depois por quebra de decoro parlamentar. O caso lembra o do ex-senador Demóstenes Torres: parlamentar coloca o mandato a serviço de criminosos.

Solidário

André Vargas (sem partido): rolo com Youssef no Ministério da Saúde. Agência Brasil

André Vargas (sem partido): rolo com Youssef no Ministério da Saúde. (Agência Brasil)

Foram 359 votos a favor da cassação de André Vargas. Além das seis abstenções, houve apenas um único voto pela absolvição. Adivinhem de quem? Adivinhem de onde? Adivinhem de qual partido? Foi do deputado federal pelo PT do Ceará, José Airton. Aquele do bordão “É Lula-lá e Zé Airton-cá”. Pois é. Como a votação foi aberta, o petista tem o mérito de ter deixado clara aos eleitores, sua crença na inocência de Vargas, preso pela Polícia Federal e amigo de Alberto Youssef, parceiros de negociatas no Ministério da Saúde, segundo a PF. Ministério da Saúde, de novo…

Bem, o tempo passou, a Lava Jato prossegue, Dilma foi reeleita e José Airton, também reeleito, foi recentemente escolhido por seus colegas parlamentares como coordenador da bancada federal do Ceará. É o homem certo, no lugar certo, na hora certa, devem ter concluído ,os representantes cearenses.

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100 dias de Camilo, sem perdão

Por Wanfil em Ceará

10 de Abril de 2015

A gestão Camilo Santana (PT) completa 100 dias neste 10 de abril. A marca possui um valor simbólico para efeito de avaliação, pois seria o tempo necessário para que o público conferir os rumos e o ritmo do novo governo. Sendo assim, vejamos a situação dentro dessa, digamos, tradição analítica.

Marcado pela crise
A crise econômica aguda que o país atravessa, obrigando o governo estadual a determinar ajustes nas contas e cortes de gastos logo de saída, turva o ambiente. Se algum programa atrasa pagamentos ou uma obra estoura o prazo, tudo pode, afinal, ser debitado na conta da retração econômica. Governadores podem dizer: “Se não fossem nossas ações, estaria pior”. Como não há base de comparação, já que nos anos anteriores a situação era diferente, será preciso aguardar mais algum tempo para que possamos ter a real dimensão de como esse cenário afeta a administração, comparando o desempenho do Ceará com de outros estados nordestinos.

Herança e silêncio
Outro ponto a levar em consideração é que erros da gestão anterior caíram no colo da atual que, por ser de continuidade, não pode reclamar. Erros como o passivo na segurança pública ou a falta de recursos para tocar os hospitais regionais, ou ainda problemas em licitações para o VLT. Herança agravada pela queda de repasses federais.

Estilo pessoal
No entanto, no que diz respeito ao estilo pessoal do governador, é possível anotar diferenças em relação ao antecessor Cid Gomes, que acabam influenciando a condução do governo.

O relacionamento com servidores, imprensa e com a oposição parece mais cordato, com menos crises e mais diálogo. No entanto, a gestão ainda está no começo, período em que esses interlocutores ainda estão motivados pela esperança de ver seus pleitos atendidos.

Na medida em que impasses forem surgindo, é que veremos a habilidade de Camilo em situações de negociação sob pressão. Na hora de cobrar compensações pelo golpe da refinaria, o estilo não funcionou.

100, sem
Assim como o número sem possui um valor simbólico para a crônica política, a preposição “sem” acabou sendo adotado como uma espécie de contraposição ao numeral, para destacar a ausência ou carência de realizações, serviços, iniciativas, e por aí vai. Então vamos embarcar nessa variante para não perder a chance de provocar o senso crítico.

100 dias, sem água;
100 dias, sem transposição;
100 dias, sem refinaria;
100 dias, sem verbas;
100 dias, sem ministro;
100 dias, sem empregos;
100 dias, sem presidente.

Conclusão: dinheiro, inclusive o público, não aceita desaforo. A economia não perdoa. Agora o Ceará, sob nova administração, vive a expectativa e as incertezas de uma crise criada pelo governo Dilma Rousseff.

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Pros e PT disputam coordenação da bancada federal mais fraca da história do Ceará

Por Wanfil em Política

07 de Abril de 2015

Registro de reunião recente da bancada federal do Ceará

Registro de reunião recente  do rebanho federal do Ceará

A bancada federal do Ceará na Câmara dos Deputados é composta por 22 deputados. Com poucas exceções, a ampla maioria é governista. Pois bem. A bancada deve se reunir nesta terça para avaliar a disputa entre o atual coordenador do grupo, deputado Antônio Balhman, do Pros, e o petista José Airton Cirilo.

A bancada que não bota banca
Em tese, uma bancada bem coordenada tem maior poder de articulação para negociar projetos e programas de interesse do povo do Ceará, do que parlamentares dispersos.

Na prática, a atual bancada federal do Ceará se notabilizou pela obediência cega ao Palácio do Planalto, muitas vezes em detrimento das necessidades do Estado.

O que fizeram sobre o golpe da refinaria aplicado por Lula e Dilma? Nada. A maioria não votou uma única vez contra o governo (com raras exceções, é bom lembrar) para pressioná-lo a compensar o prejuízo e o engodo impostos aos cearenses. E qual o feito recente de maior repercussão da bancada do Ceará na Câmara? A salva de palmas ao ex-ministro Cid Gomes, no dia em que ele foi prestar esclarecimentos sobre a polêmica declaração a respeito de achacadores na base aliada e acabou demitido por Eduardo Cunha, do PMDB. Pronto. O resto são emendas individuais e troca de apoio eleitoral.

A disputa entre PT e Pros
Isso não quer dizer que a disputa pela coordenação do grupo seja totalmente irrelevante, já que o que está em jogo é o comando político da aliança entre o Pros e o PT no Ceará. O Pros tem maioria na bancada, mas o PT tem o Palácio da Abolição. Aliados no campo estadual, porém, adversários em vários municípios – inclusive em Fortaleza –, as siglas começam a se posicionar de olho nas eleições do ano que vem. Tem tiver mais força emplaca o coordenador.

De resto, para a população, tanto faz Antônio Balhman ou José Airton Cirilo. No que diz respeito a postura da bancada, é tudo igual.

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O vexame do Acquario Ceará: a contrapartida paga para um empréstimo que não existe

Por Wanfil em Ceará

06 de Abril de 2015

Churchill, o inglês, via longe. Já o Governo do Ceará...

Churchill, o inglês, via longe. Já o Governo do Ceará…

Os deputados estaduais Carlos Matos (PSDB) e Renato Roseno (Psol) ficaram insatisfeitos com os esclarecimentos feitos pelo governo do Estado acerca da polêmica obra do tal Acquario Ceará, segundo matéria do O Povo. A dupla reclama da falta de detalhamentos e de dados desatualizados. O deputado Audic Mota (PMDB) também critica cláusulas do contrato que estariam sujeitas à variações cambiais.

Um ponto levantado por Matos merece destaque. É que a obra começou a ser construída antes que o financiamento obtido junto ao Eximbank fosse avaliado e liberado pelo Senado. Caso não seja aprovado até novembro, o empréstimo será cancelado. Mesmo assim, o Tesouro estadual já enterrou US$ 45 milhões no aquário sem água.

Diante disso, a pergunta óbvia é: como diabos iniciam uma obra pública sem confirmar o financiamento? Se fosse um prédio residencial, os moradores estariam na rua com a obra inacabada.  Segundo o governo, a ideia seria evitar atrasos. O problema é que a conclusão do empreendimento, prevista 2014, foi adiada 2017.

Entre o ruim e o muito ruim, escolheram o ruim e ficaram com o muito ruim
Certa feita, ao comentar o pacto entre Inglaterra, França e a Alemanha nazista, ainda em 1938, Churchill disse: “Entre a desonra e a guerra, escolheram a desonra e terão a guerra”.

Descontadas as diferenças históricas e de relevância política, no Ceará, em 2015, entre a pressa e o prejuízo, escolheram a pressa e tiveram prejuízo. Sim, porque a obra está parada e atrasada, situação que gera perda financeira, especialmente com o dólar subindo. E só para fazer justiça, não faltou quem avisasse que a obra, cujo orçamento e utilidade são questionados por muitos, não poderia ser feita assim no atropelo.

Pode ser que o empréstimo seja aprovado? Sim. Mas também pode ser que não. Escolhas mal feitas são assim: ficam por conta da sorte.

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1º de abril, mentiras, maioridade penal, déficit, Lula, corrupção, Ibope e Dilma: tudo a ver

Por Wanfil em Brasil

01 de Abril de 2015

Nesse dia especial, uma homenagem à mentira: anúncio fajuto da refinaria para o Ceará

Nesse dia especial, uma homenagem à mentira: anúncio fajuto da refinaria para o Ceará. Longeva, deu votos, mas caiu junto com a Petrobras

Nunca antes na História do país o 1º de abril – Dia da Mentira – foi tão significativo. É só conferir como os principais fatos e o noticiário político-econômico possuem relação com a data:

1) “Se tem alguém indignado com a corrupção, sou eu”, afirma Lula
Eita! Para ver onde está a mentira, basta observar que o partido de Lula está há doze anos no poder. Não podendo negar ou diminuir a corrupção neste período, o jeito para o ex-presidente é tentar roubar (metaforicamente, claro) o discurso da oposição;

2) Câmara aprova tramitação de emenda para reduzir maioridade penal
A mentira pode ser vista no maniqueísmo com que críticos e defensores da medida tratam o tema, especialmente nas redes sociais: bonzinhos com consciência social contra reacionários malvados; ou inimigos do crime contra amigos dos bandidos. Minha opinião? É claro que, aos 16 anos, o sujeito dotado de livre arbítrio já sabe o que é certo ou errado. Condições sociais podem entrar como atenuantes ou agravantes. Próxima;

3) Governo se diz preocupado com redução da maioridade penal
Essa é fácil! O governo está preocupado mesmo é com a operação Lava Jato e com o déficit fiscal criado por Dilma Roussef. Quanto ao resto, acredite quem quiser;

4) Desaprovação ao governo Dilma sobe para 64%, diz pesquisa CNI-Ibope
Nesse caso, a relação com a mentira é de causa e efeito. A notícia é verdadeira, mas o desgaste de imagem assinalado pelo Ibope é resultado da confrontação entre mentiras eleitorais e realidade pós-eleições;

5)  Governo central tem déficit de R$ 7,35 bilhões em fevereiro
Onde está a mentira? No ajuste fiscal anunciado por Joaquim Levy e já em vigor em fevereiro. Ele terá que ser maior do que se imaginava. Não se trata, como diz o governo, de um contratempo pontual, de uma fatalidade externa. O quadro é gravíssimo e os cortes não serão apenas nos gastos. Adeus investimentos.

É isso. Vamos parar por aqui. Lembram da gasolina e da energia que não aumentariam? Das refinarias? Da “Pátria Educadora”? Pois então: é muita mentira para um dia só!

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1º de abril, mentiras, maioridade penal, déficit, Lula, corrupção, Ibope e Dilma: tudo a ver

Por Wanfil em Brasil

01 de Abril de 2015

Nesse dia especial, uma homenagem à mentira: anúncio fajuto da refinaria para o Ceará

Nesse dia especial, uma homenagem à mentira: anúncio fajuto da refinaria para o Ceará. Longeva, deu votos, mas caiu junto com a Petrobras

Nunca antes na História do país o 1º de abril – Dia da Mentira – foi tão significativo. É só conferir como os principais fatos e o noticiário político-econômico possuem relação com a data:

1) “Se tem alguém indignado com a corrupção, sou eu”, afirma Lula
Eita! Para ver onde está a mentira, basta observar que o partido de Lula está há doze anos no poder. Não podendo negar ou diminuir a corrupção neste período, o jeito para o ex-presidente é tentar roubar (metaforicamente, claro) o discurso da oposição;

2) Câmara aprova tramitação de emenda para reduzir maioridade penal
A mentira pode ser vista no maniqueísmo com que críticos e defensores da medida tratam o tema, especialmente nas redes sociais: bonzinhos com consciência social contra reacionários malvados; ou inimigos do crime contra amigos dos bandidos. Minha opinião? É claro que, aos 16 anos, o sujeito dotado de livre arbítrio já sabe o que é certo ou errado. Condições sociais podem entrar como atenuantes ou agravantes. Próxima;

3) Governo se diz preocupado com redução da maioridade penal
Essa é fácil! O governo está preocupado mesmo é com a operação Lava Jato e com o déficit fiscal criado por Dilma Roussef. Quanto ao resto, acredite quem quiser;

4) Desaprovação ao governo Dilma sobe para 64%, diz pesquisa CNI-Ibope
Nesse caso, a relação com a mentira é de causa e efeito. A notícia é verdadeira, mas o desgaste de imagem assinalado pelo Ibope é resultado da confrontação entre mentiras eleitorais e realidade pós-eleições;

5)  Governo central tem déficit de R$ 7,35 bilhões em fevereiro
Onde está a mentira? No ajuste fiscal anunciado por Joaquim Levy e já em vigor em fevereiro. Ele terá que ser maior do que se imaginava. Não se trata, como diz o governo, de um contratempo pontual, de uma fatalidade externa. O quadro é gravíssimo e os cortes não serão apenas nos gastos. Adeus investimentos.

É isso. Vamos parar por aqui. Lembram da gasolina e da energia que não aumentariam? Das refinarias? Da “Pátria Educadora”? Pois então: é muita mentira para um dia só!