06/07/2014 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

06/07/2014

Quem ganha mais com a saída de Neymar da Copa?

Por Wanfil em Crônica

06 de julho de 2014

Não especialista em futebol, embora aprecie bons jogos. A paixão pelo esporte nacional é comedida, desde que a seleção de 82 foi eliminada pela Itália. Criança vi ruir todo um conceito dividido em duas convicções: 1) não basta fazer gol, é preciso jogar bonito;  2) não vale ganhar a qualquer custo, mas com ética (sem apelar à violência e uma vez vítima dela, não devolver na mesma moeda, pois o craque responde é com futebol). Assim, como o escritor uruguaio Eduardo Galeano, tornei-me um “mendigo do futebol”, procurando bons jogos para torcer sem grande compromisso emocional.

Pois bem, conversando com o jornalista Rafael Luis Azevedo, colega na Tribuna do Ceará, eu disse que Neymar tinha sorte, pois sai como ídolo e livre da obrigação de fazer a diferença no momento decisivo. Rafael discordou. “O jogador quer jogar. Quem ganha é o Felipão. Se o Brasil ganhar, o mérito de superar a perda do craque é dele, se perder, a culpa terá sido do Zuñiga”, o colombiano que atingiu Neymar. Faz sentido.

A partir daí é lícito concluir que o maior lucro com a saída de Neymar foi mesmo da torcida.  Na Copa de 1950, o culpado (injustamente) pela perda do título foi o goleiro Barbosa. Como o brasileiro, quando o assunto é futebol, tem notória dificuldade de reconhecer méritos nos adversários da seleção, dessa vez pelo menos já temos uma boa desculpa caso o Brasil não conquiste o título: o culpado será um rival (alívio para os demais jogadores). Melhor do que isso, pelo que vejo da crônica esportiva, só se Zuñiga fosse argentino, o que poderia dar ares de complô internacional à agressão, mas aí seria querer demais. Como não sou especialista e não passo de um torcedor amargurado com o fracasso de 1982, fico por aqui.

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Quem ganha mais com a saída de Neymar da Copa?

Por Wanfil em Crônica

06 de julho de 2014

Não especialista em futebol, embora aprecie bons jogos. A paixão pelo esporte nacional é comedida, desde que a seleção de 82 foi eliminada pela Itália. Criança vi ruir todo um conceito dividido em duas convicções: 1) não basta fazer gol, é preciso jogar bonito;  2) não vale ganhar a qualquer custo, mas com ética (sem apelar à violência e uma vez vítima dela, não devolver na mesma moeda, pois o craque responde é com futebol). Assim, como o escritor uruguaio Eduardo Galeano, tornei-me um “mendigo do futebol”, procurando bons jogos para torcer sem grande compromisso emocional.

Pois bem, conversando com o jornalista Rafael Luis Azevedo, colega na Tribuna do Ceará, eu disse que Neymar tinha sorte, pois sai como ídolo e livre da obrigação de fazer a diferença no momento decisivo. Rafael discordou. “O jogador quer jogar. Quem ganha é o Felipão. Se o Brasil ganhar, o mérito de superar a perda do craque é dele, se perder, a culpa terá sido do Zuñiga”, o colombiano que atingiu Neymar. Faz sentido.

A partir daí é lícito concluir que o maior lucro com a saída de Neymar foi mesmo da torcida.  Na Copa de 1950, o culpado (injustamente) pela perda do título foi o goleiro Barbosa. Como o brasileiro, quando o assunto é futebol, tem notória dificuldade de reconhecer méritos nos adversários da seleção, dessa vez pelo menos já temos uma boa desculpa caso o Brasil não conquiste o título: o culpado será um rival (alívio para os demais jogadores). Melhor do que isso, pelo que vejo da crônica esportiva, só se Zuñiga fosse argentino, o que poderia dar ares de complô internacional à agressão, mas aí seria querer demais. Como não sou especialista e não passo de um torcedor amargurado com o fracasso de 1982, fico por aqui.