25/04/2014 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

25/04/2014

Quem muito espera, às vezes alcança, às vezes desespera

Por Wanfil em Eleições 2014

25 de Abril de 2014

No Ceará, exemplos de eleições recentes mostram que esperar demais por matar.

No Ceará, exemplos de eleições recentes mostram que esperar demais pode matar.

Quem espera sempre alcança, diz o ditado popular. A máxima, que enaltece a paciência e o otimismo, não serve de consolo aos partidos da aliança governista no Ceará, imersos em dúvidas e desconfianças que ameaçam rachá-la.

Pros

Enquanto o Pros do governador Cid Gomes deseja empurrar para junho qualquer decisão a respeito de eleições estaduais, PMDB e PT cobram um posicionamento para definirem suas estratégias.

PMDB

O senador Eunício Oliveira, pré-candidato à vaga no Palácio da Abolição, aguarda uma resposta de Cid para saber se o Pros irá com ele ou se lançará candidatura própria. Disse esperar uma resposta até o próximo dia 30. Depois disso, sem o apoio do governador, o PMDB fica livre par articular uma chapa com partidos de oposição. Outra possibilidade que acena no mercado de especulações seria o apio de Eunício à reeleição de Inácio Arruda, do PCdoB.

PSDB e PR

PSDB e PR esperam por uma candidatura de Tasso Jereissati ao Senado, alvo de muita especulação e nenhuma certeza. Se Tasso disputar, as legendas caminham juntas; se não, o PSDB segue sozinho para garantir o palanque do presidenciável da sigla, o mineiro Aécio Neves. Já o PR deve aderir ao projeto de Eunício. PSDB e PMDB não descartam uma conversa mais adiante, a depender do desenrolar dos fatos. O fato é que a oposição não tem motivos para se adiantar aos aliados de Cid. A pressão, nesse momento, está sobre o governo.

PT

O PT, por sua vez, abre mão de apresentar um nome ao governo estadual, para marchar com a candidatura do deputado federal José Guimarães ao Senado. No entanto, o partido vive dias de tensão. Espera uma manifestação explícita de apoio por parte do governador Cid Gomes, uma vez que o Pros desistiu de lançar Ciro Gomes para o Senado. O silêncio já incomoda e gera expectativas.

Guimarães ainda prefere não cogitar uma possível resistência dos Ferreira Gomes para compor com o Pros, afinal, se hoje o PT não faz oposição a Cid, isso se deve, em grande medida, ao trabalho de articulação de Guimarães. A manutenção da parceria com Cid seria, portanto, um gesto de reconhecimento à lealdade e ao esforço feito pelo petista para manter a aliança, mesmo após o rompimento entre o governador e a ex-prefeita Luizianne Lins. Caso o Pros decline, as consequências são imprevisíveis. Uma delas seria Guimarães cruzar os braços e deixar prosperar a sugestão de Luizianne em favor de uma candidatura do PT ao governo, contra o Pros. Nada certo, por enquanto.

Cobrança

É aquela história: boato é fogo de muita luz e pouco calor. Chama a atenção, mas não tem resultado prático. O problema de um emaranhado desses é que, inevitavelmente, e a história recente da política cearense é repleta de exemplos nesse sentido, alguém acabará esperando por quem não veio. E é por saberem que alguém ficará para trás, que os aliados de Cid cobram definições.

Como diz outro ditado popular: quem muito espera, desespera.

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Quem muito espera, às vezes alcança, às vezes desespera

Por Wanfil em Eleições 2014

25 de Abril de 2014

No Ceará, exemplos de eleições recentes mostram que esperar demais por matar.

No Ceará, exemplos de eleições recentes mostram que esperar demais pode matar.

Quem espera sempre alcança, diz o ditado popular. A máxima, que enaltece a paciência e o otimismo, não serve de consolo aos partidos da aliança governista no Ceará, imersos em dúvidas e desconfianças que ameaçam rachá-la.

Pros

Enquanto o Pros do governador Cid Gomes deseja empurrar para junho qualquer decisão a respeito de eleições estaduais, PMDB e PT cobram um posicionamento para definirem suas estratégias.

PMDB

O senador Eunício Oliveira, pré-candidato à vaga no Palácio da Abolição, aguarda uma resposta de Cid para saber se o Pros irá com ele ou se lançará candidatura própria. Disse esperar uma resposta até o próximo dia 30. Depois disso, sem o apoio do governador, o PMDB fica livre par articular uma chapa com partidos de oposição. Outra possibilidade que acena no mercado de especulações seria o apio de Eunício à reeleição de Inácio Arruda, do PCdoB.

PSDB e PR

PSDB e PR esperam por uma candidatura de Tasso Jereissati ao Senado, alvo de muita especulação e nenhuma certeza. Se Tasso disputar, as legendas caminham juntas; se não, o PSDB segue sozinho para garantir o palanque do presidenciável da sigla, o mineiro Aécio Neves. Já o PR deve aderir ao projeto de Eunício. PSDB e PMDB não descartam uma conversa mais adiante, a depender do desenrolar dos fatos. O fato é que a oposição não tem motivos para se adiantar aos aliados de Cid. A pressão, nesse momento, está sobre o governo.

PT

O PT, por sua vez, abre mão de apresentar um nome ao governo estadual, para marchar com a candidatura do deputado federal José Guimarães ao Senado. No entanto, o partido vive dias de tensão. Espera uma manifestação explícita de apoio por parte do governador Cid Gomes, uma vez que o Pros desistiu de lançar Ciro Gomes para o Senado. O silêncio já incomoda e gera expectativas.

Guimarães ainda prefere não cogitar uma possível resistência dos Ferreira Gomes para compor com o Pros, afinal, se hoje o PT não faz oposição a Cid, isso se deve, em grande medida, ao trabalho de articulação de Guimarães. A manutenção da parceria com Cid seria, portanto, um gesto de reconhecimento à lealdade e ao esforço feito pelo petista para manter a aliança, mesmo após o rompimento entre o governador e a ex-prefeita Luizianne Lins. Caso o Pros decline, as consequências são imprevisíveis. Uma delas seria Guimarães cruzar os braços e deixar prosperar a sugestão de Luizianne em favor de uma candidatura do PT ao governo, contra o Pros. Nada certo, por enquanto.

Cobrança

É aquela história: boato é fogo de muita luz e pouco calor. Chama a atenção, mas não tem resultado prático. O problema de um emaranhado desses é que, inevitavelmente, e a história recente da política cearense é repleta de exemplos nesse sentido, alguém acabará esperando por quem não veio. E é por saberem que alguém ficará para trás, que os aliados de Cid cobram definições.

Como diz outro ditado popular: quem muito espera, desespera.