16/12/2013 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

16/12/2013

Ainda o Ibope: Cearenses reprovam ações dos governos federal e estadual, mas Dilma cresce e Cid cai. Por quê?

Por Wanfil em Pesquisa

16 de dezembro de 2013

Os números da pesquisa Ibope/CNI divulgados na última sexta-feira (13), mostram que as percepções dos cearenses em relação aos serviços do governos  federal e estadual se assemelham no alto índice de descontentamento, mas destoam na avaliação dos governos que os patrocinam. Enquanto a popularidade do federal cresce, a do estadual diminui, embora ambos tenham desempenhos semelhantes por área de atuação. Como isso é possível? Vamos, antes, aos números.

Governo Federal

Nada menos do que 72% dos cearenses reprovam o governo federal nas áreas da Segurança Pública e da Saúde. A única área da gestão Dilma a conseguir aprovação superior à metade dos entrevistados no Estado foram as ações de combate à pobreza, com 58% de aceitação. Traduzindo: Bolsa Família, nada mais.

Curiosamente, a imagem do governo federal tem, no Ceará, um dos seus melhores desempenhos, com 59% entre bom e ótimo.

Fato: os cearenses não fazem ligação entre causa e efeito, entre obra (ações reprovadas) e autor (governo Dilma).

Governo Estadual

Já em relação à gestão Cid Gomes, o descontentamento do público com os serviços de Segurança e Saúde, consideradas as áreas de pior desempenho do governo estadual por 55% e 61% da população, respectivamente, ajudaram a derrubar a aprovação da gestão local para 38%.

Fato: nesse caso, os cearenses fazem a ligação de causa e efeito, ou seja, debitam na conta do governo estadual a frustração que experimentam com o serviço público.

 Conclusões

A falta de um oposição local e a total subserviência da bancada federal são fatores que contribuem para descolar Dilma dos fracassos de seu governo. Sem críticas e cobranças, a presidente acaba ligada somente aos programas assistencialistas que ajudam a aliviar (mas não a superar) a pobreza. Daí ser desnecessário cumprir promessas como refinaria ou transposição do São Francisco.

Para Cid, a situação muda. A proximidade das pessoas com o cotidiano da gestão, a expectativa elevada, a cobertura da imprensa nacional e ainda as críticas de seus poucos opositores (que não conseguem, apesar disso, aparecer como alternativas eleitorais ao governo estadual), desgasta a administração estadual. Mesmo assim, não há grupo político, até o momento, que ameace o projeto em curso.

A solução, por incrível que pareça, é colar ainda mais a imagem do governo estadual ao governo federal. É nesse sobreposição de ilusões que mora a esperança de ofuscar o descontentamento geral com o trabalho desenvolvido por essas duas esferas administrativas. É surreal ter gestões com ações reprovadas nas áreas mais sensíveis como favoritas para as próximas eleições.

Nunca antes nesse país se viveu tanto sob o estigma da adesão incondicional aos governos de plantão.

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Ainda o Ibope: Cearenses reprovam ações dos governos federal e estadual, mas Dilma cresce e Cid cai. Por quê?

Por Wanfil em Pesquisa

16 de dezembro de 2013

Os números da pesquisa Ibope/CNI divulgados na última sexta-feira (13), mostram que as percepções dos cearenses em relação aos serviços do governos  federal e estadual se assemelham no alto índice de descontentamento, mas destoam na avaliação dos governos que os patrocinam. Enquanto a popularidade do federal cresce, a do estadual diminui, embora ambos tenham desempenhos semelhantes por área de atuação. Como isso é possível? Vamos, antes, aos números.

Governo Federal

Nada menos do que 72% dos cearenses reprovam o governo federal nas áreas da Segurança Pública e da Saúde. A única área da gestão Dilma a conseguir aprovação superior à metade dos entrevistados no Estado foram as ações de combate à pobreza, com 58% de aceitação. Traduzindo: Bolsa Família, nada mais.

Curiosamente, a imagem do governo federal tem, no Ceará, um dos seus melhores desempenhos, com 59% entre bom e ótimo.

Fato: os cearenses não fazem ligação entre causa e efeito, entre obra (ações reprovadas) e autor (governo Dilma).

Governo Estadual

Já em relação à gestão Cid Gomes, o descontentamento do público com os serviços de Segurança e Saúde, consideradas as áreas de pior desempenho do governo estadual por 55% e 61% da população, respectivamente, ajudaram a derrubar a aprovação da gestão local para 38%.

Fato: nesse caso, os cearenses fazem a ligação de causa e efeito, ou seja, debitam na conta do governo estadual a frustração que experimentam com o serviço público.

 Conclusões

A falta de um oposição local e a total subserviência da bancada federal são fatores que contribuem para descolar Dilma dos fracassos de seu governo. Sem críticas e cobranças, a presidente acaba ligada somente aos programas assistencialistas que ajudam a aliviar (mas não a superar) a pobreza. Daí ser desnecessário cumprir promessas como refinaria ou transposição do São Francisco.

Para Cid, a situação muda. A proximidade das pessoas com o cotidiano da gestão, a expectativa elevada, a cobertura da imprensa nacional e ainda as críticas de seus poucos opositores (que não conseguem, apesar disso, aparecer como alternativas eleitorais ao governo estadual), desgasta a administração estadual. Mesmo assim, não há grupo político, até o momento, que ameace o projeto em curso.

A solução, por incrível que pareça, é colar ainda mais a imagem do governo estadual ao governo federal. É nesse sobreposição de ilusões que mora a esperança de ofuscar o descontentamento geral com o trabalho desenvolvido por essas duas esferas administrativas. É surreal ter gestões com ações reprovadas nas áreas mais sensíveis como favoritas para as próximas eleições.

Nunca antes nesse país se viveu tanto sob o estigma da adesão incondicional aos governos de plantão.