23/04/2013 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

23/04/2013

Barracas da Praia do Futuro: passado de omissão, presente de incerteza

Por Wanfil em Tribuna Band News FM

23 de Abril de 2013

Como areia da praia, o tempo passa pelas mãos e nada se resolve: sem passado e sem futuro

Como areia da praia, o tempo passa pelas mãos e nada se resolve: presos num presente que não se desenrola, sem passado e sem futuro.

A Justiça Federal decide nesta terça-feira se as barracas da Praia do Futuro, em Fortaleza, devem ou não ser retiradas do local. A ação foi movida ainda em 2005 pelo ministério público federal. O órgão afirma que a ocupação é ilegal e os proprietários dos estabelecimentos, claro, dizem que não ferem a legislação.

É a velha história. A omissão do poder público no que diz respeito a temas ligados ao meio ambiente e à urbanização permitiu que a ocupação de importantes áreas de Fortaleza se desse de forma desorganizada e na base do improviso. Agora, caberá à Justiça definir quem tem razão na peleja. Quanto a isso, conforme seja a decisão, que se proceda com as devidas ações.

No entanto, apesar dessa obviedade, o procurador da República Alessander Sales criticou a Prefeitura de Fortaleza pela intenção de formar um grupo de trabalho para estudar a realocação das barracas, chegando a dizer que atos nesse sentido poderão ser interpretados como improbidade administrativa.

Sinceramente, é desnecessário polemizar ainda mais a questão. Primeiro, quem decide a legalidade da situação é a Justiça e não o Ministério Público ou a prefeitura; segundo, qualquer que seja a decisão, ainda caberá recurso em instâncias superiores; e terceiro, o estudo de alternativas para a situação é sim necessário, uma vez que a Praia do Futuro possui grande apelo turístico, além de ser, apesar da poluição e da violência, um dos poucos espaços públicos de lazer capazes de atrair os próprios cearenses.

O debate sobre a melhor forma de usar esse patrimônio natural de Fortaleza é fundamental e sempre oportuno. O problema, entretanto, não são as partes em litígio, mas a demora em resolver o impasse. Essa discussão já se arrasta por longos oito anos e não tem data para acabar.

Enquanto isso, no entorno da Praia do Futuro, a falta de políticas de urbanização faz saltar aos olhos a decadência de prédios abandonados, a falta de equipamentos turísticos, a proliferação de favelas e o aumento da criminalidade. Essa demora, essa capacidade de empurrar tudo para adiante, é que lasca.

Ouça o áudio:

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Barracas da Praia do Futuro: passado de omissão, presente de incerteza

Por Wanfil em Tribuna Band News FM

23 de Abril de 2013

Como areia da praia, o tempo passa pelas mãos e nada se resolve: sem passado e sem futuro

Como areia da praia, o tempo passa pelas mãos e nada se resolve: presos num presente que não se desenrola, sem passado e sem futuro.

A Justiça Federal decide nesta terça-feira se as barracas da Praia do Futuro, em Fortaleza, devem ou não ser retiradas do local. A ação foi movida ainda em 2005 pelo ministério público federal. O órgão afirma que a ocupação é ilegal e os proprietários dos estabelecimentos, claro, dizem que não ferem a legislação.

É a velha história. A omissão do poder público no que diz respeito a temas ligados ao meio ambiente e à urbanização permitiu que a ocupação de importantes áreas de Fortaleza se desse de forma desorganizada e na base do improviso. Agora, caberá à Justiça definir quem tem razão na peleja. Quanto a isso, conforme seja a decisão, que se proceda com as devidas ações.

No entanto, apesar dessa obviedade, o procurador da República Alessander Sales criticou a Prefeitura de Fortaleza pela intenção de formar um grupo de trabalho para estudar a realocação das barracas, chegando a dizer que atos nesse sentido poderão ser interpretados como improbidade administrativa.

Sinceramente, é desnecessário polemizar ainda mais a questão. Primeiro, quem decide a legalidade da situação é a Justiça e não o Ministério Público ou a prefeitura; segundo, qualquer que seja a decisão, ainda caberá recurso em instâncias superiores; e terceiro, o estudo de alternativas para a situação é sim necessário, uma vez que a Praia do Futuro possui grande apelo turístico, além de ser, apesar da poluição e da violência, um dos poucos espaços públicos de lazer capazes de atrair os próprios cearenses.

O debate sobre a melhor forma de usar esse patrimônio natural de Fortaleza é fundamental e sempre oportuno. O problema, entretanto, não são as partes em litígio, mas a demora em resolver o impasse. Essa discussão já se arrasta por longos oito anos e não tem data para acabar.

Enquanto isso, no entorno da Praia do Futuro, a falta de políticas de urbanização faz saltar aos olhos a decadência de prédios abandonados, a falta de equipamentos turísticos, a proliferação de favelas e o aumento da criminalidade. Essa demora, essa capacidade de empurrar tudo para adiante, é que lasca.

Ouça o áudio:

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