26/10/2012 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

26/10/2012

Se o governador e a prefeita não se respeitam, que respeitem os eleitores

Por Wanfil em Eleições 2012

26 de outubro de 2012

Críticas e ataques fazem parte das campanhas eleitorais. No entanto, governantes, que a rigor representam a coletividade, precisam ter equilíbrio para não se comportar como meros militantes partidários.

A destemperança nos ataques mútuos entre o governador Cid Gomes e a prefeita Luizianne Lins nos últimos dias da campanha eleitoral no 2º turno já extrapolaram os limites do bom senso.

Além de sugerir desequilíbrio impróprio para administradores, gera o mal pressentimento de que existe no ar uma disposição ao vale tudo. Se publicamente o ambiente degrada sem maiores constrangimentos, imaginem nos bastidores dos comitês eleitorais…

Autoridade X militante

Governador e prefeita têm o direito de apoiar candidatos, formar alianças eleitorais e depois rompê-las, cada qual com sua versão dos fatos. No entanto, precisam ter sempre claro que a natureza representativa de suas funções impõem limites ao exercício da militância partidária de cada um.

Não se é governador ou prefeita de um grupo político ou de uma coligação apenas, mas de todos, inclusive dos opositores. Governantes eleitos, ao externarem suas preferências, não podem nunca deixar de ter em mente que trabalham para a coletividade e não apenas para os seus aliados ou para os eleitores dos seus candidatos em outras disputas.

Se por acaso o candidato da prefeita vencer, o governador cruzará os braços em boicote ao gestor adversário político? E se o candidato do governador vencer, em represália a prefeita dificultará a transição? Essas são suposições que não devem estar no horizonte dos cidadãos. É triste ver pessoas atemorizadas com medo de perder isso ou aquilo ou esperançosas de ter algo que desejam por conta desses arroubos.

Liturgia do cargo

Evidentemente, não se faz campanha sem críticas. Há mesmo um certo melindre por parte de alguns candidatos, mas crítica não é ataque. É função inalienável das oposições, posto que não existe governo perfeito.

O problema, em Fortaleza, é o tom de ressentimento e o nível das desqualificações trocadas entre os padrinhos das candidaturas, que já contaminaram, como era de se esperar, os discursos dos candidatos. Se a desconstrução do adversário faz parte do jogo eleitoral, é preciso levar em consideração, em primeira e última instância, o respeito ao público. Especialmente quando se trata, repito, de autoridades que devem se adequar à liturgia dos cargos que ocupam.

Soberano é o eleitor

Na próxima segunda-feira os fortalezenses terão um novo prefeito e o que deverá prevalecer é a compreensão de que a decisão dos eleitores é soberana, independente da vontade ou da opinião dos governantes do momento.

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Se o governador e a prefeita não se respeitam, que respeitem os eleitores

Por Wanfil em Eleições 2012

26 de outubro de 2012

Críticas e ataques fazem parte das campanhas eleitorais. No entanto, governantes, que a rigor representam a coletividade, precisam ter equilíbrio para não se comportar como meros militantes partidários.

A destemperança nos ataques mútuos entre o governador Cid Gomes e a prefeita Luizianne Lins nos últimos dias da campanha eleitoral no 2º turno já extrapolaram os limites do bom senso.

Além de sugerir desequilíbrio impróprio para administradores, gera o mal pressentimento de que existe no ar uma disposição ao vale tudo. Se publicamente o ambiente degrada sem maiores constrangimentos, imaginem nos bastidores dos comitês eleitorais…

Autoridade X militante

Governador e prefeita têm o direito de apoiar candidatos, formar alianças eleitorais e depois rompê-las, cada qual com sua versão dos fatos. No entanto, precisam ter sempre claro que a natureza representativa de suas funções impõem limites ao exercício da militância partidária de cada um.

Não se é governador ou prefeita de um grupo político ou de uma coligação apenas, mas de todos, inclusive dos opositores. Governantes eleitos, ao externarem suas preferências, não podem nunca deixar de ter em mente que trabalham para a coletividade e não apenas para os seus aliados ou para os eleitores dos seus candidatos em outras disputas.

Se por acaso o candidato da prefeita vencer, o governador cruzará os braços em boicote ao gestor adversário político? E se o candidato do governador vencer, em represália a prefeita dificultará a transição? Essas são suposições que não devem estar no horizonte dos cidadãos. É triste ver pessoas atemorizadas com medo de perder isso ou aquilo ou esperançosas de ter algo que desejam por conta desses arroubos.

Liturgia do cargo

Evidentemente, não se faz campanha sem críticas. Há mesmo um certo melindre por parte de alguns candidatos, mas crítica não é ataque. É função inalienável das oposições, posto que não existe governo perfeito.

O problema, em Fortaleza, é o tom de ressentimento e o nível das desqualificações trocadas entre os padrinhos das candidaturas, que já contaminaram, como era de se esperar, os discursos dos candidatos. Se a desconstrução do adversário faz parte do jogo eleitoral, é preciso levar em consideração, em primeira e última instância, o respeito ao público. Especialmente quando se trata, repito, de autoridades que devem se adequar à liturgia dos cargos que ocupam.

Soberano é o eleitor

Na próxima segunda-feira os fortalezenses terão um novo prefeito e o que deverá prevalecer é a compreensão de que a decisão dos eleitores é soberana, independente da vontade ou da opinião dos governantes do momento.