03/10/2012 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

03/10/2012

Debate Jangadeiro: Candidatos de oposição partem para o ataque – Ainda há tempo?

Por Wanfil em Eleições 2012

03 de outubro de 2012

Candidatos à Prefeitura de Fortaleza no estúdio da TV Jangadeiro

O Sistema Jangadeiro de Comunicação realizou na noite desta terça-feira o seu segundo debate entre os candidatos à Prefeitura de Fortaleza.

Pressionados pelas pesquisas e na reta final da campanha, pela primeira vez os candidatos de oposição atuaram com forte viés de crítica em relação aos candidatos lançados pelo governador Cid Gomes e pela prefeita Luizianne Lins.

Moroni Torgan (DEM), Marcos Cals (PSDB), Renato Roseno (PSOL) e Heitor Ferrer (PDT) apresentaram sintonia nas análises  dirigidas especialmente à aliança recentemente desfeita entre o governador Cid Gomes e a prefeita Luizianne Lins e ao uso da máquinas. Procuraram, em suma, fazer um alerta ao eleitorado sobre a importância de eleger um nome independete, lembrando que os ex-aliados que comandam as máquinas tiveram tempo para fazer aquilo que agora seus indicados prometem.

Por outro lado, Elmano de Freitas (PT) e Roberto Cláudio (PSB), líderes nas pesquisas de opinião, entraram em campo para jogar com o regulamento debaixo do braço e evitaram polêmicas.

No momento mais duro, Marcos Cals citou declarações do ex-governador Ciro Gomes chamando o candidato Elmano de Freitas de “pau mandado”. O petista se mostrou que foi bem orientado no midia trainer e não mudou o semblante enquanto rebatia dizendo que seus adversários o atacavam por não ter propostas. Roberto Cláudio ressaltava a parceria com o governo do estado como trunfo.

Heitor Férrer e Moroni chegaram a abordar o caso do mensalão, provavelmente na esperança de reproduzir em Fortaleza o desgaste que o PT vive em outras capitais por causa do julgamento no Supremo Tribunal Federal.

Política não é “paz e amor”

No início da campanha, com pesquisas mostrando um acentuado desejo de mudança no eleitorado, diversas candidaturas se apresentaram. Imaginando que o desgaste da atual gestão fosse irreversível, todos optaram pela estratégia “paz e amor”, celebrada por Duda Mendonça e Lula da Silva. O que era uma especificidade – Lula tinha a imagem de político agressivo e instável – se transformou em uma espécie de regra absoluta aplicável a toda e qualquer circunstância. Um erro que beneficia justamente aos que são poupados de críticas. Obama não seria eleito sem criticar Bush.

Alertei em outros textos para o risco dessa decisão, que deixava terreno livre para que um governo avaliado negativamente buscasse uma recuperação. Política é embate, é confronto de ideias, de visões. Sem isso, as estruturas milionárias das candidaturas de situação se impuseram sobre a divisão dos opositores.

Vai dar tempo?

Agora que a eleição está na reta final para o primeiro turno, os opositores finalmente entederam que é preciso fazer política e não apenas promessas adornadas pelo marketing. Entretanto, a questão que se evidencia neste momento é saber se essa mudança de postura fará efeito e, se fizer, se haverá tempo hábil para influenciar os eleitores.

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Debate Jangadeiro: Candidatos de oposição partem para o ataque – Ainda há tempo?

Por Wanfil em Eleições 2012

03 de outubro de 2012

Candidatos à Prefeitura de Fortaleza no estúdio da TV Jangadeiro

O Sistema Jangadeiro de Comunicação realizou na noite desta terça-feira o seu segundo debate entre os candidatos à Prefeitura de Fortaleza.

Pressionados pelas pesquisas e na reta final da campanha, pela primeira vez os candidatos de oposição atuaram com forte viés de crítica em relação aos candidatos lançados pelo governador Cid Gomes e pela prefeita Luizianne Lins.

Moroni Torgan (DEM), Marcos Cals (PSDB), Renato Roseno (PSOL) e Heitor Ferrer (PDT) apresentaram sintonia nas análises  dirigidas especialmente à aliança recentemente desfeita entre o governador Cid Gomes e a prefeita Luizianne Lins e ao uso da máquinas. Procuraram, em suma, fazer um alerta ao eleitorado sobre a importância de eleger um nome independete, lembrando que os ex-aliados que comandam as máquinas tiveram tempo para fazer aquilo que agora seus indicados prometem.

Por outro lado, Elmano de Freitas (PT) e Roberto Cláudio (PSB), líderes nas pesquisas de opinião, entraram em campo para jogar com o regulamento debaixo do braço e evitaram polêmicas.

No momento mais duro, Marcos Cals citou declarações do ex-governador Ciro Gomes chamando o candidato Elmano de Freitas de “pau mandado”. O petista se mostrou que foi bem orientado no midia trainer e não mudou o semblante enquanto rebatia dizendo que seus adversários o atacavam por não ter propostas. Roberto Cláudio ressaltava a parceria com o governo do estado como trunfo.

Heitor Férrer e Moroni chegaram a abordar o caso do mensalão, provavelmente na esperança de reproduzir em Fortaleza o desgaste que o PT vive em outras capitais por causa do julgamento no Supremo Tribunal Federal.

Política não é “paz e amor”

No início da campanha, com pesquisas mostrando um acentuado desejo de mudança no eleitorado, diversas candidaturas se apresentaram. Imaginando que o desgaste da atual gestão fosse irreversível, todos optaram pela estratégia “paz e amor”, celebrada por Duda Mendonça e Lula da Silva. O que era uma especificidade – Lula tinha a imagem de político agressivo e instável – se transformou em uma espécie de regra absoluta aplicável a toda e qualquer circunstância. Um erro que beneficia justamente aos que são poupados de críticas. Obama não seria eleito sem criticar Bush.

Alertei em outros textos para o risco dessa decisão, que deixava terreno livre para que um governo avaliado negativamente buscasse uma recuperação. Política é embate, é confronto de ideias, de visões. Sem isso, as estruturas milionárias das candidaturas de situação se impuseram sobre a divisão dos opositores.

Vai dar tempo?

Agora que a eleição está na reta final para o primeiro turno, os opositores finalmente entederam que é preciso fazer política e não apenas promessas adornadas pelo marketing. Entretanto, a questão que se evidencia neste momento é saber se essa mudança de postura fará efeito e, se fizer, se haverá tempo hábil para influenciar os eleitores.