02/10/2012 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

02/10/2012

O mensalão e a Teoria dos Três Poderes

Por Wanfil em Brasil, Ideologia

02 de outubro de 2012

O Federalista e o Esquerdismo, doença infantil do comunismo: Formas distintas de ver o parlamento e a divisão de poderes que estão na gênese do mensalão

Agora que o Supremo Tribunal Federal confirmou, oficialmente, que o caso do mensalão foi mesmo compra de votos e, portanto, a sujeição do Poder Legislativo ao Poder Executivo, uma questão de fundo ideológico merece atenção, embora tenha sido pouco abordada (onde estão os intelectuais?), relacionada à organização do Estado e sua relação com o povo e seus representantes.

Com efeito, na superfície o mensalão é mais um caso de corrupção, mas na essência guarda diferenças conceituais importantes para o seu correto entendimento, especialmente sobre o papel dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Os Poderes na visão dos liberais

A Teoria dos Três Poderes nasce no século 18 com o francês Montesquieu, influenciado pelo inglês John Locke, com o objetivo de limitar o poder das monarquias absolutistas. Montesquieu, em O Espírito da Leis, escreve de forma precisa sobre a divisão do estado em três poderes autônomos.

Os americanos Alexander Hamilton, James Madison e John Jay, com a publicação da obra O Federalista, ampliam a aplicação desse conceito ao modelo democrático de República e criam o sistema de pesos e contrapesos, que estabelece que cada poder, ainda que autônomo no exercício de suas atividades, deve ser vigiado pelos outros poderes.

Os Poderes na visão dos revolucionários

Para boa parte da esquerda, especialmente a de inspiração soviética, esse modelo representa o próprio estado burguês, com o objetivo de manter tudo como está e de assim manter o sistema de exploração, impedindo revoluções ou mudanças abruptas. A rigor, o movimento revolucionário que luta pela ditadura do proletariado deve ter o Legislativo e o Judiciário como inimigos e trabalhar para desmoralizá-los.

Wladimir Ilich Lênin escreveu em 1920 um panfleto intitulado Esquerdismo: a doença infantil do comunismo. No capítulo sete – Deve-se participar nos parlamentos burgueses – o líder comunista pregava: “A participação num parlamento democrático-burguês, longe de prejudicar o proletariado revolucionário, permite-lhe demonstrar com maior facilidade às massas atrasadas a razão por que semelhantes parlamentos devem ser dissolvidos”. Leia mais

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O mensalão e a Teoria dos Três Poderes

Por Wanfil em Brasil, Ideologia

02 de outubro de 2012

O Federalista e o Esquerdismo, doença infantil do comunismo: Formas distintas de ver o parlamento e a divisão de poderes que estão na gênese do mensalão

Agora que o Supremo Tribunal Federal confirmou, oficialmente, que o caso do mensalão foi mesmo compra de votos e, portanto, a sujeição do Poder Legislativo ao Poder Executivo, uma questão de fundo ideológico merece atenção, embora tenha sido pouco abordada (onde estão os intelectuais?), relacionada à organização do Estado e sua relação com o povo e seus representantes.

Com efeito, na superfície o mensalão é mais um caso de corrupção, mas na essência guarda diferenças conceituais importantes para o seu correto entendimento, especialmente sobre o papel dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Os Poderes na visão dos liberais

A Teoria dos Três Poderes nasce no século 18 com o francês Montesquieu, influenciado pelo inglês John Locke, com o objetivo de limitar o poder das monarquias absolutistas. Montesquieu, em O Espírito da Leis, escreve de forma precisa sobre a divisão do estado em três poderes autônomos.

Os americanos Alexander Hamilton, James Madison e John Jay, com a publicação da obra O Federalista, ampliam a aplicação desse conceito ao modelo democrático de República e criam o sistema de pesos e contrapesos, que estabelece que cada poder, ainda que autônomo no exercício de suas atividades, deve ser vigiado pelos outros poderes.

Os Poderes na visão dos revolucionários

Para boa parte da esquerda, especialmente a de inspiração soviética, esse modelo representa o próprio estado burguês, com o objetivo de manter tudo como está e de assim manter o sistema de exploração, impedindo revoluções ou mudanças abruptas. A rigor, o movimento revolucionário que luta pela ditadura do proletariado deve ter o Legislativo e o Judiciário como inimigos e trabalhar para desmoralizá-los.

Wladimir Ilich Lênin escreveu em 1920 um panfleto intitulado Esquerdismo: a doença infantil do comunismo. No capítulo sete – Deve-se participar nos parlamentos burgueses – o líder comunista pregava: “A participação num parlamento democrático-burguês, longe de prejudicar o proletariado revolucionário, permite-lhe demonstrar com maior facilidade às massas atrasadas a razão por que semelhantes parlamentos devem ser dissolvidos”. (mais…)