Abril 2012 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Abril 2012

Supremo legaliza cotas raciais em universidades. E agora: black or white?

Por Wanfil em Judiciário

27 de Abril de 2012

Separados: À esquerda, setor de cotas para estudantes negros; à direita, vagas para brancos. A imagem ilustra uma nova realidade. No Brasil, a partir de agora, essa seperação é legal.

O Supremo Tribunal Federal decidiu por unanimidade que o sistema de cotas raciais em universidades é constitucional. Os que concordam celebram o progressismo da mais alta Corte do País. Os que são contrários, lamentam a decisão. O que importa agora são os fatos. De agora em diante as universidades podem destinar vagas com base na cor dos candidatos sem se preocupar. As notas, o desempenho e o esforço individual passam a valer como critérios secundários. Isso não é opinião. É fato.

Argumentar agora sobre a possível inconstitucionalidade da medida é perder tempo. No entanto, ainda existem dúvidas, apesar a liberação da reserva racial de vagas.

Dúvidas: quem define a sua cor? E como?
Primeiro, e mais urgente, é preciso saber como classificar um indivíduo com base na cor da pela. Kant ensinava que só pode ser ético o que é universal. Ou seja, as regras precisam ser objetivas e transparentes. A partir de que tonalidade uma pessoa passa a ser considerada negra? Ou branca? E se não houver como medir dessa forma, exististirão exames de avaliação sanguínea ou genética que determinem se no sujeito pardo prevalece uma herança africana ou europeia? Ou bastará ao candidato declarar a cor que acredita possuir? Essa última possibilidade tem um problema. Como evitar o risco de que alguém se declare negro apenas para evitar a disputa por vagas com candidatos de outras cores?

Portanto, sendo necessário que a raça alegada pelo candidato seja validada por um método seguro, surge a segunda sequência de dúvidas: quem serão os classificadores raciais, aqueles que validarão o pedido. Será uma banca de professores? Será um magistrado? E se a banca for composta apenas de brancos, com poderes para definir quem é ou não negro? Será uma junta médica? Será alguma ONG? Leia mais

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As lições de Barcelona e Chelsea

Por Wanfil em Crônica

25 de Abril de 2012

Futebol como metáfora: o trabalho que enaltece o talento e a coragem para enfrentar o favoritismo do adversários

É impressionante como a partida entre Barcelona e Chelsea atraiu atenções e gerou debates nas redes sociais e na mídia. Não me atrevo a fazer análises táticas ou técnicas sobre o desempenho dos times. Como todos sabem, a equipe espanhola, favorita, a mesma que deu uma surra no Santos de Neymar, perdeu para os ingleses. Mas o futebol, e o esporte em geral, serve de amostra capaz de revelar tendências de comportamento que podem ser vistas em outras áreas.

Carência
Certa vez, o escritor uruguaio Eduardo Galeano, lamentando o péssimo futebol em seu país, disse ser um “mendigo do futebol” que perambulava pelos canais de televisão até encontrar um bom jogo, quando escolhia um dos times para torcer, não importava de onde fossem. Embora eu não goste da obra do uruguaio, a comparação é um achado. Há uma carência nessa celebração do futebol estrangeiro.

No fundo, o brasileiro sabe que seus times não estão a altura da equipe de Messi e companhia. Não apenas na qualidade do futebol apresentado. É muito mais. É organização, sucesso financeiro, planejamento, foco e busca pela excelência. E títulos. A maioria dos jogadores do clube é composta de espanhóis. Uma constelação de craques selecionados num país com população bem menor que a nossa.

E com a amargura de Galeano constatamos que sabemos admirar as qualidades do Barcelona, enquanto somos carentes, torcendo por clubes que vivem do improviso, da dívida, da cartolagem, do amadorismo.

Se a Espanha vive uma crise econômica e o Brasil experimenta estabilidade, quem é que é o bom? Primeiro, a vida não se resume a economia. Segundo, nossa melhor seleção atuou quando vigorava a hiperinflação. Crises são testes, tal como campeonatos. E mesmo perdendo, para continuar na analogia, o Barcelona continua admirado pelo que construiu.

Imprevisível
De certa forma, essa equipe do Barcelona exerce fascínio sobre aqueles que gostam de bom futebol, mesmo entre os que não torcem pelos catalães. Entretanto, mesmo com todo o talento e preparo, os ingleses do Chelsea lograram a classificação para a próxima fase da Liga dos Campeões. Leia mais

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Mensalão do Dnit no Ceará pode virar alvo na CPI do Cachoeira

Por Wanfil em Corrupção

23 de Abril de 2012

O blog Polítika, do Jangadeiro Online, mostra que o Ministério Público Federal no Ceará ajuizou, na última sexta-feira (20), ação penal contra servidores da superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Estado e a Delta Construções, empresa responsável por obras licitadas pelo órgão. A denúncia afirma que dirigentes da repartição recebiam “propinas e uma espécie de mensalão” da construtora.

A Delta ganhou notoriedade mais recentemente pelo envolvimento em licitações que teriam sido manipuladas pelo contraventor Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal e flagrado em conversas suspeitas com o senador Demóstenes Torres, de Goiás, ex-Democratas.

De 2007 a 2012 foram empenhados a favor da Delta obras que somam mais de 4 bilhões de reais, sendo que 90% desse total teve o Dnit como origem, de acordo com informações do SIAF.

O MPF baseia-se em inquérito resultante da ‘Operação Mão Dupla’, deflagrada pela Polícia Federal em 2010. Na época, foram presas 25 pessoas. Entre elas o então superintendente do Dnit, Guedes Neto.

A denúncia serviu de justificativa, junto com outros casos em Goiás e no Rio de Janeiro, para a criação da CPI do Cachoeira, que será instalada nesta terça (24).

Coincidência

No Ceará, o PMDB já exerceu grande influência nas nomeações para o  Dnit no Estado, e sonha em recuperá-lo. Mais recentemente, o PR passou a fazer indicações no órgão. ,as a sigla ficou enfraquecida com a queda do ex-ministro Alfredo Nascimento. Se a área de esportes é feudo disputado entre PC do B e PT, a de estradas objeto de cobiça de PMDB e PR. Trata-se, naturalmente, de uma questão ideológica. O esporte é revolucionário e não distingue classes sociais, e as estradas pavimentam o futuro do País.

Coincidentemente, por essas obras do acaso, o PMDB foi o partido da bancada federal cearense com maior número de parlamentares que não assinaram pela criação da CPI do Cachoeira. Dos oito que não assinaram o pedido, três pertencem a sigla: o senador Eunício Oliveira e os deputados federais Aníbal Gomes e Mauro Benevides. Pelo PR, Vicente Arrudaconsta da lista.

Aviso aos assessores de plantão que não faço aqui acusação alguma. Tenho a doce esperança de que o PMDB do Ceará queira mesmo investigar a fundo como o Dnit e a Delta utilizaram o dinheiro público.

Em tempo

A Controladoria-Geral da União (CGU) deve publicar nesta terça-feira (24), portaria abrindo processo administrativo disciplinar para investigar contratos da construtora Delta com órgãos públicos em nove estados. A empresa corre o risco de ser considerada inidônea, ficando proibida de firmar contratos com o governo. Os contratos já assinado poderão ser rescindidos.

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A popularidade de Dilma, o peso da economia e a sombra de Lula

Por Wanfil em Pesquisa

23 de Abril de 2012

Criatura e criador. Entre os dois sempre haverá uma conjunção adversativa: "Ela é boa, mas ele é mito". Foto: Ricardo Stucker/Instituto Lula

O instituto Datafolha divulgou nova pesquisa sobre a popularidade do governo Dilma junto aos brasileiros. O resultado foi um novo recorde de aceitação. Ao todo, 64% aprovam a gestão, 29% a consideram regular e 5% a desaprovam, deixando os ex-presidentes FHC e Lula para trás, comparando-se os resultados de cada após um ano e três meses de mandato.

A mesma pesquisa mostra que o brasileiro está otimista com os rumos da economia. Para 49%, situação econômica do país irá melhorar, 13% acreditam que ficará pior, e 34% acham que nada mudará.

A variante econômica
O cruzamento desses números confirma a tese segundo a qual, em condições normais de temperatura e pressão, ou sja, em ambientes políticos estáveis, a popularidade de um governo oscila de acordo com o desempenho da economia. Em caso de crise, sem indicativo de recuperação, a imagem dos governantes desabam.

Popularidade e consumo
Com a crise que atinge os mercados financeiros na Europa e nos EUA, o brasileiro percebe que o Brasil tem uma posição privilegiada. Se foi obra do PROER do Fernando Henrique ou da política monetária de Lula, pouco importa para o público. Vale o aqui e o agora.

O fato é que, com a manutenção da estabilidade econômica, boa parte da população conquistou, ao longo dos anos, ganhos reais de renda e novas oportunidades de consumo, lastreadas no endividamento a base de juros altos, e não em poupança, como seria recomendável. O que conta para o brasileiro médio é saber se há emprego e se é possível planejar compras a prestação.

Méritos
Dilma tem seus méritos, é inegável. Não foram poucas as apostas de que ela jamais conseguiria ter a popularidade de Lula, quanto mais ultrapassá-la. E olha que problemas não faltam. Leia mais

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Dica de filme: Incêndios

Por Wanfil em Cinema

22 de Abril de 2012

O passado está sempre presente na eterna construção de cada indivíduo e de cada nação

Vez por outra publico uma dica de filme aqui no blog. Não sou especialista, mas gosto de dividir impressões sobre alguns filmes, que de uma forma ou de outra, chamaram a minha atenção. Os filmes indicados não precisam ser lançamentos ou estar na moda. Ao contrário, podem ser clássicos revisados ou novidades que não estouraram nas bilheterias. O que importa é a temática e a técnica, não data.

Começo com o filme Incêndios, filme de Denis Villeneuve, produção canadense que concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro. De cara, merece destaque a atuação espetacular da belga Lubna Azabal. Concisa, firme e discretamente tocante. Uma atriz capaz de conferir a um mesmo personagem esperança e desolação, perseverança e fragilidade, sem apelar a histrionismos ou clichês. Ela é natural sempre.

Enredo
Ao morrer, a protagonista, Nawal Marwan, imigrante libanesa que foi para o Canadá, orienta em seu testamento que seus filhos, um casal de gêmeos, entreguem duas cartas. Uma, para um irmão, cuja existência desconheciam. Outra para o pai, que julgavam morto. Não cita nomes ou lugares, e lhes dá uma única pista: ela morreu consumida por uma promessa que buscou cumprir durante toda a vida. Surpresos, os irmãos precisarão refazer a trajetória da mãe para descobrir a verdade e encontrar os destinatários da carta.

Nessa reconstituição, os filhos descobrem na mãe uma personalidade insuspeita, que viveu ativamente a guerra civil no Líbano, muito distinta da mulher com a qual conviveram. E o que interessa uma história que se passa no Líbano? Como acontece nos bons enredos, o local serve de base material para o universal. A teia de acontecimentos que envolve os personagens, o mosaico composto entre presente e passado, as peças que se encaixam pouco a pouco e o final desconcertante, falam muito sobre a vida de cada um de nós.

Esse é um filme sobre o qual não é possível citar passagens, sob pena de estragar as surpresas que ele guarda. No entanto, é correto dizer que a história nos faz pensar sobre a complexidade que existe para além das impressões que temos das pessoas, especialmente dos que nos são mais próximos. Todo indivíduo guarda, debaixo da sua personalidade pública, uma história rica de sentimentos e emoções. Ter isso em mente nos ajuda a respeitar mais os outros.

Outra atração é a trilha sonora assinada pelo grupo Radiohead, com destaque para a música You and whose army.

Confira o trailer:

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Confira quais foram os parlamentares cearenses que não apoiaram a CPMI do Cachoeira

Por Wanfil em Política

21 de Abril de 2012

Alguns congressitas são comos os gatos do famoso provérbio: no escuro, todos são pardos...

Publico abaixo lista com os nomes dos parlamentares cearenses que não votaram pela criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), aprovada na última quinta-feira (19), para investigar as relações entre agentes públicos e privados e o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Como a comissão é mista, formada por um colegiado feito de membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, a votação foi realizada em conjunto pelas duas casas.

Seguem os nomes, em ordem alfabética.

Senador

Eunício Oliveira (PMDB)

Deputados

Aníbal Gomes (PMDB)

Arnon Bezerra (PTB)

Eudes Xavier (PT-CE)

José Linhares (PP)

Manoel Salviano (PSD)

Mauro Benevides (PMDB)

Vicente Arruda (PR)

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CPI, consignados, Ficha Limpa, aquário, juros, eleições… E as velhas novidades de sempre

Por Wanfil em Noticiário

20 de Abril de 2012

As notícias são novas, mas o teatro é velho: a ilusão de que as coisas agora vão mudar

Resumo do noticiário da quinzena:

Criaram uma CPI em Brasília; sobre o rumoroso caso dos empréstimos consignados no Ceará, sabemos agora que o contrato com a empresa que cuidava das operações será cancelado; aliados que prometeram sintonia para servir melhor a população de Fortaleza brigam excitados pelo calendário eleitoral, a Assembleia Legislativa aprovou uma nova lei para barrar fichas-sujas ocuparem cargos públicos na administração estadual, os juros caíram, o Ministério Público Federal no Ceará recomendou a suspensão das obras do “Acquário Ceará”.

Parece uma agenda positiva, não é mesmo? Mas um olhar mais atento mostra que a coisa não é bem assim. Leia mais

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O perigo de andar de ônibus ou ir ao banco em Fortaleza: muito mais que uma sensação de insegurança

Por Wanfil em Fortaleza, Segurança

19 de Abril de 2012

Apesar dos investimentos crescentes em segurança, os números da violência aumentam ano após ano. É hora do governo debater com a sociedade.

As notícias que sobre nove saidinhas bancárias em dois dias e mais de 100 assaltos a ônibus nos primeiros 3 meses do ano em Fortaleza, publicadas pelo Jangadeiro Online, mostram que a realidade já ultrapassou muito aquilo o que alguns especialistas chamam de “sensação de insegurança”. Vivemos na pele mesmo é uma onda crescente de insegurança real. Atividades comuns como pegar um coletivo ou ir a uma agência bancária, agora causam justificado medo nas pessoas. Medo que se transforma em paranoia, na medida em que nos obriga a manter um estado de alerta constante, tal como nas cidades que correm risco de atentados terroristas.

Violência crescente
Os números, sempre os números, mostram que essa percepção tem razão de ser. De acordo com o mais recente Mapa da Violência, divulgado pelo Instituto Sangari em parceria com o Ministério da Justiça, mostra que em 2010 a taxa de homicídios por grupo de 100 mil habitantes no Ceará 2010, ultrapassou, pela primeira vez, a média nacional, que foi de 26,2. Em 1994, a taxa estadual era de 9,5. Uma alta de 16,7 no índice. Uma calamidade.

Desculpas sobram aos montes, mas resultados impactantes no combate à criminalidade simplesmente inexistem. E como se o problema não fosse grave o bastante, o mais urgente e angustiante que vivemos, a maior preocupação do governo e de seus opositores é a construção de um aquário. Parecem não saber que para se ter aquário, emprego, turismo, educação e saúde, a premissa básica é no mínimo estar vivo.  Leia mais

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Uma conversa sobre eleições 2012 em Fortaleza, com Lídia Cavalcante

Por Wanfil em Entrevista

18 de Abril de 2012

Leio no blog da jornalista Kézya Diniz que alguns partidos em Fortaleza começam a se movimentar de olho no processo eleitoral deste ano. Propagandas de televisão, reuniões, ensaios e entrevistas. Sem contar o clima de racha entre as siglas que atualmente comandam a capital cearense, PT e PSB. Com o avançar do calendário, as eleições 2012 entram no noticiário paulatinamente.

Ainda é cedo para definir favoritos. O importante agora é tentar enxergar tendências e a movimentação em torno da expectativa de poder gerada por um processo eleitoral em que o chefe do executivo não poderá concorrer à reeleição. Para isso, conversei com a cientista política Lídia Cavalcante Freitas, que atua como consultora de marketing político e de comunicação. Pensei muito antes de convidar alguém para falar sobre esse assunto. Evitei os medalhões acadêmicos de sempre, cujas ideias já são pra lá de conhecidas, e procurei alguém que reúna conhecimento teórico com prática, juventude com experiência. Daí nasceu a conversa com a Lídia Cavalcante, a quem agradeço a gentileza. Segue o bate-papo.

Wanfil –  Quais forças políticas polarizam, com real expectativa de poder, a disputa eleitoral em Fortaleza neste ano?

Lídia Cavalcante – Em um cenário de sucessão, onde a prefeita não pode mais se candidatar, emergem várias forças, inicialmente dentro do próprio partido que está no governo e que apresenta seus nomes. No campo das oposições, o PDT tem o deputado estadual Heitor Férrer como pré-candidato; no PSDB, a expectativa gira em torno do nome do ex-deputado estadual Marcos Cals; há a expectativa em torno do DEM, com o já conhecido candidato Moroni Torgan; e o PSOL, que deverá apresentar Renato Roseno, que conseguiu excelente votação para deputado federal em 2010. O PMDB ainda mantém diálogo interno para definir se apresentará candidato ou se irá compor a aliança com o PT.

Pode haver ainda uma divisão da base da prefeita Luizianne Lins e o surgimento de duas novas candidaturas, com Roberto Cláudio pelo PSB (embora existam outros nomes à disposição) e Inácio Arruda pelo PC do B. O cenário do momento, entre os partidos, basicamente é esse.

Wanfil – PT e PSB compuseram uma aliança bem sucedida no Ceará nos últimos 8 anos, mas que agora mostra desgaste. Além disso, nem Cid Gomes, nem Luizianne Lins, podem concorrer à reeleição. Como isso afeta essa parceria?

LD – A parceria entre o governador e a prefeita refere-se à manutenção do poder de seus grupos no Ceará e em Fortaleza. No entanto, são projetos distintos. O processo de sucessão é encarado por ambos como mais um degrau estratégico para casa um, pois a escolha do sucessor reflete a influência de ambos dentro de seus partidos, não necessariamente às diretrizes partidárias. Como presidentes de seus partidos, conseguiram manter até o momento a aliança eleitoral, mas esta se apresenta corroída pelos questionamentos internos de ambos os partidos.

Não há, hoje, dentro do PSB e do PT, uma convicção de que a aliança deva ser mantida a todo custo, nem de que ela seja vital para cada um dos partidos, e é crescente o desejo no PSB de desvincular sua imagem à gestão de Luizianne. As rachaduras na parceria ganham mais extensão na impossibilidade de reeleição de ambos, o que traz a oportunidade para novos nomes assumirem as posições principais de gestores municipais e estaduais, respectivamente. Para os partidos da base aliada, inclusive para parte do PT, a sustentação da aliança gira em torno da apresentação de uma nova ideia de gestão, diferente da desenvolvida por Luizianne nos últimos 8 anos. Leia mais

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Filme repetido: MST invade local público para exigir mais verbas. Que tal prestar contas?

Por Wanfil em Movimentos Sociais

17 de Abril de 2012

MST em ação no Ceará. Entidade privada, milionária, sem pessoa jurídica, em busca de mais verbas públicas. Tudo em nome dos excluídos, claro.

O Movimento dos Sem Terra (MST) voltou a invadir espaços públicos em Fortaleza. Desta vez um grupo organizado e financiado pelo comando da entidade “acampou” no entorno do Palácio da Abolição, sede do governo do Ceará. Já fez o mesmo na Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e na reitoria da Universidade Estadual do Ceará (UECE).

É uma forma bem sucedida de chamar a atenção da imprensa para sua causa. No entanto, o objetivo mesmo, além de combater o capitalismo, é conseguir novas linhas de acesso ao dinheiro público. É claro que a exigência por verbas sempre vem acompanhada de chavões politicamente correto.

Quem se opuser – ou mesmo cobrar transparência na aplicação desses recursos – é devidamente classificado de reacionário. Ou seja, quem teme rótulos, acaba aderindo a uma agenda que lhe é imposta, sem fazer os devidos questionamentos. Mas volto ao que interessa.

Protestos devem ser visto com naturalidade em regimes democráticos. É natural que entidades privadas procurem apoio do Estado. Cabe aos gestores públicos selecionar o que é ou não viável. O MST não tem pessoa jurídica. Na prática, é formado por uma miríade de ONGs que captam milhões dos cofres públicos para ações no campo.  Leia mais

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Filme repetido: MST invade local público para exigir mais verbas. Que tal prestar contas?

Por Wanfil em Movimentos Sociais

17 de Abril de 2012

MST em ação no Ceará. Entidade privada, milionária, sem pessoa jurídica, em busca de mais verbas públicas. Tudo em nome dos excluídos, claro.

O Movimento dos Sem Terra (MST) voltou a invadir espaços públicos em Fortaleza. Desta vez um grupo organizado e financiado pelo comando da entidade “acampou” no entorno do Palácio da Abolição, sede do governo do Ceará. Já fez o mesmo na Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e na reitoria da Universidade Estadual do Ceará (UECE).

É uma forma bem sucedida de chamar a atenção da imprensa para sua causa. No entanto, o objetivo mesmo, além de combater o capitalismo, é conseguir novas linhas de acesso ao dinheiro público. É claro que a exigência por verbas sempre vem acompanhada de chavões politicamente correto.

Quem se opuser – ou mesmo cobrar transparência na aplicação desses recursos – é devidamente classificado de reacionário. Ou seja, quem teme rótulos, acaba aderindo a uma agenda que lhe é imposta, sem fazer os devidos questionamentos. Mas volto ao que interessa.

Protestos devem ser visto com naturalidade em regimes democráticos. É natural que entidades privadas procurem apoio do Estado. Cabe aos gestores públicos selecionar o que é ou não viável. O MST não tem pessoa jurídica. Na prática, é formado por uma miríade de ONGs que captam milhões dos cofres públicos para ações no campo.  (mais…)