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Vem Dançar

por Jéssica Welma e Meillyne Gomes

Junina Babaçu vai representar o Ceará no São João do Nordeste

Por Meillyne Gomes em Quadrilhas Juninas

21 de junho de 2017

Foto: Whesley Melo

A quadrilha Junina Babaçu, de Fortaleza, venceu a etapa estadual do São João do Nordeste e vai representar o Ceará em Pernambuco. Com o tema: “Baião Made in Sertão”, o grupo está homenageando o Baião e os 70 anos da canção Asa Branca – de Humberto Teixeira e Luís Gonzaga.

A etapa do São João do Nordeste aconteceu no Shopping Iguatemi, nos últimos dias 17 e 18. Em segundo lugar ficou a quadrilha Filhos do Sertão (Fortaleza-CE) e, em terceiro, a quadrilha Luar do Sertão ( Sobral-CE). No total, 21 grupos do Ceará participaram do Arraiá do Nordeste.

Além de melhor quadrilha, o grupo venceu nos quesitos: Melhor Repertório, Melhor Casamento, Melhor Casal de Noivos e Melhor Rainha. O título de Melhor Marcador ficou com a quadrilha Fulô do Sertão (Senador Pompeu-CE).

São João do Nordeste

Foto: Whesley Melo

O São João do Nordeste acontecerá nos dias 24 e 25 de junho. O festival é realizado pela Rede Globo, em Pernambuco, e escolhe o melhor grupo junino da região Nordeste. A quadrilha Junina Babaçu vai representar o Ceará e concorre ao bicampeonato. Em 2016, ela foi a vencedora dessa competição.

Neste ano, o grupo apresenta a realidade dos anos de ouro do baião, ritmo fortemente presente nas rádios e nas casas de show das décadas de 1940 e 1950, elevando o Brasil e seus artistas em nível internacional.

 

 

Apresentação da Junina Babaçu na etapa estadual do São João do Nordeste:

 

 

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Noite de Gala tem oficina de composição coreográfica e apresentações de grupos cearenses

Por Jéssica Welma em Oficinas

16 de junho de 2017

Espetáculo Sodade, do Centro Coreográfico Leandro Netto. (Foto: Divulgação)

Espetáculo Sodade, do Centro Coreográfico Leandro Netto. (Foto: Divulgação)

“Coreografismo em foco”: esse é o tema da II Noite de Gala do Centro Coreográfico Leandro Netto que, de 16 a 18 de junho, oferecerá ao público oficinas e mostras de dança em Fortaleza.

Estão convidados os grupos de dança Academia Michele Fontenelle, Academia de Dança Vera Passos, Escola de Dança Passos, Academia de Dança FB, Grupo GBD, Baillart Academia e Cia de Dança Janne Ruth.

> Leia também: “Não há idade certa para dançar”: um bate-papo com duas bailarinas pós-50 anos

As apresentações acontecem nos dias 16 e 17, a partir das 19 horas. No domingo (18), será realizada oficina de Composição Coreográfica com Leandro Netto, premiado como Melhor Coreógrafo no Passo de Arte Norte/Nordeste 2017.

Apresentação no Passo de Arte 2017. (Foto: @keliphotos e George Castro)

Apresentação no Passo de Arte 2017. (Foto: @keliphotos e George Castro)

A proposta é de que coreógrafos levem seus trabalhos (solos e duos presencialmente; conjuntos podendo ser em vídeo ou presencial) para que haja debates acerca de possibilidades de criação coreográfica em cima de trabalhos já existentes. Serão abordadas ferramentas e suportes para entendimento aprofundado sobre criação em dança, análise dos elementos utilizados para composição e discussão sobre o contexto de cada trabalho apresentado (duração, dramaturgia, espaço cênico, trilha, figurino, iluminação).

Os ingressos podem ser comprados com antecedência na secretaria do Centro Coreográfico Leandro Netto, na rua Antônio Augusto, 1336, ou na hora do evento.

Serviço
II Noite de Gala do Centro Coreográfico Leandro Netto
Data: 16 e 17 de junho, às 19 horas; e 18 de junho, às 14 horas
Local: rua Antônio Augusto, 1336 – Aldeota
Ingressos: R$ 15 para mostras / R$ 5 para oficina
Mais informações: (85) 3253.3615

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“Não há idade certa para dançar”: um bate-papo com duas bailarinas pós-50 anos

Por Meillyne Gomes em Sem categoria

13 de junho de 2017

Qual a idade certa para dançar? Há uma idade para encerrar a carreira? Nós conversamos com as bailarinas Anísia Marques (60) e Ana Cláudia Vianna (50), da companhia artística a3 de Natal (RN), sobre o estigma de corpo jovem e como a dança pode interferir na vida das pessoas. A paixão em se redescobrir na dança – e reinventá-la – emociona quem ouve, é preciso muita força e dedicação, é uma luta consigo e com o mundo. As bailarinas estiveram aqui em Fortaleza no final de maio para apresentação do espetáculo “Um Tempo da Chuva”.

 

Blog Vem Dançar – Como iniciou a relação de vocês com a dança?

Anísia Marques – Já comecei um pouquinho tarde com o (ballet) clássico aos 13 anos. Depois fiz clássico e contemporâneo até que me afastei um pouco dos palcos para dirigir. Já bem madura (risos), eu disse: “quero voltar”. Via muito nos festivais pessoas com idade, maduras, e ainda em cena, e eu tinha muita vontade de voltar (a dançar). Não que também a outra parte não seja legal, eu gosto de coreografar, é outra realização. Retornei fazendo dança-teatro, com Maurício Motta (bailarino e coreógrafo), e, quando eu terminei os espetáculos, pensei: “Era isso que eu queria ter feito sempre na minha vida”. Não desmerecendo as outras danças e o (ballet) clássico principalmente. É muito sofrido usar ponta, ter que ter bastante flexibilidade, perna alta, saber girar, mas o que eu queria ter feito realmente era aquilo: dança-teatro.

Ana Cláudia Vianna – Comecei a dançar com 22 anos já na universidade, com o professor Edson Claro (em memória). Ele tinha um grupo de dança na UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) para adultos. Era um projeto de extensão que ainda existe. (Edson Claro) Juntava muitos atletas, pessoas que nunca tinham dançado com outros que já dançavam e formava grupos numerosos com 35-40 pessoas e montava um espetáculo. Comecei nesse grupo, que hoje é a Gaya Dança Contemporânea da UFRN, e trabalhei lá por 18 anos. A gente não tinha o (ballet) clássico como base. Passamos por diversos vieses da dança como jazz, afro, contemporâneo, clássico também, mas a grande base era o método dança-educação física que tinha sido o mestrado dele, então foi aí que eu comecei. Em 2008 eu fiz mestrado e saí. Já tinha o desejo de começar a fazer um trabalho mais independente de um grupo, eu queria ter uma experiência mais autoral.

 

“Eu já comecei quando muita gente está no auge ou até saindo, então isso faz uma grande diferença em como vejo a dança”.

 

BVD – Em qual momento da carreira vocês perceberam a necessidade de falar que existe  preconceito com a idade?

Anísia – Como eu ia assistir a espetáculos, via senhores e senhoras dançando no palco. Por que que eu continuava fazendo aula e não podia dançar? Isso começou a me perturbar. Fui muito criticada no começo, principalmente na Escola de Balé Municipal de Natal, por professores que foram do corpo de baile junto comigo. Certa vez eu sugeri que todos os professores fizessem aula pelo menos uma vez no mês. Uma (das professoras) disse: “Depois que ela está com vontade de dançar quer que todo mundo também volte dançar”. Até hoje é um preconceito. Há bailarinos na nossa geração que dizem que isso não é dança (sobre o espetáculo Um Tempo de Chuva). Meu ex-marido – eu ainda era casada quando disse que ia voltar a dançar – perguntou se eu não achava que já tinha chegado a hora de parar, porque tudo tinha seu momento sua hora. Eu disse: “Também acho, mas o meu (tempo) ainda não chegou”. (…)

 

Não são muitas bailarinas (que dançam após certa idade), hoje tem até mais: a Silvia Moura (bailarina e coreógrafa cearense) aqui mesmo (no Ceará), é uma mulher de 50 anos; o Luis Arrieta (bailarino e coreógrafo argentino) que tem mais de 70 (correção: 65 anos) e está nas ruas fazendo improvisação… Por que não (dançar)? Lógico que eu não vou me mexer mais com aquela perna lá em cima, girar e me jogar no chão. Dentro do meu limite existe arte, existe expressão, existe emoção, existe uma coisa muito mais profunda do que só o virtual. (…) Estou com 60 anos, mas não vou (parar)… Eu nem lembro que tenho essa idade e podem falar à vontade, porque eu não sinto isso.

 

“Dentro do meu limite existe arte, existe expressão, existe emoção, existe uma coisa muito mais profunda do que só o virtual”

 

BVS: Vocês chegaram a sentir algum prejuízo na carreira ou alguma dificuldade mesmo por conta da idade?

Cláudia – Para mim, não. Na verdade, acho que melhorou. Talvez não sendo mais possível realizar os grandes saltos, por exemplo, na medida em que você tem isso limitado vai começar a entender: “Eu quero continuar, então onde estão as outras possibilidades de continuar?”. Talvez, por sorte, fui encontrando na dança – e na relação dela com outras linguagens – uma nova possibilidade e que a mim não deixa a desejar com relação a todo virtuosismo com o qual vivi durante muito tempo. Nunca fui uma bailarina clássica, mas isso não quer dizer que nós não tivéssemos trabalhos de dança contemporânea que fossem de repertório, que fossem caracterizados como de grandes companhias. Até um trabalho de reprodução, de passos, de código… Isso foi muito bom, inclusive para eu poder desconstruir alguma coisa, porque para você desconstruir tem que ter construído. Foi fundamental para que eu pudesse encontrar relações com outras linguagens, como teatro, performance, artes visuais. É uma questão de desejar romper com algo estabelecido. Você paga um preço, o preço de ser ridicularizada, de sentir no seu próprio corpo que não é exatamente daquela forma, de precisar encontrar novos caminhos, mas o desejo é a mola mestra de continuar.

 

“Você pode virar somente professor, mas eu digo: a vida fica incompleta, porque ainda há muito o que dizer”

 

BVD: Qual foram as ferramentas que vocês reuniram para driblar esse estigma de corpo novo, de que “eu posso dançar”?

Anísia – As ferramentas são essas outras possibilidades de nos sentirmos capazes. A dança é discernimento, é uma visão da vida de outra forma das pessoas “normais”. Quando a gente vai encarando esses desafios, (a vida) vai nos mostrando que ainda podemos (dançar). Tenho discernimento de dizer: “Isso não é pra mim”. Com esse espetáculo (Um Tempo de Chuva), fui me jogando, mas fui sentindo a reação da direção. Se visse que realmente que existia uma impossibilidade para aquilo eu diria que não daria conta.   

BVD: Quando a gente fala de corpo jovem qual é a idade?

Cláudia – Qual é a idade? É uma boa pergunta (risos). Acho meu corpo bastante jovem pra idade que eu tenho, 50 anos. Qual é o corpo jovem? Há uns jovens de 20 anos para quem dou aula e a quem digo assim: “minha gente, onde é que vocês estão?” (risos).

Anísia – Isso é muito relativo…

Cláudia – Eu vou pensar sobre essa (pergunta). Na próxima entrevista, eu dou a resposta (risos).

BVD: Qual a importância de falar sobre isso, de quebrar esse estigma?

Cláudia – É muito mais que servir como um exemplo, é renovar o meu próprio discurso. Cada vez que eu falo ou que escuto o que estou dizendo, numa entrevista ou nas minhas próprias reflexões ou quando eu vou começar um trabalho novo, (tenho) essa capacidade de, inicialmente, ter uma mente de iniciante. Cada vez em que você se propõe a um trabalho precisa ter uma capacidade de iniciante, não pode pensar que sabe tudo. Quando fomos fazer esse trabalho “Um Tempo da Chuva”, no qual existe muito texto, eu disse: “que referência eu vou usar pra poder lidar com texto se eu não tenho uma escola de teatro?”. Na grande maioria da minha vida, os cursos foram feitos relacionados com a dança. Historicamente, no Ocidente, se fez essa separação da dança e do teatro, entre a palavra e o gesto. Para falar, todo o seu corpo age a favor de um canal que é a voz, mas a voz é corporal, então isso já é romper com uma ideia, mas não só romper com uma ideia em si, mas mostrar que isso é do mundo.

Anisia – Eu vejo e tenho a dança como uma religião. A gente tem uma missão com aquilo. A dança nos proporciona ver o mundo de uma outra forma. (…) Quando eu falo assim: “(bailarinos) não são pessoas normais”, é porque convivemos com pessoas de outras áreas, que quando falam: “você é bailarina, faz balé… É o sonho da minha vida. Quando eu nascer novamente, eu quero vir bailarina”, (vejo que) são pessoas super resolvidas financeiramente, mas a gente sente que têm um vazio muito grande da maneira como veem os valores, o que enxergam realmente da vida.

BVD: Que recordações mais fortes vocês tem de todo esse tempo de trabalho?

Anísia – Quando eu me casei – muito jovem – fui convidada duas vezes por uma companhia que na época era o auge, o Balé Estágio. (…) Eu não podia (aceitar) porque já estava casada, e meu esposo não deixava nem eu fazer aula, só ia quando ele queria, tanto que ele pediu que eu resolvesse ou ele ou o balé. Uma cena que eu nunca vou esquecer, que me levou a pensar até em morrer. Ele (o marido) chegou em pleno ensaio e me mandou descer do palco, pegar minhas coisas e ir pra casa. Eu não peguei nada, saí do jeito que estava e fui pra casa chorando. Me deu vontade de abrir a porta (do carro) e me jogar. Eu não fiz isso porque já tinha um filho, mas isso marcou muito na minha vida e foi o que me deu muita força na hora de decidir realmente. Cada dia eu era mais triste e mais angustiada. Cheguei a ter que fazer terapia até ter forças de dizer “não”. Quando ele mandou eu escolher, pra mim foi uma benção. Disse: “Eu fico, vou dançar”. Ele perguntou o que eu ia fazer, porque eu não sabia fazer nada, mas eu disse: “Não se preocupe, eu vou me virar”. Em pouco tempo, estava empregada, um emprego pelo município e outro pelo estado.

 

“Meu esposo não deixava nem eu fazer aula, só ia quando ele queria, tanto que ele pediu que eu resolvesse ou ele ou o balé”.

 

Todo ano eu digo que vou parar, mas todo ano vem um projeto que é aprovado. A gente faz uma oficina (de dança-teatro) e vê pessoas saindo felizes, fazendo planos, projetos para continuar na dança… Sabe quando você sente que fez milagre na vida de alguma pessoa que chega e fala assim pra gente: “Eu saio daqui de alma lavada, eu estava tão mal e, a partir de agora, vou tomar uma decisão melhor na minha vida”? Isso marcou muito e é o que me dá mais forças até hoje para continuar.

Cláudia – Foi quando eu saí da Gaya (Dança Contemporânea) e fui trabalhar independentemente. Há um espetáculo chamado “Fragmentos da Hora Absurda”, foi dirigido por Andrea Copeliovitch, foi o último trabalho em que eu dancei na companhia da universidade. Eles já sabiam que eu ia sair, eu tinha passado no mestrado. Dali eu definitivamente assumia a condição de que queria aquilo para minha vida, em termos do que eu vim fazer aqui (na Terra). Eu vim trabalhar esse mundo poético – e a dança é a expressão em si -, e também atuar nisso com outras pessoas, não só eu em cena, mas na preparação de outras pessoas para a cena e para a vida. Aquele espetáculo deixou isso muito claro, porque ele combina com a decisão de não ter apenas uma condição de aluna. Eu me preparei 18 anos num lugar para largá-lo e, quando eu o larguei, culminou com esse espetáculo. Foi justamente nesse espetáculo que eu comecei um relacionamento mais direto com outras linguagens (…), comecei a pensar que poderia juntar as coisas, romper com um trabalho com uma única linguagem e começar a dar conta de trabalhos que mesclavam.

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“Overdose Fit Dance” marca início de temporada de aulas no Shopping Benfica

Por Jéssica Welma em Fit Dance

08 de junho de 2017

Fit Dance já alcançou um bilão de views no Youtube. (Foto: Reprodução)

Fit Dance já alcançou um bilão de views no Youtube. (Foto: Reprodução)

Febre do momento, o projeto Fit Dance inicia temporada de aulas de Shopping Benfica, em Fortaleza, com o aulão inaugural “Overdose Fit Dance” no sábado, dia 10. Serão duas horas seguidas de aula, a partir das 17 horas, na Praça de Alimentação (1º piso), com as principais coreografias do momento.

As aulas de Fit Dance são fáceis de acompanhar e permitem que um público diversificado acompanhe os ritmos. As coreografias são divertidas, modernas e inclusivas para todos os gostos musicais e idades. A temporada deve se estender por dois meses no Shopping Benfica.

Para participar, basta estar com roupa confortável, de preferência usando tênis.

O projeto é uma parceria do Shopping Benfica com a loja Puro Açaí e objetiva estimular as pessoas a trocarem o sedentarismo por uma atividade física divertida, que melhora o condicionamento físico e favorece a queima de calorias.

No YouTube, o canal do FitDance é um dos mais populares do gênero. Dá uma olhada no movimento e vem dançar!

Serviço:
Fit Dance lança temporada de aulões no Shopping Benfica
Lançamento: sábado (10/06), às 17h.
Demais dias: terças-feiras de junho e julho, às 19h.
Local: Praça de Alimentação (1º piso do Shopping Benfica).
Participação: gratuita.
Mais informações: 3243-1000.

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Festival Passo de Arte reúne mil bailarinos em Fortaleza em competições abertas ao público

Por Jéssica Welma em Festivais

25 de maio de 2017

Cerca de mil bailarinos disputam em diversas categorias. (Foto: Raphoto)

Cerca de mil bailarinos disputam em diversas categorias. (Foto: Raphoto)

A 11ª Edição Regional do Passo de Arte Norte e Nordeste começa nesta quinta-feira (25) no Theatro Via Sul e deve reunir mil bailarinos em competições de diversas modalidades de dança. O festival de dança é um dos principais do Brasil e, além de premiações, realiza indicações para o “Youth America Grand Prix Brasil”, concurso que escolhe os candidatos brasileiros que representam o Brasil em Nova York.

Na quarta-feira (24), os palcos foram abertos para os ensaios dos competidores. No Facebook, a diretora do festival, Marisa Pivetta, vibrou com a empolgação dos competidores.

Ensaio do Passo de Arte em Fortaleza. (Foto: Marisa Pivetta/Facebook)

Ensaio do Passo de Arte em Fortaleza. (Foto: Marisa Pivetta/Facebook)

“Passo de Arte, um dia dedicado só pra os ensaios. Nada como estar mais uma vez em cena, antes de suas engenhosas coreografias. É o acerto final que, na verdade, não termina aqui e agora. A plateia gritando bravo! Alunos, professores e coreógrafos perfeccionistas… E tudo recomeça no dia seguinte, pois para o artista sempre terá algo para melhorar e acrescentar, algo que ainda faltou”, escreveu.

Os bailarinos de diversas regiões do Norte e Nordeste disputam nas categorias de melhor bailarino, melhor bailarina, melhor grupo e melhor coreógrafo, além de classificação por gêneros e modalidades. Os melhores garantem vaga para a 25ª edição do Passo de Arte, competição internacional em Indaiatuba (SP), em julho.

Programação:

Quinta-feira, dia 25, a partir das 18h

Solos Clássico Pré
Duos e Trios Clássicos
Conjuntos Estilo Livre Pré e Adulto
Conjuntos de Clássico
Conjuntos de Repertorio

Sexta-feira, dia 26, a partir das 18h

Solos Clássicos Juvenil e Adulto
Conjuntos de Estilo Livre Juvenil e Avançado

Domingo, dia 28

às 13h30min
Solos Livres Pré
Pas de Deux
Grand Pas de Deux
Variações de Repertorio

às 18 horas
Solos Livre Adulto
Trios Livres
Conjuntos de Jazz Avançado
Conjuntos de Danças Populares
Conjuntos de Sapateado

Mais informações

Horários: Quinta e sexta (25 e 26) às 18h, sábado e domingo (27 e 28) às 13h30 e 18h.
Ingressos: R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia). Crianças até cinco anos de idade não pagam. Vendas na bilheteria do teatro a partir de 13h do dia 25.
Informações: (85) 3099.1290

Site: www.passodearte.com.br

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Fortaleza recebe oficinas de dança-teatro e espetáculo “Um Tempo de Chuva”

Por Jéssica Welma em Espetáculo

19 de maio de 2017

Espetáculo Um Tempo de Chuva terá exibição gratuita. (Foto: Daniel Torres/Divulgação)

Espetáculo Um Tempo de Chuva terá exibição gratuita. (Foto: Daniel Torres/Divulgação)

As bailarinas Anízia Marques e Ana Claudia Viana, da companhia artística a3 de Natal (RN), trazem à Fortaleza o projeto “Um Tempo da Chuva” com oficinas e espetáculos gratuitos. Além de trabalhar a formação de plateia, o projeto busca semear o gosto pelo teatro, pelas artes e pela dança. As oficinas acontecem nos dias 23 e 24 de maio, no Centro Cultural Banco do Nordeste, e a apresentação do espetáculo, nos dias 25 e 26 de maio.

Contemplado pelo programa de patrocínios Banco do Nordeste Cultura, o projeto “Um Tempo da Chuva” está percorrendo os Centros Culturais BNB nas cidades de Sousa-PB, Fortaleza e Juazeiro-CE durante o período de 16 de maio a 23 de junho. Trabalhando com as experientes Anízia Marques e Ana Claudia Viana, o projeto defende o fortalecimento e valorização da iniciativa, permanência e visibilidade de grupos de pesquisa em dança que atuam com artistas acima de 40 anos.

Além da peça “Um Tempo da Chuva”, a bailarina Ana Claudia Viana ministrará oficinas de dança-teatro gratuitas. As oficinas tem duração média de três dias e vão promover a sensibilização corporal por meio da arte. Poderão participar profissionais do teatro e dança, amadores e comunidade em geral.

Para participar das oficinas, basta ter mais de 14 anos e enviar e-mail para a3danca@gmail.cominformando nome completo, CPF, RG, telefone de contato, ocupação e se já estudou dança. As oficinas acontecem às 14h nos dias 23 e 24 e os espetáculos acontece às 18h nos dias 25 e 26. Para assistir a “Um Tempo da Chuva”, basta retirar o ingresso um hora antes do espetáculo no próprio CCBNB Fortaleza.

Um Tempo da Chuva
O encontro entre duas pessoas debaixo de uma parada em um dia de chuva, e a construção da amizade pelo caminho do desvelamento dos medos e desejos de cada uma delas: esta é a trama de Um Tempo da Chuva, uma adaptação da peça O Tempo da Chuva, texto original de Henrique Fontes, Rafael Ary e Paula Vanina. Em cena, Anízia Marques (Anízia Marques Cia de Dança) e Ana Cláudia Viana (Grupo Nammu) atuam no espaço urbano tomado pela chuva, explorando sensações e sentimentos oriundos do encontro. A dança-teatro surge neste espetáculo como um catalisador do subjetivo humano, integrando expressões artísticas e proporcionando envolvimento do público junto ao espaço cênico.

Ana Cláudia Viana e Anízia Marques são bailarinas e diretoras de grupos – Nammu e Anízia Marques Dança (Natal-RN) – e defendem a atuação contínua do artista, sem abraçar o estigma de a dança ser para corpos jovens. Atuantes no Espaço a3 de dança desde 2014, que abriga as duas companhias independentes, Ana e Anízia compactuam a atuação na arte em prol da sensibilização corporal e convivência através da dança-teatro.

Serviço
Um tempo da Chuva

Oficinas de dança-teatro: Dias 23 e 24 de maio às 14h
Inscrições pelo e-mail a3danca@gmail.com.

Espetáculo: Dias 25 e 26 de maio às 18h
Local: CCBNB – Fortaleza
Entrada gratuita mediante retirada de ingresso uma hora antes do espetáculo

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Grupos cearenses são aprovados para competição de dança em Joinville

Por Meillyne Gomes em Festivais

17 de maio de 2017

Do Ceará, foram selecionados quatro grupos de danças e cinco coreografias, segundo a organização. 

Apresentação “Amigas de Copélia” do Studio de Dança Mainara Albuquerque. Foto: Hugo Silveira – Divulgação.

Studio de Dança Mainara Albuquerque, Michelle Fontenelle Academia de Dança e Michelle Borges Studio de Dança são as três escolas de dança do Ceará aprovadas para competir no Festival de Dança Joinville. Além da aprovação para o Palco Fechado (Mostra Competitiva), as escolas também aprovaram apresentações para os Palcos Abertos. O evento é considerado o maior festival de dança do mundo e tem seleção rigorosa.

O Studio de Dança Mainara Albuquerque foi aprovado para competir nas categorias Ballet Clássico de Repertório Conjunto Júnior com “Amigas de Coppélia” e Ballet Clássico de Repertório Variação Masculina Júnior com a variação “Satanella/Carnaval de Veneza”. Ao todo, serão dez bailarinos em oito coreografias. Nos palcos abertos, a escola também se apresenta nas categorias Ballet Neoclássico e Dança Contemporânea.

“É o maior festival de dança do mundo. Trabalhamos muito para chegar a esse resultado. É a nossa primeira aprovação com conjunto para Palco Fechado. Já havíamos passado com solo e trio na categoria Meia Ponta em outras edições. Então é uma sensação maravilhosa, é se apresentar para uma plateia de cinco mil pessoas”, afirma a diretora Mainara Albuquerque.

Michelle Fontenelle foi aprovada para competir com um duo de Dança Contemporânea. Entre as apresentações, a academia também vai estar na Mostra Competitiva e nos Palcos Abertos, com coreografias da diretora Michelle Fontenelle, de Loly Pop e Zé Medeiros, nas categorias de Hip Hop e Jazz. Já Michelle Borges competirá com um conjunto e um duo na categoria Sapateado.

Joinville

Em 2017, o Festival bateu recorde de inscrições com 3.226 coreografias avaliadas. Essa é a 35ª Edição do Festival de Dança de Joinville e acontece de 18 a 29 de julho.

No total, são 256 coreografias para as mostras competitivas e 1.498 para os Palcos Abertos distribuídas nos diferentes gêneros: Balé Clássico de Repertório, Balé Neoclássico, Dança Contemporânea, Danças Populares, Danças Urbanas, Jazz e Sapateado.

A seleção foi conduzida pela curadoria artística formada pelas especialistas em dança Ana Botafogo, Mônica Mion e Thereza Rocha. Além das apresentações e da competição o festival conta com uma variada programação com cursos e oficinas, feira da sapatilha, noite de gala.

O evento reúne mais de seis mil participantes diretos e atrai público superior a 200 mil pessoas em 170h de espetáculos, o que lhe rendeu a citação como o de Maior Festival de Dança do Mundo no Guinness Book desde 2005.

 

Coreografia “Amigas de Copélia” do Studio de Dança Mainara Albuquerque, uma das apresentações que vai competir em Joinville.

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Corpo de Dança do Amazonas se apresenta na Caixa Cultural de Fortaleza

Por Meillyne Gomes em Espetáculo

09 de fevereiro de 2017

O espetáculo Um Norte que Dança, dirigido por João Fernandes, cearense radicado no Amazonas há 14 anos, está em turnê em Fortaleza com três diferentes espetáculos. A estreia da Companhia de Dança do Amazonas em terras alencarinas começou na quinta-feira (9), com a apresentação de “Cabanagem”. Turnê segue até o domingo (12).
Nesta sexta-feira (10), o público pode conferir “Milongas”. A temporada se encerra nos dias 11 e 12, sábado e domingo, com a apresentação de “A Sagração da Primavera” .

Fortaleza recebe,  pela primeira vez, a turnê, que  já passou por  Recife – PE, com o objetivo de difundir a produção de dança do Amazonas. Em cada montagem,  a companhia tem a assinatura de um convidado.

Criação
“Cabanagem” coloca em cena a conhecida batalha travada por índios, negros e mestiços contra a elite dominante no período regencial, a coreografia é de Mário Nascimento (MG).
Em “Milongas” , a coreógrafa Monique Andrade abre caminho para o tango, mesmo sem a influência do Norte, apresenta o grupo enquanto técnica de sala de aula.
“A Sagração da Primavera” finaliza a turnê com “um recorte regional” do clássico ritual pagão eslavo, assinado por Adriana Goes e André Duarte (assistentes do CDA).

Além das apresentações, haverá palestra com Getúlio Lima, diretor da companhia, e bailarinos sobre os processos de criação do Corpo de Dança do Amazonas. As palestras acontecerão logo após as apresentações.

A companhia surgiu no ano de 1998, criada pelo Governo do Amazonas, com a proposta de compor os quadros do Teatro Amazonas, e contabiliza mais de 50 trabalhos, tendo como linha de frente a dança contemporânea.

Mais informações:

Local: Caixa Cultural Fortaleza (Av. Pessoa Anta, 287 – Praia de Iracema)

Data: 09/02/2017 a 12/02/2017
Horário: quinta a sábado, às 20h | domingo, às 19h
Horário da Bilheteria: das 10h às 20h, na bilheteria do local
Valor do Ingresso: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)

Telefone: (85) 3453 2770

Um Norte que Dança – foto: MARCELO REBOUÇAS/ DIVULGAÇÃO

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Espetáculo MULHER leva feminismo aos palcos através da dança

Por Jéssica Welma em Espetáculo

10 de dezembro de 2016

Studio de Dança Mainara Albuquerque, em 2015, apresentou espetáculo sobre a influência do tempo na vida das pessoas. (Foto: Paulo Sena)

Em 2015, o SDMA apresentou espetáculo sobre a influência do tempo na vida das pessoas. (Foto: Paulo Sena)

O Studio de Dança Mainara Albuquerque apresenta, nos dias 12 e 13 de dezembro, o espetáculo MULHER, no Teatro Via Sul. A montagem, dirigida pela diretora e conselheira da Dança do Ceará, Mainara Albuquerque; leva aos palcos a luta das mulheres por direitos iguais desde a época da Revolução Industrial. Também são abordados temas como a violência contra a mulher e a cultura do estupro.

Para a diretora, o espetáculo é uma oportunidade de fazer as pessoas refletirem sobre a luta por direitos iguais entre homens e mulheres. “Quando comecei a pesquisar sobre o feminismo, vi que havia muita informação incorreta, muitas interpretações erradas do que o termo significa. Por isso, tornou-se uma missão falar sobre direitos iguais através da dança”, pontua Mainara.

O espetáculo se baseia em relatos históricos sobre as mulheres no mercado de trabalho, na luta pelo direito de escolher os representantes políticos, em dados de levantamentos sobre violência contra a mulher e casos reais sobre cultura do estupro. Também inspiram a montagem do MULHER o discurso da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, intitulado  “Todos nós deveríamos ser feministas”; e o discurso da atriz britânica Emma Watson pela campanha da ONU #HeForShe, que fala sobre a liberdade e a igualdade entre os sexos.

A apresentação do MULHER integra o festival da escola de formação de bailarinos. O festival se inicia às 18h30min com o ballet O Mágico de Oz, apresentado pelos alunos das séries iniciais, a Cia Juvenil de Dança e os bailarinos do Jazz. Às 20h30min, será apresentado o MULHER. Os ingressos dão direito aos dois espetáculos.

Serviço

Festival 2016 do Studio de Dança Mainara Albuquerque

Espetáculos O Mágico de Oz e MULHER

Data: Dias 12 e 13 de dezembro, a partir das 18h30min

Ingressos: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia), na sede da escola (Rua Gama, 120 – Maraponga)

Mais informações e venda de ingressos: 85 3298-2713

 

 

 

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Edisca reapresenta balé Religare no Cineteatro São Luís

Por Jéssica Welma em Edisca

17 de novembro de 2016

Edisca reapresenta Religare. (Foto: Divulgação/Edisca)

Edisca reapresenta Religare. (Foto: Divulgação/Edisca)

A companhia cearense de dança Edisca reapresenta, de 18 a 20 de novembro, no Cineteatro São Luís, o balé “Religare”. O espetáculo, lançado em 2015, evoca espiritualidade, transitoriedade e mudança social.

Com coreografia de Dora Andrade, diretora da escola, e Gilano Andrade, “Religare” é dividido em oito números que abordam diferentes vieses, passando por noções de pós-vida, renascimento e reconexão com a terra.

Ao todo, 39 bailarinos participam do espetáculo, dançando entre imagens icônicas de peso e leveza, ora na pele de anjos humanizados e divindades estilizadas, ora na condição-limite de inferioridade e apagamento de presidiários aniquilados em rebeliões ou índios massacrados pelas leis do capital.

Em “Religare”, as coreografias são entrelaçadas e complementares. Com 45 minutos de duração, o balé também concentra na musicalidade sua potência de revisão e reconexão com os estados fundamentais da alma.
Coube a Manassés de Sousa o trecho autoral que casa o erudito à música oriental do espetáculo.

 

Sobre a Edisca:

A Escola de Dança e Integração Social para Criança e Adolescente (Edisca) é uma organização educativa em arte, criada em 1991 e sediada em Fortaleza. Seu objetivo central é a promoção do desenvolvimento humano de crianças e adolescentes que se encontram em situação de desvantagem social. Nestas duas décadas de atuação, a organização vem alcançando bons resultados relativos à transformação social, promoção de mudanças de vida através da educação e da arte e produção artística reconhecida pelo repertório de espetáculos de dança de alta qualidade, vistos por milhares de pessoas no Brasil e no exterior.

Balé Religare
Dia 18/11 (sexta-feira), às 20 horas; e dias 19/11 (sábado) e 20/11 (domingo), às 19 horas.
Entrada: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Classificação: Livre
Duração: 45 minutos
Venda de ingressos: Bilheteria do Cineteatro São Luís e pelo site Ingresso Rápido.
Informações: (85) 3278 1515 / 98869 1180

 

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Junina Babaçu vai representar o Ceará no São João do Nordeste

Por Meillyne Gomes em Quadrilhas Juninas

21 de junho de 2017

Foto: Whesley Melo

A quadrilha Junina Babaçu, de Fortaleza, venceu a etapa estadual do São João do Nordeste e vai representar o Ceará em Pernambuco. Com o tema: “Baião Made in Sertão”, o grupo está homenageando o Baião e os 70 anos da canção Asa Branca – de Humberto Teixeira e Luís Gonzaga.

A etapa do São João do Nordeste aconteceu no Shopping Iguatemi, nos últimos dias 17 e 18. Em segundo lugar ficou a quadrilha Filhos do Sertão (Fortaleza-CE) e, em terceiro, a quadrilha Luar do Sertão ( Sobral-CE). No total, 21 grupos do Ceará participaram do Arraiá do Nordeste.

Além de melhor quadrilha, o grupo venceu nos quesitos: Melhor Repertório, Melhor Casamento, Melhor Casal de Noivos e Melhor Rainha. O título de Melhor Marcador ficou com a quadrilha Fulô do Sertão (Senador Pompeu-CE).

São João do Nordeste

Foto: Whesley Melo

O São João do Nordeste acontecerá nos dias 24 e 25 de junho. O festival é realizado pela Rede Globo, em Pernambuco, e escolhe o melhor grupo junino da região Nordeste. A quadrilha Junina Babaçu vai representar o Ceará e concorre ao bicampeonato. Em 2016, ela foi a vencedora dessa competição.

Neste ano, o grupo apresenta a realidade dos anos de ouro do baião, ritmo fortemente presente nas rádios e nas casas de show das décadas de 1940 e 1950, elevando o Brasil e seus artistas em nível internacional.

 

 

Apresentação da Junina Babaçu na etapa estadual do São João do Nordeste: