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Vem Dançar

por Jéssica Welma e Meillyne Gomes

Batemos um papo com a diretora artística do Fendafor, Atenita Kaira: “como agregar o público infantil?”

Por Jéssica Welma em Entrevista

13 de julho de 2017

Crianças deram um show à parte no festival. (Foto: Jéssica Welma)

Crianças deram um show à parte no festival. (Foto: Jéssica Welma)

De 28 de junho a 8 de julho, Fortaleza respirou ares de dança com a 17a edição do Festival Internacional de Dança de Fortaleza, o Fendafor. Mais de 2,6 mil bailarinos de diversas partes do Brasil passaram pelos palcos do evento e mostraram trabalhos impecáveis.

O Blog Vem Dançar bateu um papo com a diretora artística do Fendafor, a bailarina, professora e coreógrafa Atenita Kaira. Filha da idealizadora e diretora do Fendafor, Janne Ruth, Kaira nasceu na dança e abraçou a missão de fortalecer o trabalho iniciado pela mãe.

> Leia também: Maior festival do Ceará, Fendafor inicia maratona de 12 dias de dança em Fortaleza

Kaira destaca que a surpresa dessa edição foi o público infantil. Quem esteve presente nas apresentações e mostras competitivas pode se encantar, de fato, com a desenvoltura dos pequeninos. E já que, quando se descobre o amor pela dança, é difícil largá-la, em 2018 o espaço para as crianças deve ser reforçado no evento.

Atenita Kaira é diretora artística do Fendafor. (Foto: Reprodução/Facebook)

Atenita Kaira é diretora artística do Fendafor. (Foto: Reprodução/Facebook)

Blog Vem Dançar – O que mudou em 17 anos de Fendafor?

Atenita Kaira – Primeiramente a quantidade de grupos que se desenvolveu no Estado. Começamos com três dias de festival, então era um grupo muito reduzido de bailarinos que participavam. Hoje, temos 12 dias de festival. O Fendafor se expandiu pela demanda. A gente viu que a cada ano tinha grupo novo. A mudança maior é dos próprios grupos. Hoje há grupos que já têm uma carreira fantástica, trabalham profissionalmente, mas que um dia começaram com um grupo infantil no palco do Theatro (José de Alencar).

Blog Vem Dançar – O Fendafor conta com apoio de entes públicos, mas é suficiente para o evento? Todo ano é um novo desafio?

Atenita Kaira – Já vi diversas vezes a mãe (Janne Ruth) dizer: “Como a gente vai fazer o festival esse ano, ninguém conseguiu verba, não sei como vai ser?”. Temos a competição que ajuda nesse suporte financeiro porque, se não fosse assim, se tivéssemos só o orçamento público, seria complicado pela crise financeira e por outras razões – não sei quais – o festival não é tão valorizado. Todo ano a gente passa por problemas em relação a esse repasse de verbas.

A dança ainda é vista como diversão, quando, na verdade, a maioria das pessoas que estão aqui trabalham e vivem de dança

Fendafor 2017. Foto: Jéssica Welma

Blog Vem Dançar – O que acha que poderia ser feito pelos grupos, pelos festivais?

Atenita Kaira – Incentivo (do) Estado, (do) município, federal. Infelizmente não se trabalha sem dinheiro, não tem como. A dança ainda é vista como diversão, quando, na verdade, a maioria das pessoas que estão aqui trabalham e vivem de dança. Como viver de algo que não te dá nenhum retorno financeiro? É lindo, é maravilhoso, é cultural, é artístico, enche os olhos, mas a parte financeira, o incentivo, é importantíssimo.

Blog Vem Dançar – Como é levar a dança para o grande público? 

Atenita Kaira – Como o festival cresceu muito, o público também cresceu. Cresce naturalmente porque as escolas cresceram também. Uma escola que vem aqui dançar, é ela e a família dela, a família convida os amigos. Quem não tem envolvimento com a dança, com o mundo artístico, de certa forma não se interessa. Mas o público está grande porque tem muita gente participando. Mas considerando o tamanho da nossa cidade, ainda é pequeno.

Blog Vem Dançar – Quais as expectativas para os próximos festivais?

Atenita Kaira – Novidade todo ano tem, mas é algo que fica em sigilo entre a gente. O que a gente espera é que seja sempre melhor, (espera) aumentar mais dias, trazer novos grupos, principalmente o público infantil que tem crescido de uma forma absurda, que a gente não tem tido nem controle. A gente sempre espera o crescimento, mas esse ano foi muito grande e a gente ficou um pouco sem controle de onde colocar tanta gente, então isso é algo que a gente já pensa para o próximo ano, como agregar mais o público infantil.

As crianças fazem a festa… e realizam o sonho de dançar no palco do maior festival do Ceará: #FENDAFOR2017

Posted by Festival – FENDAFOR CEARÁ on Saturday, July 1, 2017

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Cia Michelle Borges apresenta espetáculo inspirado em Madonna no Fendafor

Por Jéssica Welma em Espetáculo

28 de junho de 2017

Espetáculo "35 Dólares" (Foto: Lella Miranda/Facebook Michelle Borges)

Espetáculo “35 Dólares” (Foto: Lella Miranda/Facebook Michelle Borges)

A rainha do pop internacional, Madonna, é a inspiração do espetáculo “35 Dólares” da Cia Michelle Borges, que será apresentado nesta quarta-feira, 28, às 19 horas, no 17° Festival Internacional da Dança de Fortaleza, o Fendafor.

A Cia é convidada para abrir a Mostra Internacional Avançada e leva aos palcos do Theatro José de Alencar uma discussão sobre contrastes e tabus, inspirada na obra artística da cantora, compositora, atriz e dançarina norte-americana.

Leia também: Maior festival do Ceará, Fendafor inicia maratona de 12 dias de dança em Fortaleza

“35 dólares é um espetáculo de contrastes. Representa a oposição entre coisas e pessoas. Todo mundo parece tão louco, tão do avesso, em contraste com a sanidade, que nos faz questionar se somos nós ou o resto do mundo que enlouqueceu”, apresenta a Cia.

Espetáculo "35 Dólares" (Foto: Lella Miranda/Facebook Michelle Borges)

Espetáculo “35 Dólares” (Foto: Lella Miranda/Facebook Michelle Borges)

35 dólares era o valor que Madonna tinha no bolso quando chegou em Nova Iorque para tentar a vida como dançarina. “Foi a coisa mais corajosa que eu já fiz”, já disse a diva pop. Na produção musical, clássicos adaptados como “Like a Prayer”, “Secret” e Papa Dont Preach”.

Cia Michelle Borges
Madonna não é o primeiro ícone da música pop mundial homenageado pelo grupo cearense. A Cia já incorporou na dança a biografia de Amy Winehouse, em 2016.

Fendafor
A 17a edição do Fendafor começa nesta quarta-feira e segue até o dia 8 de julho com uma série de apresentações, seminários, cursos, palestras e muito mais. O festival é o maior do Ceará e referência em valorização das mais diversas áreas da dança.

Serviço
Fendafor 2017
Espetáculo “35 Dólares” – Cia Michelle Borges
Local: Theatro José de Alencar, Centro
Data: 28 de junho, às 19 horas
Ingressos: R$ 30 inteira / R$ 15 meia
Mais informações: 85 99984-4704
Site: http://www.fendafor.com.br/

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Maior festival do Ceará, Fendafor inicia maratona de 12 dias de dança em Fortaleza

Por Jéssica Welma em Festivais

27 de junho de 2017

Cícero Gomes e Karen Mesquita apresentam o Gran Pás de Deux de “Diana e Actéon”. (Foto: Divulgação)

Cícero Gomes e Karen Mesquita apresentam o Gran Pás de Deux de “Diana e Actéon”. (Foto: Divulgação)

A 17ª edição do Festival Internacional de Dança de Fortaleza, o Fendafor, começa nesta terça-feira (27), com uma verdadeira maratona de dança em Terras Alencarinas. De 28 a 8 de julho, mais de 2,6 mil bailarinos devem passar pelos palcos do maior festival do gênero no Ceará.

A abertura acontece hoje no Cine Teatro São Luís para convidados. A estreia traz grandes nomes da dança, como os primeiros bailarinos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Cícero Gomes e Karen Mesquita; o bailarino e coreógrafo brasileiro radicado na Suíça, Marcos Bento, da Tanztheater Cia. De Dança; e a Companhia Pulsar do Maranhão, com o espetáculo “Tão Simples Assim”.

> Leia também: “Não há idade certa para dançar”: um bate-papo com duas bailarinas pós-50 anos

A data também marca a estréia de “O Quinze“, do grupo BCAD, baseado no livro da escritora cearense Raquel de Queiroz e com coreografia assinada pelo diretor e coreógrafo da Nimo Cia de Dança, Gleidson Vigne.

Durante os 12 dias de evento, o público terá acesso às mostras competitivas no Theatro José de Alencar e a oficinas, workshops, seminários e exposições nas mais diversas linguagens da dança, desde o popular ao clássico e ao contemporâneo.

Os cursos acontecerão em locais descentralizados como a Escola de Ballet Janne Ruth, Academia Lucymeire Aires, Centro de Ballet Clássico Mônica Luiza, Ballet Hugo Bianchi, Vila das Artes, Porto Iracema e Rede Cuca da Prefeitura de Fortaleza.

Mercado da Dança fica nos jardins do TJA. (Foto: Divulgação)

Mercado da Dança fica nos jardins do TJA. (Foto: Divulgação)

Mercado da Dança
Criado em 2014, o Mercado da Dança dá acesso gratuito ao público que quer conhecer o Fendafor (exceto dia 3, onde acontecerão ações nas escolas e equipamentos culturais do Governo do Ceará), e acontece nos Jardins do Theatro José de Alencar.

É a oportunidade para qualquer grupo ou bailarino que queira se apresentar no palco armado naquele local, que receberá também debates, rodas de conversa, lojas de roupas e artigos de dança, praça de alimentação e a secretaria do evento. Entre as lojas que estarão com estandes no Mercado da Dança estão Capezio, Devan e Só Dança.

Fendafor Itinerante
Em 2007, o Fendafor expandiu sua área de atuação, passando a incluir o interior do Ceará no roteiro da Dança Nacional. São mais de 16 municípios distribuídos nas macro regiões do Ceará, contemplados com a programação da versão itinerante do evento ao longo de sua trajetória.

Em 2017 já estão programadas edições nos municípios de Beberibe, Sobral e Guaramiranga.

Serviço
Fendafor 2017
Abertura: terça-feira, 27 – somente para convidados, no Cine Teatro São Luís
Programação: de 28 a 8 de julho – Theatro José de Alencar
Ingressos: Mostras Internacional, Infantil e Amadora no TJA – R$ 30 (inteira) / R$ 15 (meia)
Mostra Paralela – acesso gratuito no Centro Dragão do Mar, Rede Cuca e escolas
Mercado da dança – acesso gratuito no TJA
Site: http://www.fendafor.com.br/
Mais informações: 3452 0510

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Orgulho do Ceará: Junina Babaçu é bicampeã do São João do Nordeste

Por Meillyne Gomes em Quadrilhas Juninas

26 de junho de 2017

O grupo cearense Junina Babaçu venceu pela segunda vez consecutiva o festival São João do Nordeste. O evento aconteceu na noite deste domingo (25) e foi disputado no Sesc de Goiana, em Pernambuco, reunindo quadrilhas dos nove estados do Nordeste.

Em segundo lugar ficou a quadrilha Lumiar (PE). A Junina São João (RN), acabou na terceira colocação. Na sequência, se classificaram os grupos Santa Fé (PE) e Capelinha do Forró (BA). Competiram 10 grupos juninos em mais de 7h de apresentações.

Este ano a Junina Babaçu homenageou o Baião e os 70 anos da canção Asa Branca, no espetáculo “Baião made in Sertão”. O grupo apresenta a realidade dos anos de ouro do baião, ritmo fortemente presente nas rádios e nas casas de show das décadas de 1940 e 1950, elevando o Brasil e seus artistas em nível internacional.

Bicampeonato

A quadrilha aposta em efeitos especiais desde o primeiro festival, o que chama a atenção dos jurados e resultou na conquista do bicampeonato. Esse ano uma bailarina voou e todos puderam ver “o voo da asa branca”. Ano passado (2016) a Junina Babaçu ganhou o campeonato de quadrilhas com o tema “Boi Babaçu, o boi do Brasil”.

 

Apresentação da Junina Babaçu no São João do Nordeste, em Pernambuco:

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Edisca apresenta espetáculo “Duas Estações” no shopping RioMar Fortaleza

Por Meillyne Gomes em Edisca

23 de junho de 2017

A companhia cearense de dança Edisca apresenta uma parte do espetáculo “Duas Estações” neste domingo, dia 25. O evento vai acontecer na Praça de Eventos, Piso L1, do shopping RioMar Fortaleza (Papicu). A entrada é gratuita e começa ás 14h do domingo.

O espetáculo “Duas Estações” é a metáfora da dualidade em que nos encontramos neste nível de vida, material e espiritual, e aponta para uma transcendência, para um sentido de transformação. O cenário é o nordeste brasileiro; a cultura e o povo, os protagonistas.

A montagem é do ano 2000 e já foi apresentada 57 vezes para um público total de 57.650 pessoas. Além de apresentações em grandes capitais, como Fortaleza, São Paulo e Rio de Janeiro, o espetáculo já foi exibido em cidades da Alemanha, Áustria e França.

Sobre a Edisca

A Escola de Desenvolvimento e Integração Social para Criança e Adolescente, a Edisca, é uma organização educacional sem fins lucrativos, sediada em Fortaleza – CE. Desde 1991 tem como missão a promoção do desenvolvimento humano de crianças e adolescentes que se encontram em situação de vulnerabilidade social, residentes em comunidades que apresentam risco para a infância e a adolescência.

           

Serviço:

Local: Praça de Eventos do Piso L1 – Shopping RioMar Fortaleza (Papicu)

Data: domingo, 25 de junho

Horário: às 14h

Entrada Gratuita

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Junina Babaçu vai representar o Ceará no São João do Nordeste

Por Meillyne Gomes em Quadrilhas Juninas

21 de junho de 2017

Foto: Whesley Melo

A quadrilha Junina Babaçu, de Fortaleza, venceu a etapa estadual do São João do Nordeste e vai representar o Ceará em Pernambuco. Com o tema: “Baião Made in Sertão”, o grupo está homenageando o Baião e os 70 anos da canção Asa Branca – de Humberto Teixeira e Luís Gonzaga.

A etapa do São João do Nordeste aconteceu no Shopping Iguatemi, nos últimos dias 17 e 18. Em segundo lugar ficou a quadrilha Filhos do Sertão (Fortaleza-CE) e, em terceiro, a quadrilha Luar do Sertão ( Sobral-CE). No total, 21 grupos do Ceará participaram do Arraiá do Nordeste.

Além de melhor quadrilha, o grupo venceu nos quesitos: Melhor Repertório, Melhor Casamento, Melhor Casal de Noivos e Melhor Rainha. O título de Melhor Marcador ficou com a quadrilha Fulô do Sertão (Senador Pompeu-CE).

São João do Nordeste

Foto: Whesley Melo

O São João do Nordeste acontecerá nos dias 24 e 25 de junho. O festival é realizado pela Rede Globo, em Pernambuco, e escolhe o melhor grupo junino da região Nordeste. A quadrilha Junina Babaçu vai representar o Ceará e concorre ao bicampeonato. Em 2016, ela foi a vencedora dessa competição.

Neste ano, o grupo apresenta a realidade dos anos de ouro do baião, ritmo fortemente presente nas rádios e nas casas de show das décadas de 1940 e 1950, elevando o Brasil e seus artistas em nível internacional.

 

 

Apresentação da Junina Babaçu na etapa estadual do São João do Nordeste:

 

 

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Noite de Gala tem oficina de composição coreográfica e apresentações de grupos cearenses

Por Jéssica Welma em Oficinas

16 de junho de 2017

Espetáculo Sodade, do Centro Coreográfico Leandro Netto. (Foto: Divulgação)

Espetáculo Sodade, do Centro Coreográfico Leandro Netto. (Foto: Divulgação)

“Coreografismo em foco”: esse é o tema da II Noite de Gala do Centro Coreográfico Leandro Netto que, de 16 a 18 de junho, oferecerá ao público oficinas e mostras de dança em Fortaleza.

Estão convidados os grupos de dança Academia Michele Fontenelle, Academia de Dança Vera Passos, Escola de Dança Passos, Academia de Dança FB, Grupo GBD, Baillart Academia e Cia de Dança Janne Ruth.

> Leia também: “Não há idade certa para dançar”: um bate-papo com duas bailarinas pós-50 anos

As apresentações acontecem nos dias 16 e 17, a partir das 19 horas. No domingo (18), será realizada oficina de Composição Coreográfica com Leandro Netto, premiado como Melhor Coreógrafo no Passo de Arte Norte/Nordeste 2017.

Apresentação no Passo de Arte 2017. (Foto: @keliphotos e George Castro)

Apresentação no Passo de Arte 2017. (Foto: @keliphotos e George Castro)

A proposta é de que coreógrafos levem seus trabalhos (solos e duos presencialmente; conjuntos podendo ser em vídeo ou presencial) para que haja debates acerca de possibilidades de criação coreográfica em cima de trabalhos já existentes. Serão abordadas ferramentas e suportes para entendimento aprofundado sobre criação em dança, análise dos elementos utilizados para composição e discussão sobre o contexto de cada trabalho apresentado (duração, dramaturgia, espaço cênico, trilha, figurino, iluminação).

Os ingressos podem ser comprados com antecedência na secretaria do Centro Coreográfico Leandro Netto, na rua Antônio Augusto, 1336, ou na hora do evento.

Serviço
II Noite de Gala do Centro Coreográfico Leandro Netto
Data: 16 e 17 de junho, às 19 horas; e 18 de junho, às 14 horas
Local: rua Antônio Augusto, 1336 – Aldeota
Ingressos: R$ 15 para mostras / R$ 5 para oficina
Mais informações: (85) 3253.3615

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“Não há idade certa para dançar”: um bate-papo com duas bailarinas pós-50 anos

Por Meillyne Gomes em Sem categoria

13 de junho de 2017

Qual a idade certa para dançar? Há uma idade para encerrar a carreira? Nós conversamos com as bailarinas Anísia Marques (60) e Ana Cláudia Vianna (50), da companhia artística a3 de Natal (RN), sobre o estigma de corpo jovem e como a dança pode interferir na vida das pessoas. A paixão em se redescobrir na dança – e reinventá-la – emociona quem ouve, é preciso muita força e dedicação, é uma luta consigo e com o mundo. As bailarinas estiveram aqui em Fortaleza no final de maio para apresentação do espetáculo “Um Tempo da Chuva”.

 

Blog Vem Dançar – Como iniciou a relação de vocês com a dança?

Anísia Marques – Já comecei um pouquinho tarde com o (ballet) clássico aos 13 anos. Depois fiz clássico e contemporâneo até que me afastei um pouco dos palcos para dirigir. Já bem madura (risos), eu disse: “quero voltar”. Via muito nos festivais pessoas com idade, maduras, e ainda em cena, e eu tinha muita vontade de voltar (a dançar). Não que também a outra parte não seja legal, eu gosto de coreografar, é outra realização. Retornei fazendo dança-teatro, com Maurício Motta (bailarino e coreógrafo), e, quando eu terminei os espetáculos, pensei: “Era isso que eu queria ter feito sempre na minha vida”. Não desmerecendo as outras danças e o (ballet) clássico principalmente. É muito sofrido usar ponta, ter que ter bastante flexibilidade, perna alta, saber girar, mas o que eu queria ter feito realmente era aquilo: dança-teatro.

Ana Cláudia Vianna – Comecei a dançar com 22 anos já na universidade, com o professor Edson Claro (em memória). Ele tinha um grupo de dança na UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) para adultos. Era um projeto de extensão que ainda existe. (Edson Claro) Juntava muitos atletas, pessoas que nunca tinham dançado com outros que já dançavam e formava grupos numerosos com 35-40 pessoas e montava um espetáculo. Comecei nesse grupo, que hoje é a Gaya Dança Contemporânea da UFRN, e trabalhei lá por 18 anos. A gente não tinha o (ballet) clássico como base. Passamos por diversos vieses da dança como jazz, afro, contemporâneo, clássico também, mas a grande base era o método dança-educação física que tinha sido o mestrado dele, então foi aí que eu comecei. Em 2008 eu fiz mestrado e saí. Já tinha o desejo de começar a fazer um trabalho mais independente de um grupo, eu queria ter uma experiência mais autoral.

 

“Eu já comecei quando muita gente está no auge ou até saindo, então isso faz uma grande diferença em como vejo a dança”.

 

BVD – Em qual momento da carreira vocês perceberam a necessidade de falar que existe  preconceito com a idade?

Anísia – Como eu ia assistir a espetáculos, via senhores e senhoras dançando no palco. Por que que eu continuava fazendo aula e não podia dançar? Isso começou a me perturbar. Fui muito criticada no começo, principalmente na Escola de Balé Municipal de Natal, por professores que foram do corpo de baile junto comigo. Certa vez eu sugeri que todos os professores fizessem aula pelo menos uma vez no mês. Uma (das professoras) disse: “Depois que ela está com vontade de dançar quer que todo mundo também volte dançar”. Até hoje é um preconceito. Há bailarinos na nossa geração que dizem que isso não é dança (sobre o espetáculo Um Tempo de Chuva). Meu ex-marido – eu ainda era casada quando disse que ia voltar a dançar – perguntou se eu não achava que já tinha chegado a hora de parar, porque tudo tinha seu momento sua hora. Eu disse: “Também acho, mas o meu (tempo) ainda não chegou”. (…)

 

Não são muitas bailarinas (que dançam após certa idade), hoje tem até mais: a Silvia Moura (bailarina e coreógrafa cearense) aqui mesmo (no Ceará), é uma mulher de 50 anos; o Luis Arrieta (bailarino e coreógrafo argentino) que tem mais de 70 (correção: 65 anos) e está nas ruas fazendo improvisação… Por que não (dançar)? Lógico que eu não vou me mexer mais com aquela perna lá em cima, girar e me jogar no chão. Dentro do meu limite existe arte, existe expressão, existe emoção, existe uma coisa muito mais profunda do que só o virtual. (…) Estou com 60 anos, mas não vou (parar)… Eu nem lembro que tenho essa idade e podem falar à vontade, porque eu não sinto isso.

 

“Dentro do meu limite existe arte, existe expressão, existe emoção, existe uma coisa muito mais profunda do que só o virtual”

 

BVS: Vocês chegaram a sentir algum prejuízo na carreira ou alguma dificuldade mesmo por conta da idade?

Cláudia – Para mim, não. Na verdade, acho que melhorou. Talvez não sendo mais possível realizar os grandes saltos, por exemplo, na medida em que você tem isso limitado vai começar a entender: “Eu quero continuar, então onde estão as outras possibilidades de continuar?”. Talvez, por sorte, fui encontrando na dança – e na relação dela com outras linguagens – uma nova possibilidade e que a mim não deixa a desejar com relação a todo virtuosismo com o qual vivi durante muito tempo. Nunca fui uma bailarina clássica, mas isso não quer dizer que nós não tivéssemos trabalhos de dança contemporânea que fossem de repertório, que fossem caracterizados como de grandes companhias. Até um trabalho de reprodução, de passos, de código… Isso foi muito bom, inclusive para eu poder desconstruir alguma coisa, porque para você desconstruir tem que ter construído. Foi fundamental para que eu pudesse encontrar relações com outras linguagens, como teatro, performance, artes visuais. É uma questão de desejar romper com algo estabelecido. Você paga um preço, o preço de ser ridicularizada, de sentir no seu próprio corpo que não é exatamente daquela forma, de precisar encontrar novos caminhos, mas o desejo é a mola mestra de continuar.

 

“Você pode virar somente professor, mas eu digo: a vida fica incompleta, porque ainda há muito o que dizer”

 

BVD: Qual foram as ferramentas que vocês reuniram para driblar esse estigma de corpo novo, de que “eu posso dançar”?

Anísia – As ferramentas são essas outras possibilidades de nos sentirmos capazes. A dança é discernimento, é uma visão da vida de outra forma das pessoas “normais”. Quando a gente vai encarando esses desafios, (a vida) vai nos mostrando que ainda podemos (dançar). Tenho discernimento de dizer: “Isso não é pra mim”. Com esse espetáculo (Um Tempo de Chuva), fui me jogando, mas fui sentindo a reação da direção. Se visse que realmente que existia uma impossibilidade para aquilo eu diria que não daria conta.   

BVD: Quando a gente fala de corpo jovem qual é a idade?

Cláudia – Qual é a idade? É uma boa pergunta (risos). Acho meu corpo bastante jovem pra idade que eu tenho, 50 anos. Qual é o corpo jovem? Há uns jovens de 20 anos para quem dou aula e a quem digo assim: “minha gente, onde é que vocês estão?” (risos).

Anísia – Isso é muito relativo…

Cláudia – Eu vou pensar sobre essa (pergunta). Na próxima entrevista, eu dou a resposta (risos).

BVD: Qual a importância de falar sobre isso, de quebrar esse estigma?

Cláudia – É muito mais que servir como um exemplo, é renovar o meu próprio discurso. Cada vez que eu falo ou que escuto o que estou dizendo, numa entrevista ou nas minhas próprias reflexões ou quando eu vou começar um trabalho novo, (tenho) essa capacidade de, inicialmente, ter uma mente de iniciante. Cada vez em que você se propõe a um trabalho precisa ter uma capacidade de iniciante, não pode pensar que sabe tudo. Quando fomos fazer esse trabalho “Um Tempo da Chuva”, no qual existe muito texto, eu disse: “que referência eu vou usar pra poder lidar com texto se eu não tenho uma escola de teatro?”. Na grande maioria da minha vida, os cursos foram feitos relacionados com a dança. Historicamente, no Ocidente, se fez essa separação da dança e do teatro, entre a palavra e o gesto. Para falar, todo o seu corpo age a favor de um canal que é a voz, mas a voz é corporal, então isso já é romper com uma ideia, mas não só romper com uma ideia em si, mas mostrar que isso é do mundo.

Anisia – Eu vejo e tenho a dança como uma religião. A gente tem uma missão com aquilo. A dança nos proporciona ver o mundo de uma outra forma. (…) Quando eu falo assim: “(bailarinos) não são pessoas normais”, é porque convivemos com pessoas de outras áreas, que quando falam: “você é bailarina, faz balé… É o sonho da minha vida. Quando eu nascer novamente, eu quero vir bailarina”, (vejo que) são pessoas super resolvidas financeiramente, mas a gente sente que têm um vazio muito grande da maneira como veem os valores, o que enxergam realmente da vida.

BVD: Que recordações mais fortes vocês tem de todo esse tempo de trabalho?

Anísia – Quando eu me casei – muito jovem – fui convidada duas vezes por uma companhia que na época era o auge, o Balé Estágio. (…) Eu não podia (aceitar) porque já estava casada, e meu esposo não deixava nem eu fazer aula, só ia quando ele queria, tanto que ele pediu que eu resolvesse ou ele ou o balé. Uma cena que eu nunca vou esquecer, que me levou a pensar até em morrer. Ele (o marido) chegou em pleno ensaio e me mandou descer do palco, pegar minhas coisas e ir pra casa. Eu não peguei nada, saí do jeito que estava e fui pra casa chorando. Me deu vontade de abrir a porta (do carro) e me jogar. Eu não fiz isso porque já tinha um filho, mas isso marcou muito na minha vida e foi o que me deu muita força na hora de decidir realmente. Cada dia eu era mais triste e mais angustiada. Cheguei a ter que fazer terapia até ter forças de dizer “não”. Quando ele mandou eu escolher, pra mim foi uma benção. Disse: “Eu fico, vou dançar”. Ele perguntou o que eu ia fazer, porque eu não sabia fazer nada, mas eu disse: “Não se preocupe, eu vou me virar”. Em pouco tempo, estava empregada, um emprego pelo município e outro pelo estado.

 

“Meu esposo não deixava nem eu fazer aula, só ia quando ele queria, tanto que ele pediu que eu resolvesse ou ele ou o balé”.

 

Todo ano eu digo que vou parar, mas todo ano vem um projeto que é aprovado. A gente faz uma oficina (de dança-teatro) e vê pessoas saindo felizes, fazendo planos, projetos para continuar na dança… Sabe quando você sente que fez milagre na vida de alguma pessoa que chega e fala assim pra gente: “Eu saio daqui de alma lavada, eu estava tão mal e, a partir de agora, vou tomar uma decisão melhor na minha vida”? Isso marcou muito e é o que me dá mais forças até hoje para continuar.

Cláudia – Foi quando eu saí da Gaya (Dança Contemporânea) e fui trabalhar independentemente. Há um espetáculo chamado “Fragmentos da Hora Absurda”, foi dirigido por Andrea Copeliovitch, foi o último trabalho em que eu dancei na companhia da universidade. Eles já sabiam que eu ia sair, eu tinha passado no mestrado. Dali eu definitivamente assumia a condição de que queria aquilo para minha vida, em termos do que eu vim fazer aqui (na Terra). Eu vim trabalhar esse mundo poético – e a dança é a expressão em si -, e também atuar nisso com outras pessoas, não só eu em cena, mas na preparação de outras pessoas para a cena e para a vida. Aquele espetáculo deixou isso muito claro, porque ele combina com a decisão de não ter apenas uma condição de aluna. Eu me preparei 18 anos num lugar para largá-lo e, quando eu o larguei, culminou com esse espetáculo. Foi justamente nesse espetáculo que eu comecei um relacionamento mais direto com outras linguagens (…), comecei a pensar que poderia juntar as coisas, romper com um trabalho com uma única linguagem e começar a dar conta de trabalhos que mesclavam.

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“Overdose Fit Dance” marca início de temporada de aulas no Shopping Benfica

Por Jéssica Welma em Fit Dance

08 de junho de 2017

Fit Dance já alcançou um bilão de views no Youtube. (Foto: Reprodução)

Fit Dance já alcançou um bilão de views no Youtube. (Foto: Reprodução)

Febre do momento, o projeto Fit Dance inicia temporada de aulas de Shopping Benfica, em Fortaleza, com o aulão inaugural “Overdose Fit Dance” no sábado, dia 10. Serão duas horas seguidas de aula, a partir das 17 horas, na Praça de Alimentação (1º piso), com as principais coreografias do momento.

As aulas de Fit Dance são fáceis de acompanhar e permitem que um público diversificado acompanhe os ritmos. As coreografias são divertidas, modernas e inclusivas para todos os gostos musicais e idades. A temporada deve se estender por dois meses no Shopping Benfica.

Para participar, basta estar com roupa confortável, de preferência usando tênis.

O projeto é uma parceria do Shopping Benfica com a loja Puro Açaí e objetiva estimular as pessoas a trocarem o sedentarismo por uma atividade física divertida, que melhora o condicionamento físico e favorece a queima de calorias.

No YouTube, o canal do FitDance é um dos mais populares do gênero. Dá uma olhada no movimento e vem dançar!

Serviço:
Fit Dance lança temporada de aulões no Shopping Benfica
Lançamento: sábado (10/06), às 17h.
Demais dias: terças-feiras de junho e julho, às 19h.
Local: Praça de Alimentação (1º piso do Shopping Benfica).
Participação: gratuita.
Mais informações: 3243-1000.

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Festival Passo de Arte reúne mil bailarinos em Fortaleza em competições abertas ao público

Por Jéssica Welma em Festivais

25 de maio de 2017

Cerca de mil bailarinos disputam em diversas categorias. (Foto: Raphoto)

Cerca de mil bailarinos disputam em diversas categorias. (Foto: Raphoto)

A 11ª Edição Regional do Passo de Arte Norte e Nordeste começa nesta quinta-feira (25) no Theatro Via Sul e deve reunir mil bailarinos em competições de diversas modalidades de dança. O festival de dança é um dos principais do Brasil e, além de premiações, realiza indicações para o “Youth America Grand Prix Brasil”, concurso que escolhe os candidatos brasileiros que representam o Brasil em Nova York.

Na quarta-feira (24), os palcos foram abertos para os ensaios dos competidores. No Facebook, a diretora do festival, Marisa Pivetta, vibrou com a empolgação dos competidores.

Ensaio do Passo de Arte em Fortaleza. (Foto: Marisa Pivetta/Facebook)

Ensaio do Passo de Arte em Fortaleza. (Foto: Marisa Pivetta/Facebook)

“Passo de Arte, um dia dedicado só pra os ensaios. Nada como estar mais uma vez em cena, antes de suas engenhosas coreografias. É o acerto final que, na verdade, não termina aqui e agora. A plateia gritando bravo! Alunos, professores e coreógrafos perfeccionistas… E tudo recomeça no dia seguinte, pois para o artista sempre terá algo para melhorar e acrescentar, algo que ainda faltou”, escreveu.

Os bailarinos de diversas regiões do Norte e Nordeste disputam nas categorias de melhor bailarino, melhor bailarina, melhor grupo e melhor coreógrafo, além de classificação por gêneros e modalidades. Os melhores garantem vaga para a 25ª edição do Passo de Arte, competição internacional em Indaiatuba (SP), em julho.

Programação:

Quinta-feira, dia 25, a partir das 18h

Solos Clássico Pré
Duos e Trios Clássicos
Conjuntos Estilo Livre Pré e Adulto
Conjuntos de Clássico
Conjuntos de Repertorio

Sexta-feira, dia 26, a partir das 18h

Solos Clássicos Juvenil e Adulto
Conjuntos de Estilo Livre Juvenil e Avançado

Domingo, dia 28

às 13h30min
Solos Livres Pré
Pas de Deux
Grand Pas de Deux
Variações de Repertorio

às 18 horas
Solos Livre Adulto
Trios Livres
Conjuntos de Jazz Avançado
Conjuntos de Danças Populares
Conjuntos de Sapateado

Mais informações

Horários: Quinta e sexta (25 e 26) às 18h, sábado e domingo (27 e 28) às 13h30 e 18h.
Ingressos: R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia). Crianças até cinco anos de idade não pagam. Vendas na bilheteria do teatro a partir de 13h do dia 25.
Informações: (85) 3099.1290

Site: www.passodearte.com.br

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Batemos um papo com a diretora artística do Fendafor, Atenita Kaira: “como agregar o público infantil?”

Por Jéssica Welma em Entrevista

13 de julho de 2017

Crianças deram um show à parte no festival. (Foto: Jéssica Welma)

Crianças deram um show à parte no festival. (Foto: Jéssica Welma)

De 28 de junho a 8 de julho, Fortaleza respirou ares de dança com a 17a edição do Festival Internacional de Dança de Fortaleza, o Fendafor. Mais de 2,6 mil bailarinos de diversas partes do Brasil passaram pelos palcos do evento e mostraram trabalhos impecáveis.

O Blog Vem Dançar bateu um papo com a diretora artística do Fendafor, a bailarina, professora e coreógrafa Atenita Kaira. Filha da idealizadora e diretora do Fendafor, Janne Ruth, Kaira nasceu na dança e abraçou a missão de fortalecer o trabalho iniciado pela mãe.

> Leia também: Maior festival do Ceará, Fendafor inicia maratona de 12 dias de dança em Fortaleza

Kaira destaca que a surpresa dessa edição foi o público infantil. Quem esteve presente nas apresentações e mostras competitivas pode se encantar, de fato, com a desenvoltura dos pequeninos. E já que, quando se descobre o amor pela dança, é difícil largá-la, em 2018 o espaço para as crianças deve ser reforçado no evento.

Atenita Kaira é diretora artística do Fendafor. (Foto: Reprodução/Facebook)

Atenita Kaira é diretora artística do Fendafor. (Foto: Reprodução/Facebook)

Blog Vem Dançar – O que mudou em 17 anos de Fendafor?

Atenita Kaira – Primeiramente a quantidade de grupos que se desenvolveu no Estado. Começamos com três dias de festival, então era um grupo muito reduzido de bailarinos que participavam. Hoje, temos 12 dias de festival. O Fendafor se expandiu pela demanda. A gente viu que a cada ano tinha grupo novo. A mudança maior é dos próprios grupos. Hoje há grupos que já têm uma carreira fantástica, trabalham profissionalmente, mas que um dia começaram com um grupo infantil no palco do Theatro (José de Alencar).

Blog Vem Dançar – O Fendafor conta com apoio de entes públicos, mas é suficiente para o evento? Todo ano é um novo desafio?

Atenita Kaira – Já vi diversas vezes a mãe (Janne Ruth) dizer: “Como a gente vai fazer o festival esse ano, ninguém conseguiu verba, não sei como vai ser?”. Temos a competição que ajuda nesse suporte financeiro porque, se não fosse assim, se tivéssemos só o orçamento público, seria complicado pela crise financeira e por outras razões – não sei quais – o festival não é tão valorizado. Todo ano a gente passa por problemas em relação a esse repasse de verbas.

A dança ainda é vista como diversão, quando, na verdade, a maioria das pessoas que estão aqui trabalham e vivem de dança

Fendafor 2017. Foto: Jéssica Welma

Blog Vem Dançar – O que acha que poderia ser feito pelos grupos, pelos festivais?

Atenita Kaira – Incentivo (do) Estado, (do) município, federal. Infelizmente não se trabalha sem dinheiro, não tem como. A dança ainda é vista como diversão, quando, na verdade, a maioria das pessoas que estão aqui trabalham e vivem de dança. Como viver de algo que não te dá nenhum retorno financeiro? É lindo, é maravilhoso, é cultural, é artístico, enche os olhos, mas a parte financeira, o incentivo, é importantíssimo.

Blog Vem Dançar – Como é levar a dança para o grande público? 

Atenita Kaira – Como o festival cresceu muito, o público também cresceu. Cresce naturalmente porque as escolas cresceram também. Uma escola que vem aqui dançar, é ela e a família dela, a família convida os amigos. Quem não tem envolvimento com a dança, com o mundo artístico, de certa forma não se interessa. Mas o público está grande porque tem muita gente participando. Mas considerando o tamanho da nossa cidade, ainda é pequeno.

Blog Vem Dançar – Quais as expectativas para os próximos festivais?

Atenita Kaira – Novidade todo ano tem, mas é algo que fica em sigilo entre a gente. O que a gente espera é que seja sempre melhor, (espera) aumentar mais dias, trazer novos grupos, principalmente o público infantil que tem crescido de uma forma absurda, que a gente não tem tido nem controle. A gente sempre espera o crescimento, mas esse ano foi muito grande e a gente ficou um pouco sem controle de onde colocar tanta gente, então isso é algo que a gente já pensa para o próximo ano, como agregar mais o público infantil.

As crianças fazem a festa… e realizam o sonho de dançar no palco do maior festival do Ceará: #FENDAFOR2017

Posted by Festival – FENDAFOR CEARÁ on Saturday, July 1, 2017