O RH e a nova educação corporativa - Vagas Online 
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Vagas Online

por Márcia Catunda

O RH e a nova educação corporativa

Por Márcia Catunda em Artigo

07 de dezembro de 2018

Por Rebeca Zaupa-Consultora Associada da Gomes de Matos

 

A pesquisa Panorama do Treinamento no Brasil, edição 2017-2018, realizada pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento em conjunto com a Integração Escola de Negócios, com 738 empresas e 3.561 funcionários, revela que cada profissional de Treinamento e Desenvolvimento tem gerenciado, em média, 770 colaboradores.

E este número vem crescendo sistematicamente, ano a ano, tendo quase que dobrado a quantidade de colaboradores gerenciada em 2014.

A esses 770 colaboradores têm sido facilitadas 21 horas de treinamento por ano.

Isso significa que os profissionais de T&D – afinal tudo na área de Recursos Humanos se traduz em siglas – têm atuado de forma cada vez mais operacional e menos estratégica.

Como investir 0,63% do faturamento anual bruto em treinamentos de forma realmente estratégica, que realmente se traduza em aplicação prática e resultados superiores no dia a dia de trabalho?

A resposta pode estar em se afastar dos meios tradicionais de treinamento, em que todo o grupo de treinandos é chamado a participar de momentos presenciais no estilo sala de aula da educação básica, e passar a trabalhar com novas formas de ensino, como a educação por projetos e a microaprendizagem.

 

A EDUCAÇÃO POR PROJETOS

O ambiente profissional se centra no alcance de metas organizacionais e resolução dos problemas que impedem o atingimento desses resultados. Mesmo os trabalhadores mais operacionais precisam estar atentos aos problemas que podem atrapalhá-los na execução de suas atividades e devem, portanto, buscar alternativas para solucionar esses problemas.

Ainda assim, quando falamos em educação corporativa, nós, na grande maioria das vezes, colocamos adultos sentados durante horas em sala de aula ouvindo as explanações dialogadas de uma outra pessoa.  Seria de se esperar mais do que os 12% médios de absenteísmo nas ações de desenvolvimento.

Por que não centrar o aprendizado também na busca pela solução de problemas? Essa é a proposta da educação – ou pedagogia – por projetos, onde o objetivo é a construção dos conhecimentos em torno de metas previamente estabelecidas, de forma coletiva, entre treinandos e treinadores.

Aos treinandos é proposto um desafio, um problema a solucionar e são eles quem decidem por onde começar a pesquisar, o que começar a aprender primeiro para desvendar esse mistério. Ao treinador cabe o papel de orientador, de facilitador, de mediador.

A MICROAPRENDIZAGEM

Os treinamentos no formato presencial caíram 11% e no formato EAD/ e-learning aumentaram 9% comparando 2017 com 2016. 16% das 738 empresas pesquisadas usam o e-learning ou o ensino à distância para treinar seus funcionários e 9% utilizam o sistema blended ou misto, em que são utilizadas técnicas presenciais e à distância.

Uma das estratégias equivocadas que se utiliza quando se fala sobre EAD/e-learning é, simplesmente, a gravação do conteúdo tal qual ele estivesse sendo ministrado de forma presencial.

Hoje, com a quantidade de conteúdos disponíveis em plataformas como o Youtube, por exemplo, e com a facilidade em acessar diversas informações em pouco tempo, é preciso pensar em novas estratégias, como, por exemplo, a microaprendizagem.

Microaprendizagem é uma forma de transmissão de conteúdos focados em informações específicas com não mais do que 03 a 07 minutos de duração.

Com essa metodologia é possível tornar o processo de aprendizagem corporativo mais rápido e acessível, com menos evasão e taxa de desistência, mais rápido e fácil de atualizar e com possibilidade de aplicações ainda mais amplas.

 

Que tal pensar as suas próximas estratégias de educação corporativa baseando-se na educação por projetos com o apoio da microaprendizagem que pode ser, inclusive, gamificada?

 

Referências:

https://www.integracao.com.br/pesquisa-panorama-do-treinamento-no-brasil-2017.pdf

https://www.skillbuilderlms.com/br/10-reasons-adopt-microlearning-online-training/

 

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Por Márcia Catunda em Artigo

07 de dezembro de 2018

Por Rebeca Zaupa-Consultora Associada da Gomes de Matos

 

A pesquisa Panorama do Treinamento no Brasil, edição 2017-2018, realizada pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento em conjunto com a Integração Escola de Negócios, com 738 empresas e 3.561 funcionários, revela que cada profissional de Treinamento e Desenvolvimento tem gerenciado, em média, 770 colaboradores.

E este número vem crescendo sistematicamente, ano a ano, tendo quase que dobrado a quantidade de colaboradores gerenciada em 2014.

A esses 770 colaboradores têm sido facilitadas 21 horas de treinamento por ano.

Isso significa que os profissionais de T&D – afinal tudo na área de Recursos Humanos se traduz em siglas – têm atuado de forma cada vez mais operacional e menos estratégica.

Como investir 0,63% do faturamento anual bruto em treinamentos de forma realmente estratégica, que realmente se traduza em aplicação prática e resultados superiores no dia a dia de trabalho?

A resposta pode estar em se afastar dos meios tradicionais de treinamento, em que todo o grupo de treinandos é chamado a participar de momentos presenciais no estilo sala de aula da educação básica, e passar a trabalhar com novas formas de ensino, como a educação por projetos e a microaprendizagem.

 

A EDUCAÇÃO POR PROJETOS

O ambiente profissional se centra no alcance de metas organizacionais e resolução dos problemas que impedem o atingimento desses resultados. Mesmo os trabalhadores mais operacionais precisam estar atentos aos problemas que podem atrapalhá-los na execução de suas atividades e devem, portanto, buscar alternativas para solucionar esses problemas.

Ainda assim, quando falamos em educação corporativa, nós, na grande maioria das vezes, colocamos adultos sentados durante horas em sala de aula ouvindo as explanações dialogadas de uma outra pessoa.  Seria de se esperar mais do que os 12% médios de absenteísmo nas ações de desenvolvimento.

Por que não centrar o aprendizado também na busca pela solução de problemas? Essa é a proposta da educação – ou pedagogia – por projetos, onde o objetivo é a construção dos conhecimentos em torno de metas previamente estabelecidas, de forma coletiva, entre treinandos e treinadores.

Aos treinandos é proposto um desafio, um problema a solucionar e são eles quem decidem por onde começar a pesquisar, o que começar a aprender primeiro para desvendar esse mistério. Ao treinador cabe o papel de orientador, de facilitador, de mediador.

A MICROAPRENDIZAGEM

Os treinamentos no formato presencial caíram 11% e no formato EAD/ e-learning aumentaram 9% comparando 2017 com 2016. 16% das 738 empresas pesquisadas usam o e-learning ou o ensino à distância para treinar seus funcionários e 9% utilizam o sistema blended ou misto, em que são utilizadas técnicas presenciais e à distância.

Uma das estratégias equivocadas que se utiliza quando se fala sobre EAD/e-learning é, simplesmente, a gravação do conteúdo tal qual ele estivesse sendo ministrado de forma presencial.

Hoje, com a quantidade de conteúdos disponíveis em plataformas como o Youtube, por exemplo, e com a facilidade em acessar diversas informações em pouco tempo, é preciso pensar em novas estratégias, como, por exemplo, a microaprendizagem.

Microaprendizagem é uma forma de transmissão de conteúdos focados em informações específicas com não mais do que 03 a 07 minutos de duração.

Com essa metodologia é possível tornar o processo de aprendizagem corporativo mais rápido e acessível, com menos evasão e taxa de desistência, mais rápido e fácil de atualizar e com possibilidade de aplicações ainda mais amplas.

 

Que tal pensar as suas próximas estratégias de educação corporativa baseando-se na educação por projetos com o apoio da microaprendizagem que pode ser, inclusive, gamificada?

 

Referências:

https://www.integracao.com.br/pesquisa-panorama-do-treinamento-no-brasil-2017.pdf

https://www.skillbuilderlms.com/br/10-reasons-adopt-microlearning-online-training/