Um Lugar para Chegar... - ...o lugar sob o olhar arquiteto.
Publicidade

Um Lugar para Chegar…

por Regina Catunda

Anthony Howe

Por Regina Catunda em Anthony Howe, Arte, Olimpíada

07 de agosto de 2016

“A escultura cinética reside na intersecção da inspiração artística com a complexidade mecânica. A fabricação de cada uma das minhas peças depende da expressão criativa, fabricação do metal e um processo de design lento em partes iguais.
Destina-se a alterar a própria experiência de tempo e espaço que testemunhou. Ele também precisa enfrentar ventos de 145km/h e ainda mover-se em uma brisa a 1,6km/h e fazê-lo por centenas de anos “. Anthony Howe.

Anthony Howe

Anthony Howe

De repente ele brilha nas nossas telas como o sol das olimpíadas. A sua arte está apresentada ao Brasil. Linda!

Anthony Howe nasceu em Salt Lake City, Utah. É um kinetic sculptor (escultor cinético), criador de esculturas gigantescas pulsantes, num ritmo tão cadenciado que se tornam quase hipnóticos, são eólicas impulsionadas ou impulsionadas por motores de ciclo contínuo que se assemelham a criaturas alienígenas, vórtices, tentáculos de um polvo ou naves estranhas. Às vezes se parecem um núcleo atômico arrodeado por elétrons,  outras vezes se parecem flores com pétalas se abrindo. Seu trabalho de design é auxiliado na criação por softwares e sistemas 3D de computadores (3DMax e Rhinoceros).

Howe trabalha principalmente com fibra de vidro e aço inox, que são soldados para criar as peças que, pesando até 725kg, é, primeiramente, construída digitalmente para testar como ela se comportará sob a ação dos ventos antes de serem fabricadas; em seguida ele envia os projetos para uma cortadora a lazer que recorta os componentes com precisão milimétrica e finaliza seu trabalho em detalhadas estruturas com técnicas de trabalho metálico tradicional.

Além das formas orgânicas da vida subaquática e vegetal, a obra de Howe remete aos livros ilustrados de autores do século XIX: Jules Verne que sonhou com helicópteros inspirados na natureza e submarinos, antes de serem inventados foi sua inspiração inicial nos clássicos de aventura como “Viagem ao Centro da Terra” e “Vinte Mil Léguas Submarinas”.

Em 1985 Howe, tendo conseguido um emprego como superintendente de um armazém em Manhattan, se muda para Nova York e troca a pintura pela a escultura cinética. Quatro anos mais tarde seus primeiros trabalho foram pendurados em antigos cabos de elevador esticados entre os edifícios.

“Meu trabalho era, principalmente, a colocação de estantes de aço: eu estava cercado por aço. Minha pintura continuava sem ir a lugar nenhum e eu percebi que tinha um monte de matéria-prima nas estantes de aço.”

“Eu também vivi no topo de um telhado, com muito espaço ao ar livre, e tive a ideia de fazer coisas que giravam ao vento – o resto é história, é o que dizem.”

1989 – Começa a construção de escultura cinética que pendura de cabos de elevador descartados amarrados entre edifícios. (Ver imagem acima)

 

DI_OCTO. Todo o aço inoxidável escultura cinética ao vento, operação silenciosa. 7.8mh x 3mw x 1.4md/725 kg

Em 1994, o artista fez uma casa em 4,04ha (10 acres) na Ilha Orcas, zona rural de Eastsound, a maior das ilhas do arquipélago de San Juan, Estreito da Georgia, no estado de Washington; lá criou o Parque de Esculturas e a Galeria Howe, onde vive e trabalha com sua mulher, cercado por muitas árvores, ventos e outros elementos naturais que servem de inspiração para seu trabalho.

Muitas de suas obras estão disponíveis para venda em seu website, no entanto, não estão disponíveis pequenas obras e o preço de início é em torno de US$ 250.000,00.

 

 

howe-4

About Face

 

 

 

Anthony howe:

 

Todas são espetaculares mas, sempre fui apaixonada por móbiles desde que descobri Alexandre Calder ainda na faculdade; acho que, por isso, as que mais me impressionaram foram as que me lembraram os antigos móbiles. Muito lindos!

RIO 2016

01-conheca-a-escultura-que-gira-em-volta-da-pira-olimpica-da-rio-2016A escultura e a pira olímpica Rio 2016

 

Resultado de imagem para pira rio 2016

A Escultura e a Pira Olímpica Rio 2016 (a pira do povo)

Foram duas as piras esculturas cinéticas: a oficial que ficou no Maracanã, e outra ficou na Candelária, Centro renovado do Rio de Janeiro.

A escultura, impulsionada pelo vento, gira em torno da pira olímpica refletindo e potencializando a chama, cujo tamanho é bem menor em relação às das outras Olimpíadas.

Feita de metal, a escultura cinética é formada por centenas de esferas e pratos reflexivos, suportadas por um anel ao redor da pira. Com mais de 12 metros de diâmetro e  1815 quilogramas, a obra de Anthony remete ao formato do Sol.

Para saber mais.

https://en.wikipedia.org/wiki/Anthony_Howe

https://www.google.com.br/search?q=kinetic+sculpture&sa=X&biw=1304&bih=639&tbm=isch&tbo=u&source=univ&ved=0ahUKEwib7dGxsdbOAhVGhJAKHS0mAzMQsAQIMA#imgrc=xpq0LhmPIuBI2M%3A

http://thecreatorsproject.vice.com/pt_br/show/anthony-howe-e-suas-esculturas-cineticas-hipnotizantes

http://casa.abril.com.br/materia/conheca-a-escultura-que-gira-em-volta-da-pira-olimpica-da-rio-2016

http://www.xatakaciencia.com/tecnologia/las-enormes-esculturas-cineticas-de-acero-inoxidable-de-howe

http://edition.cnn.com/2014/05/28/world/giant-squid-solar-system-sculpture/

Publicidade

NBR 6493–CORES NAS TUBULAÇÕES

Por Regina Catunda em segurança do trabalho

24 de julho de 2016

Normas, não tem jeito, têm que ser obedecidas. Com a NBR 6493 – Emprego das Cores para Identificação das Tubulações. Conhecer essa Norma é importantíssimo para a segurança do trabalho.

Saiba quais são as cores usadas na identificação das tubulações. Com um resumo com imagens para facilitar o aprendizado e você aprender de uma vez por todas.

São adotadas as seguintes cores básicas na pintura das tubulações, aplicadas em toda a sua extensão, ou na seção média das faixas, quando divididas conforme o estabelecido em 4.2.2:

a) alaranjado-segurança: – produtos químicos não gasosos;

b) amarelo-segurança: – gases não liquefeitos;

c) azul-segurança: – ar comprimido;

d) branco: – vapor;

e) cinza-claro: – vácuo;

f) cinza-escuro: – eletroduto;

g) cor-de-alumínio: – gases liquefeitos, inflamáveis e combustíveis de baixa viscosidade (por exemplo: óleo Diesel, gasolina, querosene, óleo lubrificante, solventes);

h) marrom-canalização: – materiais fragmentados (minérios), petróleo bruto;

i) preto: – inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (por exemplo: óleo combustível, asfalto, alcatrão, piche);

j) verde-emblema: – água, exceto a destinada a combater incêndio;

l) vermelho-segurança: – água e outras substâncias destinadas a combater incêndio.

As faixas de identificação das tubulações devem ter a largura de 40 cm.

cores tubulações

 

Para saber mais:

http://gsea.com.br/normasabnt/NBR-6493-1994-EmpregoDeCoresParaIdentificacaoDeTubulacoes.pdf

 

Publicidade

Zaha Hadid – um ídolo

Por Regina Catunda em Arquitetura

23 de julho de 2016

Quando ouvi falar de Zaha Hadid, ela já era grande e famosa: foi quando ela recebeu o Prêmio Pritzker em 2004 pelo conjunto de sua obra, especialmente pela Fire Station Vitra de 1993, aos 53 anos; não parei mais de acompanhá-la, inclusive colocando suas obras no meu caminho mundo afora.

A ousadia, quebra dos códigos vigentes e vanguarda de suas formas insinuantes, curvas que remetem ao sensual, ao infinito, ao movimento, a meu ver, não encontram similares noutros arquitetos, mas não foram bem compreendidas durante muito tempo.

Por outro lado, as novas técnicas de representação, de modelagem 3D, as novas ferramentas de software, os novos processos construtivos, a tecnologia embarcada na fabricação e uso dos materiais de construção deixaram de ser limites para se tornarem aliados  de sua expressão arquitetônica, permitindo que sua fluidez se agigantasse.

Vitra Fire Station, na cidade de Weil am Rhein, na Alemanha.

Vitra Fire Station, Weil am Rhein, Alemanha. Primeira obra construída.

Foi a primeira mulher a receber o prêmio máximo da arquitetura, que já premiara 26 arquitetos.

Ela, terminando arquitetura, foi membro do Office for Metropolitan Architecture (OMA) que lhe trouxe de volta à Architectural Association (AA) trabalhando com seu professor Rem Koolhaas e com Elia Zenghelis.; em 1980, abriu em Londres, onde havia estudado, um escritório e passou a ensinar na Architectural Association School of Architecture.

Foi professora convidada nas escolas de arquitetura da Universidade de Harvard, de Columbia e de Chicago nos Estados Unidos, e em 1994, ela ocupou a cadeira de Kenzo Tange na Graduate School of Design da Universidade de Harvard.

Em 1982 ganhou a Medalha de Ouro da Architectural Design pela reforma de uma casa em Eaton Place, Londres; em seguida, ganhou um prêmio de  primeiro lugar no concurso do The Peak Leisure Club (Hong Kong, 1983) que, assim como a Cardiff Bay Opera House (Wales, 1994) nunca foram construídos. Aliás, grande parte de sua obra foi conceitual.

Ganhou ainda o primeiro lugar  na concorrência dum edifício de escritórios na Kurfürstendamm, em Berlim em 1986.

Sua marca criativa e peculiar nas décadas seguintes resultou em inúmeras retrospectivas dos seus trabalhos (desenhos, pinturas, animações) em importantes museus de arte contemporânea, entre eles o MOMA, o Museu Guggenheim de Nova York, Deutsches Architektur Museum e na Galeria GA de Tóquio. Com o título de “Deconstrutivist Architeture” em 1988, ela fez parte do pequeno e seleto grupo de arquitetos a quem Philip Johnson consagrou a exposição no Museu de Arte Moderna de Nova York, juntamente com os de Philip Johnson e Mark Wigley.

Foi a número 69 do “The World’s 100 Most Powerful Women” da Revista Forbes; foi indicada pela Revista Time como a “Influential Thinker“de 2010 e a número 42 do “The World’s 50 Most Influential” da The British.

Outras homenagens incluem a RIBA Awards por Mind Zone (2000); Commader of British Empire (CBE) (2002); Japão Praemium Imperiale (2009); Commandeur de l’Ordre des Arts et des Lettres da França (2010); Royal Institute of British Architects Stirling Prize, do Evelyn Grace Academy, pelo MAXXI de Roma, Londres (2010); Comandante Dame da Inglaterra da Ordem do Império Britânico (DBE) (2011); Glamour Award for The Architect-In-Chief Design (2014) pelo Heydar Aliyev Center de Baku; Medalha Real de Ouro da Royal Institute of British Architects deste ano de 2016, quebrando, mais uma vez, a hegemonia masculina de um prêmio.    

heydar-aliyev-cultural-center

Heydar Aliyev Cultural Center, Azerbaijão (2014)

London Aquatics Centre, em Londres.

London Aquatics Centre

Museu de arte de Riverside, localizado na cidade de Glasgow, na Escócia.

Museu de Arte de Riverside, Glasgow, Escócia.

Guangzhou Opera House, localizada na província de Guangzhou, na China.

Guangzhou Opera House, China

Fábrica da BMW na cidade de Leipzig, na Alemanha

Fábrica da BMW, Leipzig, Alemanha.

Pavilhão da ponte da cidade de Zaragoza, na Espanha.

Pavilhão Ponte da EXPO Zaragoza (2008).

Dongdaemun Design Plaza, na cidade de Seul, na Coréia do Sul

Dongdaeumun Design Plaza, Seul.

Ponte Sheikh Zayed, na cidade de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos

Ponte Sheikh Zayed, Abu Dhabi.

Foto: © Bergisel Innsbruck Tourismus

Torre de Bergisel Ski Jump, Innsbruck (2002)

Zaha não se restringiu aos grandes projetos, também fez arquitetura de interiores, objetos de adornos, produtos para o dia a dia e objetos pessoais como o sapato para a empresa Melissa, a coleção de sapatos Lacoste (2008), e os trabalhos para Louis Vuitton e Swaroski.

Sandália Melissa

triflow-tap-by-zaha-hadid-kitchen-triflow-by-zaha-had.jpg

Torneira Triflow

Vitra_Hadid-002063_warp_web

Mesa Vitra

Saiba mais:

http://www.archdaily.com/784729/zaha-hadid-dies-aged-65/56fd4086e58ece93fd000058-zaha-hadid-dies-aged-65-photo

http://www.arqbacana.com.br/internal/noticias/read/10749/o-pavilh%C3%A3o-ponte-da-arq-zaha-hadid-%C3%A9-a-porta-de-entrada-da-expo-zaragoza-2008

http://www.b9.com.br/64214/arquitetura/as-grandes-obras-de-zaha-hadid/#

http://www.b9.com.br/26239/arquitetura/a-arquitetura-nao-linear-de-zaha-hadid/

http://prounplus.blogspot.com.br/2007/10/zaha-hadid-vida-e-obra.html

http://www.floornature.it/architetti/biografie/zaha-hadid-53/

Site oficial:

http://www.zaha-hadid.com/

leia tudo sobre

Publicidade

Conjunto da Pampulha

Por Regina Catunda em Arquitetura, Urbanismo

19 de julho de 2016

Lagoa da Pampulha

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciências e Cultura – UNESCO em Istambul, na Turquia, decide tornar o Conjunto Arquitetônico da Pampulha em Belo Horizonte Patrimônio Cultural da Humanidade.

Marco dos anos 40, foi idealizado pelo então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitscheck (1940-1945) que desejava modernizar a cidade. “JK, ao tomar posse, percebeu a barragem da Pampulha sob uma nova perspectiva, de grande potencial turístico e de lazer” (BRUAND, 2003).

Há quem diga que BH cresceu com a Pampulha que lhe deu identidade, cara e alma e Oscar Niemeyer nasceu para a fama a partir dela; ele mesmo dizia que Brasília nascia ali.

O projeto de Oscar Niemeyer, constava de um conjunto de edificações – o zoológico, a Casa de Baile, o hotel (que não foi construído), o Cassino (hoje Museu de Arte da Pampulha), a Igreja de São Francisco, o parque e o Iate Club – no entorno da lagoa artificial.

Ambicioso, o projeto tinha como objetivo levar o progresso à parte norte da jovem cidade (pouco mais de 40 anos), área pouco desenvolvida, aproveitando a recém construída barragem. O objetivo não só foi alcançado como tornou-se um marco da arquitetura brasileira. Lá estão todas as características da arquitetura de Niemeyer: amplitude, concreto armado e as curvas.

Localização dos atrativos do Complexo Arquitetônico e Paisagístico da Pampulha Fonte: Bessa e Álvares, 2004.

A IGREJA.

 

Desenho de Oscar Niemeyer

 

pampulha-planta

Planta

 

pampulha-corte-001

O corte

 

Igreja da Pampulha

Inicialmente uma capela em homenagem a São Francisco, era decorada com pinturas e azulejos de Cândido Portinari que, muito arrojada e fora dos padrões das igrejas da época, deixou o arcebispo Dom Antônio Cabral tão indignado que, junto com os críticos das novas formas, acusou o arquiteto e o pintor de comunistas, o que não era totalmente inverídico, já que Niemeyer nunca negou sua opção política, mas, certamente, não era esse o motivo do projeto ser inovador; no entanto, a inovação foi mesmo o motivo para não aceitá-la como templo católico.

Durou 17 anos a batalha de Juscelino para o reconhecimento da capela. Em abril de 1959, Dom José de Resende Costa, novo arcebispo de Belo Horizonte, recebeu o templo como doação à Mitra Arquidiocesana e a reconheceu.

Obra Prima do conjunto, se notabilizou pelo uso intensivo da plasticidade do concreto, explorando sua maleabilidade “em formas ousadas, inusitadas e marcantes”, mérito do calculista Joaquim Cardoso, parceiro materializador dos devaneios do arquiteto. O uso de abóbadas parabólicas, utilizadas em hangares, é, ao mesmo tempo, coberta e fechamento, dispensando alvenarias.

“Seu interior abriga a Via Crucis, constituída por catorze painéis de Cândido Portinari, considerada uma de suas obras mais significativas. Os painéis externos são de Cândido Portinari – painel figurativo e de Paulo Werneck – painel abstrato. Os jardins são assinados por Burle Marx; Alfredo Ceschiatti esculpiu os baixos-relevos em bronze do batistério. A área externa, é recoberta de pastilhas de cerâmica em tons de azul claro e branco, formando desenhos abstratos”.

via crucis

Via Crucis

painel_Pampulha

Baixo relevo de Ceschiatti

 

Painel de São Francisco, feito por Portinari, foi pichado nesta segunda-feira (Foto: Reprodução/TV Globo)

Em 21 de março deste ano o painel de São Francisco foi vandalizado, mas foi recuperado pelo restaurador Wagner Matias de Souza.

O CASSINO

planta do Cassino

Plantas do MAP (fonte: ArchDaily)

Museu da Pampulha

Museu de Arte da Pampulha (Cassino)

Museu de Arte da Pampulha (foto: Leo Horta)

Primeiro prédio a ser construído, foi inaugurado em 1943. O Cassino foi proposto para ser ao nível dos Quitandinha de Petrópolis e Urca do Rio de Janeiro, famosos na época áurea das casas de jogo. Seus vidros espelhados o tornaram conhecido por “Palácio de Cristal”. O local passou a atrair jogadores de todos os cantos, criando, como era desejo de JK, uma agitada vida noturna na região até então sem ocupação significativa.

Niemeyer dizia que o prefeito tinha tanta pressa  que ele fez o projeto básico em uma noite. É nítida a influência da arquitetura dita moderna e funcionalista de Le Corbusier já observada no Ministério da Educação e Saúde do Rio de Janeiro; como uma variação em torno de um tema…

“A ideia de JK era criar um centro de turismo e lazer que fosse um marco de modernidade. Teria que ser ousado. O Cassino da Pampulha tinha também essa proposta de reunir grandes salões, restaurantes, a alta sociedade da cidade na época”, disse o diretor do Arquivo Público de Belo Horizonte, Yuri Mesquita.

Com a proibição de jogos no Brasil em 1946, o prédio permaneceu fechado até 1957 quando tornou-se o Museu de Arte da Pampulha, época que começou a “receber doações de  trabalhos de Alberto da Veiga Guignard, Emiliano Di Cavalcanti (suas mulatas maravilhosas), Ivan Serpa, Tomie Ohtake (que tive o prazer de conhecer pessoalmente na Galeria Multiarte), Franz Weissman e Amilcar de Castro, além de uma significativa coleção de gravuras brasileiras, que conta com importante produção de Oswaldo Goeldi. Outra parte da coleção é procedente dos prêmios dos Salões de Arte, que tiveram grande repercussão e influência nas décadas de 1960 e 1970. O acervo com cerca de 1.500 obras é mostrado ao público periodicamente, em exposições produzidas para espaços culturais da Capital e de outras cidades mineiras.”

São destaques do acervo ainda: Fayga Ostrower, Anna Letycia, os modernistas Lívio Abramo, Bruno Giogi (que amo de paixão) e Ceschiatti e dos contemporâneos Antônio Dias, Franz Krajcberg, Ado Malogoli, Iberê Camargo, Ivan Serpa, Milton Dacosta, Alfredo Volpi (amo sua bandeirinhas também), Franz Weissmann.

Estátuas de Alfredo Ceschiatti, August Zamoiski e José Pedrosa também foram incorporadas aos jardins de Roberto Burle Marx (que conheci pessoalmente na Galeria da Dona Ignez Fiuza, em conversa informal na véspera da abertura de uma exposição de seus quadros).

DSC_8129

Nu, August Zamoyski

Museu de Arte da Pampulha: arte com o visual da Pampulha

Pampulha, José Pedrosa

CASA DE BAILE

Planta

Centro de Referência de Urbanismo, Arquitetura e do Design é como se chama hoje a antiga Casa de Baile com seu grande salão circular.

Ele mesmo um amante da dança e de festas, JK mandou fazer um local para shows e jantares dançantes onde a população de BH pudesse se divertir; a Casa de Baile foi inaugurada em 1943. Próxima ao Cassino, localizava-se numa ilha artificial ligada à orla por uma ponte de concreto. O famoso local era destino da alta sociedade da cidade que, depois de irem ao cassino, atravessavam de barco e usufruíam das mesas que eram dispostas sob a marquise e à vista da bela paisagem; os preços cobrados não eram nem um pouco populares. Ela também sofreu com o fim dos jogos no Cassino e fechou as portas por falta de frequentadores até  2002 quando, finalmente, foi ocupada pelo Centro de Referência.

A marca registrada de Niemeyer – as curvas, segundo suas próprias palavras, foram usadas com total liberdade na integração deste projeto e do paisagismo com a lagoa.

O partido arquitetônico parte de duas circunferências que se tangenciam internamente, de onde sai a marcante marquise de formas sinuosas suportada por pilares de concreto acompanhando o volume circular até o outro volume menor de forma ameboide, aí se localiza um palco redondo com um lago na mesma forma.

 “Eu fiz a marquise da Casa do Baile em curva que, às vezes explicava dizendo, para melhor me fazer entendido, que elas seguiam as curvas da ilha, mas na verdade era o elemento plástico da curva que me interessava.”

Na do Casa do Baile, beleza dos traços de Niemeyer se funde à beleza da natureza (Foto: Reprodução/TV Globo)

Na do Casa do Baile, beleza dos traços de Niemeyer se funde à beleza da natureza (Foto: Reprodução/TV Globo)

casa-do-baile[6]

Casa de Baile

IATE TÊNIS CLUB

O prédio de 1942 lembra um barco sobre as águas da lagoa. Possue um um anexo da década de 1970 – salão de festas e uma academia de ginástica, que difere do conjunto e, a meu ver, destoa da beleza do prédio.

Projeto arrojado, grandioso e exuberante, a começar pela piscina com cento e dois metros de extensão, foi projetado para novamente, atender à alta sociedade de BH, garantindo lazer, esporte e recreação de qualidade, sobretudo para os jovens.

No projeto se destacam a arte de Portinari no salão de festas e o cenário dos jardins com o quadro “Frevo”, e com um painel de azulejos intitulado “Peixes”. O quadro “Frevo”, quando da fundação do Pampulha Iate Clube Cidade, foi removido da Pampulha e instalado no hall principal do novo prédio.

 

Iate Tênis Clube

Vista da lagoa

A piscina

É de se comemorar um título tão importante para uma obra arquitetônica; no entanto, o título só permanecerá se a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) atender algumas exigências dentro de três anos: 1. retirar a guarita da Casa de Baile; 2. reestruturar as praças Dino Barbieri e Dalva Simão; 3. demolir o prédio anexo do Iate Tênis Clube, que não faz parte do projeto original; 4.despoluir a Lagoa da Pampulha.

Questões jurídicas entre o Iate Tênis Clube, que era público mas foi vendido pela Prefeitura afim de fazer caixa para as obras de abastecimento da cidade na década de 1960 e a própria PBH, complicam a parte da exigência referente ao prédio. A questão de quem é o terreno está na Justiça.

Saiba mais:
http://jk.cpdoc.fgv.br/trajetoria-de-vida/06-prefeito-de-belo-horizonte-1940-1946
http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/87139/Arquitetura-do-Niemeyer-que-se-foi-nasceu-na-Pampulha-Arquitetura-Niemeyer-foi-nasceu-Pampulha.htm
http://www.forumpatrimonio.com.br/view_full.php?articleID=160&modo=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Conjunto_Arquitet%C3%B4nico_da_Pampulha
https://pt.wikipedia.org/wiki/Conjunto_Arquitet%C3%B4nico_da_Pampulha
http://www.belohorizonte.mg.gov.br/local/atrativos-turisticos/culturais-lazer/museu-de-arte-da-pampulha
http://www.archdaily.com.br/br/01-151457/classicos-da-arquitetura-cassino-da-pampulha-slash-oscar-niemeyer

leia tudo sobre

Publicidade

Kiev e o Muro de Berlim

Por Regina Catunda em Arquitetura, Arte, Urbanismo

04 de abril de 2014

 

     Por diversas vezes, já critiquei e ouvi críticas a estrangeiros que não sabem que a capital do Brasil não é Buenos Aires, ou que São Paulo não é a capital do estado da “Amazônia”; nem sequer temos este estado!… Mas, em contrapartida, muitos brasileiros não sabem que a capital dos Estados Unidos não é Nova York nem Miami, nem qual é a capital do estado de Nova York, para ficar apenas nos Estados Unidos, país preferido de seis entre dez brasileiros neste verão . Eu também achava que Kiev (que nome sonoro!) era uma cidade da Rússia, vejam só!

     E agora Kiev é assunto em todas as mídias, não pelo melhor motivo, infelizmente.

     Diz a lenda que Kiev é uma cidade que data do século V e desde o século VII já existia como posto-chave na grande rota fluvial comercial desde a Escandinávia até Bizâncio, a dúvida era se ela foi fundada pelos czares (russos) ou pelos eslavos (mais próximos dos europeus); essa disputa entre europeus e russos sempre perseguiu a cidade, notadamente na segunda guerra mundial, quando os nazistas quase acabaram com a população, de fome, por ser a cidade o celeiro da União Soviética. O troco veio dois anos depois quando o exército vermelho liberta Kiev, devastando o exército alemão. Era 1943 e os ucranianos já não sabiam, como não sabem hoje, se queriam ser europeus ou se manter sob a influência da Rússia. Por fim, se decidem pelos soviéticos, já que os alemães consideravam os eslavos uma raça inferior.

     De qualquer maneira, depois de sete décadas de domínio soviético, Kiev libertada surge como uma das cidades mais vibrantes da Europa do século 21. Mas eis que a dualidade novamente se apresenta, agora dividindo a população entre os que querem participar da Comunidade Européia, falam ucraniano, onde está Kiev, e os que se sentem russos. O muro, embora invisível da intolerância, volta a separar irmãos, como o muro de Berlim.


Jardim

Jardim

Página2

 

Página3


 

 


 

O MURO DE BERLIM

     Ah! Sim. O muro de Berlim… Era aqui que eu queria chegar. Não, não ao muro, painéis de concreto (Foto 1) que já foram derrubados e que hoje só restam uma marca no chão onde ele existia (Foto 2) e alguns painéis que foram preservados da demolição e estão cobertos de chicletes (eca!/Foto 3); mas o muro que não foi derrubado e virou o maior Museu a céu aberto: East Side Gallery (Foto 5).


 

Brandenburg_Gate e o muro

Foto 1 – O muro e o Portão de Brandenburg


Página4

Foto 2 – marcação no piso do local do muro Foto 3 – que fiz em Berlim, dos painéis que foram conservados e estão cheios de chiclete e o painel da bela Gisele Bündchen.


 

 

Oberbaumbrücke sobre o Rio Spree

Foto 4 – Oberbaumbrücke sobre o Rio Spree


 

EAST SIDE GALLERY

     East Side Gallery, o Kunstmeile, tem 1.316 metros e é composto de parte do lado leste do muro; é o trecho mais longo que ainda está em pé; fica na Rua Mühlenstraβe (Rua dos Moinhos), em Friedrichshain-Kreuzberg, bairros da Alemanha Oriental (Friedrichshain) e Alemanha Ocidental (Kreuzberg), conhecida como a Istambul da Alemanha, por ter grande número de turcos e por conseguinte, a maravilhosa cozinha árabe, ligados pela Oberbaumbrücke sobre o Rio Spree (Foto 4).

     Logo após a queda do muro, em 1989, artistas anônimos pintaram os painéis que restaram em pé. Depois, após a união das associações de artistas alemães VBK e BBK, os fundadores Bobo Sperling, Barbara Greul Achanta, Jörg Kubitzki e David Monti fundaram a Galeria com murais originais pintados por 118 artistas de 21 países diferentes, que, através de diversos meios artísticos, registraram os acontecimentos políticos turbulentos da história da Alemanha entre 1989 e 1990, muitos deles com mensagens de paz, liberdade e esperança num futuro melhor, num visual alegre, eufórico com os tempos de mudanças e de reconciliação. Reune pinturas de Jürgen Grosse “INDIANO”, Dimitri Vrubel, Siegfrid Santoni, Bodo Sperling, Kasra Alavi, Kani Alavi, Jim Avignon, Thierry Noir, Ingeborg Blumenthal, Ignasi Blanch i Gisbert, Kim Prisu, Hervé Morlay VR e outros.

     Infelizmente, os grafiteiros, os maníacos por souvenires, clima, poluição e a erosão natural danificaram e danificam os painéis artísticos. Em 2009, para a comemoração dos 20 anos da galeria, quarenta das obras de arte foram restauradas. Apesar de tudo os murais estão protegidos pelo patrimônio da cidade.

Arquivo: Muro de Berlim - lado oeste do East Side Gallery.JPG

Foto 5 – Muro de Berlim

 

Fotografia: Ação Imprensa/Rex Features

A remoção do Muro de Berlim East Side Gallery provocou um clamor público, com manifestantes acusando os desenvolvedores de sacrificar a história para o lucro.

     Em março de 2013, apesar da série de protestos, operários removeram de madrugada, escoltados por 250 policiais, quatro segmentos do Muro de Berlim, onde se encontra a East Side Gallery. Os mais de 6 metros de muro foram retirados para criar uma rota de acesso e facilitar a construção de um condomínio de luxo no local.

     Na Primavera de 2015, o arranha-céus na East Side Gallery estará pronto. Se o grande vazio de 6,10 metros será fechado novamente, ainda não está claro. Até agora, só se fala muito sobre isso.

     Para conhecer melhor, programe um passeio a pé ao longo do muro da estação “Ostbahnhof” até a ponte “Oberbaumbrücke”.

Obras emblemáticas:

Berlim, Alemanha: East Side Gallery (Muro de Berlim): Testar o lazer (teste foi o melhor) (1990/1996/1998/2000/2009, Birgit Kinder)

Trajan/Birgit Kinder

Berlim, Alemanha: East Side Gallery (Muro de Berlim): rostos

Rostos

Berlim, Alemanha: East Side Gallery (Muro de Berlim): Es geschah im Novembro (Foi o que aconteceu em novembro) (Kani Alavi)

Mar de Humanidades

Berlim, Alemanha: East Side Gallery (Muro de Berlim): Faces (Gamil Gimajew)

Faces

Berlim, Alemanha: East Side Gallery (Muro de Berlim): Mein Gott hilf mir, diese toedliche Liebe zu uberleben (Meu Deus me ajudar a sobreviver a esse amor mortal) (Dmitri Vrubel, assistido por Viktoria Timofeeva)

Beijo de Brejnev e Honecker/Dmitri Vrubel

 

Leia mais

leia tudo sobre

Publicidade

Tomie Ohtake – 100 anos.

Por Regina Catunda em cultura, exposição, gravura, pintura

11 de novembro de 2013

Tomie Nakakubo nasceu em Quioto, no ano de 1913. Em 1936, junto com um irmão, chegou ao Brasil de navio, após 40 dias de viagem. Com a segunda guerra mundial, ela ficou impossibilitada de retornar ao Japão. O irmão que lhe acompanhou, porém, foi para guerra e morreu. Outro irmão que morava aqui no Brasil, possuía um laboratório em sociedade com Oshio Ohtake, “esse moço muito boa pessoa e muito bonito” segundo ela e com quem casou um mês após chegar ao país, aos 23 anos e teve dois filhos, entre eles o importante arquiteto Ruy Ohtake ruyohtake.com.br.

Palavras dela: — “Brasil tem sol muito claro. Quando saí do navio, olhei para o céu e senti cheiro de amarelo. Ali, gostei do Brasil.”

Tomie Ohtake

Tomie Ohtake

À arte, ela só se dedicou aos 40 anos, tendo como professor Keisuke Sugano, embora ela sempre tenha gostado de tintas e pincéis. Começou com arte figurativa e evoluiu para a abstrata. Em 1953, integra o Grupo Seibi ao lado de Flávio-Shiró, Kaminagai, Manabu Mabe, Tikashi Fukushima, entre outros. Em 1969, já naturalizada brasileira, começa a trabalhar com serigrafia e posteriormente executa litografias e gravuras em metal. Rapidamente teve seu talento reconhecido, com obras expostas no MASP.

Na década de 80 do século passado, sua obra passa a ser marcada pelas cores fortes, notadamente as primárias, e começam a surgir suas primeiras esculturas, a maioria obras públicas, como a polêmica Estrela do Mar,colocada na Lagoa Rodrigo de Freitas, construída e presenteada ao governo do Rio de Janeiro, pelo estaleiro Ishibrás e que ninguém sabe que fim levou.

Estrela do Mar

Estrela do Mar

 

“Eu nunca pintei com o emocional. Sempre pintei mais friamente. É sempre colocando camada, camada, camada. Colocando muitas cores, camada, camada até chegar onde eu quero. O gesto era bem mais calmo, caía sempre sobre a tela e seguia uma direção que era mais mental”.

 

 

 

Participou de inúmeras bienais, como a Bienal de São Paulo, Brasil (1961, 1963, 1965, 1967, 1989, 1996, 1998 e 2003); XI Bienal de Veneza, Itália (1972); 1ª e 2ª edições da Bienal Latino-Americana em Havana, Cuba (1984, 1986).

Para comemorar a data a Galeria Multiarte preparou uma exposição com gravuras e belas telas monocromáticas, onde a artista demonstra todo seu domínio dos pincéis, criando formas somente com o vigor e a direção das pinceladas.

Página1

IMG_0566

Página3

 

Página5

 

Página4

Imagens do Instituto Tomie Ohtake, projeto do seu filho Ruy Ohtake

 

 

http://oglobo.globo.com/cultura/a-vida-de-tomie-ohtake-em-dez-atos-7473177

http://www.institutotomieohtake.org.br/tomie/teartista02.htm

Publicidade

Casas…de bonecas.

Por Regina Catunda em amostra, Arquitetura

27 de outubro de 2013

Lembra aquelas casas de bonecas que vendem nas esquinas? Não, não é dessas que vou falar. Aqui estarão alguns projetos de casinhas de bonecas de autoria de mundialmente renomados arquitetos.

Foi inspirado na British Empire Exhibition de Londres, de abril a outubro de 1924, onde foi exposta a Queen Mary’s Dolls’ House desenhada pelo arquiteto britânico Sir Edwin Lutyens, o mais famoso da época.

Ela é, segundo a própria apresentação no Royal Collection website,  “a maior, mais bonita e mais famosa casa de bonecas do mundo”. Foi construída para a Rainha Mary, esposa do Rei George V, entre os anos de 1921 e 1924, incluindo contribuições de mais de 1.500 dos melhores artistas, artesãos e fabricantes do início do século XX.

Da vida sob a escada até a configuração high-society do salão e  da sala de jantar, à biblioteca com trabalhos originais dos nomes tops da literatura da época, à adega com estoque completo de vinhos e ao jardim criado por Gertrude Jekyll, nenhum detalhe foi esquecido. A Casa inclui eletricidade, água quente e fria encanada e elevador de serviço. Cada quarto está completamente mobiliado.

  http://46.236.36.161/queenmarysdollshouse/house.html*

Queen Doll'House

Queen Mary’s Doll’House

Inspirada nela, o Cathedral Group, criou o projeto “A Doll’s House”. O grupo convidou vinte grandes arquitetos e designers, que tiveram a liberdade para criarem seus próprios parâmetros na concepção dos projetos, mas precisavam levar em conta que seriam para crianças com algum tipo de deficiência.

São arquitetos como: Glenn Howells Architects, MAE, Adjaye Associates, FAT Architecture, DRDH Architects, Studio Egret West, Lifschutz Davidson Sandilands, Dexter Moren, SHEDKM, Amodels, Allford Hall Monaghan Morris, DRMM, Coffey Architecture, Duggan Morris, HLM, Make Architects, Zaha Hadid.

Elas estão expostas na Melton Streetem, 11-13, em Londres, e serão leiloadas em novembro num evento beneficente, que pretende doar os £ 100.000,00 arrecadados para a instituição de caridade britânica KIDS de apoio a crianças e adolescentes com deficiência.

 Thomas Butler

HLM Architects – Sound [Play]ce

É uma torre interativa que atua sobre o movimento de um corpo através dos espaços urbanos e domésticos, criando uma série de ambientes exclusivos nos quais o corpo vai responder acusticamente. Os diferentes sons gerados quando atravessa um mármore sugere um design responsivo que auxilia as crianças deficientes visuais no processo, muitas vezes difícil, de formar imagens espaciais globais – seja durante um jogo ou no domínio urbano.

casa box

Guy Hollaway – Jack in a Box

É uma solução de design que permite que a criança possa viver na fantasia de sua realidade imaginária, tornando-se ‘Alice’. Ela é confrontada por uma simples caixa. Quando ligada, a estrutura inflável no interior começa a encher com ar alimentado por um ventilador integrado; na sequência, o telhado da casa de bonecas é aberto e as paredes caem para permitir que a estrutura orgânica cresça fora da caixa.

 Thomas Butler

Glenn Howells Archictets – A casa extraordinária

Partiu de duas idéias. A primeira, ser o mais importante e mais comum tipo de casa do Reino Unido: as casas geminadas; esta ideia simples tem produzido algumas das melhores e mais duráveis casas. A segunda, que a casa de nossas bonecas seja uma construção em madeira robusta para permitir à criança com deficiência visual perceber como esta casa funciona através do toque, possibilitando que ela sinta melhor como os volumes interagem na sua vida.

 Thomas Butler

Fat Architecture – Torre da Fábula

É uma fantasia sobre uma parte muito real da arquitetura: uma reprodução em miniatura da Torre Balfron (Erno Goldfinger/Londres, 1963). Esta transformação mostra as qualidades da arquitetura de Goldfinger que não estão à vista. O Brutalismo aqui se revela tão emocionante como uma casa de campo. A alta arquitetura junta a imaginação de habitar com a fantasia de brincar. Que, ao final, é exatamente o que a arquitetura deve ser sempre.

 Thomas Butler

dRMM – Casa para uma criança surda

Foi idealizada considerando uma criança surda. É um espaço para brincar, aprender e habitar, concebido para apoiar a comunicação visual através de linguagem gestual. O exterior tem peças ajustáveis para expressar as cores, controlar a luz e dar visão externa a partir do interior. Essas peças podem ser reconfigurados em novos espaços e mobiliário.

 Thomas Butler

DRDH – Play House

É um teatro de brinquedo, baseado no papel dos teatros populares dos séculos XVIII e XIX. O camarim, o cenário e elevadores podem ser apreciados como uma casa de bonecas num jogo de imaginação, ou encenar performances como num verdadeiro teatro para crianças. Aquilo que caracteriza um teatro – cenário, elevadores e cortinas ficam na torre elevada, deixando todos os andares acessíveis aos atores e aos expectadores. Nós esperamos que os futuros usuários possam se divertir e criar seus próprios mundos e histórias dentro dele.

 Thomas Butler

Deren Moren Associates – Haptic House

Está baseado no conceito de “jogo sensorial”; uma casa de bonecas incentiva as crianças a olhar, ouvir, tocar e sentir. Uma série de componentes, idênticos no caráter, que visam inspirar as crianças, trazer a casa para a vida, estimulando os sentidos primários. Ao contrário de um projeto de casa de bonecas convencional, o acesso de 360 graus significa que não há regras definidas de como deve ser jogado, dando a opção de jogar em grupo ou descoberta individual.

 Thomas Butler

Coffey Architects – Do lado avesso.

Inside Out é a casa de uma sociedade inclusiva de bonecas para todas as crianças independentemente das suas necessidades e capacidades. Um elemento é uma casa de concreto com uma árvore de bonsai e jardim de ervas que ficam do lado de fora. O segundo é uma série de elementos que são quartos individuais de carvalho oco por dentro, em cores brilhantes que podem ser inseridos dentro da casa. É divertido para as crianças e encoraja o jogo ao ar livre e, mais importante ainda, levanta uma questão habitacional crítica para famílias com crianças deficientes.

 Thomas Butler

Amodels – Casa da árvore de Elvis

Elvis’s Tree House é baseado em um parque real no Southampton. O conceito simples era para ser o mais fisicamente desafiador possível, porque as crianças aprendem por elas mesmo mais rápido dessa forma. Então, por que Elvis, bem, isso é uma longa história.

 Thomas Butler

Allford Hall Monaghan Morris – Compass House

Compass House foi concebida para crianças com deficiência visual. Nós intensificamos o uso de cor e textura para incluir a casa na sua vida. É um retiro de fim de semana – um local de fuga, uma mudança de ambiente.

 Thomas Butler

Adjaye Associates – Electra House

É uma casa flexível, um espaço para viver e trabalhar. Foi desenhada para ser acessível para todos; o térreo é um espaço contínuo com ranhuras entre o pátio exterior e o espaço interior criativo.A luz é fenomenologicamente presente dentro de casa, com sua propriedade de reflexão, luminosidade e movimento que permite uma experiência focal para todos.

 Thomas Butler

Studio Egrets Westas Architects – Puzzle House

É uma casa com duas personalidades distintas: quando não em uso, é uma caixa retangular colorida e quando está no modo play,  a construção explode em sete peças que são espaços ocos separados. Cada espaço contém uma joia desenhada pelo artista Andrew Logan: a escada de espelhos, outra escada, uma prancha de mergulho, alguns dedais, uma corrente e uma hélice.    A casa evita qualquer espaço habitado formal e estimula o jogo focado no desempenho. A ênfase está na imaginação.

 Thomas Butler

Shedkmans Architects – Outside/In

De fora para dentro é a coleção de espaços exteriores que celebram a experiência sensorial de estar na paisagem. A casa é elementar na experiência com a cor, a luz, a sombra, a reflexibilidade; as vistas de longa distância são um importante estímulo. Ele gira como um cubo mágico em volta da escada espiral. Nós consideramos a casa como de fácil saída para uma criança com deficiência visual.  Esta casa é sobre o olhar através e além.

 Thomas Butler

Studio Myerscough – Uma Casa de Bonecas

Há um lugar lá fora, para o oeste da cidade, onde ninguém empurra ninguém de perto
Um lugar onde as aves e peixes jogam em um coral gigante longe
Onde o sol é quente, a brisa é legal e o mar é mais azul do que uma piscina
Você pode tocar música e dançar durante todo o dia em um coral gigante longe
Uma casa em um coral no mar azul profundo, uma casa no coral no mar azul profundo
Imagine que você poderia ser, em um casa no coral no mar azul profundo

 Thomas Butler

Make Architects – Jigsaw House

A Casa Jigsaw é inspirada num dos jogos mais antigos e mais simples, o quebra-cabeça; foi criada uma grande casa composta de muitas pequenas casas. Cada parceiro na prática foi encorajado a inventar a sua própria casa enchendo cada quarto com suas próprias expressões sensoriais de jogo e cor. O resultado é 26 casas totalmente projetados com mais 20 casas vazias para combinar e complementar a Casa Jigsaw.

 Thomas Butler

Mae Architects – Mae-mak House

A Casa Mae-mak é uma casa que pode crescer e mudar. Ele envolve os sentidos e permite que as crianças furem e empilhem paredes, pisos, telhados para formar uma casa simples, uma casa complexa, muitas casas ou uma casa muito grande. O colorido brilhante e os painéis texturizados foram feitos para estimular os sentidos e inspirar personalizações. Ela desperta o interesse da Mae como habitação flexível. Esta é a interpretação da Buro Happold de design inclusivo e fabricação da MAKLab.

 Thomas Butler

Lifschutz Davidson Sandilands – Three-sided room

Uma casa de bonecas feitas com quartos de três lados é uma miniatura do mundo doméstico, onde as salas são compostas e empilhados por crianças com dificuldades de aprendizagem e deficiências sensoriais. Pequenas casas, cidades, até mesmo mundos são criados pelas crianças e os quartos contam com conexões com o outro para formar um todo. Quartos sensíveis  reagem ao movimento e responde ao toque e ao sentido da audição num apelo especial para crianças com visão e perda sensorial dupla.

 RAAD Estúdio

Raad Studio – Grimm’s House

A Casa Grimm não é apenas uma casa de bonecas, mas uma interpretação de um livro de conto de fadas ilustrado para crianças cegas. Branca, enigmática, e um pouco ameaçadora, a casa é para ser explorada pelo toque. A história de Hansel e Gretel, escrito em braille, descreve a sua trajetória irregular exterior espelhando a narrativa da história. A cavidade interior é uma exploração tátil do conto de fadas, esculpidos a partir de rebuçados, tranças, e os ossos. A casa traduz uma experiência enervante universal para crianças com visão a uma nova interpretação para aquelas sem visão.

 Thomas Butler

Zaha Hadid – A doll’s house

Este lugar é uma interpretação do pavilhão Casa Ideal encomendado em 2007; a casa de bonecas ZHA é um enigma que oferece muitas possibilidades de jogar e experiências na criação de uma variedade infinita de composições originais. Ela foi projetada para encorajar uma re-avaliação contínua de composição e forma. As peças podem ser montadas e desmontadas em muitas combinações, a ser reavaliada a cada nova composição – vazios são interpretados como novas salas exclusivas ou pátios para bonecas habitarem. Fonte: Thomas Butler


http://www.archello.com/en/collection/20-world%E2%80%99s-best-architects-and-designers-build-dolls%E2%80%99-house-kids
*2010 Her Majesty Queen Elizabeth II.

 

Publicidade

Casa Cor – 15 anos

Por Regina Catunda em amostra, Arquitetura, Casa Cor, design, paisagismo

25 de outubro de 2013

 Passeio pela Casa Cor

Fecho os olhos e me lembro, perfeitamente, do dia que cheguei à casa que seria a primeira Casa Cor. Ninguém sabia muito bem as regras, o que fazer, como fazer; era tudo novo!

Eu já tinha visto Casas Cor de São Paulo deslumbrada…

Mas…aquela casa, na minha visão, meio destruída!?…e o tempo para executar o projeto?! Creio que foi um super aprendizado para todos os envolvidos: os profissionais, os organizadores, os patrocinadores, os anjos amigos contribuidores de serviços (pedreiros, serventes, eletricistas, vidraceiros, gesseiros, jardineiros). Foi demais!

Depois dela, as outras todas foram aprimoramentos. E já se foram 15! Está uma mocinha, e pelo que pude ver ontem, bem amadurecida, cheia de atitude e sabedora do é e do que pode. A convivência de várias gerações de profissionais – de experientes a iniciantes – expõe o vigor do mercado profissional, mercado totalmente diferente dos primeiros tempos: muito mais avançado, requintado, desenvolvido, habilitado, competitivo e companheiro; todos entendedores do seu papel, interesses e envolvimento no contexto. Se consolidou como vitrine. Dos maravilhosos patrocinadores dos primeiros tempos, infelizmente, somente um ainda dá suporte, e que suporte!: a Deca.

De uma coisa não gostei: os rapazes e as moças que ficam nos ambientes declamando aquela ladainha a cada pessoa que adentra o espaço. Alguns roteiros são tão grandes, que não dá tempo de terminar antes que entre outro visitante, e a maioria desses visitantes nem se apercebe do que está sendo falado. Se alguém retorna para rever algo que lhe chamou atenção, então!… Parece texto de telemarquete.

Não! Não foi só uma coisa que não gostei, tem outra coisa: os perfumes! Perfume, no meu entender, é uma muito pessoal, poderá agradar ou desagradar; além do mais, havia, em alguns ambientes, contaminação de aromas pelo ambiente vizinho, e alguns eram tão forte que senti embrulhar o estômago. Penso que os aromas deveriam ser sutis.

Isto tudo, é porque ontem, mudei de lado: passei a ser Olhar. De câmera em punho, fui ver todos os ambientes; em todos via cada esforço, cada empenho, cada pá de massa, cada fim de semana, cada garimpo de peças, cada afastadinha de cadeira, cada afofamento de almofada, cada escolha… O resultado está aqui.

leia tudo sobre

Publicidade

Manual de Intercambialidade de Projetos em CAD

Por Regina Catunda em Arquitetura, compatibilidade, legislação

25 de outubro de 2013

Manual de Intercambialidade de Projetos em CAD

       Quando eu era estudante de arquitetura, para começar a desenhar, em papel, tínhamos uma longa preparação: primeiro éramos apresentados ao tipos de papel – canson, manteiga, vegetal…e grafites – a série H (dura, mais para desenhos técnicos) e a série B (mole, mais para desenhos a mão livre). Depois vinham os trabalhos desenhados a nanquim; um horror!: a caneta estava sempre entupida porque a tinta secava rápido; junto com os trabalhos feitos com caneta nanquim, também aprendíamos a usar nossa amiga gilete, sim, o trabalho, quando errávamos, somente era apagado raspando; se raspasse demais tinha que começar tudo de novo porque o papel rasgava, aff! Nesse aprendizado, ficávamos expert em dar menos força ou mais força no lápis e usar uma pena nanquim para cada tipo de traço – do mais fino ao mais grosso, conforme a representação fosse de elementos gráficos mais perto – mais grosso a mais distantes – mais fino; isso, todos que lidavam com desenho, tinham que saber e obedecer o padrão.

        Hoje também se faz essa hierarquia, mas com os programas gráficos, quanta diferença!…Mas, cada escritório desenvolve o seu; impossível a intercambialidade. Tanto que, se formos mandar imprimir em copiadoras, temos que fazer um quadro externo ao desenho especificando as penas (grossura) do desenho.

        É como diz esse artigo que compartilho do site do CAU – nosso Conselho de Arquitetura e Urbanismo:
CAD

“A rápida evolução da informática na área de projetos não permitiu que nos adequássemos corretamente às suas potencialidades. Muitos ainda, usam o computador e os programas CAD, só como instrumento de desenho e não como uma ferramenta fantástica para integração e compatibilização das diversas especialidades de projeto. Soma-se a isto, que cada escritório, cada empresa, tem desenvolvido critérios próprios de layers e apresentação. Falta porém, uma real integração entre todos, que permitirá agilizar o processo de troca de informação e aumentar a confiabilidade nesta troca.

Visando homogeneizar este conhecimento, a AsBEA, desenvolveu um manual que estabelece uma padronização de layers, diretórios, arquivos, além da definição de responsabilidades entre todas as atividades de projetos, calcado nos modelos de normas Americanas / Canadenses (AIA, CSI, NBSI) e Européias (ISO), tendo como objetivo a médio prazo transformá-los em normas aprovadas na ABNT.

Desenvolvido pelos arquitetos: Henrique Cambiaghi, Roberto Amá, Miriam Castanho e Marcelo Westermann, o Manual de Intercambialidade de Projetos em CAD pode ser baixado gratuitamente no site da AsBEA. Clique aqui e baixe sua cópia”.

       Já fiz download para mim, ainda não entendi muito bem pois acabei de fazê-lo e é muito diferente da maneira que trabalho no escritório, mas vou tentar aplicá-lo.

 

leia tudo sobre

Publicidade

Nova NBR 15575

 

Nova versão da Norma de Desempenho de Edificações é publicada

NBR 15575

 

 

 

 

 

 

A ABNT NBR 15575, com seis partes, entrou em vigor no dia 19 de julho.

A NBR 15575 – Edificações Habitacionais –Desempenho, publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT estabelece parâmetros técnicos para vários requisitos importantes de uma edificação, como desempenho acústico, desempenho térmico, durabilidade, garantia e vida útil, e determina um nível mínimo obrigatório para cada um deles.

Os requisitos apresentados nesta norma passarão a ser exigíveis a partir de 19 de julho de 2013, 150 dias após a data de sua publicação (19 de fevereiro). Assim, os projetos que forem protocolados para aprovação nos órgãos públicos a partir dessa data terão de atender a essas exigências. A Norma contém seis partes: Requisitos Gerais (NBR 15.575-1); Sistemas estruturais (NBR 15.575-2); Sistemas de pisos (NBR 15.575-3); Sistemas de vedações verticais internas e externas (NBR 15.575-4); Sistemas de coberturas (NBR 15.575-5); e Sistemas hidrossanitários (NBR 15.575-6). Interessados podem adquiri-la pelo site www.abnt.org.br/catalogo.

A ABNT NBR 15575 traduz tecnicamente as necessidades da sociedade brasileira no que se refere à aquisição de imóveis, levando em conta o estágio técnico e socioeconômico do Brasil. A Norma também tem como características estabelecer as responsabilidades de cada um dos atores ligados a uma edificação – construtores, incorporadores, projetistas, fabricantes de materiais, administradores condominiais e os próprios usuários. Fica claro o compartilhamento da responsabilidade sobre a edificação ao longo do tempo[1].

Parte 1: Requisitos Gerais

Com um caráter de orientação geral, a parte 1 funciona como um índice de referência remetendo, sempre que possível, às partes específicas (estrutura, pisos, vedações verticais, coberturas e sistemas hidrossanitários). Traz também aspectos de natureza geral e critérios como um todo.

Apresenta o conceito de vida útil do projeto, definição de responsabilidades e parâmetros de desempenho mínimos (compulsório), intermediário e superior. Confira mais detalhes, clicando aqui.

Parte 2: Estrutura

Trata dos requisitos para os sistemas estruturais de edificações habitacionais. Estabelece quais são os critérios de estabilidade e resistência do imóvel, indicando, inclusive, métodos para medir quais os tipos de impacto que a estrutura deve suportar sem que apresente falhas ou rachaduras.

Parte 3: Sistemas de Piso

Uma das partes que sofreu mais modificações durante o processo de revisão. O texto normatiza tantos os sistemas de pisos internos como os externos. Outro acréscimo foi a definição mais clara do sistema de pisos como a combinação de diversos elementos, o que inclui o contrapiso, por exemplo, e não somente a camada de revestimento ou acabamento.

O novo texto da norma trouxe definições mais claras para coeficiente de atrito e resistência ao escorregamento. O escorregamento é um decréscimo intenso e rápido no valor do coeficiente de atrito entre o corpo em movimento e a superfície de apoio. O coeficiente de atrito, por sua vez, é uma propriedade intrínseca da interface dos materiais que estão em contato.

Veja mais detalhes, clicando aqui.

Parte 4: Vedações Verticais

Os desempenhos estabelecidos para os sistemas de vedação vertical em uma edificação – basicamente, o conjunto de paredes e esquadrias (portas, janelas e fachadas) – referem-se a requisitos como estanqueidade ao ar, à água, a rajadas de ventos e ao conforto acústico e térmico. Esta parte da norma, ao lado da terceira parte, foi a que sofreu mais alterações durante a revisão da versão publicada em 2008.

Algumas das principais mudanças, segundo Claudio Mitidiei Filho, pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e relator dessa parte da norma, foram a adequação de critérios relativos ao desempenho estrutural e a inclusão dos critérios relativos à segurança ao fogo. Quanto ao desempenho estrutural, a revisão melhorou, segundo ele, a definição de quais eram os critérios aplicáveis ao estado limite último, de ruína, e quais eram aplicáveis ao estado limite de seriço ou de utilização.

Parte 5: Coberturas

Entre os principais requisitos estão os que tratam da reação ao fogo dos materiais de revestimento e acabamento e da resistência ao fogo do sistema de cobertura. A norma determina que a resistência ao fogo da estrutura da cobertura atenda às exigências da NBR 14.432, considerando um valor mínimo de 30 minutos.

Parte 6: Sistemas hidrossanitários

Compreende os sistemas prediais de água fria e de água quente, de esgoto sanitário e ventilação, além dos sistemas prediais de águas pluviais. O texto explora conceitos como a durabilidade dos sistemas, a previsão e antecipação de critérios para a manutenção da edificação e suas partes, bem como o funcionamento dos sistemas hidrossanitários.

O texto também traz considerações sobre a separação física dos sistemas de água fria potável e não potável, em consonância com as tendências atuais de reúso de água.[2]

 

 

 

 

 

 

leia tudo sobre

Publicidade

Anthony Howe

Por Regina Catunda em Anthony Howe, Arte, Olimpíada

07 de agosto de 2016

“A escultura cinética reside na intersecção da inspiração artística com a complexidade mecânica. A fabricação de cada uma das minhas peças depende da expressão criativa, fabricação do metal e um processo de design lento em partes iguais.
Destina-se a alterar a própria experiência de tempo e espaço que testemunhou. Ele também precisa enfrentar ventos de 145km/h e ainda mover-se em uma brisa a 1,6km/h e fazê-lo por centenas de anos “. Anthony Howe.

Anthony Howe

Anthony Howe

De repente ele brilha nas nossas telas como o sol das olimpíadas. A sua arte está apresentada ao Brasil. Linda!

Anthony Howe nasceu em Salt Lake City, Utah. É um kinetic sculptor (escultor cinético), criador de esculturas gigantescas pulsantes, num ritmo tão cadenciado que se tornam quase hipnóticos, são eólicas impulsionadas ou impulsionadas por motores de ciclo contínuo que se assemelham a criaturas alienígenas, vórtices, tentáculos de um polvo ou naves estranhas. Às vezes se parecem um núcleo atômico arrodeado por elétrons,  outras vezes se parecem flores com pétalas se abrindo. Seu trabalho de design é auxiliado na criação por softwares e sistemas 3D de computadores (3DMax e Rhinoceros).

Howe trabalha principalmente com fibra de vidro e aço inox, que são soldados para criar as peças que, pesando até 725kg, é, primeiramente, construída digitalmente para testar como ela se comportará sob a ação dos ventos antes de serem fabricadas; em seguida ele envia os projetos para uma cortadora a lazer que recorta os componentes com precisão milimétrica e finaliza seu trabalho em detalhadas estruturas com técnicas de trabalho metálico tradicional.

Além das formas orgânicas da vida subaquática e vegetal, a obra de Howe remete aos livros ilustrados de autores do século XIX: Jules Verne que sonhou com helicópteros inspirados na natureza e submarinos, antes de serem inventados foi sua inspiração inicial nos clássicos de aventura como “Viagem ao Centro da Terra” e “Vinte Mil Léguas Submarinas”.

Em 1985 Howe, tendo conseguido um emprego como superintendente de um armazém em Manhattan, se muda para Nova York e troca a pintura pela a escultura cinética. Quatro anos mais tarde seus primeiros trabalho foram pendurados em antigos cabos de elevador esticados entre os edifícios.

“Meu trabalho era, principalmente, a colocação de estantes de aço: eu estava cercado por aço. Minha pintura continuava sem ir a lugar nenhum e eu percebi que tinha um monte de matéria-prima nas estantes de aço.”

“Eu também vivi no topo de um telhado, com muito espaço ao ar livre, e tive a ideia de fazer coisas que giravam ao vento – o resto é história, é o que dizem.”

1989 – Começa a construção de escultura cinética que pendura de cabos de elevador descartados amarrados entre edifícios. (Ver imagem acima)

 

DI_OCTO. Todo o aço inoxidável escultura cinética ao vento, operação silenciosa. 7.8mh x 3mw x 1.4md/725 kg

Em 1994, o artista fez uma casa em 4,04ha (10 acres) na Ilha Orcas, zona rural de Eastsound, a maior das ilhas do arquipélago de San Juan, Estreito da Georgia, no estado de Washington; lá criou o Parque de Esculturas e a Galeria Howe, onde vive e trabalha com sua mulher, cercado por muitas árvores, ventos e outros elementos naturais que servem de inspiração para seu trabalho.

Muitas de suas obras estão disponíveis para venda em seu website, no entanto, não estão disponíveis pequenas obras e o preço de início é em torno de US$ 250.000,00.

 

 

howe-4

About Face

 

 

 

Anthony howe:

 

Todas são espetaculares mas, sempre fui apaixonada por móbiles desde que descobri Alexandre Calder ainda na faculdade; acho que, por isso, as que mais me impressionaram foram as que me lembraram os antigos móbiles. Muito lindos!

RIO 2016

01-conheca-a-escultura-que-gira-em-volta-da-pira-olimpica-da-rio-2016A escultura e a pira olímpica Rio 2016

 

Resultado de imagem para pira rio 2016

A Escultura e a Pira Olímpica Rio 2016 (a pira do povo)

Foram duas as piras esculturas cinéticas: a oficial que ficou no Maracanã, e outra ficou na Candelária, Centro renovado do Rio de Janeiro.

A escultura, impulsionada pelo vento, gira em torno da pira olímpica refletindo e potencializando a chama, cujo tamanho é bem menor em relação às das outras Olimpíadas.

Feita de metal, a escultura cinética é formada por centenas de esferas e pratos reflexivos, suportadas por um anel ao redor da pira. Com mais de 12 metros de diâmetro e  1815 quilogramas, a obra de Anthony remete ao formato do Sol.

Para saber mais.

https://en.wikipedia.org/wiki/Anthony_Howe

https://www.google.com.br/search?q=kinetic+sculpture&sa=X&biw=1304&bih=639&tbm=isch&tbo=u&source=univ&ved=0ahUKEwib7dGxsdbOAhVGhJAKHS0mAzMQsAQIMA#imgrc=xpq0LhmPIuBI2M%3A

http://thecreatorsproject.vice.com/pt_br/show/anthony-howe-e-suas-esculturas-cineticas-hipnotizantes

http://casa.abril.com.br/materia/conheca-a-escultura-que-gira-em-volta-da-pira-olimpica-da-rio-2016

http://www.xatakaciencia.com/tecnologia/las-enormes-esculturas-cineticas-de-acero-inoxidable-de-howe

http://edition.cnn.com/2014/05/28/world/giant-squid-solar-system-sculpture/