thiago sampaio Archives - Cinema Sinergia 
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Cinema Sinergia

por Thiago Sampaio

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Crítica: Live-action de “Dumbo” honra o original e traz novas ideias de maneira honesta

Por Thiago Sampaio em Crítica

17 de Abril de 2019

Foto: Divulgação

Seguindo essa onda de fazerem versões live-actions de tudo o que é animação clássica da Walt Disney Pictures, chegou a vez do elefante voador “Dumbo” (idem, 1941). Apesar de dizerem por aí que a produção era a favorita do próprio Disney, o desenho não é tão idolatrado pelo público em geral e o material de apenas 64 minutos tinha pouco a ser aprofundado numa nova versão. Mas o diretor Tim Burton, famoso por ser visionário no passado, consegue atribuir o seu olhar próprio, ampliando aquela história. O novo “Dumbo” (2019) não tem nada de marcante, mas passa longe de fazer feio e honra a memória do seu criador.

Na história, ambientada em 1919, Holt Farrier (Colin Farrell) é uma ex-estrela de circo que, ao retornar da Primeira Guerra Mundial, encontra seu mundo virado de cabeça para baixo. Sua esposa faleceu enquanto estava fora e ele agora precisa criar os dois filhos. Ele recebe a função de cuidar de uma elefante que está prestes a ter bebê. Quando o filhote nasce, todos ficam surpresos com o tamanho de suas orelhas, o que faz com que de início seja desprezado. Porém, tudo muda quando o mundo descobre que as imensas orelhas permitem que Dumbo voe, atraindo os olhares do público e de um empresário inescrupuloso.
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Crítica: “Shazam!” é o melhor longa da DC desde “Batman: O Cavaleiro das Trevas”

Por Thiago Sampaio em Crítica

05 de Abril de 2019

Foto: Divulgação

Se as adaptações da DC Comics para o cinema ainda dividem opiniões, produzir um longa sobre um garoto que se transforma num adulto que tem praticamente os mesmos poderes do Superman, com um uniforme horroroso e que nunca foi tão badalado, parecia uma ideia que beirava a insanidade. Tudo remava contra o antigo “Capitão Marvel”, que mudou de nome ao ser adquirido pela DC junto a Fawcett Comics no início dos anos 70, por motivos óbvios para não fazer propaganda da concorrente.

Mas a boa notícia é que “Shazam!” (idem, 2019) segue uma boa recuperação do estúdio, sem a preocupação de forçar um universo compartilhado. Se “Mulher Maravilha” (2017) e “Aquaman” (2018) conquistaram boas críticas, este afasta de vez o tom sombrio característico de Zack Snyder e acerta em cheio ao se assumir como uma comédia despretensiosa.

Na trama, Billy Batson (Asher Angel) é um pré-adolescente órfão de 14 anos que vive fugindo de abrigos e famílias adotivas. Mas tudo muda quando ele recebe de um antigo mago o dom de se transformar num super-herói adulto chamado Shazam! (Zachary Levi), cujo nome é um acróstico formado pelas iniciais de Salomão, Hércules, Atlas, Zeus, Aquiles e Mercúrio. Ao gritar a palavra, ele se transforma nessa versão e conta com a ajuda do seu irmão adotivo Freddy (Jack Dylan Grazer) para testar suas habilidades. Contudo, ele precisa aprender a controlar seus poderes para enfrentar o vilão Dr. Thaddeus Sivana (Mark Strong), que deseja roubar o seu dom.
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Crítica: Com “Nós”, Jordan Peele entrega mais um intrigante bombardeio de metáforas sociais

Por Thiago Sampaio em Crítica

28 de Março de 2019

Foto: Divulgação

Análise sem spoilers

Jordan Peele, definitivamente, é um diretor bastante talentoso. Pode ser que a carreira tenha oscilações, assim como tem sido a de M. Night Shyamalan (uma das suas influências), mas pelo o pouco que produziu num curto período, certamente ele ainda vai fazer muito barulho. Se logo no filme de estreia, “Corra!” (Get Out, 2017), conseguiu emplacar indicações nas principais categorias do Oscar (mesmo que seja para a Academia levantar a bandeira da representatividade) com um suspense cheio de metáforas sobre racismo, ele fez de novo em “Nós” (Us, 2019). O alvo agora é mais amplo. E ele faz rir, assusta muito e faz pensar bastante após o término da sessão como poucas produções do gênero.

Na trama, Adelaide (Lupita Nyong’o) é uma mulher que passou por forte trauma quando criança. Mas cresceu bem, se casou com Gabe (Winston Duke) e tiveram dois filhos. A família decide passar um fim de semana na praia e descansar em uma casa de veraneio. Eles começam a aproveitar o ensolarado local, mas a chegada de um grupo misterioso durante a noite muda tudo e o quarteto se torna refém dos invasores.
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Flashback: 10 anos depois, “Watchmen: O Filme” sobrevive às críticas negativas da época do seu lançamento

Por Thiago Sampaio em Flashback

21 de Março de 2019

Foto: Divulgação

No ano de 1986, Alan Moore, em parceria com o desenhista Dave Gibbons, publicou a graphic novel que simplesmente causou uma revolução na chamada “nona arte”. Ela apresentava homens comuns, que à noite saíam para combater o crime, até que uma lei os proíbe de entrar em ação, tornando-os ilegais. “Watchmen” se tornou uma obra de grande importância para o mundo literário. A questão é que, durante anos, se cogitava a ideia de adaptar para os cinemas, mas tal feito era tido como impossível por diversos diretores e fãs.

Nomes como Terry Gilliam, Paul Greengrass e Darren Aronofsky tiveram cotados para assumir a produção, mas foi o hoje tão divisor de opiniões Zack Snyder (vindo com moral de seu projeto anterior, “300”, 2007, outra adaptação de HQ) quem teve a ousadia de assumir o fardo. E há 10 anos, o diretor dos criticados “O Homem de Aço” (2013) e “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” (2016), soube bem o que fazer com “Watchmen: O Filme” (idem, 2009): manter a fidelidade, usando os recursos audiovisuais para encher os olhos, o que na época funcionou bem.
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Crítica: Razoável na ação e com roteiro frouxo, “Operação Fronteira” não justifica o elenco de peso

Por Thiago Sampaio em Crítica

19 de Março de 2019

Foto: Divulgação

Já virou comum a Netflix comprar produções questionáveis que provavelmente passariam desapercebidas pelos cinemas, mas chegam com força na plataforma de streaming. É o caso deste “Operação Fronteira” (Triple Frontier, 2019), que começou a ser produzido em meados de 2009 e quase nada do material original foi aproveitado. Apoiado no elenco de peso que inclui Ben Affleck, Oscar Isaac, Charlie Hunnam, Garrett Hedlund e Pedro Pascal, além da força de Kathryn Bigelow (vencedora do Oscar por “Guerra Ao Terror”, 2008) como produtora, o longa funciona em partes, ainda que o resultado de um modo geral seja bem esquecível.

Na trama, Tom Davis (Affleck), Santiago Garcia (Isaac), Francisco Morales (Pascal), William Miller (Hunnam) e Ben Miller (Hedlund) são cinco ex-soldados das Forças Especiais dos Estados Unidos que decidem se reunir para executar um plano arriscado: roubar um poderoso senhor do crime na fronteira que separa o Brasil da Colômbia e do Peru. No entanto, quando o esquema dá errado, os antigos companheiros de batalha precisarão lutar por suas vidas.
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Crítica: Encontrando equilíbrio, “Capitã Marvel” é um filme de origem redondo e eficiente

Por Thiago Sampaio em Crítica

12 de Março de 2019

Foto: Divulgação

Mais de dez anos depois do início do tão bem sucedido universo Marvel nos cinemas, o estúdio finalmente ganha o seu primeiro longa estrelado por uma heroína do sexo feminino, rodeado de expectativas pelos fãs por ser o último filme antes do tão aguardado “Vingadores: Ultimato” (Avengers: Endgame, 2019), em que muitos aguardam ganchos sugestivos.

Além disso, vem sofrendo até ameaças de boicote após declarações da protagonista Brie Larson em que disse que os eventos para a imprensa deveriam ser mais inclusivos. Afinal, há motivo para tanto incômodo? Não! “Capitã Marvel” (Captain Marvel, 2019) está longe de ser um filme marcante, tem os seus defeitos, mas o resultado é um longa bem amarrado dentro do próprio arco, transmitindo suas ideias com sutileza.

Na trama, Carol Danvers (Brie Larson) é uma ex-agente da Força Aérea norte-americana, que, sem se lembrar de sua vida na Terra, é recrutada pelos Kree para fazer parte de seu exército de elite. Inimiga declarada dos Skrull, ela acaba voltando ao seu planeta de origem para impedir uma invasão dos metaformos e, assim, vai acabar descobrindo a verdade sobre si, com a ajuda do agente Nick Fury (Samuel L. Jackson).
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Confira os tradicionais pitacos nas principais categorias do Oscar 2019

Por Thiago Sampaio em Oscar

22 de Fevereiro de 2019

A 91ª cerimônia do Oscar acontece na noite deste domingo (24), no tradicional Teatro Dolby, Hollywood, Los Angeles. E como já é tradição anual aqui no blog, lanço os meus palpites (alguns bem certeiros, outros nem tanto) sobre as principais categorias.

Foto: Divulgação

Enquanto alguns prêmios já são praticamente certos, como o de Melhor Canção para “Shallow”, de “Nasce Uma Estrela”, e o de Melhor Ator Coadjuvante para Mahershala Ali por “Green Book – O Guia”, e outros só faltam mesmo a confirmação, como o de Melhor Animação para “Homem-Aranha no Aranhaverso”, muitos seguem em aberto.

Incluindo a categoria principal, em que “Roma” chega com um leve favoritismo, mas a sombra de “A Favorita” e “Green Book” o afronta. O espetacular “Infiltrado na Klan”, apesar de ter perdido força, não pode ser considerado carta fora do baralho.

Esta foi uma edição rodeada de invenções que não vingaram, começando pela ideia sem noção da criação da categoria Melhor Filme Popular, que felizmente desistiram diante das críticas.

A apresentação inicialmente ficaria a cargo de Kevin Hart, mas após a descobertas de piadas politicamente incorretas feitas por ele no Twitter no passado, ele próprio optou por sair do comando. Pela primeira vez, não haverá um apresentador principal, e sim um rodízio, no melhor estilo Saturday Night Live.

Também foi divulgado que, com o intuito de diminuir a duração da transmissão de quatro horas para três, as categorias Fotografia, Edição, Curta Metragem e Maquiagem seriam anunciadas durante o intervalo. Também mudaram de ideia.

Além das tradicionais apresentações das indicadas a Melhor Canção (que não contarão com SZA e Kendrick Lamar, que concorrem por “All The Stars”, de “Pantera Negra”), um mini show da banda Queen foi confirmado.

Mas chega de conversa fiada e vamos aos palpites!
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Crítica: Irônico e contundente, “Infiltrado na Klan” é essencial

Por Thiago Sampaio em Crítica

21 de Fevereiro de 2019

Foto: Divulgação

Spike Lee é um cineasta com uma carreira sólida, sempre levantando a bandeira da segregação racial com muita ironia e crítica, como em “Faça a Coisa Certa” (1989) e “Malcom X” (1992). Mas irônico mesmo é que, em 2015, ele recebeu um Oscar honorário pelo conjunto da obras e, três anos depois, entregou talvez o seu melhor longa-metragem, sendo indicado pela primeira vez pela Academia na categoria Melhor Diretor. Mais ácido e contundente do que nunca, “Infiltrado na Klan” (BlacKKKlansman, 2018), indicado a seis prêmios (também a melhor Filme, Ator Coadjuvante, Roteiro Adaptado, Trilha Sonora Original e Montagem), é acima de tudo, atual.

A trama se situa em 1978. Ron Stallworth (John David Washington), um policial negro do Colorado, consegue se infiltrar na Ku Klux Klan local. Ele se comunicava com os outros membros do grupo por meio de telefonemas e cartas. Quando precisava estar fisicamente presente, enviava um outro policial branco (Adam Driver) no seu lugar. Depois de meses de investigação, Ron se tornou um dos líderes da seita, sendo responsável por sabotar uma série de linchamentos e outros crimes de ódio orquestrados pelos racistas.
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Crítica: “Green Book – O Guia” é um eficiente road movie com obstáculos dramáticos

Por Thiago Sampaio em Crítica

12 de Fevereiro de 2019

Foto: Divulgação

Já é comum termos aqueles indicados ao Oscar de Melhor Filme com tom despretensioso, leve, que dificilmente desagradam alguém. Foi assim com “Ou Tudo Ou Nada” (1997), “Pequena Miss Sunshine” (2006), “Juno” (2007), “O Lado Bom da Vida” (2012), dentre tantos outros. Nesta edição de 2019, quem assume esse papel é “Green Book – O Guia” (Green Book, 2018), que chega com o respaldo de ter levado o Globo de Ouro na categoria Melhor Filme – Comédia ou Musical e vem sendo comparado com “Conduzindo Miss Daisy” (1989), vencedor do principal prêmio da Academia em 1990, só que “às aversas”. Mas neste caso, o fato de ser “baseado em fatos reais” pode acabar por interromper as pretensões por causa de algumas polêmicas.

A história se passa em 1962 e apresenta Tony Vallelonga (Viggo Mortensen), um americano descendente de italianos que trabalha como segurança de uma discoteca em Nova York. Precisando de emprego após um incidente no local, ele vai a uma entrevista com Don Shirley (Mahershala Ali), um pianista Que precisa de motorista para a sua turnê. Enquanto os dois se chocam no início, já que Tony apresenta comportamentos racistas, um vínculo entre os dois cresce à medida que eles viajam.
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Crítica: “Creed II” mantém o bom nível dramático do seu antecessor

Por Thiago Sampaio em Crítica

31 de Janeiro de 2019

Foto: Divulgação

A saga Rocky sempre se destacou, pelo menos dentro da proposta do primeiro filme, de 1976, por trazer a luta como pano de fundo para o drama. Depois de seis filmes, a ideia de prolongar a franquia com o filho de Apollo Creed e o ícônico personagem de Sylvester Stallone como coadjuvante parecia arriscada, mas “Creed: Nascido para Lutar” (Creed, 2015) recebeu críticas positivas e garantiu a indicação ao Oscar para o querido ator da boca torta. Abordando uma nova história sobre superação, possibilitou uma continuidade, agora com Michael B. Jordan no posto principal. Felizmente, “Creed II” (idem, 2018) mantém o nível do anterior, retomando conflitos do passado e desenvolvendo novas relações. Não tem o fator surpresa, mas a tarefa de empolgar e emocionar é de novo bem sucedida.

Na trama, Adonis Creed (Jordan) saiu mais forte do que nunca de sua luta contra ‘Pretty’ Ricky Conlan, do longa anterior, e segue sua trajetória rumo ao campeonato mundial de boxe, contra toda a desconfiança que acompanha a sombra de seu pai e com o apoio de Rocky (Stallone). Sua próxima luta não será tão simples, ele precisa enfrentar um adversário que possui uma forte ligação com o passado de sua família: Viktor Drago (Florian Munteanu), filho de Ivan Drago (Dolph Lundgren), ex-adversário do seu mentor e responsável por matar o seu pai no ringue.
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Por Thiago Sampaio em Crítica

31 de Janeiro de 2019

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A saga Rocky sempre se destacou, pelo menos dentro da proposta do primeiro filme, de 1976, por trazer a luta como pano de fundo para o drama. Depois de seis filmes, a ideia de prolongar a franquia com o filho de Apollo Creed e o ícônico personagem de Sylvester Stallone como coadjuvante parecia arriscada, mas “Creed: Nascido para Lutar” (Creed, 2015) recebeu críticas positivas e garantiu a indicação ao Oscar para o querido ator da boca torta. Abordando uma nova história sobre superação, possibilitou uma continuidade, agora com Michael B. Jordan no posto principal. Felizmente, “Creed II” (idem, 2018) mantém o nível do anterior, retomando conflitos do passado e desenvolvendo novas relações. Não tem o fator surpresa, mas a tarefa de empolgar e emocionar é de novo bem sucedida.

Na trama, Adonis Creed (Jordan) saiu mais forte do que nunca de sua luta contra ‘Pretty’ Ricky Conlan, do longa anterior, e segue sua trajetória rumo ao campeonato mundial de boxe, contra toda a desconfiança que acompanha a sombra de seu pai e com o apoio de Rocky (Stallone). Sua próxima luta não será tão simples, ele precisa enfrentar um adversário que possui uma forte ligação com o passado de sua família: Viktor Drago (Florian Munteanu), filho de Ivan Drago (Dolph Lundgren), ex-adversário do seu mentor e responsável por matar o seu pai no ringue.
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