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Cena Cultural

por Thiago Sampaio

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Crítica: “Homem-Formiga e a Vespa” acerta ao ir na contramão do tom sério de “Guerra Infinita”

Por Thiago Sampaio em Crítica

20 de julho de 2018

Foto: Divulgação

O ano de 2018 marca os 10 anos da Marvel Studios e “Vingadores: Guerra Infinita” (Avengers: Infinity War, 2018) veio para coroar essa década que revolucionou as adaptações de super heróis para o cinema. Grandioso como deveria ser e com o final “incômodo” que alimenta a expectativa para a segunda parte, que estreia em 2019! Qualquer produção que viesse em seguida iria falhar feio se tentasse equiparar de alguma forma o impacto.

Justamente por ir na contramão que “Homem-Formiga e a Vespa” (Ant-Man and the Wasp, 2018), continuação do longa de 2015, acerta em cheio. Com tom despretensioso e leve, a produção tem plena consciência de que o protagonista em questão é menor (sem trocadilhos) do que os vizinhos mais famosos e brinca de maneira eficaz com a própria imagem, resultando numa agradável “Sessão da Tarde”.

Na trama, Scott Lang (Paul Rudd) lida com as consequências de suas escolhas tanto como super-herói quanto como pai. Enquanto tenta reequilibrar sua vida com suas responsabilidades como o Homem-Formiga, ele é confrontado por Hope van Dyne (Evangeline Lilly), que assumiu o traje da Vespa, e pelo Dr. Hank Pym (Michael Douglas) com uma nova missão urgente: resgatar Janet Van Dyne (Michelle Pfeiffer), a Vespa original, presa há décadas no mundo quântico.

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Crítica: “Jurassic World: Reino Ameaçado” tenta inovar em uma franquia fadada ao desgaste

Por Thiago Sampaio em Crítica

17 de julho de 2018

Foto: Divulgação

citei aqui o quanto o primeiro “Jurassic Park” (idem, 1993) foi revolucionário em sua época e continua irretocável. Após duas continuações que não surtiram o mesmo efeito nem de longe, foram 14 anos de hiato até sair uma espécie de sequência/reboot. “Jurassic World” (idem, 2015) funcionou dentro da proposta de atualizar aquele universo, ainda que a produção seja um remake disfarçado do original. Sua continuação, “Jurassic World: Reino Ameaçado” (Jurassic World: Fallen Kingdon, 2018), acerta ao tentar fazer diferença e trazer traços autorais. Mas a sensação é que essa franquia já poderia ter sido extinta há muito tempo.

Na trama, três anos após o fechamento do Jurassic World, um vulcão prestes a entrar em erupção põe em risco a vida na ilha Nublar. No local não há mais qualquer presença humana, com os dinossauros vivendo livremente. Diante da situação, é preciso tomar uma decisão: deve-se retornar à ilha para salvar os animais ou abandoná-los para uma nova extinção? Decidida a resgatá-los, Claire (Bryce Dallas Howard) convoca Owen (Chris Pratt) a retornar à ilha com ela.

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Crítica: “Os Incríveis 2” acerta ao manter a fórmula que deu certo em 2004

Por Thiago Sampaio em Crítica

12 de julho de 2018

Foto: Divulgação

“Os Incríveis” (The Incredibles, 2004) foi lançado há nada menos que 14 anos. Arrecadou mais de U$ 630 milhões nas bilheterias e até hoje é uma das melhores produções sobre super heróis já lançadas. Misturava assuntos familiares com cenas de ação e humor de maneira coesa, natural. O final ali dava indícios para uma continuação, que parecia que ficaria engavetada. Os tempos mudaram, a Disney/Pixar lançou diversas animações de qualidade, mas ainda existia a expectativa pelo retorno daquela família que tenta – mas não consegue – ser tradicional americana. Felizmente, o diretor Brad Bird aceitou voltar e “Os Incríveis 2” (The Incredibles, 2018) chega repetindo a receita que deu certo e ainda funciona muito bem nos dias atuais.

Na trama, Helena Pêra (voz original de Holly Hunter) é chamada para liderar uma campanha que pede a volta dos super-heróis, enquanto Beto Pêra (voz de Craig T. Nelson) se empenha nas atividades de casa com os filhos Violeta (voz de Sarah Vowell), Flecha (voz de Huck Milner) e o bebê Zezé – os quais os superpoderes estão prestes a serem descobertos. A missão deles acaba sofrendo uma reviravolta, quando um novo vilão surge com um plano que ameaça todo o mundo. Com isso, os Pêra, contando com a ajuda do amigo Gelado (voz de Samuel L. Jackson), partem para combater esse desafio.

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Crítica: “Hereditário” impressiona ao mesclar o sobrenatural e o psicológico

Por Thiago Sampaio em Crítica

26 de junho de 2018

Foto: Divulgação

De gênero desgastado até um passado recente, é animadora a nova safra de longas de terror/suspense e seus realizadores. “A Bruxa” (The Witch, 2016), de Robert Eggers, foi de uma audácia artística impressionante. “Corra!” (Get Out, 2017), dirigido pelo comediante Jordan Peele, foi indicado ao Oscar de Melhor Filme misturando o sobrenatural com crítica social. “Um Lugar Silencioso” (A Quiet Place, 2018) é uma das produções mais tensas dos últimos anos e colocou o ator John Kransinski no patamar de revelação como cineasta.

“Hereditário” (Hereditary, 2018) chega para fomentar essa boa fase, saindo do lugar comum e apresentando o estreante Ari Aster, nome que visivelmente tem talento no que faz.

Na trama, após a morte da reclusa avó, a família Graham começa a desvendar algumas coisas. Mesmo após a partida da matriarca, ela permanece como uma sombra sobre a família, especialmente sobre a solitária neta adolescente, Charlie (Milly Shapiro), por quem ela sempre manteve uma fascinação não usual. Com um crescente terror tomando conta da casa, a família explora lugares mais escuros para escapar do infeliz destino que herdaram.

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Crítica: “Han Solo: Uma História Star Wars” é uma “Sessão da Tarde” sem alma

Por Thiago Sampaio em Crítica

08 de junho de 2018

Foto: Divulgação

Nenhuma produção da franquia “Star Wars” foi tão problemática como esse “Han Solo: Uma História Star Wars” (Solo: A Star Wars Story, 2018). Tudo começou com a demissão dos diretores Chris Miller e Phil Lord (responsáveis pelo ótimo “Uma Aventura Lego”, 2014). Boatos apontam que o tom cômico em demasia não agradou Kathleen Kennedy, presidente da Lucasfilm. No lugar deles, foi contratado o experiente Ron Howard.

Depois falava-se que a atuação do protagonista Alden Ehrenreich não estava convincente, necessitando contratar um professor de interpretação e passar por refilmagens. Tantas incertezas deram pouco tempo para a produção trabalhar o marketing, tanto que os trailers foram divulgados pouco antes da estreia, quando o corte final nem estava pronto. Conferindo o produto, vemos uma aventura protocolar, que não teme em sair da zona de segurança, talvez por medo de errar. Longe de ser um desastre mas, de tão sem alma própria, será facilmente esquecida pelos fãs da saga.

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Crítica: “Deadpool 2” funciona ao ampliar a fórmula que deu certo no primeiro

Por Thiago Sampaio em Crítica

22 de Maio de 2018

Foto: Divulgação

O primeiro “Deadpool” (idem, 2016) foi essencial para quebrar o padrão dos filmes de super heróis que ainda são lançados em exaustão. Com censura imprópria para menores de 18 anos, piadas referentes a diversos ícones da cultura pop, tirando sarro das gafes e clichês do gênero e sem levar nem a si próprio à sério, deu uma guinada na carreira de Ryan Reynolds, que tomou este como seu projeto pessoal.

Isso, além de facilitar para que a Fox permitisse longas com traços autorais, nem tão voltados para o público infanto-juvenil, caso de “Logan” (idem, 2017). Era uma aposta arriscada, tanto que contou com um orçamento modesto. Assim, “Deadpool 2” (idem, 2018) chega com investimento bem maior, amplia suas pretensões, mas o resultado é semelhante justamente por seguir a fórmula que funcionou.

Na trama, o mercenário Wade Wilson (Reynolds), o Deadpool, combate criminosos ao redor de todo o mundo, enquanto traça planos futuros com a namorada Vanessa (Morena Baccarin). Quando o super soldado Cable (Josh Brolin) vem do futuro em uma missão para assassinar o jovem mutante Russel (Julian Dennison), o tagarela precisa aprender o que é ser herói de verdade para salvá-lo. Para isso, ele precisa recorrer a integrantes dos X-Men e inicia a formação de um novo grupo, a X-Force.

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Flashback: Marvel Studios abre sua trajetória com o pé direito em “Homem de Ferro”

Por Thiago Sampaio em Flashback

30 de Abril de 2018

Foto: Divulgação

Caros leitores, “Vingadores: Guerra Infinita” (Avengers: Infinity War, 2018) está fazendo um estardalhaço nas bilheterias e gerando muitos comentários. A crítica deste que vos fala, você pode ler aqui. Porém, o longa que coroa os 10 anos da Marvel Studios não teria chegado neste nível de grandiosidade, ou, provavelmente, nem existiria, se o filme de estreia da coluna Flashback tivesse naufragado. No dia 30 de abril de 2008, chegava aos cinemas “Homem de Ferro” (Iron Man, 2008)!

No ano 2000, o diretor Bryan Singer e sua trupe de mutantes dos X-Men fizeram a moda de adaptar heróis dos quadrinhos para às telas voltar com tudo. Depois dali, vieram Batman, Homem-Aranha, Hulk, Superman, Quarteto Fantástico, Demolidor, Justiceiro, Motoqueiro Fantasma…enfim, havia a certeza que o Homem de Ferro uma hora teria sua vez nas telonas. Não por importância ou gosto do público pelo personagem, afinal, ele nunca foi dos mais populares. Por isso mesmo, pouca gente poderia apostar que justamente este figurasse como uma das melhores dessas adaptações na época e iniciasse a fonte de riqueza que virou a Marvel nos cinemas.

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Crítica: “Vingadores: Guerra Infinita” é a coroação de uma década do Universo Marvel nos cinemas

Por Thiago Sampaio em Crítica

27 de Abril de 2018

Foram 10 anos apresentando personagens existentes num mesmo universo para finalmente colocá-los juntos num clímax épico. Foram nada menos que 18 filmes e dezenas de heróis e vilões que caíram no gosto popular, seja para aqueles que cresceram lendo HQs e viram as páginas serem materializadas no cinema ou uma nova geração cultivada já pelos longa-metragens. “Vingadores: Guerra Infinita” (Avengers: Infinity War, 2018) é o terceiro ato de uma década da Marvel Studios, construído para ter uma dimensão maior do que tudo que já fora feito. E consegue! Honra cada um em cena, joga para o alto presentes para os fãs e deixa o território aberto para um desfecho ainda mais marcante.

A trama apresenta Thanos (Josh Brolin) disposto a reunir as seis Joias do Infinito. Para enfrentá-lo, os Vingadores precisam unir forças com os Guardiões da Galáxia, ao mesmo tempo em que lidam com desavenças entre alguns de seus integrantes. Para isso, precisam estar dispostos a sacrificar tudo em uma tentativa de derrotar o a ameaça antes que sua onda de devastação coloque um fim no universo.

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Crítica: “Um Lugar Silencioso” mostra que o medo não precisa ter voz específica

Por Thiago Sampaio em Crítica

10 de Abril de 2018

Foto: Divulgação

Já virou clichê filme de suspense/terror utilizar dos recursos sonoros para dar sustos, se tornando uma estratégia para maquiar a (falta de) qualidade da produção em si. Em “Um Lugar Silencioso” (A Quiet Place, 2018), o ator John Krasinski se mostra uma excelente revelação na cadeira de diretor, utilizando exatamente da falta de áudio durante a maior parte do tempo para criar uma atmosfera de tensão real, ao passo em que os efeitos de som são utilizados de maneira cirúrgica, quase como um personagem à parte. Não à toa, tamanha precisão tem feito este um dos melhores longas do gênero dos últimos anos.

A trama se passa em uma fazenda nos Estados Unidos, num futuro quase pós-apocalíptico. Uma família do Meio-Oeste se vê rodeada por entidades monstruosas. Para se protegerem, eles devem permanecer em silêncio absoluto, a qualquer custo, pois o perigo é ativado pela percepção do som.

Um dos méritos da produção é ser um longa direto e enxuto. Nos 90 minutos de projeção, o roteiro de Bryan Woods e Scott Beck (que escreveram e dirigiram o independente “Nightlight”, 2015), finalizado pelo próprio Krasinski, não perde tempo com explicações em demasia. Os monstros apenas estão lá, provavelmente em mais uma invasão alienígena com intuito destrutivo como já apresentada em diversas produções. Não há muitos detalhes sobre o passado de cada personagem, mas o papel de cada um está muito bem definido com o que é visto em cena.

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Crítica: “Jogador Número Um” é o melhor Spielberg “moleque” homenageando a cultura pop

Por Thiago Sampaio em Crítica

01 de Abril de 2018

Foto: Divulgação

Nos dias atuais, os chamados crossovers entre personagens de franquias diferentes, ou mesmo referências a ícones da cultura pop, é motivo de vibração para os nerds de plantão. “Jogador Número Um” (Ready Player One, 2018) é, de longe, o longa que mais apresenta esses chamarizes, o que já garantiria a diversão.

Mas, existia o risco de se resumir a essa nostalgia direcionada a um público alvo caso a obra tivesse caído nas mãos de qualquer outro diretor. Steven Spielberg é a alma dessa eletrizante adaptação, fazendo homenagens a elementos clássicos dos anos 80 que ele próprio ajudou a criar, porém, anda com as próprias pernas e soa contemporâneo.

A trama se passa num futuro distópico, em 2044. Wade Watts (Tye Sheridan), como o resto da humanidade, prefere a realidade virtual do complexo Oasis ao mundo real. Quando o criador do game, o excêntrico James Halliday (Mark Rylance) morre, os jogadores devem encontrar três chaves a partir de segredos dentro do jogo para conquistar sua fortuna inestimável, que inclui todos os direitos sobre o Oasis.

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Crítica: “Jogador Número Um” é o melhor Spielberg “moleque” homenageando a cultura pop

Por Thiago Sampaio em Crítica

01 de Abril de 2018

Foto: Divulgação

Nos dias atuais, os chamados crossovers entre personagens de franquias diferentes, ou mesmo referências a ícones da cultura pop, é motivo de vibração para os nerds de plantão. “Jogador Número Um” (Ready Player One, 2018) é, de longe, o longa que mais apresenta esses chamarizes, o que já garantiria a diversão.

Mas, existia o risco de se resumir a essa nostalgia direcionada a um público alvo caso a obra tivesse caído nas mãos de qualquer outro diretor. Steven Spielberg é a alma dessa eletrizante adaptação, fazendo homenagens a elementos clássicos dos anos 80 que ele próprio ajudou a criar, porém, anda com as próprias pernas e soa contemporâneo.

A trama se passa num futuro distópico, em 2044. Wade Watts (Tye Sheridan), como o resto da humanidade, prefere a realidade virtual do complexo Oasis ao mundo real. Quando o criador do game, o excêntrico James Halliday (Mark Rylance) morre, os jogadores devem encontrar três chaves a partir de segredos dentro do jogo para conquistar sua fortuna inestimável, que inclui todos os direitos sobre o Oasis.

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