crítica Archives - Cena Cultural 
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Cena Cultural

por Thiago Sampaio

crítica

Crítica: “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” é o mais problemático de toda a saga

Por Thiago Sampaio em Crítica

21 de novembro de 2018

Foto: Divulgação

Os “filmes do Harry Potter sem o Harry Potter”, como chamam o criativo pessoal do Choque de Cultura , têm a missão não muito difícil de seguir arrecadando muito através dos fãs lunáticos por aquele universo. O longa de 2016 se mostrou eficiente, porém, pairava a dúvida se haveria material para cinco longas-metragens. Pois bem, este “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” (Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald, 2018) continua como um deleite visual, mas com uma trama enrolada e que pouco avança para a narrativa principal. É certamente o mais episódico de toda a saga, ficando claro que seu intuito é preparar o terreno para o que está por vir.

Na trama, Newt Scamander (Eddie Redmayne) é recrutado pelo seu antigo professor em Hogwarts, Alvo Dumbledore (Jude Law), para enfrentar o bruxo das trevas Gellert Grindelwald (Johnny Depp), que escapou da custódia da Macusa (Congresso Mágico dos EUA) e reúne seguidores, dividindo o mundo entre seres de magos sangue puro e seres não-mágicos.

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Crítica: “Bohemian Rhapsody” é uma ótima ficção sobre uma das principais bandas de todos os tempos

Por Thiago Sampaio em Crítica

06 de novembro de 2018

Foto: Divulgação

Toda cinebiografia está sujeita à visão do seu realizador, sendo inevitável o julgamento por parte de fãs por falta de fidelidade de alguns fatos, adaptação e compilação de outros. Se tratando de uma das bandas mais transgressoras de todos os tempos como o Queen, o nível de exigência é elevado ao cubo. Porém, muitos esquecem a diferença entre um documentário e ficção com liberdades criativas, caso deste “Bohemian Rhapsody” (idem, 2018).

O papel da crítica, no caso, é avaliar o longa-metragem da maneira como ele fora feito e não como poderia ser. O Queen merecia uma direção com tons experimentais, assim como era o som da banda? Um maior aprofundamento das excentricidades de Freddie Mercury? Talvez. Mas aí estamos falando de algo que existe apenas no imaginário de muitos. O filme que foi feito tem uma estrutura apenas correta, de fácil apreciação e que acerta ao emocionar utilizando a principal ferramenta do quarteto: a arte!

Na “história”, Farrokh Bulsara (Rami Malek) e seus companheiros Brian May (Gwilyn Lee), Roger Taylor (Ben Hardy) e John Deacon (Joseph Mazzello) mudam o mundo da música para sempre ao formar a banda Queen, durante a década de 1970. Porém, quando o estilo de vida extravagante de Mercury começa a sair do controle, a banda tem que enfrentar o desafio de conciliar a fama e o sucesso com suas vidas pessoais cada vez mais complicadas.

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Crítica: Novo “Halloween” honra o espírito do original de 1978

Por Thiago Sampaio em Crítica

02 de novembro de 2018

Foto: Divulgação

A franquia Halloween é não só uma das mais emblemáticas do gênero slasher como também uma das mais remexidas. Afinal, já foram nada menos que 10 filmes, incluindo duas tentativas de reboot e um longa que sequer conta com o seu principal símbolo, o serial killer Michael Myers. Porém, o único referenciado como clássico é mesmo o original, de 1978, dirigido por John Carpenter.

Com o intuito de ignorar tudo que fora feito depois, “Halloween” (idem, 2018) desenterra mais uma vez a famosa máscara inexpressiva como uma continuação direta daquele, 40 anos depois. Nesta pegada, surge como uma homenagem bem digna, mas com gosto de repetição.

Na trama, quatro década depois de ter escapado do ataque de Michael Myers em uma noite de Halloween, Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) terá que confrontar o assassino mascarado pela última vez. Ela foi perseguida pela memória de ter sua vida por um triz, mas dessa vez, quando Myers retorna para a cidade de Haddonfield, ela está preparada.

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Crítica: “Nasce Uma Estrela” marca um belo início de Bradley Cooper na direção e Lady Gaga como protagonista

Por Thiago Sampaio em Crítica

16 de outubro de 2018

Foto: Divulgação

Em certo momento, um personagem diz que “Música é essencialmente qualquer nota entre doze oitavas. Doze notas e a oitava repetição. É a mesma história contada de novo, e de novo. Tudo que um artista pode oferecer ao mundo é como ele vê aquelas doze notas”. Essa metáfora, além de refletir sobre a situação do casal principal, brinca com a própria realização deste “Nasce Uma Estrela” (A Star Is Born, 2018). Afinal, nada mais é do que a quinta versão desta história, cujo primeiro longa foi lançado em meados de 1932 e, a última, em 1976 (estrelada por Barbra Streisand e Kris Kristofferson).

Mas o ator Bradley Cooper faz jus àquela citação em sua estreia como diretor, conseguindo fazer da produção uma montanha russa de emoções, embalada por excelentes canções. Não tem nada de criativo, mas a forma como ele conduz a tão batida história nos faz ter apego pelos que estão em cena (mesmo que seja como fã de algum artista que admiramos). Como se não bastasse o apelo midiático da cantora Lady Gaga (que já havia sido premiada pelo bom trabalho no seriado “American Horror Story”) para promover a obra, aqui ela tem uma estreia como protagonista digna de aplausos.

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Crítica: “Venom” é um enorme desperdício de potencial

Por Thiago Sampaio em Crítica

05 de outubro de 2018

Foto: Divulgação

A ideia da Sony Pictures de fazer um filme solo do Venom, popular vilão do Homem-Aranha, sem a presença do Cabeça de Teia (que não pode ser utilizado pelo estúdio por causa do enorme acordo de compartilhamento com a Marvel e Disney), já nasceu problemática por natureza. Afinal, a origem teria que ser totalmente deturpada do que fora visto nos quadrinhos. Os trailers não deram margem para otimismo. Dito isto, as expectativas negativas se confirmam e “Venom” (idem, 2018) chega como mais um longa caça-níquel de super herói genérico e datado.

Na trama, Eddie Brock (Tom Hardy) é um jornalista investigativo que tem um quadro próprio em uma emissora local. Ele é escalado para entrevistar Carlton Drake (Riz Ahmed), o criador da Fundação Vida, que tem investido bastante em missões espaciais de forma a encontrar possíveis usos medicinais. A empresa estaria usando simbiontes alienígenas em testes com humanos e um deles acaba por entrar em contato com o repórter, fazendo ele se tornar o Venom.

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Crítica: Inventivo e envolvente, “Buscando…” é um dos melhores filmes de 2018

Por Thiago Sampaio em Crítica

27 de setembro de 2018

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Não é de hoje a realização de produções que focam no domínio da internet sobre o homem nos dias atuais (algo que o seriado “Black Mirror” faz muito bem) e muito menos sobre a busca de alguém desaparecido (“O Preço de um Resgate”, 1996; “Todo o Dinheiro do Mundo”, 2017, entre outros). Mas a união dessas duas vertentes num formato inventivo, sempre através das telas de computador, webcam, televisão, câmeras de segurança, iphones e aplicativos diversos, potencializa a imersão do espectador naquela investigação até a última potência. Por isso, “Buscando…” (Searching, 2018) certamente figura entre os melhores filmes de 2018.

Na trama, David Kim (John Cho) se desespera quando sua filha de 16 anos desaparece e as investigações policiais não levam a lugar nenhum. Decidido a descobrir o paradeiro da filha, ele usa o computador da menina para vasculhar suas fotos e vídeos em busca de pistas.

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Crítica: “O Predador” tenta inovar através do humor mas cai na repetição de fórmulas

Por Thiago Sampaio em Crítica

20 de setembro de 2018

Foto: Divulgação

O primeiro “Predador” (Predator, 1987) foi um marco do gênero ação brucutu, que tinha seu protagonista, Arnold Schwarzenegger, como ícone maior. A continuação, de 1990, com Danny Glover no papel principal, funcionou ao migrar para o cenário urbano, numa pegada de filme policial. Porém, os dois “Alien vs. Predador” (2004, 2007) e o esquecível “Predadores” (Predators, 2010) levaram o monstro em questão a um nível banal. Neste “O Predador” (The Predator, 2018), o diretor Shane Black tenta trazer traços autorais, dando nova identidade à série. Até consegue e diverte, ainda que permaneça a impressão de desgaste.

No fiapo de trama, uma perseguição entre naves alienígenas traz à Terra um novo predador, que acaba sendo capturado por humanos. Antes disso, ele tem seu capacete e bracelete roubados por Quinn McKenna (Boyd Holbrook), um atirador de elite que estava em missão no local onde a nave caiu.

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Crítica: “A Freira” cumpre, em partes, o potencial que tem

Por Thiago Sampaio em Crítica

13 de setembro de 2018

Foto: Divulgação

Os dois filmes da franquia “Invocação do Mal” (The Conjuring, 2013, 2016) ganharam um público tão cativo que era natural que os olhos dos produtores, incluindo do diretor James Wan, brilhassem para spin-offs caça-níquéis. Primeiro foi a boneca Annabelle, que ganhou dois longas com nível bem rasteiro, mas se saíram bem nas bilheterias. Agora foi a vez da freira de visual horripilante do segundo filme, que tanto deu o que falar, ganhar a sua produção solo. “A Freira” (The Nun, 2018) mostra um enorme potencial e não faz feio, por mais que caia nas armadilhas do gênero para agradar a maior audiência possível.

Na trama, presa em um convento na Romênia, uma freira comete suicídio. Para investigar o caso, o Vaticano envia um padre atormentado (Demián Bichir) e uma noviça (Taissa Farmiga) prestes a se tornar freira. Contando com a ajuda de um imigrante da região (Jonas Bloquet), eles arriscam suas vidas e a fé ao descobrir um segredo profano, confrontando com uma força do mal que toma a forma de uma freira demoníaca (Bonnie Aarons) e transforma o convento num campo de batalha.

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Crítica: “Slender Man: Pesadelo Sem Rosto” é um pesadelo sem fim

Por Thiago Sampaio em Crítica

30 de agosto de 2018

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Até que demorou para que chegasse aos cinemas um filme de gênero sobre o monstro Slender Man, que tomou conta da internet a partir da “Creepypasta”, histórias de terror ou lendas urbanas que são inventadas e viralizadas através de fóruns, vídeos no youtube e redes sociais em geral, gerando incidentes violentos entre jovens. Mas o forte potencial que teria a ser abordado é destruído por completo em “Slender Man: Pesadelo Sem Rosto” (Slender Man, 2018), que vira uma grande reunião de clichês e acontecimentos patéticos que acabam por gerar humor involuntário.

Na trama, as amigas Wren (Joey King), Hallie (Julia Goldani Telles), Chloe (Jaz Sinclair) e Katie (Annalise Basso) levam uma vida entediante no colégio. Quando ouvem falar num monstro chamado Slender Man, decidem invocá-lo através de um vídeo na Internet. A brincadeira se transforma num perigo real quando todas começam a ter pesadelos e visões do homem se rosto, com vários braços, capaz de fazer as suas vítimas alucinarem.

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Crítica: “Te Peguei!” é hilário na mesma proporção que é absurdo

Por Thiago Sampaio em Crítica

24 de agosto de 2018

Um bando de adultos levando à sério uma brincadeira de pega-pega é algo bizarro? Sim. Pois tem uma turma que há 30 anos faz isso e rendeu matéria de capa do Wall Street Journal. Ainda assim, se trata de uma premissa tola demais para a realização um filme. Mas uma nova geração de longas de comédia tem conseguido extrair graça das situações mais simples possíveis. Se jogos de tabuleiro eram o pano de fundo de “A Noite do Jogo” (Game Night, 2018), uma das principais surpresas do ano, a Warner Bros. volta a acertar com “Te Peguei!” (Tag, 2018), uma produção que agrada na mesma medida que não tem compromisso algum com seriedade.

Na “trama”, desde a primeira série na escola, um grupo de cinco amigos tem um hábito curioso que realiza sempre uma vez ao ano: brincar enlouquecidamente de pega-pega, correndo em uma competição para ser o último homem a não ser tocado, arriscando seus empregos e relacionamentos. No ano do casamento do único jogador invicto da turma, eles tentam de tudo para alcançá-lo.

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Crítica: “Te Peguei!” é hilário na mesma proporção que é absurdo

Por Thiago Sampaio em Crítica

24 de agosto de 2018

Um bando de adultos levando à sério uma brincadeira de pega-pega é algo bizarro? Sim. Pois tem uma turma que há 30 anos faz isso e rendeu matéria de capa do Wall Street Journal. Ainda assim, se trata de uma premissa tola demais para a realização um filme. Mas uma nova geração de longas de comédia tem conseguido extrair graça das situações mais simples possíveis. Se jogos de tabuleiro eram o pano de fundo de “A Noite do Jogo” (Game Night, 2018), uma das principais surpresas do ano, a Warner Bros. volta a acertar com “Te Peguei!” (Tag, 2018), uma produção que agrada na mesma medida que não tem compromisso algum com seriedade.

Na “trama”, desde a primeira série na escola, um grupo de cinco amigos tem um hábito curioso que realiza sempre uma vez ao ano: brincar enlouquecidamente de pega-pega, correndo em uma competição para ser o último homem a não ser tocado, arriscando seus empregos e relacionamentos. No ano do casamento do único jogador invicto da turma, eles tentam de tudo para alcançá-lo.

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