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Cena Cultural

por Thiago Sampaio

cena cultural

Crítica: “Han Solo: Uma História Star Wars” é uma “Sessão da Tarde” sem alma

Por Thiago Sampaio em Crítica

08 de junho de 2018

Foto: Divulgação

Nenhuma produção da franquia “Star Wars” foi tão problemática como esse “Han Solo: Uma História Star Wars” (Solo: A Star Wars Story, 2018). Tudo começou com a demissão dos diretores Chris Miller e Phil Lord (responsáveis pelo ótimo “Uma Aventura Lego”, 2014). Boatos apontam que o tom cômico em demasia não agradou Kathleen Kennedy, presidente da Lucasfilm. No lugar deles, foi contratado o experiente Ron Howard.

Depois falava-se que a atuação do protagonista Alden Ehrenreich não estava convincente, necessitando contratar um professor de interpretação e passar por refilmagens. Tantas incertezas deram pouco tempo para a produção trabalhar o marketing, tanto que os trailers foram divulgados pouco antes da estreia, quando o corte final nem estava pronto. Conferindo o produto, vemos uma aventura protocolar, que não teme em sair da zona de segurança, talvez por medo de errar. Longe de ser um desastre mas, de tão sem alma própria, será facilmente esquecida pelos fãs da saga.

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Crítica: “Deadpool 2” funciona ao ampliar a fórmula que deu certo no primeiro

Por Thiago Sampaio em Crítica

22 de Maio de 2018

Foto: Divulgação

O primeiro “Deadpool” (idem, 2016) foi essencial para quebrar o padrão dos filmes de super heróis que ainda são lançados em exaustão. Com censura imprópria para menores de 18 anos, piadas referentes a diversos ícones da cultura pop, tirando sarro das gafes e clichês do gênero e sem levar nem a si próprio à sério, deu uma guinada na carreira de Ryan Reynolds, que tomou este como seu projeto pessoal.

Isso, além de facilitar para que a Fox permitisse longas com traços autorais, nem tão voltados para o público infanto-juvenil, caso de “Logan” (idem, 2017). Era uma aposta arriscada, tanto que contou com um orçamento modesto. Assim, “Deadpool 2” (idem, 2018) chega com investimento bem maior, amplia suas pretensões, mas o resultado é semelhante justamente por seguir a fórmula que funcionou.

Na trama, o mercenário Wade Wilson (Reynolds), o Deadpool, combate criminosos ao redor de todo o mundo, enquanto traça planos futuros com a namorada Vanessa (Morena Baccarin). Quando o super soldado Cable (Josh Brolin) vem do futuro em uma missão para assassinar o jovem mutante Russel (Julian Dennison), o tagarela precisa aprender o que é ser herói de verdade para salvá-lo. Para isso, ele precisa recorrer a integrantes dos X-Men e inicia a formação de um novo grupo, a X-Force.

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Flashback: Marvel Studios abre sua trajetória com o pé direito em “Homem de Ferro”

Por Thiago Sampaio em Flashback

30 de Abril de 2018

Foto: Divulgação

Caros leitores, “Vingadores: Guerra Infinita” (Avengers: Infinity War, 2018) está fazendo um estardalhaço nas bilheterias e gerando muitos comentários. A crítica deste que vos fala, você pode ler aqui. Porém, o longa que coroa os 10 anos da Marvel Studios não teria chegado neste nível de grandiosidade, ou, provavelmente, nem existiria, se o filme de estreia da coluna Flashback tivesse naufragado. No dia 30 de abril de 2008, chegava aos cinemas “Homem de Ferro” (Iron Man, 2008)!

No ano 2000, o diretor Bryan Singer e sua trupe de mutantes dos X-Men fizeram a moda de adaptar heróis dos quadrinhos para às telas voltar com tudo. Depois dali, vieram Batman, Homem-Aranha, Hulk, Superman, Quarteto Fantástico, Demolidor, Justiceiro, Motoqueiro Fantasma…enfim, havia a certeza que o Homem de Ferro uma hora teria sua vez nas telonas. Não por importância ou gosto do público pelo personagem, afinal, ele nunca foi dos mais populares. Por isso mesmo, pouca gente poderia apostar que justamente este figurasse como uma das melhores dessas adaptações na época e iniciasse a fonte de riqueza que virou a Marvel nos cinemas.

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Crítica: “Vingadores: Guerra Infinita” é a coroação de uma década do Universo Marvel nos cinemas

Por Thiago Sampaio em Crítica

27 de Abril de 2018

Foram 10 anos apresentando personagens existentes num mesmo universo para finalmente colocá-los juntos num clímax épico. Foram nada menos que 18 filmes e dezenas de heróis e vilões que caíram no gosto popular, seja para aqueles que cresceram lendo HQs e viram as páginas serem materializadas no cinema ou uma nova geração cultivada já pelos longa-metragens. “Vingadores: Guerra Infinita” (Avengers: Infinity War, 2018) é o terceiro ato de uma década da Marvel Studios, construído para ter uma dimensão maior do que tudo que já fora feito. E consegue! Honra cada um em cena, joga para o alto presentes para os fãs e deixa o território aberto para um desfecho ainda mais marcante.

A trama apresenta Thanos (Josh Brolin) disposto a reunir as seis Joias do Infinito. Para enfrentá-lo, os Vingadores precisam unir forças com os Guardiões da Galáxia, ao mesmo tempo em que lidam com desavenças entre alguns de seus integrantes. Para isso, precisam estar dispostos a sacrificar tudo em uma tentativa de derrotar o a ameaça antes que sua onda de devastação coloque um fim no universo.

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Crítica: “Um Lugar Silencioso” mostra que o medo não precisa ter voz específica

Por Thiago Sampaio em Crítica

10 de Abril de 2018

Foto: Divulgação

Já virou clichê filme de suspense/terror utilizar dos recursos sonoros para dar sustos, se tornando uma estratégia para maquiar a (falta de) qualidade da produção em si. Em “Um Lugar Silencioso” (A Quiet Place, 2018), o ator John Krasinski se mostra uma excelente revelação na cadeira de diretor, utilizando exatamente da falta de áudio durante a maior parte do tempo para criar uma atmosfera de tensão real, ao passo em que os efeitos de som são utilizados de maneira cirúrgica, quase como um personagem à parte. Não à toa, tamanha precisão tem feito este um dos melhores longas do gênero dos últimos anos.

A trama se passa em uma fazenda nos Estados Unidos, num futuro quase pós-apocalíptico. Uma família do Meio-Oeste se vê rodeada por entidades monstruosas. Para se protegerem, eles devem permanecer em silêncio absoluto, a qualquer custo, pois o perigo é ativado pela percepção do som.

Um dos méritos da produção é ser um longa direto e enxuto. Nos 90 minutos de projeção, o roteiro de Bryan Woods e Scott Beck (que escreveram e dirigiram o independente “Nightlight”, 2015), finalizado pelo próprio Krasinski, não perde tempo com explicações em demasia. Os monstros apenas estão lá, provavelmente em mais uma invasão alienígena com intuito destrutivo como já apresentada em diversas produções. Não há muitos detalhes sobre o passado de cada personagem, mas o papel de cada um está muito bem definido com o que é visto em cena.

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Crítica: “Jogador Número Um” é o melhor Spielberg “moleque” homenageando a cultura pop

Por Thiago Sampaio em Crítica

01 de Abril de 2018

Foto: Divulgação

Nos dias atuais, os chamados crossovers entre personagens de franquias diferentes, ou mesmo referências a ícones da cultura pop, é motivo de vibração para os nerds de plantão. “Jogador Número Um” (Ready Player One, 2018) é, de longe, o longa que mais apresenta esses chamarizes, o que já garantiria a diversão.

Mas, existia o risco de se resumir a essa nostalgia direcionada a um público alvo caso a obra tivesse caído nas mãos de qualquer outro diretor. Steven Spielberg é a alma dessa eletrizante adaptação, fazendo homenagens a elementos clássicos dos anos 80 que ele próprio ajudou a criar, porém, anda com as próprias pernas e soa contemporâneo.

A trama se passa num futuro distópico, em 2044. Wade Watts (Tye Sheridan), como o resto da humanidade, prefere a realidade virtual do complexo Oasis ao mundo real. Quando o criador do game, o excêntrico James Halliday (Mark Rylance) morre, os jogadores devem encontrar três chaves a partir de segredos dentro do jogo para conquistar sua fortuna inestimável, que inclui todos os direitos sobre o Oasis.

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Crítica: “Tomb Raider: A Origem” traz Lara Croft mais humana e narrativa genérica

Por Thiago Sampaio em Crítica

27 de Março de 2018

Foto: Divulgação

Adaptar games para o cinema tem sido uma desgraça para os fãs dos jogos eletrônicos. Tá, vamos reconhecer que tiveram filmes bem piores do que os dois Tomb Raider (2001, 2003) estrelados por Angelina Jolie, mas eles também não agradaram em meio a tantos exageros e apelos sexuais. Seguindo a onda – já nem tão atual – de reboots, “Tomb Raider: A Origem” (Tomb Raider, 2018) chega com a oscarizada Alicia Vikander no papel principal e até acerta no tom mais realista, apesar do roteiro raso e o gosto final de mais um longa de ação genérico.

Na trama, aos 21 anos, Lara Croft (Vikander) leva a vida fazendo entregas de bicicleta pelas ruas de Londres, se recusando a assumir a companhia global do seu pai desaparecido (Dominic West) há sete anos, ideia que ela se recusa a aceitar. Tentando desvendar o sumiço do pai, ela decide largar tudo para ir até o último lugar onde ele esteve e inicia uma perigosa aventura numa ilha no Japão.

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Crítica: “Aniquilação” e o bom uso da ficção como metáfora para a autodestruição humana

Por Thiago Sampaio em Crítica

20 de Março de 2018

Foto: Divulgação

Desde os primórdios da humanidade, muito antes de o cinema existir, o gênero ficção científica já servia como ferramenta de cunho existencialista, para além apenas do entretenimento. Júlio Verne, H.G. Wells, dentre tantos outros nomes da literatura, já usavam suas artes imaginando transformação. E esta palavra é a força motriz deste “Aniquilação” (Annihilation, 2018), segundo longa dirigido por Alex Garland, que antes havia mostrado seu talento com o também sci-fi filosofal “Ex Machina: Instinto Artificial” (Ex Machina, 2014).

Novo longa que, por ter sido um fracasso nos Estados Unidos no fim de semana de estreia, foi vendido para a Netflix e lançado pela plataforma de streaming para o resto do mundo (deixando claro que não se trata de uma produção original). Em termos de expectativa e repercussão pela internet, deu muito certo! Mas dificilmente entrará para o hall dos grandes clássicos do gênero, apesar de render uma profunda reflexão.

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Crítica: “Pantera Negra” é o filme de herói que o mundo atual precisava

Por Thiago Sampaio em Crítica

02 de Março de 2018

Foto: Divulgação

É fácil nos dias de hoje falar de representatividade. E de fato, um longa-metragem da Marvel Studios com um elenco praticamente todo formado por atores negros é, no mínimo, louvável. Mas o mérito da produção dirigida por Ryan Coogler (“Creed: Nascido Para Lutar, 2015) é não se sustentar nessas causas. O longa abraça todas as vertentes dos blockbusters do gênero e, usando da máquina comercial da Disney como triunfo, “Pantera Negra” (Black Panther, 2018) se torna um “filme de super herói” muito importante para os dias atuais.

Na trama, após a morte do rei T’Chaka (John Kani), o príncipe T’Challa (Chadwick Boseman) retorna a Wakanda para a cerimônia de coroação. Nela são reunidas as cinco tribos que compõem o reino, sendo que uma delas, os Jabari, não apoia o atual governo. T’Challa logo recebe o apoio de amigos e familiares. Juntos, eles vão à procura de Ulysses Klaue (Andy Serkis), que roubou de Wakanda um punhado de vibranium, alguns anos atrás, para evitar que essa luta se transforme em uma guerra mundial.

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Crítica: “Três Anúncios Para um Crime” é um drama com coragem de rir das próprias tragédias

Por Thiago Sampaio em Crítica

17 de Fevereiro de 2018

Foto: Divulgação

Desde o excelente “Na Mira do Chefe” (In Bruges, 2008), o diretor Martin McDonagh mostrava a aptidão para o humor negro com personagens caricatos, algo que ele viria a repetir em “Sete Psicopatas e um Shih Tzu” (Seven Psychopaths, 2012) sem a mesma eficácia. Agora em “Três Anúncios Para um Crime” (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, 2017), indicado a sete Oscars e vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme de Drama, ele encontra a racionalidade para desenvolver um drama sobre angústia e vingança. Ao mesmo tempo, os envolvidos passam por situações tão surreais que o longa também funciona como uma ótima comédia de erros.

Na trama, inconformada com a ineficácia da polícia em encontrar o culpado pelo brutal assassinato de sua filha, Mildred Hayes (Frances McDormand) decide chamar atenção para o caso não solucionado alugando três outdoors em uma estrada raramente usada. A inesperada atitude repercute em toda a cidade e suas consequências afetam várias pessoas, especialmente o delegado Willoughby (Woody Harrelson), responsável pela investigação, e o violento policial Dixon (Sam Rockwell).

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Crítica: “Três Anúncios Para um Crime” é um drama com coragem de rir das próprias tragédias

Por Thiago Sampaio em Crítica

17 de Fevereiro de 2018

Foto: Divulgação

Desde o excelente “Na Mira do Chefe” (In Bruges, 2008), o diretor Martin McDonagh mostrava a aptidão para o humor negro com personagens caricatos, algo que ele viria a repetir em “Sete Psicopatas e um Shih Tzu” (Seven Psychopaths, 2012) sem a mesma eficácia. Agora em “Três Anúncios Para um Crime” (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, 2017), indicado a sete Oscars e vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme de Drama, ele encontra a racionalidade para desenvolver um drama sobre angústia e vingança. Ao mesmo tempo, os envolvidos passam por situações tão surreais que o longa também funciona como uma ótima comédia de erros.

Na trama, inconformada com a ineficácia da polícia em encontrar o culpado pelo brutal assassinato de sua filha, Mildred Hayes (Frances McDormand) decide chamar atenção para o caso não solucionado alugando três outdoors em uma estrada raramente usada. A inesperada atitude repercute em toda a cidade e suas consequências afetam várias pessoas, especialmente o delegado Willoughby (Woody Harrelson), responsável pela investigação, e o violento policial Dixon (Sam Rockwell).

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