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Cena Cultural

por Thiago Sampaio

cena cultural

Crítica: “Homem-Aranha no Aranhaverso” é o melhor longa-metragem já feito sobre o personagem

Por Thiago Sampaio em Crítica

17 de Janeiro de 2019

Foto: Divulgação

Se tratando de Homem-Aranha nos cinemas, já foram dois reboots em menos de 20 anos. Atualmente, Tom Holland, o terceiro ator a encarnar o Cabeça de Teia, vive o mesmo no badalado universo compartilhado da Marvel Studios, num acordo de co-produção com a Sony, que por sua vez, desenvolve filmes individuais dos vilões, como “Venom” (idem, 2018), que apesar da qualidade questionável, foi sucesso de bilheteria. Um longa sobre o vampiro Morbius é o próximo da fila. Com toda essa bagunça, será que uma animação com o herói geraria interesse?

À primeira vista, a ideia de misturar vários Aranhas, enquanto a sua versão em live-action está na ativa, só viria a embaralhar ainda mais a lógica. Mas eis a surpresa: “Homem-Aranha no Aranhaverso” (Spiderman Into The Spider-Verse, 2018) não só é um deleite aos olhos como é a melhor produção para as telonas com o personagem já feita. Faz rir, emociona, garante cenas de ação incríveis e, de quebra, faz graça com a enorme quantidade de elementos inseridos e os desenvolve de maneira admirável.
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Confira as datas das principais estreias do cinema em 2019

Por Thiago Sampaio em Serviço

11 de Janeiro de 2019

Ano novo, e como sempre faço aqui no blog, trago uma relação com as datas de estreias de alguns dos longas-metragens mais aguardados de 2019 (obviamente, algumas ou muitas dela podem mudar no decorrer desses 365 dias).

Montagem/Divulgação

Para quem respira blockbusters, a temporada está cheia, incluindo “Vingadores: Ultimato (Avengers: Endgame, 2019), que fecha a fase da Marvel Studios com o maior crossover de super-heróis já visto até então e certamente vai entrar para as maiores bilheterias de todos os tempos.

E a Marvel não está se apoiando apenas no seu carro chefe, pois “Capitã Marvel” (Captain Marvel, 2019) e “Homem-Aranha: Longe de Casa” (Spiderman: Far From Home, 2019) devem levar o seu público alvo para as salas de projeção. Do lado da DC Comics, a aposta é “Shazam!” (idem, 2019), apostando numa pegada bem mais cômica.

Os fãs da saga “Star Wars” também podem controlar a ansiedade, pois o Episódio IX, o último desta nova trilogia (pelo menos até anunciarem mais algumas muitas, além das séries para a nova plataforma de streaming da Disney já confirmadas) chega no final do ano.

Claro, para quem aguarda os filmes “sérios” que vão marcar presença na disputa do Oscar, o primeiro semestre tem “Green Book: O Guia” (Green Book, 2019), “Se a Rua Beale Falasse” (If Beale Street Could Talk, 2019), “Vice” (idem, 2019).

Segue a lista:

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Crítica: “Bumblebee” acerta ao apostar na inocência e nostalgia que faltava nos outros “Transformers”

Por Thiago Sampaio em Crítica

29 de dezembro de 2018

Foto: Divulgação

Nos cinemas há mais de uma década, a franquia “Transformers” virou um parque de diversões para a megalomania do diretor Michael Bay. Tramas com robôs dinossauros, Cavaleiros da Tavola Redonda, cenas de ação cada vez mais grandiosas e incompreensíveis tornaram os cinco filmes numa bagunça generalizada. Por isso, poucos botaram fé quando um spin-off sobre o personagem Bumblebee foi anunciado. Mas eis a surpresa: “Bumblebee” (idem, 2018) faz questão de ir na contramão do que vinha sendo feito e entrega uma aventura leve, com uma forte pegada de nostalgia dos anos 80.

A trama se passa em 1987. Refugiado num ferro-velho numa pequena cidade praiana da Califórnia, um fusca amarelo aos pedaços, machucado e sem condição de uso, é encontrado e consertado pela jovem Charlie (Hailee Steinfeld), logo quando ela completa 18 anos. Só quando o “Autobot”, que na verdade se trata de um alienígena, ganha vida, ela enfim nota que seu novo amigo é bem mais do que um simples carro e tem um objetivo bem maior no planeta dela.

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Crítica: James Wan salva “Aquaman” de um fracasso ao abraçar a cafonice

Por Thiago Sampaio em Crítica

18 de dezembro de 2018

Foto: Divulgação

Em tempos em que filmes de super-heróis são lançados a torto e direito, era uma missão bem complicada emplacar um longa sobre um ser que fala com peixes e pega carona num cavalo marinho rosa. Praticamente impossível levar à sério. A tarefa se torna ainda mais complicada em meio às adaptações para o cinema da DC Comics, marcadas pelo tom sombrio e “realista” de Zack Snyder (aqui produtor executivo). Mas o grande triunfo de “Aquaman” (idem, 2018) foi ter caído nas mãos de James Wan. Compreendendo o folclore pejorativo em torno do personagem, o longa abraça os exageros e, acertadamente, não busca transmitir o respaldo que não tem. É brega como o seu conceito e, no fim, acerta como diversão passageira. O que não impede de ser esquecível.

Na trama, filho de um humano com uma atlante, Arthur Curry (Jason Momoa) cresce com as capacidades metahumanas de seu povo. Quando seu irmão Orm (Patrick Wilson) deseja se tornar o Mestre dos Oceanos, subjugando os demais reinos aquáticos para que possa atacar a superfície, cabe a ele a tarefa de impedir a guerra iminente.

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Crítica: “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” é o mais problemático de toda a saga

Por Thiago Sampaio em Crítica

21 de novembro de 2018

Foto: Divulgação

Os “filmes do Harry Potter sem o Harry Potter”, como chamam o criativo pessoal do Choque de Cultura , têm a missão não muito difícil de seguir arrecadando muito através dos fãs lunáticos por aquele universo. O longa de 2016 se mostrou eficiente, porém, pairava a dúvida se haveria material para cinco longas-metragens. Pois bem, este “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” (Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald, 2018) continua como um deleite visual, mas com uma trama enrolada e que pouco avança para a narrativa principal. É certamente o mais episódico de toda a saga, ficando claro que seu intuito é preparar o terreno para o que está por vir.

Na trama, Newt Scamander (Eddie Redmayne) é recrutado pelo seu antigo professor em Hogwarts, Alvo Dumbledore (Jude Law), para enfrentar o bruxo das trevas Gellert Grindelwald (Johnny Depp), que escapou da custódia da Macusa (Congresso Mágico dos EUA) e reúne seguidores, dividindo o mundo entre seres de magos sangue puro e seres não-mágicos.

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Crítica: “Bohemian Rhapsody” é uma ótima ficção sobre uma das principais bandas de todos os tempos

Por Thiago Sampaio em Crítica

06 de novembro de 2018

Foto: Divulgação

Toda cinebiografia está sujeita à visão do seu realizador, sendo inevitável o julgamento por parte de fãs por falta de fidelidade de alguns fatos, adaptação e compilação de outros. Se tratando de uma das bandas mais transgressoras de todos os tempos como o Queen, o nível de exigência é elevado ao cubo. Porém, muitos esquecem a diferença entre um documentário e ficção com liberdades criativas, caso deste “Bohemian Rhapsody” (idem, 2018).

O papel da crítica, no caso, é avaliar o longa-metragem da maneira como ele fora feito e não como poderia ser. O Queen merecia uma direção com tons experimentais, assim como era o som da banda? Um maior aprofundamento das excentricidades de Freddie Mercury? Talvez. Mas aí estamos falando de algo que existe apenas no imaginário de muitos. O filme que foi feito tem uma estrutura apenas correta, de fácil apreciação e que acerta ao emocionar utilizando a principal ferramenta do quarteto: a arte!

Na “história”, Farrokh Bulsara (Rami Malek) e seus companheiros Brian May (Gwilyn Lee), Roger Taylor (Ben Hardy) e John Deacon (Joseph Mazzello) mudam o mundo da música para sempre ao formar a banda Queen, durante a década de 1970. Porém, quando o estilo de vida extravagante de Mercury começa a sair do controle, a banda tem que enfrentar o desafio de conciliar a fama e o sucesso com suas vidas pessoais cada vez mais complicadas.

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Crítica: Novo “Halloween” honra o espírito do original de 1978

Por Thiago Sampaio em Crítica

02 de novembro de 2018

Foto: Divulgação

A franquia Halloween é não só uma das mais emblemáticas do gênero slasher como também uma das mais remexidas. Afinal, já foram nada menos que 10 filmes, incluindo duas tentativas de reboot e um longa que sequer conta com o seu principal símbolo, o serial killer Michael Myers. Porém, o único referenciado como clássico é mesmo o original, de 1978, dirigido por John Carpenter.

Com o intuito de ignorar tudo que fora feito depois, “Halloween” (idem, 2018) desenterra mais uma vez a famosa máscara inexpressiva como uma continuação direta daquele, 40 anos depois. Nesta pegada, surge como uma homenagem bem digna, mas com gosto de repetição.

Na trama, quatro década depois de ter escapado do ataque de Michael Myers em uma noite de Halloween, Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) terá que confrontar o assassino mascarado pela última vez. Ela foi perseguida pela memória de ter sua vida por um triz, mas dessa vez, quando Myers retorna para a cidade de Haddonfield, ela está preparada.

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Crítica: “Nasce Uma Estrela” marca um belo início de Bradley Cooper na direção e Lady Gaga como protagonista

Por Thiago Sampaio em Crítica

16 de outubro de 2018

Foto: Divulgação

Em certo momento, um personagem diz que “Música é essencialmente qualquer nota entre doze oitavas. Doze notas e a oitava repetição. É a mesma história contada de novo, e de novo. Tudo que um artista pode oferecer ao mundo é como ele vê aquelas doze notas”. Essa metáfora, além de refletir sobre a situação do casal principal, brinca com a própria realização deste “Nasce Uma Estrela” (A Star Is Born, 2018). Afinal, nada mais é do que a quinta versão desta história, cujo primeiro longa foi lançado em meados de 1932 e, a última, em 1976 (estrelada por Barbra Streisand e Kris Kristofferson).

Mas o ator Bradley Cooper faz jus àquela citação em sua estreia como diretor, conseguindo fazer da produção uma montanha russa de emoções, embalada por excelentes canções. Não tem nada de criativo, mas a forma como ele conduz a tão batida história nos faz ter apego pelos que estão em cena (mesmo que seja como fã de algum artista que admiramos). Como se não bastasse o apelo midiático da cantora Lady Gaga (que já havia sido premiada pelo bom trabalho no seriado “American Horror Story”) para promover a obra, aqui ela tem uma estreia como protagonista digna de aplausos.

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Crítica: “Venom” é um enorme desperdício de potencial

Por Thiago Sampaio em Crítica

05 de outubro de 2018

Foto: Divulgação

A ideia da Sony Pictures de fazer um filme solo do Venom, popular vilão do Homem-Aranha, sem a presença do Cabeça de Teia (que não pode ser utilizado pelo estúdio por causa do enorme acordo de compartilhamento com a Marvel e Disney), já nasceu problemática por natureza. Afinal, a origem teria que ser totalmente deturpada do que fora visto nos quadrinhos. Os trailers não deram margem para otimismo. Dito isto, as expectativas negativas se confirmam e “Venom” (idem, 2018) chega como mais um longa caça-níquel de super herói genérico e datado.

Na trama, Eddie Brock (Tom Hardy) é um jornalista investigativo que tem um quadro próprio em uma emissora local. Ele é escalado para entrevistar Carlton Drake (Riz Ahmed), o criador da Fundação Vida, que tem investido bastante em missões espaciais de forma a encontrar possíveis usos medicinais. A empresa estaria usando simbiontes alienígenas em testes com humanos e um deles acaba por entrar em contato com o repórter, fazendo ele se tornar o Venom.

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Crítica: Inventivo e envolvente, “Buscando…” é um dos melhores filmes de 2018

Por Thiago Sampaio em Crítica

27 de setembro de 2018

Foto: Divulgação

Não é de hoje a realização de produções que focam no domínio da internet sobre o homem nos dias atuais (algo que o seriado “Black Mirror” faz muito bem) e muito menos sobre a busca de alguém desaparecido (“O Preço de um Resgate”, 1996; “Todo o Dinheiro do Mundo”, 2017, entre outros). Mas a união dessas duas vertentes num formato inventivo, sempre através das telas de computador, webcam, televisão, câmeras de segurança, iphones e aplicativos diversos, potencializa a imersão do espectador naquela investigação até a última potência. Por isso, “Buscando…” (Searching, 2018) certamente figura entre os melhores filmes de 2018.

Na trama, David Kim (John Cho) se desespera quando sua filha de 16 anos desaparece e as investigações policiais não levam a lugar nenhum. Decidido a descobrir o paradeiro da filha, ele usa o computador da menina para vasculhar suas fotos e vídeos em busca de pistas.

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Crítica: Inventivo e envolvente, “Buscando…” é um dos melhores filmes de 2018

Por Thiago Sampaio em Crítica

27 de setembro de 2018

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Não é de hoje a realização de produções que focam no domínio da internet sobre o homem nos dias atuais (algo que o seriado “Black Mirror” faz muito bem) e muito menos sobre a busca de alguém desaparecido (“O Preço de um Resgate”, 1996; “Todo o Dinheiro do Mundo”, 2017, entre outros). Mas a união dessas duas vertentes num formato inventivo, sempre através das telas de computador, webcam, televisão, câmeras de segurança, iphones e aplicativos diversos, potencializa a imersão do espectador naquela investigação até a última potência. Por isso, “Buscando…” (Searching, 2018) certamente figura entre os melhores filmes de 2018.

Na trama, David Kim (John Cho) se desespera quando sua filha de 16 anos desaparece e as investigações policiais não levam a lugar nenhum. Decidido a descobrir o paradeiro da filha, ele usa o computador da menina para vasculhar suas fotos e vídeos em busca de pistas.

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