cena cultural Archives - Cena Cultural 
Publicidade

Cena Cultural

por Thiago Sampaio

cena cultural

Crítica: “Nasce Uma Estrela” marca um belo início de Bradley Cooper na direção e Lady Gaga como protagonista

Por Thiago Sampaio em Crítica

16 de outubro de 2018

Foto: Divulgação

Em certo momento, um personagem diz que “Música é essencialmente qualquer nota entre doze oitavas. Doze notas e a oitava repetição. É a mesma história contada de novo, e de novo. Tudo que um artista pode oferecer ao mundo é como ele vê aquelas doze notas”. Essa metáfora, além de refletir sobre a situação do casal principal, brinca com a própria realização deste “Nasce Uma Estrela” (A Star Is Born, 2018). Afinal, nada mais é do que a quinta versão desta história, cujo primeiro longa foi lançado em meados de 1932 e, a última, em 1976 (estrelada por Barbra Streisand e Kris Kristofferson).

Mas o ator Bradley Cooper faz jus àquela citação em sua estreia como diretor, conseguindo fazer da produção uma montanha russa de emoções, embalada por excelentes canções. Não tem nada de criativo, mas a forma como ele conduz a tão batida história nos faz ter apego pelos que estão em cena (mesmo que seja como fã de algum artista que admiramos). Como se não bastasse o apelo midiático da cantora Lady Gaga (que já havia sido premiada pelo bom trabalho no seriado “American Horror Story”) para promover a obra, aqui ela tem uma estreia como protagonista digna de aplausos.

Leia mais

Publicidade

Crítica: “Venom” é um enorme desperdício de potencial

Por Thiago Sampaio em Crítica

05 de outubro de 2018

Foto: Divulgação

A ideia da Sony Pictures de fazer um filme solo do Venom, popular vilão do Homem-Aranha, sem a presença do Cabeça de Teia (que não pode ser utilizado pelo estúdio por causa do enorme acordo de compartilhamento com a Marvel e Disney), já nasceu problemática por natureza. Afinal, a origem teria que ser totalmente deturpada do que fora visto nos quadrinhos. Os trailers não deram margem para otimismo. Dito isto, as expectativas negativas se confirmam e “Venom” (idem, 2018) chega como mais um longa caça-níquel de super herói genérico e datado.

Na trama, Eddie Brock (Tom Hardy) é um jornalista investigativo que tem um quadro próprio em uma emissora local. Ele é escalado para entrevistar Carlton Drake (Riz Ahmed), o criador da Fundação Vida, que tem investido bastante em missões espaciais de forma a encontrar possíveis usos medicinais. A empresa estaria usando simbiontes alienígenas em testes com humanos e um deles acaba por entrar em contato com o repórter, fazendo ele se tornar o Venom.

Leia mais

Publicidade

Crítica: Inventivo e envolvente, “Buscando…” é um dos melhores filmes de 2018

Por Thiago Sampaio em Crítica

27 de setembro de 2018

Foto: Divulgação

Não é de hoje a realização de produções que focam no domínio da internet sobre o homem nos dias atuais (algo que o seriado “Black Mirror” faz muito bem) e muito menos sobre a busca de alguém desaparecido (“O Preço de um Resgate”, 1996; “Todo o Dinheiro do Mundo”, 2017, entre outros). Mas a união dessas duas vertentes num formato inventivo, sempre através das telas de computador, webcam, televisão, câmeras de segurança, iphones e aplicativos diversos, potencializa a imersão do espectador naquela investigação até a última potência. Por isso, “Buscando…” (Searching, 2018) certamente figura entre os melhores filmes de 2018.

Na trama, David Kim (John Cho) se desespera quando sua filha de 16 anos desaparece e as investigações policiais não levam a lugar nenhum. Decidido a descobrir o paradeiro da filha, ele usa o computador da menina para vasculhar suas fotos e vídeos em busca de pistas.

Leia mais

Publicidade

Crítica: “O Predador” tenta inovar através do humor mas cai na repetição de fórmulas

Por Thiago Sampaio em Crítica

20 de setembro de 2018

Foto: Divulgação

O primeiro “Predador” (Predator, 1987) foi um marco do gênero ação brucutu, que tinha seu protagonista, Arnold Schwarzenegger, como ícone maior. A continuação, de 1990, com Danny Glover no papel principal, funcionou ao migrar para o cenário urbano, numa pegada de filme policial. Porém, os dois “Alien vs. Predador” (2004, 2007) e o esquecível “Predadores” (Predators, 2010) levaram o monstro em questão a um nível banal. Neste “O Predador” (The Predator, 2018), o diretor Shane Black tenta trazer traços autorais, dando nova identidade à série. Até consegue e diverte, ainda que permaneça a impressão de desgaste.

No fiapo de trama, uma perseguição entre naves alienígenas traz à Terra um novo predador, que acaba sendo capturado por humanos. Antes disso, ele tem seu capacete e bracelete roubados por Quinn McKenna (Boyd Holbrook), um atirador de elite que estava em missão no local onde a nave caiu.

Leia mais

Publicidade

Crítica: “A Freira” cumpre, em partes, o potencial que tem

Por Thiago Sampaio em Crítica

13 de setembro de 2018

Foto: Divulgação

Os dois filmes da franquia “Invocação do Mal” (The Conjuring, 2013, 2016) ganharam um público tão cativo que era natural que os olhos dos produtores, incluindo do diretor James Wan, brilhassem para spin-offs caça-níquéis. Primeiro foi a boneca Annabelle, que ganhou dois longas com nível bem rasteiro, mas se saíram bem nas bilheterias. Agora foi a vez da freira de visual horripilante do segundo filme, que tanto deu o que falar, ganhar a sua produção solo. “A Freira” (The Nun, 2018) mostra um enorme potencial e não faz feio, por mais que caia nas armadilhas do gênero para agradar a maior audiência possível.

Na trama, presa em um convento na Romênia, uma freira comete suicídio. Para investigar o caso, o Vaticano envia um padre atormentado (Demián Bichir) e uma noviça (Taissa Farmiga) prestes a se tornar freira. Contando com a ajuda de um imigrante da região (Jonas Bloquet), eles arriscam suas vidas e a fé ao descobrir um segredo profano, confrontando com uma força do mal que toma a forma de uma freira demoníaca (Bonnie Aarons) e transforma o convento num campo de batalha.

Leia mais

Publicidade

Crítica: “Slender Man: Pesadelo Sem Rosto” é um pesadelo sem fim

Por Thiago Sampaio em Crítica

30 de agosto de 2018

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Até que demorou para que chegasse aos cinemas um filme de gênero sobre o monstro Slender Man, que tomou conta da internet a partir da “Creepypasta”, histórias de terror ou lendas urbanas que são inventadas e viralizadas através de fóruns, vídeos no youtube e redes sociais em geral, gerando incidentes violentos entre jovens. Mas o forte potencial que teria a ser abordado é destruído por completo em “Slender Man: Pesadelo Sem Rosto” (Slender Man, 2018), que vira uma grande reunião de clichês e acontecimentos patéticos que acabam por gerar humor involuntário.

Na trama, as amigas Wren (Joey King), Hallie (Julia Goldani Telles), Chloe (Jaz Sinclair) e Katie (Annalise Basso) levam uma vida entediante no colégio. Quando ouvem falar num monstro chamado Slender Man, decidem invocá-lo através de um vídeo na Internet. A brincadeira se transforma num perigo real quando todas começam a ter pesadelos e visões do homem se rosto, com vários braços, capaz de fazer as suas vítimas alucinarem.

Leia mais

Publicidade

Crítica: “Te Peguei!” é hilário na mesma proporção que é absurdo

Por Thiago Sampaio em Crítica

24 de agosto de 2018

Um bando de adultos levando à sério uma brincadeira de pega-pega é algo bizarro? Sim. Pois tem uma turma que há 30 anos faz isso e rendeu matéria de capa do Wall Street Journal. Ainda assim, se trata de uma premissa tola demais para a realização um filme. Mas uma nova geração de longas de comédia tem conseguido extrair graça das situações mais simples possíveis. Se jogos de tabuleiro eram o pano de fundo de “A Noite do Jogo” (Game Night, 2018), uma das principais surpresas do ano, a Warner Bros. volta a acertar com “Te Peguei!” (Tag, 2018), uma produção que agrada na mesma medida que não tem compromisso algum com seriedade.

Na “trama”, desde a primeira série na escola, um grupo de cinco amigos tem um hábito curioso que realiza sempre uma vez ao ano: brincar enlouquecidamente de pega-pega, correndo em uma competição para ser o último homem a não ser tocado, arriscando seus empregos e relacionamentos. No ano do casamento do único jogador invicto da turma, eles tentam de tudo para alcançá-lo.

Leia mais

Publicidade

Crítica: “Megatubarão” se beneficiaria caso se levasse ainda menos à sério…

Por Thiago Sampaio em Crítica

16 de agosto de 2018

Foto: Divulgação

Filmes de monstros são uma espécie de subgênero do cinema desde sempre. Suspense com tubarões, então, já foram trabalhados aos montes desde que Steven Spielberg lançou o seu clássico em 1975, chegando ao extremo da autoparódia com a franquia “Sharknado”, que já vai para o sexto episódio. “Megatubarão” (The Meg 2018) chega para visitar novamente essas águas conhecidas e, consciente de que não há muitos materiais novos a serem explorados, acerta ao não se levar à sério. Porém, a superprodução parece temer se reconhecer como uma obra satírica e fica presa num meio termo que tende a encalhar pelo caminho, apesar de algumas ondas empolgantes.

A trama, sem grandes novidades, traz a tripulação de um submarino que fica presa em uma área do do Oceano Pacífico após ser atacada por uma criatura pré-histórica que acreditava-se estar extinta: um tubarão de mais de 20 metros, o Megalodon. Para salvá-los, um oceanógrafo chinês contrata Jonas Taylor (Jason Statham), um mergulhador especializado em resgates em água profundas que já encontrou com a criatura anteriormente.

Leia mais

Publicidade

Crítica: “Homem-Formiga e a Vespa” acerta ao ir na contramão do tom sério de “Guerra Infinita”

Por Thiago Sampaio em Crítica

20 de julho de 2018

Foto: Divulgação

O ano de 2018 marca os 10 anos da Marvel Studios e “Vingadores: Guerra Infinita” (Avengers: Infinity War, 2018) veio para coroar essa década que revolucionou as adaptações de super heróis para o cinema. Grandioso como deveria ser e com o final “incômodo” que alimenta a expectativa para a segunda parte, que estreia em 2019! Qualquer produção que viesse em seguida iria falhar feio se tentasse equiparar de alguma forma o impacto.

Justamente por ir na contramão que “Homem-Formiga e a Vespa” (Ant-Man and the Wasp, 2018), continuação do longa de 2015, acerta em cheio. Com tom despretensioso e leve, a produção tem plena consciência de que o protagonista em questão é menor (sem trocadilhos) do que os vizinhos mais famosos e brinca de maneira eficaz com a própria imagem, resultando numa agradável “Sessão da Tarde”.

Na trama, Scott Lang (Paul Rudd) lida com as consequências de suas escolhas tanto como super-herói quanto como pai. Enquanto tenta reequilibrar sua vida com suas responsabilidades como o Homem-Formiga, ele é confrontado por Hope van Dyne (Evangeline Lilly), que assumiu o traje da Vespa, e pelo Dr. Hank Pym (Michael Douglas) com uma nova missão urgente: resgatar Janet Van Dyne (Michelle Pfeiffer), a Vespa original, presa há décadas no mundo quântico.

Leia mais

Publicidade

Crítica: “Jurassic World: Reino Ameaçado” tenta inovar em uma franquia fadada ao desgaste

Por Thiago Sampaio em Crítica

17 de julho de 2018

Foto: Divulgação

citei aqui o quanto o primeiro “Jurassic Park” (idem, 1993) foi revolucionário em sua época e continua irretocável. Após duas continuações que não surtiram o mesmo efeito nem de longe, foram 14 anos de hiato até sair uma espécie de sequência/reboot. “Jurassic World” (idem, 2015) funcionou dentro da proposta de atualizar aquele universo, ainda que a produção seja um remake disfarçado do original. Sua continuação, “Jurassic World: Reino Ameaçado” (Jurassic World: Fallen Kingdon, 2018), acerta ao tentar fazer diferença e trazer traços autorais. Mas a sensação é que essa franquia já poderia ter sido extinta há muito tempo.

Na trama, três anos após o fechamento do Jurassic World, um vulcão prestes a entrar em erupção põe em risco a vida na ilha Nublar. No local não há mais qualquer presença humana, com os dinossauros vivendo livremente. Diante da situação, é preciso tomar uma decisão: deve-se retornar à ilha para salvar os animais ou abandoná-los para uma nova extinção? Decidida a resgatá-los, Claire (Bryce Dallas Howard) convoca Owen (Chris Pratt) a retornar à ilha com ela.

Leia mais

Publicidade

Crítica: “Jurassic World: Reino Ameaçado” tenta inovar em uma franquia fadada ao desgaste

Por Thiago Sampaio em Crítica

17 de julho de 2018

Foto: Divulgação

citei aqui o quanto o primeiro “Jurassic Park” (idem, 1993) foi revolucionário em sua época e continua irretocável. Após duas continuações que não surtiram o mesmo efeito nem de longe, foram 14 anos de hiato até sair uma espécie de sequência/reboot. “Jurassic World” (idem, 2015) funcionou dentro da proposta de atualizar aquele universo, ainda que a produção seja um remake disfarçado do original. Sua continuação, “Jurassic World: Reino Ameaçado” (Jurassic World: Fallen Kingdon, 2018), acerta ao tentar fazer diferença e trazer traços autorais. Mas a sensação é que essa franquia já poderia ter sido extinta há muito tempo.

Na trama, três anos após o fechamento do Jurassic World, um vulcão prestes a entrar em erupção põe em risco a vida na ilha Nublar. No local não há mais qualquer presença humana, com os dinossauros vivendo livremente. Diante da situação, é preciso tomar uma decisão: deve-se retornar à ilha para salvar os animais ou abandoná-los para uma nova extinção? Decidida a resgatá-los, Claire (Bryce Dallas Howard) convoca Owen (Chris Pratt) a retornar à ilha com ela.

(mais…)