Série 'Bates Motel' resgata, brevemente, a áurea de Psicose - Cinema Sinergia 
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Cinema Sinergia

por Thiago Sampaio

Série ‘Bates Motel’ resgata, brevemente, a áurea de Psicose

Por Thiago Sampaio em Série

21 de Março de 2013

Freddie Highmore e Vera Farmiga são os protagonistas de Bates Motel

Foto: Divulgação

Muitos absolveram com curiosidade, outros com bons olhos, outros com um pés atrás de que o clássico do suspense “Psicose” (1960), de Alfred Hitchcok, ganharia um prelúdio em formato de série de TV, mostrando a relação do jovem Norman Bates com sua mãe. A boa notícia é que, baseando pelo primeiro episódio de “Bates Motel”, ela promete bons momentos.

De cara, o mote principal, a relação de Bates com a ciumenta mãe, se mostra bem desenvolvida e fiel, ganhando força com as interpretações dos ótimos Freddie Highmore e Vera Farmiga. O jovem, que despontou em produções como “Em Busca da Terra do Nunca” e o remake de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, capta todo o ar ingênuo e até a gagueira de Anthony Perkins (o Normam original) e a ótima Farmiga (de “Os Infiltrados” e “Amor Sem Escalas”), está sensacional.

Ao invés de partirem para o óbvio e mostrar Norman como um jovem desajeitado e anti social, o futuro psicopata é um rapaz com seus problemas normais de adaptação, mas que sai com pessoas da sua idade e até tem garotas ao seu encalço. Por outro lado, a extrema necessidade da mãe em tê-lo ao lado, alternando o instinto psicótico com a ternura de uma mãe carente, explica a transformação na personalidade do retraído garoto.

Por sinal, vale ressaltar a complexidade do papel de Farmiga, visto que a mãe de Norman nunca aparece em carne e osso no filme original (com o perdão pelo spoiler para quem nunca assistiu). Ela é a verdadeira psicopata, capaz de não apresentar uma mínima feição de culpa, mas ao mesmo tempo transpõe emoção ao comentar com o filho a empolgação em trabalhar em um novo projeto e ao declarar que ele é tudo em sua vida (levando em conta um segundo filho distante, por motivos ainda não revelados).

Mesmo se tratando de uma série de TV, o conteúdo não é moderado. Há terror psicológico, mesmo que breve, muito sangue e até cena de estupro. O diretor Tucker Gates (que já comandou episódios de séries como “Lost”, “The Office” e “Homeland) faz questão de fazer alusões ao longa de Hitchcock, mostrando cenas de tensão em banheiro e enfocando o sombrio casarão dos Bates de longe, sob a ótica de um observador.

O lado negativo: a ideia de transpôr a trama para os dias atuais. Levando em conta o charme do preto e branco e os carros retrôs do filme de Hitchcok, é bastante estranho ver os personagens usufruindo de iphones, trocando mensagens de texto e se divertindo em festa no estilo “American Pie”. Afinal, se trata de um prelúdio, os fatos de Psicose se passarão depois de 2020? Algo um tanto sem sentido.

Os segundo finais do episódio também dão uma sensação estranha. Será que a série vai rumar para o terror barato? É torcer para que não!

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Série ‘Bates Motel’ resgata, brevemente, a áurea de Psicose

Por Thiago Sampaio em Série

21 de Março de 2013

Freddie Highmore e Vera Farmiga são os protagonistas de Bates Motel

Foto: Divulgação

Muitos absolveram com curiosidade, outros com bons olhos, outros com um pés atrás de que o clássico do suspense “Psicose” (1960), de Alfred Hitchcok, ganharia um prelúdio em formato de série de TV, mostrando a relação do jovem Norman Bates com sua mãe. A boa notícia é que, baseando pelo primeiro episódio de “Bates Motel”, ela promete bons momentos.

De cara, o mote principal, a relação de Bates com a ciumenta mãe, se mostra bem desenvolvida e fiel, ganhando força com as interpretações dos ótimos Freddie Highmore e Vera Farmiga. O jovem, que despontou em produções como “Em Busca da Terra do Nunca” e o remake de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, capta todo o ar ingênuo e até a gagueira de Anthony Perkins (o Normam original) e a ótima Farmiga (de “Os Infiltrados” e “Amor Sem Escalas”), está sensacional.

Ao invés de partirem para o óbvio e mostrar Norman como um jovem desajeitado e anti social, o futuro psicopata é um rapaz com seus problemas normais de adaptação, mas que sai com pessoas da sua idade e até tem garotas ao seu encalço. Por outro lado, a extrema necessidade da mãe em tê-lo ao lado, alternando o instinto psicótico com a ternura de uma mãe carente, explica a transformação na personalidade do retraído garoto.

Por sinal, vale ressaltar a complexidade do papel de Farmiga, visto que a mãe de Norman nunca aparece em carne e osso no filme original (com o perdão pelo spoiler para quem nunca assistiu). Ela é a verdadeira psicopata, capaz de não apresentar uma mínima feição de culpa, mas ao mesmo tempo transpõe emoção ao comentar com o filho a empolgação em trabalhar em um novo projeto e ao declarar que ele é tudo em sua vida (levando em conta um segundo filho distante, por motivos ainda não revelados).

Mesmo se tratando de uma série de TV, o conteúdo não é moderado. Há terror psicológico, mesmo que breve, muito sangue e até cena de estupro. O diretor Tucker Gates (que já comandou episódios de séries como “Lost”, “The Office” e “Homeland) faz questão de fazer alusões ao longa de Hitchcock, mostrando cenas de tensão em banheiro e enfocando o sombrio casarão dos Bates de longe, sob a ótica de um observador.

O lado negativo: a ideia de transpôr a trama para os dias atuais. Levando em conta o charme do preto e branco e os carros retrôs do filme de Hitchcok, é bastante estranho ver os personagens usufruindo de iphones, trocando mensagens de texto e se divertindo em festa no estilo “American Pie”. Afinal, se trata de um prelúdio, os fatos de Psicose se passarão depois de 2020? Algo um tanto sem sentido.

Os segundo finais do episódio também dão uma sensação estranha. Será que a série vai rumar para o terror barato? É torcer para que não!