Cena Cultural - Página 4 de 23 - Por Thiago Sampaio 
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Cena Cultural

por Thiago Sampaio

Crítica: Belíssimo, “A Forma da Água” é a carta de amor de Guillermo del Toro ao “estranho”

Por Thiago Sampaio em Crítica

05 de Fevereiro de 2018

Pôster: Divulgação

Já é do conhecimento de quase todos que o diretor Guillermo del Toro tem um fascínio por monstros. Seja cercando uma criança como forma de mascarar a realidade violenta (“O Labirinto do Fauno”, 2006) ou lutando com robôs gigantes (“Círculo de Fogo”, 2013), eles existem para fomentar a fantasia. E quando algo se torna reconhecido, deixa de ser estranho. É natural. Mas para isso, é necessário um longo processo de aceitação por parte dos que julgam o diferente como um problema. E é repleto de poesia e, principalmente, coração, que o cineasta mexicano faz em “A Forma da Água” (The Shape of Water, 2017) a sua carta de amor ao “não convencional”.

A trama se passa na década de 60, em meio aos grandes conflitos políticos e transformações sociais dos Estados Unidos da Guerra Fria. A muda Elisa (Sally Hawkins), zeladora em um laboratório experimental secreto do governo, se afeiçoa a uma criatura fantástica mantida presa e maltratada no local. Para executar um arriscado e apaixonado resgate ela recorre ao melhor amigo Giles (Richard Jenkins) e à colega de turno Zelda (Octavia Spencer).

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Crítica: “O Destino de Uma Nação” é ágil e traz performance primorosa de Gary Oldman

Por Thiago Sampaio em Crítica

26 de Janeiro de 2018

Foto: Divulgação

Certas produções têm qualidades confundidas por causa da performance marcante de seus protagonistas. Casos, por exemplo, de Jamie Foxx em “Ray” (idem, 2004), Daniel Day Lewis em “Lincoln” (idem, 2012); dentre muitos outros exemplos. “O Destino de Uma Nação” (Darkest Hour, 2017), indicado a seis Oscars em 2018 (incluindo Melhor Filme) é um bom longa com típicos extremos de uma obra biográfica, porém, a atuação irretocável de Gary Oldman como Winston Churchill deu a ela uma visibilidade ampliada nos principais circuitos. Atenção esta, bem merecida, diga-se de passagem.

A trama se passa quando Winston Churchill (Oldman) está prestes a encarar um de seus maiores desafios: tomar posse do cargo de Primeiro Ministro da Grã-Bretanha. À beira de perder a guerra para a Alemanha, ele sofre pressão para fazer um acordo com Hitler para estabelecer o estado como parte do território do Terceiro Reich, mas resiste à pressão.

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“A Forma da Água” lidera em indicações ao Oscar 2018

Por Thiago Sampaio em Cinema

23 de Janeiro de 2018

Montagem/Divulgação

Saiu nesta terça-feira (23) a lista de indicados ao Oscar de 2018! Apresentados pela atriz Tiffany Haddish e pelo ator Andy Serkis, os indicados não tiveram tantas surpresas em relação aos demais prêmios. “A Forma da Água” foi o longa com maior número de indicações, de Guillermo del Toro, 13 no total.

Além dele, “Três Anúncios Para um Crime”, “Corra!”, “Dunkirk” e “Lady Bird – É Hora de Voar” também figuram bem entre as principais categorias.

Uma novidade foi a indicação de “Logan” a Melhor Roteiro Adaptado, sendo o primeiro filme de super-heróis mainstream a concorrer numa categoria de roteiro.

A cerimônia de entrega acontece no dia 4 de março, no Teatro Dolby, em Los Angeles, com apresentação de Jimmy Kimmel.

Confira a lista completa de indicados:

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Crítica: “Star Wars: Os Últimos Jedi” quebra paradigmas e frustra expectativas para o bem e para o mal

Por Thiago Sampaio em Crítica

10 de Janeiro de 2018

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Obs: Se você ainda não assistiu a “Star Wars: Os Últimos Jedi”, aconselho não ler o texto, pois há muitos detalhes reveladores nesta crítica.

Já tem algum tempo que “Star Wars: Os Últimos Jedi” (Star Wars: The Last Jedi, 2017) chegou aos cinemas e tem dividido a opinião dos fãs ao redor da galáxia, distante ou não. Enquanto “Star Wars: O Despertar da Força” (Star Wars: The Force Awakens, 2015) recebeu críticas por ser quase um remake do Episódio IV, de 1977, este novo está sendo apontado como “destoante” demais da saga.

E como à esta altura da batalha muitos tripulantes já sobreviveram e outros estão se sentindo feridos até agora, resolvi seguir a onda da produção e quebrar um pouco o protocolo das críticas padrões, analisando o Episódio VIII sem se preocupar com spoilers. De antemão: o longa dirigido por Rian Johnson é um dos mais eficientes da longínqua franquia e, sim, vai frustrar a expectativa de muitos!

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Representatividade marca a cerimônia do Globo de Ouro 2018

Por Thiago Sampaio em Cinema

08 de Janeiro de 2018

Foto: Reprodução

Aconteceu na noite deste domingo (7) a entrega do Globo de Ouro 2018. Em meios aos vitoriosos, como os longas “Três Anúncios Para Um Crime”, “Lady Bird: É Hora de Voar”, o diretor Guillermo del Toro e o ator Gary Oldman, a cerimônia foi marcada pela campanha “Time’s up”, em que praticamente todas as atrizes foram de preto como forma de protesto aos casos de assédio sexual em Hollywood.

E se o tradicional “tapete vermelho” ficou preto, inclusive com os homens usando a marca da campanha em seus ternos, a noite teve o seu ápice com o discurso de Oprah Winfrey, a primeira mulher negra a ganhar o prêmio Cecil B. DeMille, que celebra a obra de artistas que tiveram impacto no mundo do entretenimento. Leia mais

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Confira as datas de estreias dos principais lançamentos de 2018

Por Thiago Sampaio em Cinema

05 de Janeiro de 2018

Feliz ano novo, adeus ano velho! 2018 já chegou e, como se costume, vem junto uma avalanche de filmes que já estão mexendo com a expectativa dos cinéfilos de plantão. Para isso, preparei uma lista prévia com algumas estreia para já ir marcando na agenda.

Já no primeiro semestre temos vários dos “filmes de Oscar” entrando em circuito, além de blockbusters de sobra, incluindo “Vingadores: Guerra Infinita”.

Mas vamos deixar de papo furado e segue a lista. Leia mais

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Crítica: “Liga da Justiça” acerta na leveza, porém, é esquecível

Por Thiago Sampaio em Crítica

20 de novembro de 2017

Foram décadas de espera por parte de fãs para ver a Liga da Justiça materializada com atores reais no cinema. Acontece que, como a Marvel partiu na frente nessa tarefa de apresentar os seus heróis e juntá-los num mesmo projeto, coube à DC Comics correr atrás do tempo perdido.

Foto: Divulgação

Foram décadas de espera por parte de fãs para ver a Liga da Justiça materializada com atores reais no cinema. Acontece que, como a Marvel partiu na frente nessa tarefa de apresentar os seus heróis e juntá-los num mesmo projeto, coube à DC Comics correr atrás do tempo perdido.

O tom pesado e irregular de “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” (Batman v Superman: Dawn of Justice, 2016) e, principalmente, a bagunça generalizada que foi “Esquadrão Suicida” (Suicide Squad, 2016) não foram nada animadores. Mas para o alívio geral, “Liga da Justiça” (Justice League, e 2017) busca reparar os próprios erros. Não decepciona justamente por apostar no caminho sem risco. Garante aquela diversão momentânea sem tentar disfarçar que estamos diante de uma aventura genérica.

Na trama, impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade após a morte do Superman (Henry Cavill), Bruce Wayne (Ben Affleck) convoca sua nova aliada Diana Prince (Gal Gadot) para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha recrutam um time de meta-humanos, que inclui Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e Flash (Ezra Miller), que terão a missão de proteger as caixas maternas que, se caírem nas mãos da nova ameaça, pode culminar no apocalipse.

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Crítica: “Thor: Ragnarok” diverte se encarado como uma comédia despretensiosa

Por Thiago Sampaio em Crítica

07 de novembro de 2017

Comprando essa ideia, temos uma aventura que diverte, ainda que o produto soe deslocado nesse universo já estabelecido.Dentro do mundo cinematográfico da Marvel, os dois filmes do Thor nunca foram unanimidade, sendo bem modesto, para não dizer que eles não agradaram de jeito nenhum. Mesmo com uma fórmula que mescla ação, efeitos especiais e humor já estabelecida, era preciso uma mudança radical se quisessem emplacar um terceiro longa. A solução? Transformar “Thor: Ragnarok” (idem, 2017) numa comédia assumida, beirando o pastelão, com resquícios daqueles personagens conhecidos. Comprando essa ideia, temos uma aventura que diverte, ainda que o produto soe deslocado nesse universo.

Na trama, Thor (Chris Hemsworth) retorna a Asgard, agora dominada pelo seu irmão Loki (Tom Hiddleston). Nas mãos de uma nova e poderosa ameaça, Hela (Cate Blanchett), ele acaba sendo preso no devastado planeta Sakaar, sem o seu martelo, colocando-o numa corrida contra o tempo para voltar ao seu mundo e impedir Ragnarok, a destruição total. Mas, primeiro, precisa sobreviver a uma luta mortal de gladiadores.

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Crítica: “Blade Runner 2049” já nasce como um novo clássico da ficção científica

Por Thiago Sampaio em Crítica

11 de outubro de 2017

Continuação chega 35 anos depois, não só mantendo as raízes do original, mas ampliando os questionamentos de maneira fiel, atualizada

Foto: Divulgação

Aquele “Blade Runner: O Caçador de Andróides” (Blade Runner, 1982) que foi aos cinemas demorou muito para ser compreendido. Depois de várias versões, em que pequenos detalhes que permeavam a mente do diretor Ridley Scott foram surgindo, o longa ganhou o status de cult por parte dos fãs de sci-fi. Só depois de alguns anos foi possível enxergar melhor que ali não se tratava de um longa de ação, mas uma produção de cunho existencialista.

Após muito se falar sobre uma continuação, projetos cancelados, rejeição dos fãs por considerá-la desnecessária (o que até faz sentido), “Blade Runner 2049” (idem, 2017) chega 35 anos depois, não só mantendo as raízes do original, mas ampliando os questionamentos de maneira fiel, atualizada e, principalmente, arquitetada como um produto de maneira admirável.

A trama é simples: trinta anos após os eventos do primeiro longa, um novo caçador de replicantes, o policial K (Ryan Gosling), do Departamento de Polícia de Los Angeles, desenterra um segredo que tem o potencial de mergulhar o que sobrou da sociedade em caos. A descoberta o leva a uma jornada em busca de Rick Deckard (Harrison Ford), um antigo blade runner (nome atribuído aos caçadores) que está desaparecido há décadas.

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Crítica: “Bingo – O Rei das Manhãs” é, de fato, a melhor opção brasileira para o Oscar 2018

Por Thiago Sampaio em Crítica

22 de setembro de 2017

"Bingo: O Rei das Manhãs" (idem, 2017) é uma das mais eficientes produções do cinema nacional dos últimos anos.

Foto: Divulgação

A premissa de uma cinebiografia de um dos muitos intérpretes do palhaço Bozo no Brasil não é das mais interessantes. Até porque a história de um artista deslumbrado com a fama que cai no vício das drogas já foi abordada em exaustão. Mas graças ao tratamento quase cirúrgico do diretor Daniel Rezende (o que inclui a performance irretocável do protagonista), “Bingo: O Rei das Manhãs” (idem, 2017) é uma das mais eficientes produções do cinema nacional dos últimos anos.

A trama apresenta Augusto Mendes (Vladimir Brichta), um ator de pornochanchadas que se depara com sua grande chance ao se tornar “Bingo”, um palhaço apresentador de um programa infantil que é sucesso absoluto no Brasil. Logo ele conquista a garotada com o estilo debochado e chega à liderança da audiência nas manhãs, ao mesmo tempo em que mergulha em uma vida de excessos, que o afasta de seu filho.

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Crítica: “Bingo – O Rei das Manhãs” é, de fato, a melhor opção brasileira para o Oscar 2018

Por Thiago Sampaio em Crítica

22 de setembro de 2017

"Bingo: O Rei das Manhãs" (idem, 2017) é uma das mais eficientes produções do cinema nacional dos últimos anos.

Foto: Divulgação

A premissa de uma cinebiografia de um dos muitos intérpretes do palhaço Bozo no Brasil não é das mais interessantes. Até porque a história de um artista deslumbrado com a fama que cai no vício das drogas já foi abordada em exaustão. Mas graças ao tratamento quase cirúrgico do diretor Daniel Rezende (o que inclui a performance irretocável do protagonista), “Bingo: O Rei das Manhãs” (idem, 2017) é uma das mais eficientes produções do cinema nacional dos últimos anos.

A trama apresenta Augusto Mendes (Vladimir Brichta), um ator de pornochanchadas que se depara com sua grande chance ao se tornar “Bingo”, um palhaço apresentador de um programa infantil que é sucesso absoluto no Brasil. Logo ele conquista a garotada com o estilo debochado e chega à liderança da audiência nas manhãs, ao mesmo tempo em que mergulha em uma vida de excessos, que o afasta de seu filho.

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