Cena Cultural - Página 22 de 22 - Por Thiago Sampaio 
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Cena Cultural

por Thiago Sampaio

Confira entrevista com Halder Gomes, produtor de “Área Q”

Por Thiago Sampaio em Cinema

12 de Abril de 2012

Halder Gomes: cineasta tem atraído olhares do Brasil e do mundo para o Ceará

Trabalhar com cinema no Brasil, como bem definiu o cineasta Halder Gomes, é como a profissão de um atacante de um time de futebol: precisa de gols, de bons resultados para dar continuidade na carreira. Halder, nascido na pequena cidade de Senador Pompeu, no Sertão Cearense, pode ser considerado hoje aquele “jogador” que começou discretamente, aos poucos foi se destacando pelos seus golzinhos, e hoje se encontra em um ponto valioso da profissão: sob os olhares de grandes times nacionais e até internacionais.

Ultimamente ele tem andado com os dias corridos, rodando estados brasileiros trabalhando na divulgação do longa “Área Q”, em que atuou como produtor executivo. O filme, por sinal, guarda a responsabilidade de estreitar o laços entre o Ceará e Holywood, já que a trama (uma co-produção Brasil-EUA) apresenta um jornalista americano (vivido por Isaiah Washington) que vem ao município de Quixadá para investigar a aparição de OVNIs na região. Poucos sabem, mas essa junção de “universos” tem sido uma missão antiga do audacioso diretor/produtor/roteirista.

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Remakes desnecessários…até quando?

Por Thiago Sampaio em Cinema

11 de Abril de 2012

Arnold Schwarzenegger estrelou “O Vingador do Futuro” em 1990

É notório que a indústria hollywoodiana há anos vive uma crise criativa, apelando exaustivamente para adaptações de livros, séries, histórias em quadrinhos, remakes e continuações. Acontece que a prática de refazer filmes que não acrescentaram muito à História do cinema já está fugindo do controle.

Se tratando do gênero terror, não há mais nem o que dizer, já que quase todo filme lançado nos anos 80 ganhou depois uma remake ou uma produção oriental ganhou uma versão estadunidense. Quer uma lista? Aí vai: “O Chamado”, “O Grito”, “Água Negra”, “A Casa de Cera”, “O Massacre da Serra Elétrica”, “A Hora do Pesadelo”, “Horror em Amityville”, “Piranha”, “A Hora do Espanto”…a lista é imensa. Agora são os filmes de ação quem estão sendo visados para serem reconstruídos.

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“Os Vingadores” estão chegando…

Por Thiago Sampaio em Cinema

10 de Abril de 2012

Heróis reunidos em “Os Vingadores” – Foto: Divulgação

Já estão à venda os ingressos para uma das produções mais esperadas dos últimos anos, “Os Vingadores (The Avengers)”, com estreia marcada para o dia 27 de abril. Quem é fã de histórias em quadrinhos e filmes de super heróis, sabe que tamanha expectativa é mais do que justificável.

Criado pela editora Marvel, a primeira reunião de diferentes heróis surgiu em 1963, como uma espécie de resposta à “Liga da Justiça”, lançada pela rival DC Comics. O grupo mudou de formação diversas vezes e virou um dos mais populares da chamada “nona arte”. Mas desde que a Marvel assumiu também a produção de suas adaptações para o cinema, a ansiosidade no público foi sendo muito bem trabalhada, até mesmo em quem nunca leu uma página de HQ.

Durante quatro anos, foram lançados cinco filmes – dois do Homem de Ferro, um do Thor, um do Capitão América e um do Hulk –  apresentando-os individualmente, mas sempre com “informativos” de que aqueles longas eram apenas partes de um projeto maior. Fora os personagens citados, soma-se a Viúva Negra (que teve participação no segundo Homem de Ferro) e o Gavião Arqueiro (ponta rápida no filme do Thor), além de Nick Fury e o agente Coulson, que sempre apareciam rodeando aquelas películas, temos agora esse “produto grandioso”. Os heróis finalmente aparecerão juntos. São “Os Vingadores” materializados na telona!

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Paul McCartney no Recife: programa obrigatório para quem curte (e pode!)

Por Thiago Sampaio em Música

06 de Abril de 2012

Paul McCartney se prepara para mais apresentações marcantes no Brasil – Foto: Marcos Hermes

Ainda não foi dessa vez que Fortaleza terá o prazer de receber um mega show de um ex-beatle. Mas nossos “vizinhos” do Recife foram contemplados com duas apresentações de Paul McCartney para os dias 21 e 22 de abril. Tive a oportunidade de ver um show do lendário artista em 2011, no estádio Engenhão, Rio de Janeiro, e posso lhes dizer com convicção: vale a pena gastar alguns trocados a mais, percorrer alguns quilômetros e presenciar esse momento memorável.

No palco, a presença não apenas de um músico de qualidade, e sim, uma lenda viva que participou do começo da História do rock nos anos 60, viu os amigos próximos e companheiros de banda partirem prematuramente, perdeu a esposa vítima de câncer, e hoje, beirando os 70 anos, mostra a energia de um menino. As canções vão além da sonoridade, pois são tocadas com o coração, com uma alegria rara de ser encontrada em um artista contemporâneo. Sempre substituindo instrumentos (baixo, violão, guitarras, bandolim, piano) e arriscando frases em português, Paul é um ser admirável.

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Crítica: “Jogos Vorazes” inicia com pé direito franquia promissora

Por Thiago Sampaio em Crítica

06 de Abril de 2012

Pôster nacional de “Jogos Vorazes” – Foto: Divulgação

É um péssimo sinal quando um filme é vendido como “uma das maiores franquias depois de ‘Crepúsculo’ e ‘Harry Potter’”, transmitindo a impressão de ser apenas mais um produto com cunhos meramente comerciais. Mas o lado bom é que, tirando o fato de também se basear em uma série de livros (de Suzanne Collins), “Jogos Vorazes” em nada se assemelha às outras sagas e se mostra bem mais sério e eficiente do que propagado.

A história se passa num futuro distante, depois da extinção da América do Norte, quando a população é dividida em 13 distritos. Anualmente, dois jovens representantes de cada distrito são sorteados para participar de um reality show mortal. Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) é um deles, que se vê obrigada a participar da competição para salvar sua irmã e conseguir a liberdade de seu povo. Ao seu lado, o escolhido é o adolescente Peeta Mellarck (Josh Hutcherson), com quem precisa aprender a conviver.

Os roteiristas Billy Ray e Gary Ross conseguem adaptar de maneira uniforme e eficaz os três atos do livro: a apresentação dos personagens e seus dilemas internos; o treinamento e a etapa de divulgação do programa; e os jogos em si, quando a ação toma vez. Por mais que o segundo ato pareça demorado, ele se mostra necessário para captar a essência do longa. O roteiro só derrapa ao forçar a inclusão de um triângulo amoroso, já que um dos envolvidos tem pouca participação na história, deixando o mote para uma continuação e a subtrama fica um tanto deslocada neste primeiro episódio. Mas de um modo geral, os longos 144 minutos passam de maneira rápida, devido o entretenimento garantido.

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Nossos jovens precisam de um novo John Hughes

Por Thiago Sampaio em Cinema

06 de Abril de 2012

John Hughes faleceu no dia 6 de agosto de 2009, vítima de um ataque cardíaco

Certas celebridades que já se foram certamente terão seus nomes imortalizados na História do Cinema. Chega a ser clichê citar Stanley Kubrick, Alfred Hitchcock ou Akira Kurosawa. Há um outro ser, cujo nome não chega a ser tão famoso com o grande público como esses citados, mas suas obras certamente inspiraram sentimentos em muitos jovens que cresceram durante a década de 80. Trata-se de John Hughes (1950-2009).

Pode-se dizer que Hughes é um diretor cujo estilo se encontra em decadência nos dias atuais. Não só pela limitação de muitos cineastas da nova geração (sem generalização, já que existe muita gente boa), mas pela mudança natural das gerações. Hughes sabia traçar um diálogo entre seus personagens jovens e o seu espectador, também jovem, de modo que cada um que estivesse do outro lado da tela se imaginasse dentro de seus filmes.

Começamos pelo seu “ícone” mais famoso: Ferris Bueller, personagem de “Curtindo a Vida Adoidado”. Quem nunca se imaginou na pele do garoto que resolve matar um dia de aula para viver um dia intenso? Não que faltar a aulas fosse algo correto, mas andar pela cidade com uma Ferrari, parar uma avenida inteira ao som de The Beatles, rir dos figurões da bolsa de valores, ou simplesmente apreciar a beleza da cidade do alto da Estátua da Liberdade, são sensações de liberdade únicas!

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Alguém se lembra do baixista do Nirvana?

Por Thiago Sampaio em Música

04 de Abril de 2012

Dave Grohl (à esquerda), Kurt Cobain (ao centro) e o esquecido Kris Novoselic (à direita)

No fim dos anos 80 e início dos anos 90, o cenário musical mundial estava dominado pela febre do punk rock e do hard rock. Porém, um novo estilo ganhou seu espaço, fazendo uma mistura da simplicidade do primeiro com a agressividade do segundo: era o grunge. E não existe banda que represente melhor a explosão do estilo do que – perdão Alice in Chains – o Nirvana.

Há quem ame e há quem odeie. Independente do talento musical dos integrantes, não tem como negar que o trio (que lá pelo final se tornou um quarteto) conseguiu, através de melodias simples, fazer hits que ficam na cabeça por gerações. Que jogue uma pedra qualquer um que toca um instrumento de cordas, caso as primeiras notas aprendidas não tiverem sido a introdução de “Come As You Are”.

Fato é que  o vocalista e guitarrista Kurt Cobain, após sua polêmica morte em 1994, se tornou um ícone do rock. Seja pela sua história como músico, pelas atitudes extremamente descoladas ou pelo envolvimento abusivo com drogas, não tem como negar seu fardo icônico, algo que talvez fosse diferente caso estivesse vivo. O baterista Dave Grohl, se tornou vocalista e guitarrista do Foo Fighters, uma das bandas mais bem sucedidas das últimas duas décadas. Não bastasse o sucesso com as bandas, Grohl ainda é considerado um dos instrumentistas mais completos da atualidade – aqui e acolá ele ainda mata saudades da bateria, como fez em turnê com o Queens of the Stone Age, e ainda mostra que é excelente.

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Alguém se lembra do baixista do Nirvana?

Por Thiago Sampaio em Música

04 de Abril de 2012

Dave Grohl (à esquerda), Kurt Cobain (ao centro) e o esquecido Kris Novoselic (à direita)

No fim dos anos 80 e início dos anos 90, o cenário musical mundial estava dominado pela febre do punk rock e do hard rock. Porém, um novo estilo ganhou seu espaço, fazendo uma mistura da simplicidade do primeiro com a agressividade do segundo: era o grunge. E não existe banda que represente melhor a explosão do estilo do que – perdão Alice in Chains – o Nirvana.

Há quem ame e há quem odeie. Independente do talento musical dos integrantes, não tem como negar que o trio (que lá pelo final se tornou um quarteto) conseguiu, através de melodias simples, fazer hits que ficam na cabeça por gerações. Que jogue uma pedra qualquer um que toca um instrumento de cordas, caso as primeiras notas aprendidas não tiverem sido a introdução de “Come As You Are”.

Fato é que  o vocalista e guitarrista Kurt Cobain, após sua polêmica morte em 1994, se tornou um ícone do rock. Seja pela sua história como músico, pelas atitudes extremamente descoladas ou pelo envolvimento abusivo com drogas, não tem como negar seu fardo icônico, algo que talvez fosse diferente caso estivesse vivo. O baterista Dave Grohl, se tornou vocalista e guitarrista do Foo Fighters, uma das bandas mais bem sucedidas das últimas duas décadas. Não bastasse o sucesso com as bandas, Grohl ainda é considerado um dos instrumentistas mais completos da atualidade – aqui e acolá ele ainda mata saudades da bateria, como fez em turnê com o Queens of the Stone Age, e ainda mostra que é excelente.

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