Crítica: "Vingadores: Era de Ultron" mantém o nível de diversão do primeiro - Cinema Sinergia 
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Cinema Sinergia

por Thiago Sampaio

Crítica: “Vingadores: Era de Ultron” mantém o nível de diversão do primeiro

Por Thiago Sampaio em Crítica

23 de Abril de 2015

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Não tem como negar que a franquia “Os Vingadores” (The Avengers) é o suprassumo dos fãs de cultura pop pelo motivo de ver em cena vários heróis do Universo Marvel juntos, muitas vezes até ignorando possíveis defeitos. O primeiro longa, de 2012, foi um grande marco nesse quesito para a Marvel Studios após preparar terreno com os filmes individuais, realizar esse sonho de muitos (algo que as adaptações da DC Comics ainda caminham em marcha lenta). A sequencia, “Vingadores: Era de Ultron” (Avengers: Age of Ultron, 2015) chega às telas com expectativa alta e cumpre o dever de garantir o mesmo nível de entretenimento, agora prejudicado pela ausência do fator novidade.

Sinopse

Tentando proteger o planeta de ameaças como as vistas no primeiro filme, Tony Stark busca construir um sistema de inteligência artifical que cuidaria da paz mundial. O projeto acaba dando errado e gera o nascimento do Ultron (voz de James Spader), um poderoso andróide com tendências homicidas. Capitão América (Chris Evans), Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) terão que se unir para mais uma vez salvar o universo.

Mesma fórmula

Retornando à cadeira de diretor, Joss Whedon não sai da zona de conforto e repete a fórmula que deu certo no primeiro filme. Batalhas grandiosas, piadinhas entre os personagens, duelos entre os próprios heróis…estão tudo lá novamente, agora adotando um tom mais sombrio. A trama do plano do vilão Ultron de extinção da humanidade para procriar a própria espécie (roteiro do próprio Whedon) não passa de “esqueleto” para destilar esses momentos de deslumbre para o público alvo, com o orçamento de U$ 250 milhões nitidamente bem investido ao longo dos 142 minutos.

O que não necessariamente é um defeito, pois o que não faltam são ingredientes para encher os olhos dos fãs. Logo na sequencia inicial, quando todos os heróis lutam juntos em um demorado plano aberto, “A Era de Ultron” mostra a que veio: turma reunida, diversão garantida. E não faltam cenas de ação de grande porte e convicentes, como a luta de Hulk com o Homem de Ferro armado com sua armadura gigante (a Hulkbuster), o duelo de Capitão América com Ultron em uma rodovia, até a explosiva batalha final contra milhares de robôs assassinos (que diga-se de passagem, morrem com uma facilidade semelhante às dos bonecos de massa de Power Rangers ou os Stormtroopers de Star Wars).

Personagens em destaque

Mesmo com tantos personagens, todos ganham momentos de destaque e o humor segue como ponto forte. Robert Downey Jr., no papel de Tony Stark, volta a roubar a cena pelo ar sempre arrogante e não poupando piadas com os que o cercam, principalmente o Capitão América, o líder que sofre bullying dos demais por causa do ar ingênuo e educado. Chris Hemsworth, o Thor, tem seus momentos por acreditar que ninguém além dele é capaz de erguer o seu martelo. Mark Ruffalo segue ótimo apresentando a dualidade do depressivo Bruce Banner, enquanto o instinto animalesco de Hulk mais uma vez garante momentos de risos.

Mas é Jeremy Renner, o Gavião Arqueiro que, se no primeiro foi jogado para escanteio durante grande parte da projeção, aqui ganha grande importância sendo o responsável por trazer traços de humanidade à produção ao se mostrar um homem de família, além de unir o grupo. Nessa linha de trazer algum drama, Scarlett Johansson, a Viúva Negra, é responsável ao revelar detalhes do passado, além de protagonizar um improvável romance com Bruce Banner que funciona para a narrativa.

As novidades

Se já virou uma característica das produções da Marvel Studios encher de referências aos fãs para os filmes seguintes, “Vingadores: Era de Ultron” se mostra bem contido nesse sentido. Não há personagens surpresas, além dos que já foram mostrados em diversos trailers. E não, não há cena pós-créditos, apenas uma durante os mesmos que não surpreende. O que há de novo e não estava no anterior, funciona.

Os personagens Mercúrio (Aaron Taylor-Johnson, no piloto automático) e Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen, promissora) estão bem estilosos e têm bons momentos em cena, principalmente ele que, através da super velocidade, traz dores de cabeça ao Gavião Arqueiro, Capitão América e o próprio Ultron. Visão (Paul Bettany), o tranquilo humanoide é outro chamariz com um discurso racional e um ar sábio, algo como uma espécie de Dr.Manhattan (de Watchmen). O vilão Ultron é um show à parte, criado com maestria através de captação de movimentos pelo ator James Spader (sua voz é de arrepiar a espinha), ainda que perca em termos de carisma em comparação com o Loki (Tom Hiddlestone) do primeiro.

Funciona

“Vingadores: Era de Ultron” não tem a mesma qualidade de enredo que “Capitão América 2: O Soldado Invernal” (Captain America: The Winter Soldier, 2014) ou o efeito surpresa que “Guardiões da Galáxia” (Guardians of the Galaxy, 2014) teve. Pode deixar em alguns a sensação de que falta algo, mas não resta dúvidas que a superprodução tem todos os ingredientes para agradar os fãs fiéis, garantindo mais uma continuação e, claro, bilheteria inflada!

Nota: 8,0

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Crítica: “Vingadores: Era de Ultron” mantém o nível de diversão do primeiro

Por Thiago Sampaio em Crítica

23 de Abril de 2015

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Não tem como negar que a franquia “Os Vingadores” (The Avengers) é o suprassumo dos fãs de cultura pop pelo motivo de ver em cena vários heróis do Universo Marvel juntos, muitas vezes até ignorando possíveis defeitos. O primeiro longa, de 2012, foi um grande marco nesse quesito para a Marvel Studios após preparar terreno com os filmes individuais, realizar esse sonho de muitos (algo que as adaptações da DC Comics ainda caminham em marcha lenta). A sequencia, “Vingadores: Era de Ultron” (Avengers: Age of Ultron, 2015) chega às telas com expectativa alta e cumpre o dever de garantir o mesmo nível de entretenimento, agora prejudicado pela ausência do fator novidade.

Sinopse

Tentando proteger o planeta de ameaças como as vistas no primeiro filme, Tony Stark busca construir um sistema de inteligência artifical que cuidaria da paz mundial. O projeto acaba dando errado e gera o nascimento do Ultron (voz de James Spader), um poderoso andróide com tendências homicidas. Capitão América (Chris Evans), Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) terão que se unir para mais uma vez salvar o universo.

Mesma fórmula

Retornando à cadeira de diretor, Joss Whedon não sai da zona de conforto e repete a fórmula que deu certo no primeiro filme. Batalhas grandiosas, piadinhas entre os personagens, duelos entre os próprios heróis…estão tudo lá novamente, agora adotando um tom mais sombrio. A trama do plano do vilão Ultron de extinção da humanidade para procriar a própria espécie (roteiro do próprio Whedon) não passa de “esqueleto” para destilar esses momentos de deslumbre para o público alvo, com o orçamento de U$ 250 milhões nitidamente bem investido ao longo dos 142 minutos.

O que não necessariamente é um defeito, pois o que não faltam são ingredientes para encher os olhos dos fãs. Logo na sequencia inicial, quando todos os heróis lutam juntos em um demorado plano aberto, “A Era de Ultron” mostra a que veio: turma reunida, diversão garantida. E não faltam cenas de ação de grande porte e convicentes, como a luta de Hulk com o Homem de Ferro armado com sua armadura gigante (a Hulkbuster), o duelo de Capitão América com Ultron em uma rodovia, até a explosiva batalha final contra milhares de robôs assassinos (que diga-se de passagem, morrem com uma facilidade semelhante às dos bonecos de massa de Power Rangers ou os Stormtroopers de Star Wars).

Personagens em destaque

Mesmo com tantos personagens, todos ganham momentos de destaque e o humor segue como ponto forte. Robert Downey Jr., no papel de Tony Stark, volta a roubar a cena pelo ar sempre arrogante e não poupando piadas com os que o cercam, principalmente o Capitão América, o líder que sofre bullying dos demais por causa do ar ingênuo e educado. Chris Hemsworth, o Thor, tem seus momentos por acreditar que ninguém além dele é capaz de erguer o seu martelo. Mark Ruffalo segue ótimo apresentando a dualidade do depressivo Bruce Banner, enquanto o instinto animalesco de Hulk mais uma vez garante momentos de risos.

Mas é Jeremy Renner, o Gavião Arqueiro que, se no primeiro foi jogado para escanteio durante grande parte da projeção, aqui ganha grande importância sendo o responsável por trazer traços de humanidade à produção ao se mostrar um homem de família, além de unir o grupo. Nessa linha de trazer algum drama, Scarlett Johansson, a Viúva Negra, é responsável ao revelar detalhes do passado, além de protagonizar um improvável romance com Bruce Banner que funciona para a narrativa.

As novidades

Se já virou uma característica das produções da Marvel Studios encher de referências aos fãs para os filmes seguintes, “Vingadores: Era de Ultron” se mostra bem contido nesse sentido. Não há personagens surpresas, além dos que já foram mostrados em diversos trailers. E não, não há cena pós-créditos, apenas uma durante os mesmos que não surpreende. O que há de novo e não estava no anterior, funciona.

Os personagens Mercúrio (Aaron Taylor-Johnson, no piloto automático) e Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen, promissora) estão bem estilosos e têm bons momentos em cena, principalmente ele que, através da super velocidade, traz dores de cabeça ao Gavião Arqueiro, Capitão América e o próprio Ultron. Visão (Paul Bettany), o tranquilo humanoide é outro chamariz com um discurso racional e um ar sábio, algo como uma espécie de Dr.Manhattan (de Watchmen). O vilão Ultron é um show à parte, criado com maestria através de captação de movimentos pelo ator James Spader (sua voz é de arrepiar a espinha), ainda que perca em termos de carisma em comparação com o Loki (Tom Hiddlestone) do primeiro.

Funciona

“Vingadores: Era de Ultron” não tem a mesma qualidade de enredo que “Capitão América 2: O Soldado Invernal” (Captain America: The Winter Soldier, 2014) ou o efeito surpresa que “Guardiões da Galáxia” (Guardians of the Galaxy, 2014) teve. Pode deixar em alguns a sensação de que falta algo, mas não resta dúvidas que a superprodução tem todos os ingredientes para agradar os fãs fiéis, garantindo mais uma continuação e, claro, bilheteria inflada!

Nota: 8,0