Crítica: 'Velozes e Furiosos 6' corrige erros do anterior e garante boa diversão - Cinema Sinergia 
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Cinema Sinergia

por Thiago Sampaio

Crítica: ‘Velozes e Furiosos 6’ corrige erros do anterior e garante boa diversão

Por Thiago Sampaio em Crítica

29 de Maio de 2013

Pôster de 'Velozes e Furiosos 6'

Foto: Divulgação

A franquia “Velozes & Furiosos” (2001-2014) já adquiriu uma fórmula e um número de fãs suficiente para ter quantas continuações os produtores bem entenderem. Não importa a história, mas tendo carros potentes e boas cenas de ação, está tudo certo. Após ridicularizar a imagem do Brasil no mediano quinto filme, de subtítulo Operação Rio (Fast Five, 2011), a série chega a Velozes e Furiosos 6 (Fast & Furious 6, 2013) corrigindo alguns defeitos do episódio anterior e com todos os ingredientes para o bom entretenimento do público alvo.

Antes de tudo, vale um breve contexto: depois de a série começar como uma despretensiosa obra de apreciação dos fãs de carros tunados no primeiro Velozes & Furiosos (The Fast and the Furious, 2001) – uma espécie de remake de Caçadores de Emoção (1991), a série focou mais no gênero policial a partir do quarto – Velozes & Furiosos 4 (Fast & Furious, 2009), quando os protagonistas originais (Vin Diesel, Paul Walker, Jordana Brewster e Michelle Rodriguez) se reúnem novamente. Os “rachas” deram vez às tramas de assalto, numa mistura de 11 Homens e Um Segredo (2001) com a ação exagerada de Missão Impossível (1996). E com resultados positivos na bilheteria cada vez maiores!

Se em Velozes & Furiosos 4 fomos apresentados a um interessante novo modelo do jogo “polícia e ladrão”, o quinto, Velozes e Furiosos – Operação Rio, exagerou em situações forçadas para incluir novos e velhos personagens. Com a “gangue” já reunida, o roteiro de Chris Morgan (o mesmo dos últimos três filmes) soa mais natural neste sexto episódio, com liberdade para abordar as cenas de ação. Por outro lado, os planos do grupo liderado por Vin Diesel e Paul Walker estão menos elaborados, priorizando desta vez o humor.

Usando principalmente os personagens Roman (Tyrese Gibson), Han (Sung Kang) e Tej (Ludacris) como alívio cômico, VF6 tem uma leveza diferente dos anteriores. Alguns momentos são desnecessários, como a necessidade de ver cada um esbanjando a riqueza no começo, e outros até divertem, como o desconjuntado combate de Roman e Han contra o apagado vilão Shaw (Luke Evans). Além deles, o grupo ganha o reforço de Gina Carano, que tem apenas a missão de aplicar os seus conhecimentos de ex-lutadora de MMA, mas certamente garante bons momentos nos dois combates contra a durona Michelle Rodriguez.

Remanescente do anterior, o policial Luke Hobbs (Dwayne ‘The Rock’ Johnson) vira praticamente um terceiro protagonista, dividindo bem a força bruta e o carisma com Vin Diesel. Na ponta do triângulo, Paul Walker até que ganha mais espaço, com direito até a uma luta corporal com três bandidos em uma prisão (e Brian O’Connor sabia brigar?!). Mas o inexpressivo ator continua sendo o menos importante entre os principais. Pior ainda para a brasileira naturalizada americana Jordana Brewster, que tem como única função ser uma mãe de família ameaçada, indo contra os princípios de mulher forte que a franquia tanto pregava.

Mas indo ao que realmente interessa: VF6 é o mais grandioso da série, até pelo orçamento de U$ 160 milhões, visível nas cenas de ação. No comando da franquia desde o terceiro, o diretor oriental Justin Lin mostra que está se aperfeiçoando no comando de cenas de ação grandiosas, sem a necessidade de deixar o espectador desnorteado. E elas estão cada vez mais criativas e fugindo dos padrões de realidade. Levando em conta que a proposta é divertir com absurdos que crescem em progressão geométrica a cada episódio, o resultado é satisfatório.

Para não fugir da tradição,o diretor Justin Lin utiliza apenas uma cena de “racha” e aborda mais os combate corpo a corpo, dando vez a quase todos os personagens. A parceria entre Diesel e The Rock no clímax contra dois brutamontes relembra os velhos tempos de telecatch, com direito a cabeçada e tudo mais. Além disso, não faltam perseguições emocionantes e sequencias envolvendo até tanques de guerra e aviões. Aqueles momentos em que se passa pela cabeça “espera, aí já é demais…”, estão lá aos montes.

É fato que muito diálogos ainda são duros de engolir e situações como a amnésia da personagem de Michelle Rodriguez não passam de uma grande desculpa para o seu retorno do mundo dos mortos. Mas é preciso estar consciente do que está por vir ao sentar na poltrona para assistir a um filme da série. Vin Diesel é capaz de tirar uma bala do peito sozinho apenas com uma pinça? Releva-se.

É fácil criticar a franquia “Velozes e Furiosos” pelo o seu conteúdo vazio. Mas é fato que grande parte daqueles que lotam as filas saem com o grau de satisfação em dia. E a gangue de Diesel-Walker-Johnson e companhia vai continuar destruindo muitas cidades do mundo, pois o fim deste sexto episódio deixa o gancho para o sétimo filme, com um vilão especial. Liguem o NOS e pé no acelerador!

Nota: 7,0

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Crítica: ‘Velozes e Furiosos 6’ corrige erros do anterior e garante boa diversão

Por Thiago Sampaio em Crítica

29 de Maio de 2013

Pôster de 'Velozes e Furiosos 6'

Foto: Divulgação

A franquia “Velozes & Furiosos” (2001-2014) já adquiriu uma fórmula e um número de fãs suficiente para ter quantas continuações os produtores bem entenderem. Não importa a história, mas tendo carros potentes e boas cenas de ação, está tudo certo. Após ridicularizar a imagem do Brasil no mediano quinto filme, de subtítulo Operação Rio (Fast Five, 2011), a série chega a Velozes e Furiosos 6 (Fast & Furious 6, 2013) corrigindo alguns defeitos do episódio anterior e com todos os ingredientes para o bom entretenimento do público alvo.

Antes de tudo, vale um breve contexto: depois de a série começar como uma despretensiosa obra de apreciação dos fãs de carros tunados no primeiro Velozes & Furiosos (The Fast and the Furious, 2001) – uma espécie de remake de Caçadores de Emoção (1991), a série focou mais no gênero policial a partir do quarto – Velozes & Furiosos 4 (Fast & Furious, 2009), quando os protagonistas originais (Vin Diesel, Paul Walker, Jordana Brewster e Michelle Rodriguez) se reúnem novamente. Os “rachas” deram vez às tramas de assalto, numa mistura de 11 Homens e Um Segredo (2001) com a ação exagerada de Missão Impossível (1996). E com resultados positivos na bilheteria cada vez maiores!

Se em Velozes & Furiosos 4 fomos apresentados a um interessante novo modelo do jogo “polícia e ladrão”, o quinto, Velozes e Furiosos – Operação Rio, exagerou em situações forçadas para incluir novos e velhos personagens. Com a “gangue” já reunida, o roteiro de Chris Morgan (o mesmo dos últimos três filmes) soa mais natural neste sexto episódio, com liberdade para abordar as cenas de ação. Por outro lado, os planos do grupo liderado por Vin Diesel e Paul Walker estão menos elaborados, priorizando desta vez o humor.

Usando principalmente os personagens Roman (Tyrese Gibson), Han (Sung Kang) e Tej (Ludacris) como alívio cômico, VF6 tem uma leveza diferente dos anteriores. Alguns momentos são desnecessários, como a necessidade de ver cada um esbanjando a riqueza no começo, e outros até divertem, como o desconjuntado combate de Roman e Han contra o apagado vilão Shaw (Luke Evans). Além deles, o grupo ganha o reforço de Gina Carano, que tem apenas a missão de aplicar os seus conhecimentos de ex-lutadora de MMA, mas certamente garante bons momentos nos dois combates contra a durona Michelle Rodriguez.

Remanescente do anterior, o policial Luke Hobbs (Dwayne ‘The Rock’ Johnson) vira praticamente um terceiro protagonista, dividindo bem a força bruta e o carisma com Vin Diesel. Na ponta do triângulo, Paul Walker até que ganha mais espaço, com direito até a uma luta corporal com três bandidos em uma prisão (e Brian O’Connor sabia brigar?!). Mas o inexpressivo ator continua sendo o menos importante entre os principais. Pior ainda para a brasileira naturalizada americana Jordana Brewster, que tem como única função ser uma mãe de família ameaçada, indo contra os princípios de mulher forte que a franquia tanto pregava.

Mas indo ao que realmente interessa: VF6 é o mais grandioso da série, até pelo orçamento de U$ 160 milhões, visível nas cenas de ação. No comando da franquia desde o terceiro, o diretor oriental Justin Lin mostra que está se aperfeiçoando no comando de cenas de ação grandiosas, sem a necessidade de deixar o espectador desnorteado. E elas estão cada vez mais criativas e fugindo dos padrões de realidade. Levando em conta que a proposta é divertir com absurdos que crescem em progressão geométrica a cada episódio, o resultado é satisfatório.

Para não fugir da tradição,o diretor Justin Lin utiliza apenas uma cena de “racha” e aborda mais os combate corpo a corpo, dando vez a quase todos os personagens. A parceria entre Diesel e The Rock no clímax contra dois brutamontes relembra os velhos tempos de telecatch, com direito a cabeçada e tudo mais. Além disso, não faltam perseguições emocionantes e sequencias envolvendo até tanques de guerra e aviões. Aqueles momentos em que se passa pela cabeça “espera, aí já é demais…”, estão lá aos montes.

É fato que muito diálogos ainda são duros de engolir e situações como a amnésia da personagem de Michelle Rodriguez não passam de uma grande desculpa para o seu retorno do mundo dos mortos. Mas é preciso estar consciente do que está por vir ao sentar na poltrona para assistir a um filme da série. Vin Diesel é capaz de tirar uma bala do peito sozinho apenas com uma pinça? Releva-se.

É fácil criticar a franquia “Velozes e Furiosos” pelo o seu conteúdo vazio. Mas é fato que grande parte daqueles que lotam as filas saem com o grau de satisfação em dia. E a gangue de Diesel-Walker-Johnson e companhia vai continuar destruindo muitas cidades do mundo, pois o fim deste sexto episódio deixa o gancho para o sétimo filme, com um vilão especial. Liguem o NOS e pé no acelerador!

Nota: 7,0