Crítica Archives - Cinema Sinergia 
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Cinema Sinergia

por Thiago Sampaio

Crítica

Crítica: “Vingadores: Ultimato” é o desfecho à altura da grandiosidade do projeto

Por Thiago Sampaio em Crítica

26 de Abril de 2019

Foto: Divulgação

Análise sem spoilers

“Vingadores: Ultimato” (Avengers: Endgame, 2019) é um raro caso de produção que já nasce vendida sozinha, com papo de bater recordes de bilheteria, sem nem precisar revelar muita coisa nos trailers. Aquele típico evento cinematográfico que acontece num intervalo de gerações. Ele encerra aquela saga que se iniciou há 11 anos, passando por 21 filmes, atenuada pela curiosidade do público após os eventos trágicos ocorridos no ótimo “Vingadores: Guerra Infinita” (Avengers: Infinity War, 2018).

Por mais que o longa anterior tenha iniciado essa conclusão, agora é o momento de cravar um destino para alguns personagens importantes que estávamos acostumados a estarem sempre ali, garantindo um entretenimento de qualidade. E o resultado é não apenas um deleite para os fãs, mas uma produção que realmente trata com muito carinho os seus heróis.

Na trama, após Thanos (Josh Brolin) eliminar metade das criaturas vivas, os Vingadores precisam lidar com a dor da perda de amigos e seus entes queridos. Com Tony Stark (Robert Downey Jr.) vagando perdido no espaço sem água e comida, Steve Rogers (Chris Evans) precisa liderar a resistência contra o titã louco e, junto aos aliados restantes, elaborar um plano para salva os amigos que desapareceram e restaurar a ordem do universo.
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Crítica: “A Maldição da Chorona” é um amontoado de clichês de fazer chorar

Por Thiago Sampaio em Crítica

24 de Abril de 2019

Foto: Divulgação

Filmes sobre assombrações em forma de mulher são produzidos aos montes pela indústria. Apesar do título parecer ter saído de um episódio do seriado Chaves, “A Maldição da Chorona” (The Curse of La Llorona, 2019) é baseado numa famosa lenda do México. O que acaba por ter pouco efeito, já que o longa-metragem não se aprofunda no folclore e se resume a uma coleção de clichês do gênero com a única intenção de dar sustos no espectador.

A trama se passa na cidade de Los Angeles da década de 1970, em que uma assistente social (Linda Cardellini), criando seus dois filhos sozinha, começa a ver semelhanças entre um caso que está investigando e a entidade sobrenatural Chorona. A lenda conta que, em vida, ela afogou seus filhos e depois se jogou no rio. Agora ela chora eternamente, capturando outras crianças para substituir os filhos.

O mais estranho desta produção de James Wan é a forçada de barra para inseri-la no seu universo compartilhado de “Invocação do Mal” (2013, 2016), que inclui os dois “Annabelle” (2014, 2017) e “A Freira” (2018). A única ligação é o personagem do Padre Perez (vivido por Tony Amendola), do primeiro “Annabelle”, que cita a tal boneca (e a direção ainda faz questão de mostrá-la num rápido e desnecessário flashback, para não deixar dúvidas que é ela mesma de quem ele está falando) e mais nada. E assim como os demais derivados, este não passa de uma produção genérica e esquecível.
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Crítica: Live-action de “Dumbo” honra o original e traz novas ideias de maneira honesta

Por Thiago Sampaio em Crítica

17 de Abril de 2019

Foto: Divulgação

Seguindo essa onda de fazerem versões live-actions de tudo o que é animação clássica da Walt Disney Pictures, chegou a vez do elefante voador “Dumbo” (idem, 1941). Apesar de dizerem por aí que a produção era a favorita do próprio Disney, o desenho não é tão idolatrado pelo público em geral e o material de apenas 64 minutos tinha pouco a ser aprofundado numa nova versão. Mas o diretor Tim Burton, famoso por ser visionário no passado, consegue atribuir o seu olhar próprio, ampliando aquela história. O novo “Dumbo” (2019) não tem nada de marcante, mas passa longe de fazer feio e honra a memória do seu criador.

Na história, ambientada em 1919, Holt Farrier (Colin Farrell) é uma ex-estrela de circo que, ao retornar da Primeira Guerra Mundial, encontra seu mundo virado de cabeça para baixo. Sua esposa faleceu enquanto estava fora e ele agora precisa criar os dois filhos. Ele recebe a função de cuidar de uma elefante que está prestes a ter bebê. Quando o filhote nasce, todos ficam surpresos com o tamanho de suas orelhas, o que faz com que de início seja desprezado. Porém, tudo muda quando o mundo descobre que as imensas orelhas permitem que Dumbo voe, atraindo os olhares do público e de um empresário inescrupuloso.
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Crítica: “Shazam!” é o melhor longa da DC desde “Batman: O Cavaleiro das Trevas”

Por Thiago Sampaio em Crítica

05 de Abril de 2019

Foto: Divulgação

Se as adaptações da DC Comics para o cinema ainda dividem opiniões, produzir um longa sobre um garoto que se transforma num adulto que tem praticamente os mesmos poderes do Superman, com um uniforme horroroso e que nunca foi tão badalado, parecia uma ideia que beirava a insanidade. Tudo remava contra o antigo “Capitão Marvel”, que mudou de nome ao ser adquirido pela DC junto a Fawcett Comics no início dos anos 70, por motivos óbvios para não fazer propaganda da concorrente.

Mas a boa notícia é que “Shazam!” (idem, 2019) segue uma boa recuperação do estúdio, sem a preocupação de forçar um universo compartilhado. Se “Mulher Maravilha” (2017) e “Aquaman” (2018) conquistaram boas críticas, este afasta de vez o tom sombrio característico de Zack Snyder e acerta em cheio ao se assumir como uma comédia despretensiosa.

Na trama, Billy Batson (Asher Angel) é um pré-adolescente órfão de 14 anos que vive fugindo de abrigos e famílias adotivas. Mas tudo muda quando ele recebe de um antigo mago o dom de se transformar num super-herói adulto chamado Shazam! (Zachary Levi), cujo nome é um acróstico formado pelas iniciais de Salomão, Hércules, Atlas, Zeus, Aquiles e Mercúrio. Ao gritar a palavra, ele se transforma nessa versão e conta com a ajuda do seu irmão adotivo Freddy (Jack Dylan Grazer) para testar suas habilidades. Contudo, ele precisa aprender a controlar seus poderes para enfrentar o vilão Dr. Thaddeus Sivana (Mark Strong), que deseja roubar o seu dom.
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Crítica: Com “Nós”, Jordan Peele entrega mais um intrigante bombardeio de metáforas sociais

Por Thiago Sampaio em Crítica

28 de Março de 2019

Foto: Divulgação

Análise sem spoilers

Jordan Peele, definitivamente, é um diretor bastante talentoso. Pode ser que a carreira tenha oscilações, assim como tem sido a de M. Night Shyamalan (uma das suas influências), mas pelo o pouco que produziu num curto período, certamente ele ainda vai fazer muito barulho. Se logo no filme de estreia, “Corra!” (Get Out, 2017), conseguiu emplacar indicações nas principais categorias do Oscar (mesmo que seja para a Academia levantar a bandeira da representatividade) com um suspense cheio de metáforas sobre racismo, ele fez de novo em “Nós” (Us, 2019). O alvo agora é mais amplo. E ele faz rir, assusta muito e faz pensar bastante após o término da sessão como poucas produções do gênero.

Na trama, Adelaide (Lupita Nyong’o) é uma mulher que passou por forte trauma quando criança. Mas cresceu bem, se casou com Gabe (Winston Duke) e tiveram dois filhos. A família decide passar um fim de semana na praia e descansar em uma casa de veraneio. Eles começam a aproveitar o ensolarado local, mas a chegada de um grupo misterioso durante a noite muda tudo e o quarteto se torna refém dos invasores.
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Crítica: Razoável na ação e com roteiro frouxo, “Operação Fronteira” não justifica o elenco de peso

Por Thiago Sampaio em Crítica

19 de Março de 2019

Foto: Divulgação

Já virou comum a Netflix comprar produções questionáveis que provavelmente passariam desapercebidas pelos cinemas, mas chegam com força na plataforma de streaming. É o caso deste “Operação Fronteira” (Triple Frontier, 2019), que começou a ser produzido em meados de 2009 e quase nada do material original foi aproveitado. Apoiado no elenco de peso que inclui Ben Affleck, Oscar Isaac, Charlie Hunnam, Garrett Hedlund e Pedro Pascal, além da força de Kathryn Bigelow (vencedora do Oscar por “Guerra Ao Terror”, 2008) como produtora, o longa funciona em partes, ainda que o resultado de um modo geral seja bem esquecível.

Na trama, Tom Davis (Affleck), Santiago Garcia (Isaac), Francisco Morales (Pascal), William Miller (Hunnam) e Ben Miller (Hedlund) são cinco ex-soldados das Forças Especiais dos Estados Unidos que decidem se reunir para executar um plano arriscado: roubar um poderoso senhor do crime na fronteira que separa o Brasil da Colômbia e do Peru. No entanto, quando o esquema dá errado, os antigos companheiros de batalha precisarão lutar por suas vidas.
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Crítica: Encontrando equilíbrio, “Capitã Marvel” é um filme de origem redondo e eficiente

Por Thiago Sampaio em Crítica

12 de Março de 2019

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Mais de dez anos depois do início do tão bem sucedido universo Marvel nos cinemas, o estúdio finalmente ganha o seu primeiro longa estrelado por uma heroína do sexo feminino, rodeado de expectativas pelos fãs por ser o último filme antes do tão aguardado “Vingadores: Ultimato” (Avengers: Endgame, 2019), em que muitos aguardam ganchos sugestivos.

Além disso, vem sofrendo até ameaças de boicote após declarações da protagonista Brie Larson em que disse que os eventos para a imprensa deveriam ser mais inclusivos. Afinal, há motivo para tanto incômodo? Não! “Capitã Marvel” (Captain Marvel, 2019) está longe de ser um filme marcante, tem os seus defeitos, mas o resultado é um longa bem amarrado dentro do próprio arco, transmitindo suas ideias com sutileza.

Na trama, Carol Danvers (Brie Larson) é uma ex-agente da Força Aérea norte-americana, que, sem se lembrar de sua vida na Terra, é recrutada pelos Kree para fazer parte de seu exército de elite. Inimiga declarada dos Skrull, ela acaba voltando ao seu planeta de origem para impedir uma invasão dos metaformos e, assim, vai acabar descobrindo a verdade sobre si, com a ajuda do agente Nick Fury (Samuel L. Jackson).
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Crítica: Irônico e contundente, “Infiltrado na Klan” é essencial

Por Thiago Sampaio em Crítica

21 de Fevereiro de 2019

Foto: Divulgação

Spike Lee é um cineasta com uma carreira sólida, sempre levantando a bandeira da segregação racial com muita ironia e crítica, como em “Faça a Coisa Certa” (1989) e “Malcom X” (1992). Mas irônico mesmo é que, em 2015, ele recebeu um Oscar honorário pelo conjunto da obras e, três anos depois, entregou talvez o seu melhor longa-metragem, sendo indicado pela primeira vez pela Academia na categoria Melhor Diretor. Mais ácido e contundente do que nunca, “Infiltrado na Klan” (BlacKKKlansman, 2018), indicado a seis prêmios (também a melhor Filme, Ator Coadjuvante, Roteiro Adaptado, Trilha Sonora Original e Montagem), é acima de tudo, atual.

A trama se situa em 1978. Ron Stallworth (John David Washington), um policial negro do Colorado, consegue se infiltrar na Ku Klux Klan local. Ele se comunicava com os outros membros do grupo por meio de telefonemas e cartas. Quando precisava estar fisicamente presente, enviava um outro policial branco (Adam Driver) no seu lugar. Depois de meses de investigação, Ron se tornou um dos líderes da seita, sendo responsável por sabotar uma série de linchamentos e outros crimes de ódio orquestrados pelos racistas.
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Crítica: “Green Book – O Guia” é um eficiente road movie com obstáculos dramáticos

Por Thiago Sampaio em Crítica

12 de Fevereiro de 2019

Foto: Divulgação

Já é comum termos aqueles indicados ao Oscar de Melhor Filme com tom despretensioso, leve, que dificilmente desagradam alguém. Foi assim com “Ou Tudo Ou Nada” (1997), “Pequena Miss Sunshine” (2006), “Juno” (2007), “O Lado Bom da Vida” (2012), dentre tantos outros. Nesta edição de 2019, quem assume esse papel é “Green Book – O Guia” (Green Book, 2018), que chega com o respaldo de ter levado o Globo de Ouro na categoria Melhor Filme – Comédia ou Musical e vem sendo comparado com “Conduzindo Miss Daisy” (1989), vencedor do principal prêmio da Academia em 1990, só que “às aversas”. Mas neste caso, o fato de ser “baseado em fatos reais” pode acabar por interromper as pretensões por causa de algumas polêmicas.

A história se passa em 1962 e apresenta Tony Vallelonga (Viggo Mortensen), um americano descendente de italianos que trabalha como segurança de uma discoteca em Nova York. Precisando de emprego após um incidente no local, ele vai a uma entrevista com Don Shirley (Mahershala Ali), um pianista Que precisa de motorista para a sua turnê. Enquanto os dois se chocam no início, já que Tony apresenta comportamentos racistas, um vínculo entre os dois cresce à medida que eles viajam.
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Crítica: “Creed II” mantém o bom nível dramático do seu antecessor

Por Thiago Sampaio em Crítica

31 de Janeiro de 2019

Foto: Divulgação

A saga Rocky sempre se destacou, pelo menos dentro da proposta do primeiro filme, de 1976, por trazer a luta como pano de fundo para o drama. Depois de seis filmes, a ideia de prolongar a franquia com o filho de Apollo Creed e o ícônico personagem de Sylvester Stallone como coadjuvante parecia arriscada, mas “Creed: Nascido para Lutar” (Creed, 2015) recebeu críticas positivas e garantiu a indicação ao Oscar para o querido ator da boca torta. Abordando uma nova história sobre superação, possibilitou uma continuidade, agora com Michael B. Jordan no posto principal. Felizmente, “Creed II” (idem, 2018) mantém o nível do anterior, retomando conflitos do passado e desenvolvendo novas relações. Não tem o fator surpresa, mas a tarefa de empolgar e emocionar é de novo bem sucedida.

Na trama, Adonis Creed (Jordan) saiu mais forte do que nunca de sua luta contra ‘Pretty’ Ricky Conlan, do longa anterior, e segue sua trajetória rumo ao campeonato mundial de boxe, contra toda a desconfiança que acompanha a sombra de seu pai e com o apoio de Rocky (Stallone). Sua próxima luta não será tão simples, ele precisa enfrentar um adversário que possui uma forte ligação com o passado de sua família: Viktor Drago (Florian Munteanu), filho de Ivan Drago (Dolph Lundgren), ex-adversário do seu mentor e responsável por matar o seu pai no ringue.
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Crítica: “Creed II” mantém o bom nível dramático do seu antecessor

Por Thiago Sampaio em Crítica

31 de Janeiro de 2019

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A saga Rocky sempre se destacou, pelo menos dentro da proposta do primeiro filme, de 1976, por trazer a luta como pano de fundo para o drama. Depois de seis filmes, a ideia de prolongar a franquia com o filho de Apollo Creed e o ícônico personagem de Sylvester Stallone como coadjuvante parecia arriscada, mas “Creed: Nascido para Lutar” (Creed, 2015) recebeu críticas positivas e garantiu a indicação ao Oscar para o querido ator da boca torta. Abordando uma nova história sobre superação, possibilitou uma continuidade, agora com Michael B. Jordan no posto principal. Felizmente, “Creed II” (idem, 2018) mantém o nível do anterior, retomando conflitos do passado e desenvolvendo novas relações. Não tem o fator surpresa, mas a tarefa de empolgar e emocionar é de novo bem sucedida.

Na trama, Adonis Creed (Jordan) saiu mais forte do que nunca de sua luta contra ‘Pretty’ Ricky Conlan, do longa anterior, e segue sua trajetória rumo ao campeonato mundial de boxe, contra toda a desconfiança que acompanha a sombra de seu pai e com o apoio de Rocky (Stallone). Sua próxima luta não será tão simples, ele precisa enfrentar um adversário que possui uma forte ligação com o passado de sua família: Viktor Drago (Florian Munteanu), filho de Ivan Drago (Dolph Lundgren), ex-adversário do seu mentor e responsável por matar o seu pai no ringue.
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