Cena Cultural - Por Thiago Sampaio 
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Cena Cultural

por Thiago Sampaio

Crítica: “Liga da Justiça” é leve, divertido e esquecível

Por Thiago Sampaio em Crítica

20 de novembro de 2017

Foram décadas de espera por parte de fãs para ver a Liga da Justiça materializada com atores reais no cinema. Acontece que, como a Marvel partiu na frente nessa tarefa de apresentar os seus heróis e juntá-los num mesmo projeto, coube à DC Comics correr atrás do tempo perdido.

Foto: Divulgação

Foram décadas de espera por parte de fãs para ver a Liga da Justiça materializada com atores reais no cinema. Acontece que, como a Marvel partiu na frente nessa tarefa de apresentar os seus heróis e juntá-los num mesmo projeto, coube à DC Comics correr atrás do tempo perdido.

O tom pesado e irregular de “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” (Batman v Superman: Dawn of Justice, 2016) e, principalmente, a bagunça generalizada que foi “Esquadrão Suicida” (Suicide Squad, 2016) não foram nada animadores. Mas para o alívio geral, “Liga da Justiça” (Justice League, e 2017) busca reparar os próprios erros. Não decepciona justamente por apostar no caminho sem risco. Garante aquela diversão momentânea sem tentar disfarçar que estamos diante de uma aventura genérica.

Na trama, impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade após a morte do Superman (Henry Cavill), Bruce Wayne (Ben Affleck) convoca sua nova aliada Diana Prince (Gal Gadot) para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha recrutam um time de meta-humanos, que inclui Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e Flash (Ezra Miller), que terão a missão de proteger as caixas maternas que, se caírem nas mãos da nova ameaça, pode culminar no apocalipse.

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Crítica: “Thor: Ragnarok” diverte se encarado como uma comédia despretensiosa

Por Thiago Sampaio em Crítica

07 de novembro de 2017

Comprando essa ideia, temos uma aventura que diverte, ainda que o produto soe deslocado nesse universo já estabelecido.Dentro do mundo cinematográfico da Marvel, os dois filmes do Thor nunca foram unanimidade, sendo bem modesto, para não dizer que eles não agradaram de jeito nenhum. Mesmo com uma fórmula que mescla ação, efeitos especiais e humor já estabelecida, era preciso uma mudança radical se quisessem emplacar um terceiro longa. A solução? Transformar “Thor: Ragnarok” (idem, 2017) numa comédia assumida, beirando o pastelão, com resquícios daqueles personagens conhecidos. Comprando essa ideia, temos uma aventura que diverte, ainda que o produto soe deslocado nesse universo.

Na trama, Thor (Chris Hemsworth) retorna a Asgard, agora dominada pelo seu irmão Loki (Tom Hiddleston). Nas mãos de uma nova e poderosa ameaça, Hela (Cate Blanchett), ele acaba sendo preso no devastado planeta Sakaar, sem o seu martelo, colocando-o numa corrida contra o tempo para voltar ao seu mundo e impedir Ragnarok, a destruição total. Mas, primeiro, precisa sobreviver a uma luta mortal de gladiadores.

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Crítica: “Blade Runner 2049” já nasce como um novo clássico da ficção científica

Por Thiago Sampaio em Crítica

11 de outubro de 2017

Continuação chega 35 anos depois, não só mantendo as raízes do original, mas ampliando os questionamentos de maneira fiel, atualizada

Foto: Divulgação

Aquele “Blade Runner: O Caçador de Andróides” (Blade Runner, 1982) que foi aos cinemas demorou muito para ser compreendido. Depois de várias versões, em que pequenos detalhes que permeavam a mente do diretor Ridley Scott foram surgindo, o longa ganhou o status de cult por parte dos fãs de sci-fi. Só depois de alguns anos foi possível enxergar melhor que ali não se tratava de um longa de ação, mas uma produção de cunho existencialista.

Após muito se falar sobre uma continuação, projetos cancelados, rejeição dos fãs por considerá-la desnecessária (o que até faz sentido), “Blade Runner 2049” (idem, 2017) chega 35 anos depois, não só mantendo as raízes do original, mas ampliando os questionamentos de maneira fiel, atualizada e, principalmente, arquitetada como um produto de maneira admirável.

A trama é simples: trinta anos após os eventos do primeiro longa, um novo caçador de replicantes, o policial K (Ryan Gosling), do Departamento de Polícia de Los Angeles, desenterra um segredo que tem o potencial de mergulhar o que sobrou da sociedade em caos. A descoberta o leva a uma jornada em busca de Rick Deckard (Harrison Ford), um antigo blade runner (nome atribuído aos caçadores) que está desaparecido há décadas.

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Crítica: “Bingo – O Rei das Manhãs” é, de fato, a melhor opção brasileira para o Oscar 2018

Por Thiago Sampaio em Crítica

22 de setembro de 2017

"Bingo: O Rei das Manhãs" (idem, 2017) é uma das mais eficientes produções do cinema nacional dos últimos anos.

Foto: Divulgação

A premissa de uma cinebiografia de um dos muitos intérpretes do palhaço Bozo no Brasil não é das mais interessantes. Até porque a história de um artista deslumbrado com a fama que cai no vício das drogas já foi abordada em exaustão. Mas graças ao tratamento quase cirúrgico do diretor Daniel Rezende (o que inclui a performance irretocável do protagonista), “Bingo: O Rei das Manhãs” (idem, 2017) é uma das mais eficientes produções do cinema nacional dos últimos anos.

A trama apresenta Augusto Mendes (Vladimir Brichta), um ator de pornochanchadas que se depara com sua grande chance ao se tornar “Bingo”, um palhaço apresentador de um programa infantil que é sucesso absoluto no Brasil. Logo ele conquista a garotada com o estilo debochado e chega à liderança da audiência nas manhãs, ao mesmo tempo em que mergulha em uma vida de excessos, que o afasta de seu filho.

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Crítica: Remake de “It – A Coisa” é uma definitiva “obra-prima do medo”

Por Thiago Sampaio em Crítica

12 de setembro de 2017

"It - A Coisa" (It, 2017) funciona muito bem ao misturar o horror psicológico com uma forte carga de nostalgia.

Foto: Divulgação

Publicado em 1986, “It” (No Brasil, “A Coisa”) é uma das raras obras de Stephen King com mais de mil páginas. A saga das crianças assombradas por um palhaço demoníaco até a fase adulta ganhou um telefilme em 1990, exibido como uma minissérie de dois episódios, que ganhou o status de cult pelos fãs de terror. Agora, Pennywise ganha uma nova adaptação, com toda a pompa de uma produção grande para os cinemas e marketing avassalador. E “It – A Coisa” (It, 2017) funciona muito bem ao misturar o horror psicológico com uma forte carga de nostalgia.

A trama se passa 1989, em Derry, pacata cidade do Maine, quando as crianças começam a desaparecer. Os jovens Bill (Jaeden Lieberher), Richie (Finn Wolfhard), Stanley (Wyatt Oleff), Mike (Chosen Jacobs), Eddie (Jack Dylan Grazer), Ben (Jeremy Ray Taylor) e Beverly (Sophia Lillis), adolescentes que sofrem bullying, se juntam para combater Pennywise (Bill Skarsgård), um palhaço cuja história de violência remonta há séculos, ao mesmo tempo em que cada um deles precisam enfrentar seus medos mais íntimos.

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Crítica: “Annabelle 2: A Criação do Mal” supera o anterior, porém, ainda é um terror genérico

Por Thiago Sampaio em Crítica

18 de agosto de 2017

"Annabelle" (idem, 2014) foi lançado como um spin-off de "Invocação do Mal" (The Conjuring, 2013), apadrinhado pelo diretor James Wan, com a proposta de expandir aquele universo, sem esconder o cunho de caça níquel. Apesar de execrado pela crítica, teve bom resultado, custando apenas U$ 6,5 milhões e faturando U$ 256,8 milhões pelo mundo. Uma continuação sobre a horrorosa boneca demoníaca era quase inevitável e "Annabelle 2: A Criação do Mal" (Annabelle: Creation, 2017) chega apenas três anos depois, com um resultado que, apesar de superior ao antecessor, cai nos mesmos clichês dos longas genéricos.

Foto: Divulgação

“Annabelle” (idem, 2014) foi lançado como um spin-off de “Invocação do Mal” (The Conjuring, 2013), apadrinhado pelo diretor James Wan, com a proposta de expandir aquele universo, sem esconder o cunho de caça níquel. Apesar de execrado pela crítica, teve bom retorno, custando apenas U$ 6,5 milhões e faturando U$ 256,8 milhões pelo mundo. Uma continuação sobre a horrorosa boneca demoníaca era quase inevitável e “Annabelle 2: A Criação do Mal” (Annabelle: Creation, 2017) chega apenas três anos depois, com um resultado que, apesar de superior ao antecessor, cai nos mesmos clichês dos longas genéricos.

A trama mostra a trágica morte da filha de um habilidoso artesão de bonecas. Doze anos depois, ele e sua esposa decidem, por caridade, acolher em sua casa uma freira e dezenas de meninas desalojadas de um orfanato. Atormentado pelas lembranças traumáticas, o casal ainda precisa lidar com um  demônio do passado que ressurge: Annabelle.

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Crítica: “Dunkirk” compensa o fraco roteiro com um espetáculo audiovisual

Por Thiago Sampaio em Crítica

10 de agosto de 2017

Foto: Divulgação

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O diretor Christopher Nolan, com apenas 10 longas no currículo, já atingiu o status de colocar o seu nome nos materiais de divulgação como principal referência a cada nova produção. Amem ou odeiem, fica a curiosidade pelo o que está por vir. Pela primeira vez ele se arrisca num filme de guerra e “Dunkirk” (idem, 2017) já nasce pretensioso por sair do lugar comum dos demais longas do gênero. É fato que ele entrega um show audiovisual inédito, o que já torna a experiência especial. É possível ver e ouvir o talento! Mas também tem abertura para aqueles que adoram tirar o seu valor.

A trama narra a Operação Dínamo, mais conhecida como a Evacuação de Dunquerque, em que soldados aliados da Bélgica, do Império Britânico e da França são rodeados pelo exército alemão e devem ser resgatados no início da Segunda Guerra Mundial. A história acompanha três momentos distintos: uma hora de confronto no céu, onde o piloto Farrier (Tom Hardy) precisa destruir um avião inimigo, um dia inteiro em alto mar, onde o civil britânico Dawson (Mark Rylance) leva seu barco de passeio para ajudar a resgatar o exército de seu país, e uma semana na praia, onde o jovem soldado Tommy (Fionn Whitehead) busca escapar a qualquer preço.

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Crítica: “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” é o filme ideal do herói para o momento

Por Thiago Sampaio em Crítica

12 de julho de 2017

Foto: Divulgação

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Nem é preciso repetir que num intervalo de 15 anos, Homem-Aranha vai para a sua terceira versão nos cinemas. Mas agora o cenário é diferente. Com o universo compartilhado de heróis da Marvel Studios muito bem estabelecido, foi preciso uma verdadeira novela para adquirir os direitos do Amigão da Vizinhança junto a Sony Pictures. O final das negociações foi feliz, o passe do personagem está sendo “compartilhado”, e a nova produção não poderia ter título mais adequado: “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (Spider-Man: Homecoming, 2017). No que se propõe a trazer renovação, mantendo a fidelidade, o resultado é irretocável.

A trama é simples: depois de atuar ao lado do Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) e cia, chegou a hora do pequeno Peter Parker (Tom Holland) voltar para casa e para a sua vida, já não mais tão normal. Lutando diariamente contra pequenos crimes nas redondezas, ele pensa ter encontrado a missão de sua vida quando o vilão Abutre (Michael Keaton) surge amedrontando a cidade realizando grandes roubos.

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Crítica: “Mulher-Maravilha” traz protagonismo feminino e uma eficiente aventura de época

Por Thiago Sampaio em Crítica

01 de junho de 2017

Foto: Divulgação

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A disputa entre as adaptações da Marvel e DC para os cinemas virou uma rivalidade por parte dos fãs que beira o clubismo. Mas é fato que a DC está tentando tirar o atraso, enquanto a concorrente já estabeleceu o seu próprio universo compartilhado de heróis. “O Homem de Aço” (2013) e “Batman Vs Superman” (2016) balançaram as críticas e “Esquadrão Suicida” (2016) foi uma unanimidade negativa.

“Mulher-Maravilha” (Wonder Woman, 2017) chega com a responsabilidade de introduzir o primeiro longa solo de uma personagem mulher dos dois mundos. E o resultado é uma superprodução honesta que agrada aos fãs e o público em geral, abordando temas como feminismo e inclusão, o que já a torna um diferencial. Para o universo da DC nas telonas, uma esperança para o que virá em seguida: “Liga da Justiça”.

Na trama, Diana Prince (Gal Gadot) é treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível. Nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do lugar, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra.

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Crítica: “Corra!” é mais do que um suspense eficiente…é essencial!

Por Thiago Sampaio em Crítica

19 de Maio de 2017

Foto: Divulgação

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Em meio a tantos filmes de suspense que são lançados no mercado, é louvável quando uma produção tenta transmitir algo mais do que apenas dar sustos. No caso de “Corra!” (Get Out, 2017), os ingredientes básicos do gênero são trabalhados de maneira admirável, servindo também como uma forte crítica social, com uma roupagem rara. E não à toa, é até aqui a sensação do ano, colecionando críticas positivas.

Na trama, Chris (Daniel Kaluuya) é um jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada caucasiana Rose (Allison Williams). A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz negro, mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito mais perturbador.

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Crítica: “Corra!” é mais do que um suspense eficiente…é essencial!

Por Thiago Sampaio em Crítica

19 de Maio de 2017

Foto: Divulgação

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Em meio a tantos filmes de suspense que são lançados no mercado, é louvável quando uma produção tenta transmitir algo mais do que apenas dar sustos. No caso de “Corra!” (Get Out, 2017), os ingredientes básicos do gênero são trabalhados de maneira admirável, servindo também como uma forte crítica social, com uma roupagem rara. E não à toa, é até aqui a sensação do ano, colecionando críticas positivas.

Na trama, Chris (Daniel Kaluuya) é um jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada caucasiana Rose (Allison Williams). A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz negro, mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito mais perturbador.

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