Cena Cultural - Por Thiago Sampaio 
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Cena Cultural

por Thiago Sampaio

Crítica: “Megatubarão” se beneficiaria caso se levasse ainda menos à sério…

Por Thiago Sampaio em Crítica

16 de agosto de 2018

Foto: Divulgação

Filmes de monstros são uma espécie de subgênero do cinema desde sempre. Suspense com tubarões, então, já foram trabalhados aos montes desde que Steven Spielberg lançou o seu clássico em 1975, chegando ao extremo da autoparódia com a franquia “Sharknado”, que já vai para o sexto episódio. “Megatubarão” (The Meg 2018) chega para visitar novamente essas águas conhecidas e, consciente de que não há muitos materiais novos a serem explorados, acerta ao não se levar à sério. Porém, a superprodução parece temer se reconhecer como uma obra satírica e fica presa num meio termo que tende a encalhar pelo caminho, apesar de algumas ondas empolgantes.

A trama, sem grandes novidades, traz a tripulação de um submarino que fica presa em uma área do do Oceano Pacífico após ser atacada por uma criatura pré-histórica que acreditava-se estar extinta: um tubarão de mais de 20 metros, o Megalodon. Para salvá-los, um oceanógrafo chinês contrata Jonas Taylor (Jason Statham), um mergulhador especializado em resgates em água profundas que já encontrou com a criatura anteriormente.

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Crítica: “Missão: Impossível – Efeito Fallout” eleva o nível da bem sucedida franquia

Por Thiago Sampaio em Crítica

06 de agosto de 2018

Manter uma franquia ativa por mais de 20 anos e sem indícios de desgaste definitivamente não é uma tarefa fácil. Desde o eficiente primeiro longa de 1996, dirigido por Brian De Palma, quando tinha um tom de filme de espionagem, passando pelo problemático segundo longa de ação desenfreada, comandado por John Woo em 2000, “Missão: Impossível” passou a definir uma identidade a partir do terceiro, de 2006, com direção de J.J. Abrams, justamente quando o astro Tom Cruise tomou de vez para si o controle criativo.

A partir dali o público já ia para os cinemas sabendo o que esperar: cenas grandiosas e Cruise fazendo loucuras sem dublê. “Missão: Impossível – Efeito Fallout” (Mission Impossible – Fallout, 2018) segue essa tendência, costurando o arco estabelecido em “Missão: Impossível – Protocolo Fantasma” (Mission: Impossible – Ghost Protocol, 2011), de Brad Bird, e “Missão: Impossível – Nação Secreta” (Mission: Impossible – Rogue Nation, 2016), de Christopher McQuarrie, e imprime um ritmo ainda mais dinâmico, levando tudo para a última potência.

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Crítica: “Homem-Formiga e a Vespa” acerta ao ir na contramão do tom sério de “Guerra Infinita”

Por Thiago Sampaio em Crítica

20 de julho de 2018

Foto: Divulgação

O ano de 2018 marca os 10 anos da Marvel Studios e “Vingadores: Guerra Infinita” (Avengers: Infinity War, 2018) veio para coroar essa década que revolucionou as adaptações de super heróis para o cinema. Grandioso como deveria ser e com o final “incômodo” que alimenta a expectativa para a segunda parte, que estreia em 2019! Qualquer produção que viesse em seguida iria falhar feio se tentasse equiparar de alguma forma o impacto.

Justamente por ir na contramão que “Homem-Formiga e a Vespa” (Ant-Man and the Wasp, 2018), continuação do longa de 2015, acerta em cheio. Com tom despretensioso e leve, a produção tem plena consciência de que o protagonista em questão é menor (sem trocadilhos) do que os vizinhos mais famosos e brinca de maneira eficaz com a própria imagem, resultando numa agradável “Sessão da Tarde”.

Na trama, Scott Lang (Paul Rudd) lida com as consequências de suas escolhas tanto como super-herói quanto como pai. Enquanto tenta reequilibrar sua vida com suas responsabilidades como o Homem-Formiga, ele é confrontado por Hope van Dyne (Evangeline Lilly), que assumiu o traje da Vespa, e pelo Dr. Hank Pym (Michael Douglas) com uma nova missão urgente: resgatar Janet Van Dyne (Michelle Pfeiffer), a Vespa original, presa há décadas no mundo quântico.

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Crítica: “Jurassic World: Reino Ameaçado” tenta inovar em uma franquia fadada ao desgaste

Por Thiago Sampaio em Crítica

17 de julho de 2018

Foto: Divulgação

citei aqui o quanto o primeiro “Jurassic Park” (idem, 1993) foi revolucionário em sua época e continua irretocável. Após duas continuações que não surtiram o mesmo efeito nem de longe, foram 14 anos de hiato até sair uma espécie de sequência/reboot. “Jurassic World” (idem, 2015) funcionou dentro da proposta de atualizar aquele universo, ainda que a produção seja um remake disfarçado do original. Sua continuação, “Jurassic World: Reino Ameaçado” (Jurassic World: Fallen Kingdon, 2018), acerta ao tentar fazer diferença e trazer traços autorais. Mas a sensação é que essa franquia já poderia ter sido extinta há muito tempo.

Na trama, três anos após o fechamento do Jurassic World, um vulcão prestes a entrar em erupção põe em risco a vida na ilha Nublar. No local não há mais qualquer presença humana, com os dinossauros vivendo livremente. Diante da situação, é preciso tomar uma decisão: deve-se retornar à ilha para salvar os animais ou abandoná-los para uma nova extinção? Decidida a resgatá-los, Claire (Bryce Dallas Howard) convoca Owen (Chris Pratt) a retornar à ilha com ela.

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Crítica: “Os Incríveis 2” acerta ao manter a fórmula que deu certo em 2004

Por Thiago Sampaio em Crítica

12 de julho de 2018

Foto: Divulgação

“Os Incríveis” (The Incredibles, 2004) foi lançado há nada menos que 14 anos. Arrecadou mais de U$ 630 milhões nas bilheterias e até hoje é uma das melhores produções sobre super heróis já lançadas. Misturava assuntos familiares com cenas de ação e humor de maneira coesa, natural. O final ali dava indícios para uma continuação, que parecia que ficaria engavetada. Os tempos mudaram, a Disney/Pixar lançou diversas animações de qualidade, mas ainda existia a expectativa pelo retorno daquela família que tenta – mas não consegue – ser tradicional americana. Felizmente, o diretor Brad Bird aceitou voltar e “Os Incríveis 2” (The Incredibles, 2018) chega repetindo a receita que deu certo e ainda funciona muito bem nos dias atuais.

Na trama, Helena Pêra (voz original de Holly Hunter) é chamada para liderar uma campanha que pede a volta dos super-heróis, enquanto Beto Pêra (voz de Craig T. Nelson) se empenha nas atividades de casa com os filhos Violeta (voz de Sarah Vowell), Flecha (voz de Huck Milner) e o bebê Zezé – os quais os superpoderes estão prestes a serem descobertos. A missão deles acaba sofrendo uma reviravolta, quando um novo vilão surge com um plano que ameaça todo o mundo. Com isso, os Pêra, contando com a ajuda do amigo Gelado (voz de Samuel L. Jackson), partem para combater esse desafio.

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Crítica: “Hereditário” impressiona ao mesclar o sobrenatural e o psicológico

Por Thiago Sampaio em Crítica

26 de junho de 2018

Foto: Divulgação

De gênero desgastado até um passado recente, é animadora a nova safra de longas de terror/suspense e seus realizadores. “A Bruxa” (The Witch, 2016), de Robert Eggers, foi de uma audácia artística impressionante. “Corra!” (Get Out, 2017), dirigido pelo comediante Jordan Peele, foi indicado ao Oscar de Melhor Filme misturando o sobrenatural com crítica social. “Um Lugar Silencioso” (A Quiet Place, 2018) é uma das produções mais tensas dos últimos anos e colocou o ator John Kransinski no patamar de revelação como cineasta.

“Hereditário” (Hereditary, 2018) chega para fomentar essa boa fase, saindo do lugar comum e apresentando o estreante Ari Aster, nome que visivelmente tem talento no que faz.

Na trama, após a morte da reclusa avó, a família Graham começa a desvendar algumas coisas. Mesmo após a partida da matriarca, ela permanece como uma sombra sobre a família, especialmente sobre a solitária neta adolescente, Charlie (Milly Shapiro), por quem ela sempre manteve uma fascinação não usual. Com um crescente terror tomando conta da casa, a família explora lugares mais escuros para escapar do infeliz destino que herdaram.

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Flashback: 25 anos depois, “Jurassic Park” continua uma obra-prima à frente de sua época

Por Thiago Sampaio em Flashback

13 de junho de 2018

Foto: Divulgação

O tempo passa rápido. Tanto que já fazem 25 anos que chegava aos cinemas “Jurassic Park” (idem, 1993) – ou “Parque dos Dinossauros”, como preferirem – para mudar a percepção geral de superprodução. Como forma de comemorar o aniversário e também promover “Jurassic World: Reino Ameaçado” (Jurassic World: Fallen Kingdom, 2018), novo longa da longínqua franquia, o original foi relançado nos cinemas, com cópias convertidas para Imax 3D.

E conferir a obra nas telonas nos dias atuais só confirma que aquele era um filme que estava bem à frente de sua época e, com o passar dos anos e o lançamento de novos derivados, se torna ainda mais irretocável.

Na trama, um parque construído por um milionário tem como atração, para futuros visitantes, dinossauros diversos, extintos há sessenta e cinco milhões de anos. Isto é possível por ter sido encontrado um inseto fossilizado, que tinha sugado sangue destes dinossauros, de onde pôde-se isolar o DNA, o código químico da vida, e, a partir deste ponto, recriá-los em laboratório. O proprietário convoca uma equipe de especialistas para dar o veredito sobre a viabilidade do parque funcionar. Mas, o que parecia ser um sonho se torna um pesadelo, quando a experiência sai do controle de seus criadores.

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Crítica: “Han Solo: Uma História Star Wars” é uma “Sessão da Tarde” sem alma

Por Thiago Sampaio em Crítica

08 de junho de 2018

Foto: Divulgação

Nenhuma produção da franquia “Star Wars” foi tão problemática como esse “Han Solo: Uma História Star Wars” (Solo: A Star Wars Story, 2018). Tudo começou com a demissão dos diretores Chris Miller e Phil Lord (responsáveis pelo ótimo “Uma Aventura Lego”, 2014). Boatos apontam que o tom cômico em demasia não agradou Kathleen Kennedy, presidente da Lucasfilm. No lugar deles, foi contratado o experiente Ron Howard.

Depois falava-se que a atuação do protagonista Alden Ehrenreich não estava convincente, necessitando contratar um professor de interpretação e passar por refilmagens. Tantas incertezas deram pouco tempo para a produção trabalhar o marketing, tanto que os trailers foram divulgados pouco antes da estreia, quando o corte final nem estava pronto. Conferindo o produto, vemos uma aventura protocolar, que não teme em sair da zona de segurança, talvez por medo de errar. Longe de ser um desastre mas, de tão sem alma própria, será facilmente esquecida pelos fãs da saga.

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Crítica: “Deadpool 2” funciona ao ampliar a fórmula que deu certo no primeiro

Por Thiago Sampaio em Crítica

22 de Maio de 2018

Foto: Divulgação

O primeiro “Deadpool” (idem, 2016) foi essencial para quebrar o padrão dos filmes de super heróis que ainda são lançados em exaustão. Com censura imprópria para menores de 18 anos, piadas referentes a diversos ícones da cultura pop, tirando sarro das gafes e clichês do gênero e sem levar nem a si próprio à sério, deu uma guinada na carreira de Ryan Reynolds, que tomou este como seu projeto pessoal.

Isso, além de facilitar para que a Fox permitisse longas com traços autorais, nem tão voltados para o público infanto-juvenil, caso de “Logan” (idem, 2017). Era uma aposta arriscada, tanto que contou com um orçamento modesto. Assim, “Deadpool 2” (idem, 2018) chega com investimento bem maior, amplia suas pretensões, mas o resultado é semelhante justamente por seguir a fórmula que funcionou.

Na trama, o mercenário Wade Wilson (Reynolds), o Deadpool, combate criminosos ao redor de todo o mundo, enquanto traça planos futuros com a namorada Vanessa (Morena Baccarin). Quando o super soldado Cable (Josh Brolin) vem do futuro em uma missão para assassinar o jovem mutante Russel (Julian Dennison), o tagarela precisa aprender o que é ser herói de verdade para salvá-lo. Para isso, ele precisa recorrer a integrantes dos X-Men e inicia a formação de um novo grupo, a X-Force.

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Flashback: Marvel Studios abre sua trajetória com o pé direito em “Homem de Ferro”

Por Thiago Sampaio em Flashback

30 de Abril de 2018

Foto: Divulgação

Caros leitores, “Vingadores: Guerra Infinita” (Avengers: Infinity War, 2018) está fazendo um estardalhaço nas bilheterias e gerando muitos comentários. A crítica deste que vos fala, você pode ler aqui. Porém, o longa que coroa os 10 anos da Marvel Studios não teria chegado neste nível de grandiosidade, ou, provavelmente, nem existiria, se o filme de estreia da coluna Flashback tivesse naufragado. No dia 30 de abril de 2008, chegava aos cinemas “Homem de Ferro” (Iron Man, 2008)!

No ano 2000, o diretor Bryan Singer e sua trupe de mutantes dos X-Men fizeram a moda de adaptar heróis dos quadrinhos para às telas voltar com tudo. Depois dali, vieram Batman, Homem-Aranha, Hulk, Superman, Quarteto Fantástico, Demolidor, Justiceiro, Motoqueiro Fantasma…enfim, havia a certeza que o Homem de Ferro uma hora teria sua vez nas telonas. Não por importância ou gosto do público pelo personagem, afinal, ele nunca foi dos mais populares. Por isso mesmo, pouca gente poderia apostar que justamente este figurasse como uma das melhores dessas adaptações na época e iniciasse a fonte de riqueza que virou a Marvel nos cinemas.

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Flashback: Marvel Studios abre sua trajetória com o pé direito em “Homem de Ferro”

Por Thiago Sampaio em Flashback

30 de Abril de 2018

Foto: Divulgação

Caros leitores, “Vingadores: Guerra Infinita” (Avengers: Infinity War, 2018) está fazendo um estardalhaço nas bilheterias e gerando muitos comentários. A crítica deste que vos fala, você pode ler aqui. Porém, o longa que coroa os 10 anos da Marvel Studios não teria chegado neste nível de grandiosidade, ou, provavelmente, nem existiria, se o filme de estreia da coluna Flashback tivesse naufragado. No dia 30 de abril de 2008, chegava aos cinemas “Homem de Ferro” (Iron Man, 2008)!

No ano 2000, o diretor Bryan Singer e sua trupe de mutantes dos X-Men fizeram a moda de adaptar heróis dos quadrinhos para às telas voltar com tudo. Depois dali, vieram Batman, Homem-Aranha, Hulk, Superman, Quarteto Fantástico, Demolidor, Justiceiro, Motoqueiro Fantasma…enfim, havia a certeza que o Homem de Ferro uma hora teria sua vez nas telonas. Não por importância ou gosto do público pelo personagem, afinal, ele nunca foi dos mais populares. Por isso mesmo, pouca gente poderia apostar que justamente este figurasse como uma das melhores dessas adaptações na época e iniciasse a fonte de riqueza que virou a Marvel nos cinemas.

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