Cena Cultural - Por Thiago Sampaio
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Cena Cultural

por Thiago Sampaio

Crítica: “Manchester à Beira-Mar” é um profundo drama sobre perdas

Por Thiago Sampaio em Crítica

22 de fevereiro de 2017

Foto: Divulgação

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O silêncio e as atitudes na maioria das vezes são muito mais profundos do que milhões de palavras. A complexidade do ser humano e suas inúmeras reações ao meio em que vive são difíceis de descrever apenas com diálogos. E é essa peculiaridade que faz de “Manchester à Beira-Mar” (Manchester by the Sea, 2016), indicado a seis Oscars (Filme, Diretor, Ator, Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante e Roteiro Original), um longa-metragem tão belo, apesar de triste do início ao fim. Trata-se de uma obra sobre o luto e a forma como cada um lida com as adversidades da vida.

A trama apresenta Lee Chandler (Casey Affleck), um homem que é forçado a retornar para sua cidade natal com o objetivo de tomar conta de seu sobrinho adolescente (Lucas Hedges) após o pai (Kyle Chandler) do rapaz, seu irmão, falecer precocemente. Este retorno ficará ainda mais complicado quando Lee precisa enfrentar as razões que o fizeram ir embora e deixar sua família para trás, anos antes.

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Crítica: “Até o Último Homem” é o melhor Mel Gibson desde “Coração Valente”

Por Thiago Sampaio em Crítica

14 de fevereiro de 2017

Foto: Divulgação

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Mel Gibson é aquele cara cujo potencial tem sido confundido ao longo dos anos com a sua vida pessoal, de modo que nem ele próprio parecia saber ao certo o que queria para a carreira. Consagrado pelas franquias de ação “Mad Max” (1979, 1981, 1985) e “Máquina Mortífera” (1987, 1989, 1992, 1998), vencedor do Oscar de melhor Filme e Diretor por “Coração Valente” (Braveheart, 1995), se viu em meio a polêmicas envolvendo fanatismo religioso, alcoolismo e agressão à ex-esposa, Oksana Grigorieva.

Ele até voltou a atuar em algumas produções como “Os Mercenários 3” (The Expendables 3, 2014) e “Herança de Sangue” (Blood Father, 2016), mas bem longe do destaque de outrora. Em “Até o Último Homem” (Hacksaw Ridge, 2016), indicado a seis Oscars (Filme, Diretor, Ator, Montagem, Mixagem de Som e Edição de Som), Gibson volta a direção 10 anos depois do polêmico “Apocalypto” (idem, 2006), no que parece ser o seu renascimento como artista, unindo talento por trás das câmeras, religião e a característica dose de loucura.

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Crítica: “A Qualquer Custo” traz um retrato cru dos dias atuais

Por Thiago Sampaio em Crítica

08 de fevereiro de 2017

Foto: Divulgação

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“A Qualquer Custo” (Hell or High Water, 2016) é aquele tipo de filme que não é fácil de ser digerido por todos. É monótono e, por muitas vezes, incômodo. Porém, essa peculiaridade é algo que o torna tão diferenciado. Indicado a quatro Oscars (Filme, Ator Coadjuvante, Roteiro Original e Montagem), esse faroeste contemporâneo tem uma forte crítica social escondida numa trama, aparentemente não muito criativa, sobre irmãos que assaltam bancos. Aqui, não há heróis, não há bandidos. Todos são homens comuns, vítimas do sistema opressivo pós depressão americana.

O longa se passa no interior do Texas, Estados Unidos. Toby (Chris Pine) e Tannar (Ben Foster) são irmãos que se reúnem após anos de separação para roubar agências do banco que ameaça a falência das terras da família. Porém, eles se encontram na mira de Marcus (Jeff Bridges), um Texas Ranger que procura por uma última grande perseguição nas vésperas de sua aposentadoria, e seu parceiro comanche, Alberto (Gil Birmingham). Com os perseguidores à sua sombra, os irmãos tramam um último golpe para completar o plano.

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Crítica: “xXx: Reativado” falha feio ao tentar repetir a auto-paródia do original

Por Thiago Sampaio em Crítica

31 de janeiro de 2017

Foto: Divulgação

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Quando “Triplo X” (xXx, 2002) foi lançado, a proposta era fazer uma espécie de paródia dos filmes de espionagem, que têm como ícone máximo a franquia 007. O charme ficava de lado, dando vez aos músculos e os esportes radicais. A ideia também era potencializar a imagem de astro de ação de Vin Diesel, que vinha do sucesso “Velozes e Furiosos” (The Fast and the Furious, 2001). De lá para cá, o ator buscou rumos diferentes, tentou comédia (“Operação Babá”, 2005), trabalhou com Sidney Lumet (“Sob Suspeita”, 2006), até perceber que a fonte da fortuna eram mesmo essas franquias tunadas.

Se os longas dos carros envenenados já vão para o oitavo episódio e Diesel ganhou autonomia para mandar e desmandar, 15 anos depois ele retorna para o outro produto com a mesma intenção. Acontece que o resultado de “xXx: Reativado” (xXx: Return of Xander Cage, 2017) é tão desagradável que dificilmente vai ganhar vida longa.

A trama, ultra criativa, é essa: Xander Cage (Vin Diesel) desiste de sua aposentadoria quando Xiang (Donnie Yen), um guerreiro mortal, coloca suas mãos em uma arma indestrutível chamada de “Caixa de Pandora”. Xander recruta os “melhores soldados do mundo” para destruir o vilão e paralelamente tem que enfrentar uma resistência formada por governos corruptos de todo o mundo.

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La La Land, A Chegada e Moonlight puxam as principais indicações ao Oscar 2017

Por Thiago Sampaio em Oscar

24 de janeiro de 2017

La La Land: 14 indicações - Foto: Divulgação

La La Land: 14 indicações – Foto: Divulgação

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou na manhã desta terça-feira (24), os indicados à 89ª edição do Oscar. Sem maiores surpresas, “La La Land – Cantando Estações” foi o que recebeu mais indicações, 14 no total, igualando os recordes de “A Malvada” (1950) e “Titanic” (1997). É o franco favorito a levar nas principais categorias. Em seguida, estão empatados “A Chegada” e “Moonlight”, com oito indicações cada.

Na lista, algumas peculiaridades: Amy Adams, que estava cotada tanto por “A Chegada” como por “Animais Noturnos”, ficou de fora. Enquanto isso, Meryl Streep foi indicada pela 20ª vez, ampliando o recorde pessoal. Aaron Taylor-Johnson, que venceu o Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante por “Animais Noturnos”, sequer foi indicado, enquanto Michael Shannon, que não estava indicado no Globo de Ouro pelo mesmo filme, figura entre os cotados a levar o Oscar. Mel Gibson, vencedor da estatueta de Melhor Diretor em 1996 por “Coração Valente”, volta a ser indicado mais de duas décadas depois por “Até o Último Homem”.

Muito se esperava uma possível indicação de “Deadpool” na categoria Melhor Filme, mas não foi dessa vez que vimos um longa-metragem de herói figurando nas principais categorias. Enquanto isso, “Doutor Estranho” está indicado entre os melhores Efeitos Visuais e, acreditem se quiser, o tão criticado “Esquadrão Suicida” está indicado na categoria Melhor Maquiagem e Cabelo.

A cerimônia de entrega acontece em 26 de fevereiro, com apresentação de Jimmy Kimmel.

Confira a lista completa dos indicados:

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Crítica: “La La Land: Cantando Estações” é uma bela homenagem aos musicais e ao jazz

Por Thiago Sampaio em Crítica

20 de janeiro de 2017

Foto: Divulgação

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“Quando você pode ver todos os clichês de Hollywood em um quarto?”. Essa frase é proferida pela personagem Mia, vivida por Emma Stone, em “La La Land: Cantando Estações” (La La Land, 2016), mas que também pode definir o próprio longa-metragem. A produção, que promete fazer um arrastão nas principais premiações de 2017, em nenhum momento tenta ser original, fazendo uma homenagem aos musicais clássicos de Hollywood. Mas é diferente. Ao mesmo tempo em que transborda nostalgia, a obra de Damien Chazelle caminha com as próprias pernas numa trama sobre sonhos e rumos da vida, transfigurando para a linguagem audiovisual o ritmo do jazz num visual deslumbrante.

A trama, situada em Los Angeles, apresenta Sebastian (Ryan Gosling), um pianista que sonha em ter o seu próprio clube de jazz. Ele acaba se apaixonando por uma atriz aspirante, a sonhadora Mia (Emma Stone). Mas esse amor passa por várias provações, já que começam a se dedicar mais ao trabalho à medida em que vão se tornando bem-sucedidos.

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Crítica: “Animais Fantásticos e Onde Habitam” funciona independente de Harry Potter

Por Thiago Sampaio em Crítica

23 de novembro de 2016

Foto: Divulgação

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Não é novidade que Harry Potter tem uma legião de fãs fiéis ao redor do mundo. Os oito longas-metragens, adaptados dos sete livros da autora J.K. Rowling, arrecadaram mais de U$ 7 bilhões, fazendo deles a franquia mais lucrativa do cinema (se ignorarmos o ajuste pela inflação, vale avisar), na frente de Star Wars, 007, O Senhor dos Anéis, Piratas do Caribe, entre outros. Sendo assim, era um tanto óbvio que a Warner Bros. não deixaria a sua menina dos olhos só na lembrança e “Animais Fantásticos e Onde Habitam” (Fantastic Beasts and Where to Find Them, 2016) chega para manter o universo vivo e faturar mais alguns bilhões. E tem tudo para conseguir o feito, pois o produto mantém o nível de diversão e funciona independente dos outros filmes.

A trama se passa 70 anos antes da saga Harry Potter e apresenta o magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne), que viaja de Londres para Nova York levando uma maleta mágica onde carrega fantásticos animais do mundo da magia que coletou durante as suas viagens. Em meio a comunidade bruxa norte-america, que teme muito mais a exposição aos “trouxas” (agora chamados de não-majs) do que os ingleses, Newt precisará usar todas suas habilidades e conhecimentos para capturar uma variedade de criaturas que acabam fugindo.

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Crítica: Oliver Stone acerta em seu retorno às tramas políticas com “Snowden – Herói ou Traidor”

Por Thiago Sampaio em Crítica

18 de novembro de 2016

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Não é coincidência o fato de “Snowden – Herói ou Traidor” (Snowden, 2016) ter estreado no ano das eleições presidenciais dos Estados Unidos. Principalmente nesse episódio tão peculiar em que a eleição de um bilionário do partido republicano sem experiência política como Donald Trump foi o assunto mais comentado em qualquer lugar. Todos os países estão de olho na maior maior potência capitalista do mundo. Mas na verdade, quem observa quem? A cinebiografia do ex-funcionário da CIA e da Agência de Segurança Nacional que revelou para a mídia o grande esquema de vigilância global é o retorno em grande estilo do diretor Oliver Stone às tramas políticas, entregando um retrato das artimanhas invasivas que contribuem para os EUA permanecer no topo da pirâmide.

Como é de se esperar, a história narra a façanha do ex-analista de sistemas da CIA Edward Snowden (Joseph Gordon-Levitt). Em 2013, ele divulgou informações confidenciais e de espionagem da NSA, a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos. O material exposto revelou que o país coleta informações da internet e registros telefônicos da população e também de políticos de todo o mundo.

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Crítica: “Doutor Estranho” introduz o misticismo no Universo Marvel com estilo

Por Thiago Sampaio em Crítica

08 de novembro de 2016

Foto: Divulgação

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Há oito anos, “Homem de Ferro” (Iron Man, 2008) deu início ao Universo Cinematográfico Marvel, implantando uma fórmula de fazer filmes de heróis com ação, cores e humor, conseguindo sempre um retorno positivo nas bilheterias. Passados 13 longas-metragens, com personagens já estabelecidos e tal fórmula seguida à risca, sempre deixando claro que os filmes individuais se tratam de aquecimento para que eles se reúnam em uma produção futura, chega “Doutor Estranho” (Doctor Strange, 2016). O longa mantém a receita que tem dado certo, garantindo também um padrão de diversão, mas que pode se mostrar um tanto cansativa para aqueles espectadores que buscam inovação. Ainda assim, o herói, nem tão popular entre o grande público, consegue ser um dos trabalhos mais eficientes da Marvel Studios.

Na trama, Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) leva uma vida bem sucedida como neurocirurgião. Sua vida muda completamente quando sofre um acidente de carro e fica com as mãos debilitadas. Devido a falhas da medicina tradicional, ele parte para um lugar inesperado em busca de cura e esperança, um misterioso enclave chamado Kamar-Taj, localizado em Katmandu. Lá descobre que o local não é apenas um centro medicinal, mas também a linha de frente contra forças malignas místicas que desejam destruir nossa realidade. Ele passa a treinar e adquire poderes mágicos, mas precisa decidir se vai voltar para sua vida comum ou defender o mundo.

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Crítica: “O Contador” apresenta um novo estilo de anti-herói

Por Thiago Sampaio em Crítica

01 de novembro de 2016

Foto: Divulgação

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O que Michael Phelps e Lionel Messi têm em comum? Claro, eles são os atletas mais geniais em seus respectivos esportes. Mas além disso, o primeiro é portador do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e o segundo foi diagnosticado aos oito anos com Síndrome de Asperger, que também acometia outros gênios como os físicos Isaac Newton e Albert Einstein, o naturalista Charles Darwin, o pintor renascentista Michelangelo, entre outros. Essa peculiaridade dessas pessoas “especiais” de canalizar a atenção para o principal talento, tornado-os únicos, é o que torna “O Contador” (The Accountant, 2016) diferente dos filmes de ação padrões, mesmo que falhe em vários aspectos.

Na trama, desde criança, Christian Wolff (Ben Affleck) sofre com ruídos altos e problemas de sensibilidade, devido a Síndrome de Asperger. Ao crescer, Christian se torna um contador extremamente dedicado, graças à facilidade que tem com números. A partir de um escritório de contabilidade, instalado em uma pequena cidade, ele passa a trabalhar para algumas das mais perigosas organizações criminosas do mundo. Ao ser contratado para vistoriar os livros contábeis da Living Robotics, ele descobre uma grande fraude, o que coloca em risco sua vida e da colega de trabalho Dana Cummings (Anna Kendrick).

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Crítica: “O Contador” apresenta um novo estilo de anti-herói

Por Thiago Sampaio em Crítica

01 de novembro de 2016

Foto: Divulgação

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O que Michael Phelps e Lionel Messi têm em comum? Claro, eles são os atletas mais geniais em seus respectivos esportes. Mas além disso, o primeiro é portador do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e o segundo foi diagnosticado aos oito anos com Síndrome de Asperger, que também acometia outros gênios como os físicos Isaac Newton e Albert Einstein, o naturalista Charles Darwin, o pintor renascentista Michelangelo, entre outros. Essa peculiaridade dessas pessoas “especiais” de canalizar a atenção para o principal talento, tornado-os únicos, é o que torna “O Contador” (The Accountant, 2016) diferente dos filmes de ação padrões, mesmo que falhe em vários aspectos.

Na trama, desde criança, Christian Wolff (Ben Affleck) sofre com ruídos altos e problemas de sensibilidade, devido a Síndrome de Asperger. Ao crescer, Christian se torna um contador extremamente dedicado, graças à facilidade que tem com números. A partir de um escritório de contabilidade, instalado em uma pequena cidade, ele passa a trabalhar para algumas das mais perigosas organizações criminosas do mundo. Ao ser contratado para vistoriar os livros contábeis da Living Robotics, ele descobre uma grande fraude, o que coloca em risco sua vida e da colega de trabalho Dana Cummings (Anna Kendrick).

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