Cena Cultural - Por Thiago Sampaio
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Cena Cultural

por Thiago Sampaio

Crítica: Remake de “It – A Coisa” é uma definitiva “obra-prima do medo”

Por Thiago Sampaio em Crítica

12 de setembro de 2017

"It - A Coisa" (It, 2017) funciona muito bem ao misturar o horror psicológico com uma forte carga de nostalgia.

Foto: Divulgação

Publicado em 1986, “It” (No Brasil, “A Coisa”) é uma das raras obras de Stephen King com mais de mil páginas. A saga das crianças assombradas por um palhaço demoníaco até a fase adulta ganhou um telefilme em 1990, exibido como uma minissérie de dois episódios, que ganhou o status de cult pelos fãs de terror. Agora, Pennywise ganha uma nova adaptação, com toda a pompa de uma produção grande para os cinemas e marketing avassalador. E “It – A Coisa” (It, 2017) funciona muito bem ao misturar o horror psicológico com uma forte carga de nostalgia.

A trama se passa 1989, em Derry, pacata cidade do Maine, quando as crianças começam a desaparecer. Os jovens Bill (Jaeden Lieberher), Richie (Finn Wolfhard), Stanley (Wyatt Oleff), Mike (Chosen Jacobs), Eddie (Jack Dylan Grazer), Ben (Jeremy Ray Taylor) e Beverly (Sophia Lillis), adolescentes que sofrem bullying, se juntam para combater Pennywise (Bill Skarsgård), um palhaço cuja história de violência remonta há séculos, ao mesmo tempo em que cada um deles precisam enfrentar seus medos mais íntimos.

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Crítica: “Annabelle 2: A Criação do Mal” supera o anterior, porém, ainda é um terror genérico

Por Thiago Sampaio em Crítica

18 de agosto de 2017

"Annabelle" (idem, 2014) foi lançado como um spin-off de "Invocação do Mal" (The Conjuring, 2013), apadrinhado pelo diretor James Wan, com a proposta de expandir aquele universo, sem esconder o cunho de caça níquel. Apesar de execrado pela crítica, teve bom resultado, custando apenas U$ 6,5 milhões e faturando U$ 256,8 milhões pelo mundo. Uma continuação sobre a horrorosa boneca demoníaca era quase inevitável e "Annabelle 2: A Criação do Mal" (Annabelle: Creation, 2017) chega apenas três anos depois, com um resultado que, apesar de superior ao antecessor, cai nos mesmos clichês dos longas genéricos.

Foto: Divulgação

“Annabelle” (idem, 2014) foi lançado como um spin-off de “Invocação do Mal” (The Conjuring, 2013), apadrinhado pelo diretor James Wan, com a proposta de expandir aquele universo, sem esconder o cunho de caça níquel. Apesar de execrado pela crítica, teve bom retorno, custando apenas U$ 6,5 milhões e faturando U$ 256,8 milhões pelo mundo. Uma continuação sobre a horrorosa boneca demoníaca era quase inevitável e “Annabelle 2: A Criação do Mal” (Annabelle: Creation, 2017) chega apenas três anos depois, com um resultado que, apesar de superior ao antecessor, cai nos mesmos clichês dos longas genéricos.

A trama mostra a trágica morte da filha de um habilidoso artesão de bonecas. Doze anos depois, ele e sua esposa decidem, por caridade, acolher em sua casa uma freira e dezenas de meninas desalojadas de um orfanato. Atormentado pelas lembranças traumáticas, o casal ainda precisa lidar com um  demônio do passado que ressurge: Annabelle.

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Crítica: “Dunkirk” compensa o fraco roteiro com um espetáculo audiovisual

Por Thiago Sampaio em Crítica

10 de agosto de 2017

Foto: Divulgação

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O diretor Christopher Nolan, com apenas 10 longas no currículo, já atingiu o status de colocar o seu nome nos materiais de divulgação como principal referência a cada nova produção. Amem ou odeiem, fica a curiosidade pelo o que está por vir. Pela primeira vez ele se arrisca num filme de guerra e “Dunkirk” (idem, 2017) já nasce pretensioso por sair do lugar comum dos demais longas do gênero. É fato que ele entrega um show audiovisual inédito, o que já torna a experiência especial. É possível ver e ouvir o talento! Mas também tem abertura para aqueles que adoram tirar o seu valor.

A trama narra a Operação Dínamo, mais conhecida como a Evacuação de Dunquerque, em que soldados aliados da Bélgica, do Império Britânico e da França são rodeados pelo exército alemão e devem ser resgatados no início da Segunda Guerra Mundial. A história acompanha três momentos distintos: uma hora de confronto no céu, onde o piloto Farrier (Tom Hardy) precisa destruir um avião inimigo, um dia inteiro em alto mar, onde o civil britânico Dawson (Mark Rylance) leva seu barco de passeio para ajudar a resgatar o exército de seu país, e uma semana na praia, onde o jovem soldado Tommy (Fionn Whitehead) busca escapar a qualquer preço.

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Crítica: “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” é o filme ideal do herói para o momento

Por Thiago Sampaio em Crítica

12 de julho de 2017

Foto: Divulgação

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Nem é preciso repetir que num intervalo de 15 anos, Homem-Aranha vai para a sua terceira versão nos cinemas. Mas agora o cenário é diferente. Com o universo compartilhado de heróis da Marvel Studios muito bem estabelecido, foi preciso uma verdadeira novela para adquirir os direitos do Amigão da Vizinhança junto a Sony Pictures. O final das negociações foi feliz, o passe do personagem está sendo “compartilhado”, e a nova produção não poderia ter título mais adequado: “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (Spider-Man: Homecoming, 2017). No que se propõe a trazer renovação, mantendo a fidelidade, o resultado é irretocável.

A trama é simples: depois de atuar ao lado do Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) e cia, chegou a hora do pequeno Peter Parker (Tom Holland) voltar para casa e para a sua vida, já não mais tão normal. Lutando diariamente contra pequenos crimes nas redondezas, ele pensa ter encontrado a missão de sua vida quando o vilão Abutre (Michael Keaton) surge amedrontando a cidade realizando grandes roubos.

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Crítica: “Mulher-Maravilha” traz protagonismo feminino e uma eficiente aventura de época

Por Thiago Sampaio em Crítica

01 de junho de 2017

Foto: Divulgação

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A disputa entre as adaptações da Marvel e DC para os cinemas virou uma rivalidade por parte dos fãs que beira o clubismo. Mas é fato que a DC está tentando tirar o atraso, enquanto a concorrente já estabeleceu o seu próprio universo compartilhado de heróis. “O Homem de Aço” (2013) e “Batman Vs Superman” (2016) balançaram as críticas e “Esquadrão Suicida” (2016) foi uma unanimidade negativa.

“Mulher-Maravilha” (Wonder Woman, 2017) chega com a responsabilidade de introduzir o primeiro longa solo de uma personagem mulher dos dois mundos. E o resultado é uma superprodução honesta que agrada aos fãs e o público em geral, abordando temas como feminismo e inclusão, o que já a torna um diferencial. Para o universo da DC nas telonas, uma esperança para o que virá em seguida: “Liga da Justiça”.

Na trama, Diana Prince (Gal Gadot) é treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível. Nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do lugar, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra.

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Crítica: “Corra!” é mais do que um suspense eficiente…é essencial!

Por Thiago Sampaio em Crítica

19 de maio de 2017

Foto: Divulgação

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Em meio a tantos filmes de suspense que são lançados no mercado, é louvável quando uma produção tenta transmitir algo mais do que apenas dar sustos. No caso de “Corra!” (Get Out, 2017), os ingredientes básicos do gênero são trabalhados de maneira admirável, servindo também como uma forte crítica social, com uma roupagem rara. E não à toa, é até aqui a sensação do ano, colecionando críticas positivas.

Na trama, Chris (Daniel Kaluuya) é um jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada caucasiana Rose (Allison Williams). A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz negro, mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito mais perturbador.

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Crítica: “Guardiões da Galáxia Vol. 2” é grandioso e tão divertido quanto o anterior

Por Thiago Sampaio em Crítica

03 de maio de 2017

Foto: Divulgação

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Quando “Guardiões da Galáxia” (Guardians of the Galaxy, 2014) chegou aos cinemas, poucos conheciam aqueles personagens esquisitos do Universo Cinematográfico Marvel. Mas tamanha despretensão do produto foi o seu maior triunfo, transformando a carismática equipe, embalada por uma trilha sonora repleta de hits dos anos 70 e 80, em um sucesso absoluto.

Repetir a fórmula numa inevitável continuação sem soar repetitivo por causa da ausência do fator surpresa não era uma missão fácil. Mas a sorte é que eles têm James Gunn na direção, um nerd que entende bem onde está mexendo e faz de “Guardiões da Galáxia Vol.2” (Guardians of the Galaxy Vol.2, 2017) algo maior e, se não melhor, tão eficiente quanto o seu antecessor.

A trama se passa seis meses após o primeiro filme. Os Guardiões da Galáxia são contratados por Ayesha, líder da raça Soberana, para proteger valiosas baterias de um monstro em troca da irmã de Gamora, Nebulosa. Enquanto isso, o eles têm que lutar para manter sua recém-descoberta família unida enquanto desvendam o mistério da real ascendência de Peter Quill.

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Crítica: “Vida” é uma ficção/terror que fica à sombra das suas influências

Por Thiago Sampaio em Crítica

25 de abril de 2017

Foto: Divulgação

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Não é das missões mais fáceis nos dias atuais tentar emplacar uma franquia de ficção científica totalmente original, sem pegar gancho como adaptação de algum anime ou série de TV, obra literária conhecida ou, principalmente, alguma saga consolidada ao longo dos anos (“Star Wars” e “Star Trek” estão aí até hoje). Por isso, “Vida” (Life, 2017) surge como um produto ousado, principalmente por partir para a vertente do horror, nem tão fácil de comercializar. Acontece que a influência de outras obras é tão nítida que fica difícil vê-lo como algo novo, soando mais como uma releitura.

Na trama, seis astronautas de diferentes nacionalidades estão em uma estação espacial, cujo objetivo maior é estudar amostras coletadas no solo de Marte por um satélite. Dentre elas está um ser unicelular que é despertado através dos equipamentos da própria estação. Tal descoberta – que ganha o nome de Calvin através de um concurso escolar – é intensamente celebrada por ser a primeira forma de vida encontrada fora da Terra. Só que, surpreendentemente, este ser se desenvolve de forma bastante rápida, ganhando novas células e uma capacidade destrutiva.

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Crítica: “Velozes e Furiosos 8” é exagerado e repetitivo

Por Thiago Sampaio em Crítica

17 de abril de 2017

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Já citei aqui em resenhas de episódios anteriores de “Velozes & Furiosos” que não importa o que aconteça, a franquia já conquistou o seu público alvo e, por isso, é garantia de dinheiro no caixa. Não interessa se não tem história a ser contada, ela é a menina dos olhos da Universal Studios e, tendo carros tunados garantindo cenas de ação grandiosas, teremos quantos filmes derem na telha. Mantendo a “ideologia” de entregar situações cada vez mais exageradas, “Velozes & Furiosos 8” (The Fate of the Furious, 2017) cumpre o dever e garante a diversão aos que vão às salas de cinema já sabendo o que está por vir.

Na trama, Dom (Vin Diesel) e Letty (Michelle Rodriguez) estão curtindo a lua de mel em Havana, mas a súbita aparição de Cipher (Charlize Theron) atrapalha os planos do casal. Ela logo arma um plano para chantagear Dom, de forma que ele traia seus amigos e passe a ajudá-la a obter ogivas nucleares. Tal situação faz com Letty reúna os velhos amigos, que agora precisam enfrentar o antigo companheiro.

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Crítica: “Fragmentado” é o retorno triunfal de M. Night Shyamalan ao mainstream

Por Thiago Sampaio em Crítica

31 de março de 2017

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O diretor M. Night Shyamalan virou uma referência do gênero suspense quando, aos 29 anos, lançou o aclamado “O Sexto Sentido” (The Sixth Sense, 1999). Desde então, sempre manteve o status de cult, com o seu nome sendo o principal chamariz de cada nova produção lançada. Mesmo alternando opiniões, sempre se manteve badalado, como em “Corpo Fechado” (Unbreakable, 2000), “Sinais” (Signs, 2002) e “A Vila” (The Village, 2004). Mas foi em “A Dama na Água” (Lady in the Water, 2006) que o hype começou a despencar. Há quem defenda (este que vos fala, inclusive, é um deles), mas a qualidade dos longas seguintes não ajudaram nem um pouco.

“Fim dos Tempos” (The Happening, 2008) é tão ruim que condiz com o título nacional, “O Último Mestre do Ar” (The Last Airbender, 2010) foi uma adaptação do anime “Avatar” pra lá de brega e “Depois da Terra” (After Earth, 2013) uma ficção científica bem sonolenta. Foram mais de 10 anos de “má fase”. A solução foi voltar às origens. Com o suspense independente “A Visita” (The Visit, 2015), que custou apenas U$ 5 milhões, arrancou boas críticas sem apelar para o sobrenatural. Era o que precisava para voltar ao mainstream. E isso acontece com o ótimo “Fragmentado” (Split, 2017), onde Shyamalan mostra retomar a velha boa forma.

A trama traz Kevin (James McAvoy), um misterioso homem que possui 23 personalidades distintas e consegue alterná-las quimicamente em seu organismo apenas com a força do pensamento. Um dia, ele sequestra três adolescentes que encontra em um estacionamento. Vivendo em cativeiro, elas passam a conhecer as diferentes facetas de Kevin e precisam encontrar algum meio de escapar.

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Crítica: “Fragmentado” é o retorno triunfal de M. Night Shyamalan ao mainstream

Por Thiago Sampaio em Crítica

31 de março de 2017

Foto: Divulgação

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O diretor M. Night Shyamalan virou uma referência do gênero suspense quando, aos 29 anos, lançou o aclamado “O Sexto Sentido” (The Sixth Sense, 1999). Desde então, sempre manteve o status de cult, com o seu nome sendo o principal chamariz de cada nova produção lançada. Mesmo alternando opiniões, sempre se manteve badalado, como em “Corpo Fechado” (Unbreakable, 2000), “Sinais” (Signs, 2002) e “A Vila” (The Village, 2004). Mas foi em “A Dama na Água” (Lady in the Water, 2006) que o hype começou a despencar. Há quem defenda (este que vos fala, inclusive, é um deles), mas a qualidade dos longas seguintes não ajudaram nem um pouco.

“Fim dos Tempos” (The Happening, 2008) é tão ruim que condiz com o título nacional, “O Último Mestre do Ar” (The Last Airbender, 2010) foi uma adaptação do anime “Avatar” pra lá de brega e “Depois da Terra” (After Earth, 2013) uma ficção científica bem sonolenta. Foram mais de 10 anos de “má fase”. A solução foi voltar às origens. Com o suspense independente “A Visita” (The Visit, 2015), que custou apenas U$ 5 milhões, arrancou boas críticas sem apelar para o sobrenatural. Era o que precisava para voltar ao mainstream. E isso acontece com o ótimo “Fragmentado” (Split, 2017), onde Shyamalan mostra retomar a velha boa forma.

A trama traz Kevin (James McAvoy), um misterioso homem que possui 23 personalidades distintas e consegue alterná-las quimicamente em seu organismo apenas com a força do pensamento. Um dia, ele sequestra três adolescentes que encontra em um estacionamento. Vivendo em cativeiro, elas passam a conhecer as diferentes facetas de Kevin e precisam encontrar algum meio de escapar.

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