Cinema Sinergia - Por Thiago Sampaio 
Publicidade

Cinema Sinergia

por Thiago Sampaio

Crítica: Novo “Cemitério Maldito” faz mudanças precisas e honra o espírito da obra original

Por Thiago Sampaio em Crítica

20 de Maio de 2019

Foto: Divulgação

O livro “O Cemitério” é um dos mais macabros do “mestre do terror”, Stephen Kingg. Ganhou uma adaptação para os cinemas em 1989 que, apesar de ser lembrada com nostalgia pelos fãs, era cheia de defeitos e com interpretações piores do que muita novela mexicana. Esse remake não reinventa a roda, apesar de tomar algumas liberdades criativas. “Cemitério Maldito” (Pet Semetery, 2019) corrige alguns problemas, entrega uma aura demoníaca condizente com a proposta e agrada de um modo geral, mesmo que não seja memorável.

Na trama, a família Creed se muda para uma nova casa no interior, localizada nos arredores de um antigo cemitério amaldiçoado usado para enterrar animais de estimação – mas que já foi usado para sepultamento de indígenas. Algumas coisas estranhas começam a acontecer, transformando a vida cotidiana dos moradores em um pesadelo.

Dirigido por Kevin Kölsch e Dennis Widmyer (do pouco visto “Starry Eyes”, 2014), eles não são dos mais criativos, mas não fazem feio, por mais que apelem para os tradicionais jump-scares (que, ainda bem, são poucos e até são bem encaixados) e exagerem nos flashbacks expositivos. Compreensível para a construção dos personagens. Eles mostram o valor ao conferir o suspense psicólogo em planos sequências pela casa enquanto o pai procura ansioso pela filha e alimenta essa expectativa com o surgimento da máscara de animal. O visual do gato Church (ou Winston Churchil), em que foram utilizados animais reais, está bem mais assustador.
Leia mais

Publicidade

Crítica: “Vingadores: Ultimato” é o desfecho à altura da grandiosidade do projeto

Por Thiago Sampaio em Crítica

26 de Abril de 2019

Foto: Divulgação

Análise sem spoilers

“Vingadores: Ultimato” (Avengers: Endgame, 2019) é um raro caso de produção que já nasce vendida sozinha, com papo de bater recordes de bilheteria, sem nem precisar revelar muita coisa nos trailers. Aquele típico evento cinematográfico que acontece num intervalo de gerações. Ele encerra aquela saga que se iniciou há 11 anos, passando por 21 filmes, atenuada pela curiosidade do público após os eventos trágicos ocorridos no ótimo “Vingadores: Guerra Infinita” (Avengers: Infinity War, 2018).

Por mais que o longa anterior tenha iniciado essa conclusão, agora é o momento de cravar um destino para alguns personagens importantes que estávamos acostumados a estarem sempre ali, garantindo um entretenimento de qualidade. E o resultado é não apenas um deleite para os fãs, mas uma produção que realmente trata com muito carinho os seus heróis.

Na trama, após Thanos (Josh Brolin) eliminar metade das criaturas vivas, os Vingadores precisam lidar com a dor da perda de amigos e seus entes queridos. Com Tony Stark (Robert Downey Jr.) vagando perdido no espaço sem água e comida, Steve Rogers (Chris Evans) precisa liderar a resistência contra o titã louco e, junto aos aliados restantes, elaborar um plano para salva os amigos que desapareceram e restaurar a ordem do universo.
Leia mais

Publicidade

Crítica: “A Maldição da Chorona” é um amontoado de clichês de fazer chorar

Por Thiago Sampaio em Crítica

24 de Abril de 2019

Foto: Divulgação

Filmes sobre assombrações em forma de mulher são produzidos aos montes pela indústria. Apesar do título parecer ter saído de um episódio do seriado Chaves, “A Maldição da Chorona” (The Curse of La Llorona, 2019) é baseado numa famosa lenda do México. O que acaba por ter pouco efeito, já que o longa-metragem não se aprofunda no folclore e se resume a uma coleção de clichês do gênero com a única intenção de dar sustos no espectador.

A trama se passa na cidade de Los Angeles da década de 1970, em que uma assistente social (Linda Cardellini), criando seus dois filhos sozinha, começa a ver semelhanças entre um caso que está investigando e a entidade sobrenatural Chorona. A lenda conta que, em vida, ela afogou seus filhos e depois se jogou no rio. Agora ela chora eternamente, capturando outras crianças para substituir os filhos.

O mais estranho desta produção de James Wan é a forçada de barra para inseri-la no seu universo compartilhado de “Invocação do Mal” (2013, 2016), que inclui os dois “Annabelle” (2014, 2017) e “A Freira” (2018). A única ligação é o personagem do Padre Perez (vivido por Tony Amendola), do primeiro “Annabelle”, que cita a tal boneca (e a direção ainda faz questão de mostrá-la num rápido e desnecessário flashback, para não deixar dúvidas que é ela mesma de quem ele está falando) e mais nada. E assim como os demais derivados, este não passa de uma produção genérica e esquecível.
Leia mais

Publicidade

Crítica: Live-action de “Dumbo” honra o original e traz novas ideias de maneira honesta

Por Thiago Sampaio em Crítica

17 de Abril de 2019

Foto: Divulgação

Seguindo essa onda de fazerem versões live-actions de tudo o que é animação clássica da Walt Disney Pictures, chegou a vez do elefante voador “Dumbo” (idem, 1941). Apesar de dizerem por aí que a produção era a favorita do próprio Disney, o desenho não é tão idolatrado pelo público em geral e o material de apenas 64 minutos tinha pouco a ser aprofundado numa nova versão. Mas o diretor Tim Burton, famoso por ser visionário no passado, consegue atribuir o seu olhar próprio, ampliando aquela história. O novo “Dumbo” (2019) não tem nada de marcante, mas passa longe de fazer feio e honra a memória do seu criador.

Na história, ambientada em 1919, Holt Farrier (Colin Farrell) é uma ex-estrela de circo que, ao retornar da Primeira Guerra Mundial, encontra seu mundo virado de cabeça para baixo. Sua esposa faleceu enquanto estava fora e ele agora precisa criar os dois filhos. Ele recebe a função de cuidar de uma elefante que está prestes a ter bebê. Quando o filhote nasce, todos ficam surpresos com o tamanho de suas orelhas, o que faz com que de início seja desprezado. Porém, tudo muda quando o mundo descobre que as imensas orelhas permitem que Dumbo voe, atraindo os olhares do público e de um empresário inescrupuloso.
Leia mais

Publicidade

Crítica: “Shazam!” é o melhor longa da DC desde “Batman: O Cavaleiro das Trevas”

Por Thiago Sampaio em Crítica

05 de Abril de 2019

Foto: Divulgação

Se as adaptações da DC Comics para o cinema ainda dividem opiniões, produzir um longa sobre um garoto que se transforma num adulto que tem praticamente os mesmos poderes do Superman, com um uniforme horroroso e que nunca foi tão badalado, parecia uma ideia que beirava a insanidade. Tudo remava contra o antigo “Capitão Marvel”, que mudou de nome ao ser adquirido pela DC junto a Fawcett Comics no início dos anos 70, por motivos óbvios para não fazer propaganda da concorrente.

Mas a boa notícia é que “Shazam!” (idem, 2019) segue uma boa recuperação do estúdio, sem a preocupação de forçar um universo compartilhado. Se “Mulher Maravilha” (2017) e “Aquaman” (2018) conquistaram boas críticas, este afasta de vez o tom sombrio característico de Zack Snyder e acerta em cheio ao se assumir como uma comédia despretensiosa.

Na trama, Billy Batson (Asher Angel) é um pré-adolescente órfão de 14 anos que vive fugindo de abrigos e famílias adotivas. Mas tudo muda quando ele recebe de um antigo mago o dom de se transformar num super-herói adulto chamado Shazam! (Zachary Levi), cujo nome é um acróstico formado pelas iniciais de Salomão, Hércules, Atlas, Zeus, Aquiles e Mercúrio. Ao gritar a palavra, ele se transforma nessa versão e conta com a ajuda do seu irmão adotivo Freddy (Jack Dylan Grazer) para testar suas habilidades. Contudo, ele precisa aprender a controlar seus poderes para enfrentar o vilão Dr. Thaddeus Sivana (Mark Strong), que deseja roubar o seu dom.
Leia mais

Publicidade

Crítica: Com “Nós”, Jordan Peele entrega mais um intrigante bombardeio de metáforas sociais

Por Thiago Sampaio em Crítica

28 de Março de 2019

Foto: Divulgação

Análise sem spoilers

Jordan Peele, definitivamente, é um diretor bastante talentoso. Pode ser que a carreira tenha oscilações, assim como tem sido a de M. Night Shyamalan (uma das suas influências), mas pelo o pouco que produziu num curto período, certamente ele ainda vai fazer muito barulho. Se logo no filme de estreia, “Corra!” (Get Out, 2017), conseguiu emplacar indicações nas principais categorias do Oscar (mesmo que seja para a Academia levantar a bandeira da representatividade) com um suspense cheio de metáforas sobre racismo, ele fez de novo em “Nós” (Us, 2019). O alvo agora é mais amplo. E ele faz rir, assusta muito e faz pensar bastante após o término da sessão como poucas produções do gênero.

Na trama, Adelaide (Lupita Nyong’o) é uma mulher que passou por forte trauma quando criança. Mas cresceu bem, se casou com Gabe (Winston Duke) e tiveram dois filhos. A família decide passar um fim de semana na praia e descansar em uma casa de veraneio. Eles começam a aproveitar o ensolarado local, mas a chegada de um grupo misterioso durante a noite muda tudo e o quarteto se torna refém dos invasores.
Leia mais

Publicidade

Flashback: 10 anos depois, “Watchmen: O Filme” sobrevive às críticas negativas da época do seu lançamento

Por Thiago Sampaio em Flashback

21 de Março de 2019

Foto: Divulgação

No ano de 1986, Alan Moore, em parceria com o desenhista Dave Gibbons, publicou a graphic novel que simplesmente causou uma revolução na chamada “nona arte”. Ela apresentava homens comuns, que à noite saíam para combater o crime, até que uma lei os proíbe de entrar em ação, tornando-os ilegais. “Watchmen” se tornou uma obra de grande importância para o mundo literário. A questão é que, durante anos, se cogitava a ideia de adaptar para os cinemas, mas tal feito era tido como impossível por diversos diretores e fãs.

Nomes como Terry Gilliam, Paul Greengrass e Darren Aronofsky tiveram cotados para assumir a produção, mas foi o hoje tão divisor de opiniões Zack Snyder (vindo com moral de seu projeto anterior, “300”, 2007, outra adaptação de HQ) quem teve a ousadia de assumir o fardo. E há 10 anos, o diretor dos criticados “O Homem de Aço” (2013) e “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” (2016), soube bem o que fazer com “Watchmen: O Filme” (idem, 2009): manter a fidelidade, usando os recursos audiovisuais para encher os olhos, o que na época funcionou bem.
Leia mais

Publicidade

Crítica: Razoável na ação e com roteiro frouxo, “Operação Fronteira” não justifica o elenco de peso

Por Thiago Sampaio em Crítica

19 de Março de 2019

Foto: Divulgação

Já virou comum a Netflix comprar produções questionáveis que provavelmente passariam desapercebidas pelos cinemas, mas chegam com força na plataforma de streaming. É o caso deste “Operação Fronteira” (Triple Frontier, 2019), que começou a ser produzido em meados de 2009 e quase nada do material original foi aproveitado. Apoiado no elenco de peso que inclui Ben Affleck, Oscar Isaac, Charlie Hunnam, Garrett Hedlund e Pedro Pascal, além da força de Kathryn Bigelow (vencedora do Oscar por “Guerra Ao Terror”, 2008) como produtora, o longa funciona em partes, ainda que o resultado de um modo geral seja bem esquecível.

Na trama, Tom Davis (Affleck), Santiago Garcia (Isaac), Francisco Morales (Pascal), William Miller (Hunnam) e Ben Miller (Hedlund) são cinco ex-soldados das Forças Especiais dos Estados Unidos que decidem se reunir para executar um plano arriscado: roubar um poderoso senhor do crime na fronteira que separa o Brasil da Colômbia e do Peru. No entanto, quando o esquema dá errado, os antigos companheiros de batalha precisarão lutar por suas vidas.
Leia mais

Publicidade

Crítica: Encontrando equilíbrio, “Capitã Marvel” é um filme de origem redondo e eficiente

Por Thiago Sampaio em Crítica

12 de Março de 2019

Foto: Divulgação

Mais de dez anos depois do início do tão bem sucedido universo Marvel nos cinemas, o estúdio finalmente ganha o seu primeiro longa estrelado por uma heroína do sexo feminino, rodeado de expectativas pelos fãs por ser o último filme antes do tão aguardado “Vingadores: Ultimato” (Avengers: Endgame, 2019), em que muitos aguardam ganchos sugestivos.

Além disso, vem sofrendo até ameaças de boicote após declarações da protagonista Brie Larson em que disse que os eventos para a imprensa deveriam ser mais inclusivos. Afinal, há motivo para tanto incômodo? Não! “Capitã Marvel” (Captain Marvel, 2019) está longe de ser um filme marcante, tem os seus defeitos, mas o resultado é um longa bem amarrado dentro do próprio arco, transmitindo suas ideias com sutileza.

Na trama, Carol Danvers (Brie Larson) é uma ex-agente da Força Aérea norte-americana, que, sem se lembrar de sua vida na Terra, é recrutada pelos Kree para fazer parte de seu exército de elite. Inimiga declarada dos Skrull, ela acaba voltando ao seu planeta de origem para impedir uma invasão dos metaformos e, assim, vai acabar descobrindo a verdade sobre si, com a ajuda do agente Nick Fury (Samuel L. Jackson).
Leia mais

Publicidade

No Oscar vencido por “Green Book”, o maior vencedor foi Spike Lee!

Por Thiago Sampaio em Oscar

25 de Fevereiro de 2019

Siga no instragam a página @cinemasinergia

“Há 400 anos nós fomos roubados da África e trazidos para a Virginia, escravizados. A minha avó, que viveu até 100 anos de idade, apesar de sua mãe ter sido escrava, conseguiu se formar. Ela viveu anos com seu seguro social, e conseguiu me levar para a universidade NYU. Diante do mundo, eu gostaria de reverenciar os ancestrais que construíram esse país, e também os que sofreram genocídios. Os ancestrais que vão ajudar a voltarmos a ganhar nossa humanidade. As eleições de 2020 estão chegando, vamos pensar nisso. Vamos nos mobilizar, estar do lado certo da história. É uma escolha moral. Do amor sobre ódio. Vamos fazer a coisa certa”, disse Spike Lee.

Esse épico discurso do cineasta, que levou o prêmio de Melhor Roteiro Adaptado por “Infiltrado na Klan” foi o ápice da noite do Oscar 2019, numa cerimônia bem mais apressada do que o de costume, cheia de lições sobre diversidade e poucos efeitos reais.

O vencedor do prêmio principal foi “Green Book – O Guia”, numa aposta “segura” da Academia por ser um longa “good vibes”, com menor risco de desagradar o público em geral. Tem sua pitada social ao criticar o racismo, porém, como plataforma para humanizar um branco protagonista. E toda a equipe de produção é formada por brancos.

O então principal candidato, “Roma”, foi contemplado com os prêmios de Melhor Diretor para o mexicano Alfonso Cuarón e Melhor Filme Estrangeiro (além de Fotografia), numa típica manobra de distribuição dos troféus para não deixar ninguém insatisfeito.
Leia mais

Publicidade

No Oscar vencido por “Green Book”, o maior vencedor foi Spike Lee!

Por Thiago Sampaio em Oscar

25 de Fevereiro de 2019

Siga no instragam a página @cinemasinergia

“Há 400 anos nós fomos roubados da África e trazidos para a Virginia, escravizados. A minha avó, que viveu até 100 anos de idade, apesar de sua mãe ter sido escrava, conseguiu se formar. Ela viveu anos com seu seguro social, e conseguiu me levar para a universidade NYU. Diante do mundo, eu gostaria de reverenciar os ancestrais que construíram esse país, e também os que sofreram genocídios. Os ancestrais que vão ajudar a voltarmos a ganhar nossa humanidade. As eleições de 2020 estão chegando, vamos pensar nisso. Vamos nos mobilizar, estar do lado certo da história. É uma escolha moral. Do amor sobre ódio. Vamos fazer a coisa certa”, disse Spike Lee.

Esse épico discurso do cineasta, que levou o prêmio de Melhor Roteiro Adaptado por “Infiltrado na Klan” foi o ápice da noite do Oscar 2019, numa cerimônia bem mais apressada do que o de costume, cheia de lições sobre diversidade e poucos efeitos reais.

O vencedor do prêmio principal foi “Green Book – O Guia”, numa aposta “segura” da Academia por ser um longa “good vibes”, com menor risco de desagradar o público em geral. Tem sua pitada social ao criticar o racismo, porém, como plataforma para humanizar um branco protagonista. E toda a equipe de produção é formada por brancos.

O então principal candidato, “Roma”, foi contemplado com os prêmios de Melhor Diretor para o mexicano Alfonso Cuarón e Melhor Filme Estrangeiro (além de Fotografia), numa típica manobra de distribuição dos troféus para não deixar ninguém insatisfeito.
(mais…)