Cena Cultural - Por Thiago Sampaio
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Cena Cultural

por Thiago Sampaio

Crítica: “Logan” é um filme definitivo para fãs e amantes da sétima arte em geral

Por Thiago Sampaio em Crítica

02 de março de 2017

Foto: Divulgação

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Eu poderia começar o texto afirmando que a cronologia dos X-Men nos cinemas anda tão confusa que já perdeu sentido a continuidade. Ou então, dizendo o quanto os fãs lamentam o fato de o personagem mais famoso da franquia, Wolverine, nunca ter sido retratado nas telas como esperavam, inclusive nos dois filmes solo, o terrível “X-Men Origens: Wolverine” (X-Men Origins: Wolverine, 2009) e o razoável/fraco “Wolverine: Imortal” (The Wolverine, 2013). Mas não seria correto. “Logan” (idem, 2017) não se trata de mais um longa dos mutantes, tampouco tem ligação com aquelas duas produções esquecíveis.

Aqui não há a necessidade da aparições de personagens surpresas ou gancho para continuações. Para os fãs, há referências discretas, como a citação da Estátua da Liberdade no longa de 2000, ou uma coreografia semelhante à da cena da salvação das crianças na escola em “X-Men 2” (X2, 2003), mas só. Trata-se de um episódio à parte. Diferente de tudo o que foi visto nesse universo até então, é acima de tudo uma honrosa despedida de Hugh Jackman do papel que impulsionou a sua carreira há 17 anos, numa produção dramática, violenta e muito corajosa.

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Com direito a gafe no final, “Moonlight” tira o principal Oscar de “La La Land”

Por Thiago Sampaio em Oscar

27 de fevereiro de 2017

Foto: Getty Images

Aconteceu na noite deste domingo (26) a 89ª cerimônia do Oscar 2017, principal premiação do cinema mundial. Em cerimônia conduzida por Jimmy Kimmel, com direito a muita alfinetadas ao presidente americano, o que mais chamou atenção foi um erro no momento do anúncio do prêmio mais aguardado.

Os apresentadores do prêmio de Melhor Filme, Warren Beatty e Faye Dunaway, tinham em mãos o envelope errado (relativo ao prêmio de Melhor Atriz, vencido por Emma Stone) e acabaram equivocadamente anunciando “La La Land – Cantando Estações” como o filme ganhador. Os próprios produtores de La La Land, que já se encontravam no palco discursando, perceberam o erro e anunciaram que o vencedor era “Moonlight: Sob a Luz do Luar”.

Ainda assim, “La La Land – Cantando Estações” foi o maior premiado da noite, levando seis dos 14 prêmios que estava indicado. “Moonlight”, que faturou o Melhor Filme, levou três estatuetas. “Manchester à Beira-Mar” ganhou dois Oscars.

Confira a lista completa dos vencedores:

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Confira as apostas para as principais categorias do Oscar 2017

Por Thiago Sampaio em Oscar

24 de fevereiro de 2017

Foto: Divulgação

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A 89ª edição do Oscar acontece neste domingo (26), premiando os melhores de 2016. Não é surpresa para ninguém que “La La Land – Cantando Estações”, indicado em 14 categorias, igualando os recordes de “A Malvada” (1950) e “Titanic” (1997), é o grande favorito a levar os principais prêmios. Porém, “Moonlight: Sob a Luz do Luar”, com oito indicações, pode surpreender.

Aqui eu mando os meus pitacos, apontando quem eu acredito que vai levar a estatueta, os motivos, e qual realmente eu acredito que mereceria vencer. Vamos lá!

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Crítica: “Manchester à Beira-Mar” é um profundo drama sobre perdas

Por Thiago Sampaio em Crítica

22 de fevereiro de 2017

Foto: Divulgação

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O silêncio e as atitudes na maioria das vezes são muito mais profundos do que milhões de palavras. A complexidade do ser humano e suas inúmeras reações ao meio em que vive são difíceis de descrever apenas com diálogos. E é essa peculiaridade que faz de “Manchester à Beira-Mar” (Manchester by the Sea, 2016), indicado a seis Oscars (Filme, Diretor, Ator, Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante e Roteiro Original), um longa-metragem tão belo, apesar de triste do início ao fim. Trata-se de uma obra sobre o luto e a forma como cada um lida com as adversidades da vida.

A trama apresenta Lee Chandler (Casey Affleck), um homem que é forçado a retornar para sua cidade natal com o objetivo de tomar conta de seu sobrinho adolescente (Lucas Hedges) após o pai (Kyle Chandler) do rapaz, seu irmão, falecer precocemente. Este retorno ficará ainda mais complicado quando Lee precisa enfrentar as razões que o fizeram ir embora e deixar sua família para trás, anos antes.

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Crítica: “Até o Último Homem” é o melhor Mel Gibson desde “Coração Valente”

Por Thiago Sampaio em Crítica

14 de fevereiro de 2017

Foto: Divulgação

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Mel Gibson é aquele cara cujo potencial tem sido confundido ao longo dos anos com a sua vida pessoal, de modo que nem ele próprio parecia saber ao certo o que queria para a carreira. Consagrado pelas franquias de ação “Mad Max” (1979, 1981, 1985) e “Máquina Mortífera” (1987, 1989, 1992, 1998), vencedor do Oscar de melhor Filme e Diretor por “Coração Valente” (Braveheart, 1995), se viu em meio a polêmicas envolvendo fanatismo religioso, alcoolismo e agressão à ex-esposa, Oksana Grigorieva.

Ele até voltou a atuar em algumas produções como “Os Mercenários 3” (The Expendables 3, 2014) e “Herança de Sangue” (Blood Father, 2016), mas bem longe do destaque de outrora. Em “Até o Último Homem” (Hacksaw Ridge, 2016), indicado a seis Oscars (Filme, Diretor, Ator, Montagem, Mixagem de Som e Edição de Som), Gibson volta a direção 10 anos depois do polêmico “Apocalypto” (idem, 2006), no que parece ser o seu renascimento como artista, unindo talento por trás das câmeras, religião e a característica dose de loucura.

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Crítica: “A Qualquer Custo” traz um retrato cru dos dias atuais

Por Thiago Sampaio em Crítica

08 de fevereiro de 2017

Foto: Divulgação

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“A Qualquer Custo” (Hell or High Water, 2016) é aquele tipo de filme que não é fácil de ser digerido por todos. É monótono e, por muitas vezes, incômodo. Porém, essa peculiaridade é algo que o torna tão diferenciado. Indicado a quatro Oscars (Filme, Ator Coadjuvante, Roteiro Original e Montagem), esse faroeste contemporâneo tem uma forte crítica social escondida numa trama, aparentemente não muito criativa, sobre irmãos que assaltam bancos. Aqui, não há heróis, não há bandidos. Todos são homens comuns, vítimas do sistema opressivo pós depressão americana.

O longa se passa no interior do Texas, Estados Unidos. Toby (Chris Pine) e Tannar (Ben Foster) são irmãos que se reúnem após anos de separação para roubar agências do banco que ameaça a falência das terras da família. Porém, eles se encontram na mira de Marcus (Jeff Bridges), um Texas Ranger que procura por uma última grande perseguição nas vésperas de sua aposentadoria, e seu parceiro comanche, Alberto (Gil Birmingham). Com os perseguidores à sua sombra, os irmãos tramam um último golpe para completar o plano.

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Crítica: “xXx: Reativado” falha feio ao tentar repetir a auto-paródia do original

Por Thiago Sampaio em Crítica

31 de janeiro de 2017

Foto: Divulgação

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Quando “Triplo X” (xXx, 2002) foi lançado, a proposta era fazer uma espécie de paródia dos filmes de espionagem, que têm como ícone máximo a franquia 007. O charme ficava de lado, dando vez aos músculos e os esportes radicais. A ideia também era potencializar a imagem de astro de ação de Vin Diesel, que vinha do sucesso “Velozes e Furiosos” (The Fast and the Furious, 2001). De lá para cá, o ator buscou rumos diferentes, tentou comédia (“Operação Babá”, 2005), trabalhou com Sidney Lumet (“Sob Suspeita”, 2006), até perceber que a fonte da fortuna eram mesmo essas franquias tunadas.

Se os longas dos carros envenenados já vão para o oitavo episódio e Diesel ganhou autonomia para mandar e desmandar, 15 anos depois ele retorna para o outro produto com a mesma intenção. Acontece que o resultado de “xXx: Reativado” (xXx: Return of Xander Cage, 2017) é tão desagradável que dificilmente vai ganhar vida longa.

A trama, ultra criativa, é essa: Xander Cage (Vin Diesel) desiste de sua aposentadoria quando Xiang (Donnie Yen), um guerreiro mortal, coloca suas mãos em uma arma indestrutível chamada de “Caixa de Pandora”. Xander recruta os “melhores soldados do mundo” para destruir o vilão e paralelamente tem que enfrentar uma resistência formada por governos corruptos de todo o mundo.

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La La Land, A Chegada e Moonlight puxam as principais indicações ao Oscar 2017

Por Thiago Sampaio em Oscar

24 de janeiro de 2017

La La Land: 14 indicações - Foto: Divulgação

La La Land: 14 indicações – Foto: Divulgação

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou na manhã desta terça-feira (24), os indicados à 89ª edição do Oscar. Sem maiores surpresas, “La La Land – Cantando Estações” foi o que recebeu mais indicações, 14 no total, igualando os recordes de “A Malvada” (1950) e “Titanic” (1997). É o franco favorito a levar nas principais categorias. Em seguida, estão empatados “A Chegada” e “Moonlight”, com oito indicações cada.

Na lista, algumas peculiaridades: Amy Adams, que estava cotada tanto por “A Chegada” como por “Animais Noturnos”, ficou de fora. Enquanto isso, Meryl Streep foi indicada pela 20ª vez, ampliando o recorde pessoal. Aaron Taylor-Johnson, que venceu o Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante por “Animais Noturnos”, sequer foi indicado, enquanto Michael Shannon, que não estava indicado no Globo de Ouro pelo mesmo filme, figura entre os cotados a levar o Oscar. Mel Gibson, vencedor da estatueta de Melhor Diretor em 1996 por “Coração Valente”, volta a ser indicado mais de duas décadas depois por “Até o Último Homem”.

Muito se esperava uma possível indicação de “Deadpool” na categoria Melhor Filme, mas não foi dessa vez que vimos um longa-metragem de herói figurando nas principais categorias. Enquanto isso, “Doutor Estranho” está indicado entre os melhores Efeitos Visuais e, acreditem se quiser, o tão criticado “Esquadrão Suicida” está indicado na categoria Melhor Maquiagem e Cabelo.

A cerimônia de entrega acontece em 26 de fevereiro, com apresentação de Jimmy Kimmel.

Confira a lista completa dos indicados:

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Crítica: “La La Land: Cantando Estações” é uma bela homenagem aos musicais e ao jazz

Por Thiago Sampaio em Crítica

20 de janeiro de 2017

Foto: Divulgação

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“Quando você pode ver todos os clichês de Hollywood em um quarto?”. Essa frase é proferida pela personagem Mia, vivida por Emma Stone, em “La La Land: Cantando Estações” (La La Land, 2016), mas que também pode definir o próprio longa-metragem. A produção, que promete fazer um arrastão nas principais premiações de 2017, em nenhum momento tenta ser original, fazendo uma homenagem aos musicais clássicos de Hollywood. Mas é diferente. Ao mesmo tempo em que transborda nostalgia, a obra de Damien Chazelle caminha com as próprias pernas numa trama sobre sonhos e rumos da vida, transfigurando para a linguagem audiovisual o ritmo do jazz num visual deslumbrante.

A trama, situada em Los Angeles, apresenta Sebastian (Ryan Gosling), um pianista que sonha em ter o seu próprio clube de jazz. Ele acaba se apaixonando por uma atriz aspirante, a sonhadora Mia (Emma Stone). Mas esse amor passa por várias provações, já que começam a se dedicar mais ao trabalho à medida em que vão se tornando bem-sucedidos.

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Crítica: “Animais Fantásticos e Onde Habitam” funciona independente de Harry Potter

Por Thiago Sampaio em Crítica

23 de novembro de 2016

Foto: Divulgação

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Não é novidade que Harry Potter tem uma legião de fãs fiéis ao redor do mundo. Os oito longas-metragens, adaptados dos sete livros da autora J.K. Rowling, arrecadaram mais de U$ 7 bilhões, fazendo deles a franquia mais lucrativa do cinema (se ignorarmos o ajuste pela inflação, vale avisar), na frente de Star Wars, 007, O Senhor dos Anéis, Piratas do Caribe, entre outros. Sendo assim, era um tanto óbvio que a Warner Bros. não deixaria a sua menina dos olhos só na lembrança e “Animais Fantásticos e Onde Habitam” (Fantastic Beasts and Where to Find Them, 2016) chega para manter o universo vivo e faturar mais alguns bilhões. E tem tudo para conseguir o feito, pois o produto mantém o nível de diversão e funciona independente dos outros filmes.

A trama se passa 70 anos antes da saga Harry Potter e apresenta o magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne), que viaja de Londres para Nova York levando uma maleta mágica onde carrega fantásticos animais do mundo da magia que coletou durante as suas viagens. Em meio a comunidade bruxa norte-america, que teme muito mais a exposição aos “trouxas” (agora chamados de não-majs) do que os ingleses, Newt precisará usar todas suas habilidades e conhecimentos para capturar uma variedade de criaturas que acabam fugindo.

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Crítica: “Animais Fantásticos e Onde Habitam” funciona independente de Harry Potter

Por Thiago Sampaio em Crítica

23 de novembro de 2016

Foto: Divulgação

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Não é novidade que Harry Potter tem uma legião de fãs fiéis ao redor do mundo. Os oito longas-metragens, adaptados dos sete livros da autora J.K. Rowling, arrecadaram mais de U$ 7 bilhões, fazendo deles a franquia mais lucrativa do cinema (se ignorarmos o ajuste pela inflação, vale avisar), na frente de Star Wars, 007, O Senhor dos Anéis, Piratas do Caribe, entre outros. Sendo assim, era um tanto óbvio que a Warner Bros. não deixaria a sua menina dos olhos só na lembrança e “Animais Fantásticos e Onde Habitam” (Fantastic Beasts and Where to Find Them, 2016) chega para manter o universo vivo e faturar mais alguns bilhões. E tem tudo para conseguir o feito, pois o produto mantém o nível de diversão e funciona independente dos outros filmes.

A trama se passa 70 anos antes da saga Harry Potter e apresenta o magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne), que viaja de Londres para Nova York levando uma maleta mágica onde carrega fantásticos animais do mundo da magia que coletou durante as suas viagens. Em meio a comunidade bruxa norte-america, que teme muito mais a exposição aos “trouxas” (agora chamados de não-majs) do que os ingleses, Newt precisará usar todas suas habilidades e conhecimentos para capturar uma variedade de criaturas que acabam fugindo.

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