Cena Cultural - Por Thiago Sampaio
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Cena Cultural

por Thiago Sampaio

Crítica: “La La Land: Cantando Estações” é uma bela homenagem aos musicais e ao jazz

Por Thiago Sampaio em Crítica

20 de janeiro de 2017

Foto: Divulgação

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“Quando você pode ver todos os clichês de Hollywood em um quarto?”. Essa frase é proferida pela personagem Mia, vivida por Emma Stone, em “La La Land: Cantando Estações” (La La Land, 2016), mas que também pode definir o próprio longa-metragem. A produção, que promete fazer um arrastão nas principais premiações de 2017, em nenhum momento tenta ser original, fazendo uma homenagem aos musicais clássicos de Hollywood. Mas é diferente. Ao mesmo tempo em que transborda nostalgia, a obra de Damien Chazelle caminha com as próprias pernas numa trama sobre sonhos e rumos da vida, transfigurando para a linguagem audiovisual o ritmo do jazz num visual deslumbrante.

A trama, situada em Los Angeles, apresenta Sebastian (Ryan Gosling), um pianista que sonha em ter o seu próprio clube de jazz. Ele acaba se apaixonando por uma atriz aspirante, a sonhadora Mia (Emma Stone). Mas esse amor passa por várias provações, já que começam a se dedicar mais ao trabalho à medida em que vão se tornando bem-sucedidos.

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Crítica: “Animais Fantásticos e Onde Habitam” funciona independente de Harry Potter

Por Thiago Sampaio em Crítica

23 de novembro de 2016

Foto: Divulgação

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Não é novidade que Harry Potter tem uma legião de fãs fiéis ao redor do mundo. Os oito longas-metragens, adaptados dos sete livros da autora J.K. Rowling, arrecadaram mais de U$ 7 bilhões, fazendo deles a franquia mais lucrativa do cinema (se ignorarmos o ajuste pela inflação, vale avisar), na frente de Star Wars, 007, O Senhor dos Anéis, Piratas do Caribe, entre outros. Sendo assim, era um tanto óbvio que a Warner Bros. não deixaria a sua menina dos olhos só na lembrança e “Animais Fantásticos e Onde Habitam” (Fantastic Beasts and Where to Find Them, 2016) chega para manter o universo vivo e faturar mais alguns bilhões. E tem tudo para conseguir o feito, pois o produto mantém o nível de diversão e funciona independente dos outros filmes.

A trama se passa 70 anos antes da saga Harry Potter e apresenta o magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne), que viaja de Londres para Nova York levando uma maleta mágica onde carrega fantásticos animais do mundo da magia que coletou durante as suas viagens. Em meio a comunidade bruxa norte-america, que teme muito mais a exposição aos “trouxas” (agora chamados de não-majs) do que os ingleses, Newt precisará usar todas suas habilidades e conhecimentos para capturar uma variedade de criaturas que acabam fugindo.

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Crítica: Oliver Stone acerta em seu retorno às tramas políticas com “Snowden – Herói ou Traidor”

Por Thiago Sampaio em Crítica

18 de novembro de 2016

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Não é coincidência o fato de “Snowden – Herói ou Traidor” (Snowden, 2016) ter estreado no ano das eleições presidenciais dos Estados Unidos. Principalmente nesse episódio tão peculiar em que a eleição de um bilionário do partido republicano sem experiência política como Donald Trump foi o assunto mais comentado em qualquer lugar. Todos os países estão de olho na maior maior potência capitalista do mundo. Mas na verdade, quem observa quem? A cinebiografia do ex-funcionário da CIA e da Agência de Segurança Nacional que revelou para a mídia o grande esquema de vigilância global é o retorno em grande estilo do diretor Oliver Stone às tramas políticas, entregando um retrato das artimanhas invasivas que contribuem para os EUA permanecer no topo da pirâmide.

Como é de se esperar, a história narra a façanha do ex-analista de sistemas da CIA Edward Snowden (Joseph Gordon-Levitt). Em 2013, ele divulgou informações confidenciais e de espionagem da NSA, a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos. O material exposto revelou que o país coleta informações da internet e registros telefônicos da população e também de políticos de todo o mundo.

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Crítica: “Doutor Estranho” introduz o misticismo no Universo Marvel com estilo

Por Thiago Sampaio em Crítica

08 de novembro de 2016

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Há oito anos, “Homem de Ferro” (Iron Man, 2008) deu início ao Universo Cinematográfico Marvel, implantando uma fórmula de fazer filmes de heróis com ação, cores e humor, conseguindo sempre um retorno positivo nas bilheterias. Passados 13 longas-metragens, com personagens já estabelecidos e tal fórmula seguida à risca, sempre deixando claro que os filmes individuais se tratam de aquecimento para que eles se reúnam em uma produção futura, chega “Doutor Estranho” (Doctor Strange, 2016). O longa mantém a receita que tem dado certo, garantindo também um padrão de diversão, mas que pode se mostrar um tanto cansativa para aqueles espectadores que buscam inovação. Ainda assim, o herói, nem tão popular entre o grande público, consegue ser um dos trabalhos mais eficientes da Marvel Studios.

Na trama, Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) leva uma vida bem sucedida como neurocirurgião. Sua vida muda completamente quando sofre um acidente de carro e fica com as mãos debilitadas. Devido a falhas da medicina tradicional, ele parte para um lugar inesperado em busca de cura e esperança, um misterioso enclave chamado Kamar-Taj, localizado em Katmandu. Lá descobre que o local não é apenas um centro medicinal, mas também a linha de frente contra forças malignas místicas que desejam destruir nossa realidade. Ele passa a treinar e adquire poderes mágicos, mas precisa decidir se vai voltar para sua vida comum ou defender o mundo.

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Crítica: “O Contador” apresenta um novo estilo de anti-herói

Por Thiago Sampaio em Crítica

01 de novembro de 2016

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O que Michael Phelps e Lionel Messi têm em comum? Claro, eles são os atletas mais geniais em seus respectivos esportes. Mas além disso, o primeiro é portador do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e o segundo foi diagnosticado aos oito anos com Síndrome de Asperger, que também acometia outros gênios como os físicos Isaac Newton e Albert Einstein, o naturalista Charles Darwin, o pintor renascentista Michelangelo, entre outros. Essa peculiaridade dessas pessoas “especiais” de canalizar a atenção para o principal talento, tornado-os únicos, é o que torna “O Contador” (The Accountant, 2016) diferente dos filmes de ação padrões, mesmo que falhe em vários aspectos.

Na trama, desde criança, Christian Wolff (Ben Affleck) sofre com ruídos altos e problemas de sensibilidade, devido a Síndrome de Asperger. Ao crescer, Christian se torna um contador extremamente dedicado, graças à facilidade que tem com números. A partir de um escritório de contabilidade, instalado em uma pequena cidade, ele passa a trabalhar para algumas das mais perigosas organizações criminosas do mundo. Ao ser contratado para vistoriar os livros contábeis da Living Robotics, ele descobre uma grande fraude, o que coloca em risco sua vida e da colega de trabalho Dana Cummings (Anna Kendrick).

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Crítica: “O Shaolin do Sertão” repete a fórmula que deu certo em “Cine Holliúdy”

Por Thiago Sampaio em Crítica

14 de outubro de 2016

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No ano de 2012, a comédia “Cine Holliúdy”, de Halder Gomes, foi um verdadeiro fenômeno nas bilheterias dos cinemas cearenses, se apoiando em um humor regional, atraindo os olhares – e prêmios – também do cenário nacional. De quebra, lançou o então desconhecido Edmilson Filho como um nome de potencial para a comédia, contando também com um grande talento para as artes marciais. E como diz aquele velho ditado “Em time que está ganhando…”, a equipe retorna com “O Shaolin do Sertão” (idem, 2016), repetindo a fórmula que deu certo: piadas que satirizam expressões tipicamente nordestinas, a paixão dos seus realizadores por algo em comum (antes era o cinema, agora o mundo da luta), e uma boa trilha sonora regada a Fagner, Odair José, Reginaldo Rossi e Fausto Nilo.

A trama se passa no início dos anos 80, na cidade de Quixadá, no interior do Ceará. Aluizio Li (Edmilson Filho) é um padeiro que tem o grande sonho de ser mestre de artes marciais como o dos filmes orientais de lutas. Visto como uma piada entre os moradores do município, ele vê uma oportunidade quando lutadores de Vale-Tudo vão para o sertão para participar de um torneio. Então, Aluizio vai buscar ajuda do mestre Chinês (Marcondes Falcão) para treinar e encarar Toni Tora Pleura (Fábio Goulart), o maior astro da modalidade.

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Crítica: “Como Eu Era Antes de Você” funciona só para o público-alvo

Por Thiago Sampaio em Crítica

22 de junho de 2016

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Há alguns anos virou moda adaptar para o cinema obras literárias de romance “água com açúcar” para agradar, principalmente, o público feminino e adolescente. A culpa disso não é das estrelas (perdão pelo trocadilho infame!), mas de um cara chamado Nicolas Sparks. Com “Um Amor Para Recordar” (A Walk to Remember, 2002) e “Diário de Uma Paixão” (The Notebook, 2004), a fórmula estava criada, rendendo inúmeras tramas semelhantes, inclusive do próprio autor, como “Querido John” (Dear John, 2010), “Um Homem de Sorte” (The Lucky One, 2012), “A Escolha” (The Choice, 2016), entre muitos outros. John Green é um dos seus seguidores, emplacando – agora sim – “A Culpa é das Estrelas” (The Fault In Our Stars, 2014) e “Cidades de Papel” (Paper Towns, 2015). Indo por esse caminho, “Como Eu Era Antes de Você” (Me Before You, 2016), adaptação do livro-sucesso de Jojo Moyes, chega para conquistar o mesmo público e impulsionar a autora inglesa nessa onda de transição de mídias.

A trama apresenta Will Traynor (Sam Claflin), jovem que leva uma vida repleta de conquistas, viagens e esportes radicais até ser atingido por uma moto, ao atravessar a rua em um dia chuvoso. O acidente o torna tetraplégico, obrigando-o a permanecer em uma cadeira de rodas. A situação o torna depressivo e extremamente cínico, para a preocupação de seus pais (Janet McTeer e Charles Dance). É neste contexto que Louisa Clark (Emilia Clarke) é contratada para cuidar de Will. De origem modesta, com dificuldades financeiras e sem grandes aspirações na vida, ela faz o possível para melhorar o estado de espírito de Will e, aos poucos, acaba se envolvendo com ele.

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Crítica: “Invocação do Mal 2” é um dos melhores do gênero

Por Thiago Sampaio em Crítica

10 de junho de 2016

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Em tempos em que o gênero terror anda desgastado, com inúmeras produções lançadas anualmente com pouco ou nenhum impacto e conteúdo, “Invocação do Mal” (The Conjuring, 2013), de James Wan, conseguiu se sobressair com boas críticas, custando apenas U$ 20 milhões e faturando mais de U$ 300 milhões pelo mundo. A premissa não era inovadora: mais uma trama de casa mal-assombrada, sustos, exorcismos, tendo uma “história baseada em fatos reais” como pano de fundo. Porém, a condução era um diferencial, conseguindo provocar um efeito vital no espectador, ao mesmo tempo em que funcionava como produto comercial. Uma continuação era inevitável. “Invocação do Mal 2” (The Conjuring 2, 2016) chega repetindo a mesma fórmula que deu certo, mas com todos os ingredientes potencializados, garantindo muitos pulos da cadeira e um resultado ainda mais eficiente do que o anterior.

A sequência se passa sete anos após os eventos do filme anterior. A trama é baseada no caso Enfield Poltergeist, registrado no final da década de 1970 com a família Hodgson, na Inglaterra, centrado em duas irmãs supostamente possuídas. Os protagonistas, Lorraine (vivida por Vera Farmiga) e Ed Warren (vivido por Patrick Wilson), investigadores paranormais, afirmam que viram as jovens levitarem e até testemunharam quando uma delas se desmaterializou. A garota foi encontrada 20 minutos depois em uma grande caixa de fusíveis, com o corpo retorcido de tal forma que não era possível reproduzir a posição. Apesar dos eventos aparentemente inexplicáveis, a maior parte da mídia considera que as irmãs queriam pregar uma peça.

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Crítica: Remake de “Caçadores de Emoção” tem boas cenas de ação e…só isso!

Por Thiago Sampaio em Crítica

02 de fevereiro de 2016

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“Caçadores de Emoção” (Point Break, 1991), dirigido por Kathryn Bigelow (vencedora do Oscar por “Guerra ao Terror” em 2009), tem o seu valor entre os apreciadores dos filmes de aventura. A premissa era interessante: um policial infiltrado em uma gangue de surfistas que praticavam assaltos a bancos utilizando máscaras de ex-presidentes dos Estados Unidos para bancar a própria paixão pela adrenalina. Protagonistas em sintonia (Patrick Swayze e Keanu Reeves), cenas estilosas e até uma participação de Anthony Kiedis, do Red Hot Chili Peppers, alçaram o longa a um status de cult.

Mas nada justificava uma refilmagem! Em meio ao ócio criativo e ganancioso que cerca a indústria, “Caçadores de Emoção: Além do Limite” (Point Break, 2015) chega comprovando o único cunho de caça-níquel.

Enredo

Na trama, um jovem agente do FBI, Johnny Utah (Luke Bracey), tem como missão se infiltrar em meio a atletas de esportes radicais, suspeitos de cometerem uma série de roubos nunca vistos até então. Não demora muito para que ele se aproxime de Bodhi (Édgar Ramirez), o líder do grupo, e conquiste sua confiança.

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Crítica: “Spotlight: Segredos Revelados” é uma contundente aula de Jornalismo

Por Thiago Sampaio em Crítica

29 de janeiro de 2016

Foto: Divulgação

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Qual é o limite entre a fé e a alienação? Essa linha tênue, capaz de quebrar crenças, é a força motriz de “Spotlight: Segredos Revelados” (“Spotlight”, 2015), indicado a seis Oscars (Melhor Filme; Diretor; Ator Coadjuvante; Atriz Coadjuvante; Edição e Roteiro Original). Baseado em fatos reais no caso que rendeu o prêmio Pulitzer de Jornalismo em 2003, o longa-metragem retrata de maneira digna uma realidade chocante – casos de pedofilia envolvendo a Igreja Católica – sob o ponto de vista da imprensa investigativa.

Enredo

O drama mostra um grupo de jornalistas em Boston, do veículo Boston Globe, que reúne milhares de documentos capazes de provar diversos casos de abuso de crianças causados por padres católicos. Quando o time de repórteres da equipe Spotlight mergulha nas alegações de pedofilia, a investigação de um ano desvenda décadas de encobrimento nos mais altos níveis dos estabelecimentos legais, religiosos e governamentais, desencadeando uma onda de revelações ao redor do mundo.

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Crítica: “Spotlight: Segredos Revelados” é uma contundente aula de Jornalismo

Por Thiago Sampaio em Crítica

29 de janeiro de 2016

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Qual é o limite entre a fé e a alienação? Essa linha tênue, capaz de quebrar crenças, é a força motriz de “Spotlight: Segredos Revelados” (“Spotlight”, 2015), indicado a seis Oscars (Melhor Filme; Diretor; Ator Coadjuvante; Atriz Coadjuvante; Edição e Roteiro Original). Baseado em fatos reais no caso que rendeu o prêmio Pulitzer de Jornalismo em 2003, o longa-metragem retrata de maneira digna uma realidade chocante – casos de pedofilia envolvendo a Igreja Católica – sob o ponto de vista da imprensa investigativa.

Enredo

O drama mostra um grupo de jornalistas em Boston, do veículo Boston Globe, que reúne milhares de documentos capazes de provar diversos casos de abuso de crianças causados por padres católicos. Quando o time de repórteres da equipe Spotlight mergulha nas alegações de pedofilia, a investigação de um ano desvenda décadas de encobrimento nos mais altos níveis dos estabelecimentos legais, religiosos e governamentais, desencadeando uma onda de revelações ao redor do mundo.

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