Cena Cultural - Por Thiago Sampaio 
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Cena Cultural

por Thiago Sampaio

Crítica: “Green Book – O Guia” é um eficiente road movie com obstáculos dramáticos

Por Thiago Sampaio em Crítica

12 de Fevereiro de 2019

Foto: Divulgação

Já é comum termos aqueles indicados ao Oscar de Melhor Filme com tom despretensioso, leve, que dificilmente desagradam alguém. Foi assim com “Ou Tudo Ou Nada” (1997), “Pequena Miss Sunshine” (2006), “Juno” (2007), “O Lado Bom da Vida” (2012), dentre tantos outros. Nesta edição de 2019, quem assume esse papel é “Green Book – O Guia” (Green Book, 2018), que chega com o respaldo de ter levado o Globo de Ouro na categoria Melhor Filme – Comédia ou Musical e vem sendo comparado com “Conduzindo Miss Daisy” (1989), vencedor do principal prêmio da Academia em 1990, só que “às aversas”. Mas neste caso, o fato de ser “baseado em fatos reais” pode acabar por interromper as pretensões por causa de algumas polêmicas.

A história se passa em 1962 e apresenta Tony Vallelonga (Viggo Mortensen), um americano descendente de italianos que trabalha como segurança de uma discoteca em Nova York. Precisando de emprego após um incidente no local, ele vai a uma entrevista com Don Shirley (Mahershala Ali), um pianista Que precisa de motorista para a sua turnê. Enquanto os dois se chocam no início, já que Tony apresenta comportamentos racistas, um vínculo entre os dois cresce à medida que eles viajam.
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Crítica: “Creed II” mantém o bom nível dramático do seu antecessor

Por Thiago Sampaio em Crítica

31 de Janeiro de 2019

Foto: Divulgação

A saga Rocky sempre se destacou, pelo menos dentro da proposta do primeiro filme, de 1976, por trazer a luta como pano de fundo para o drama. Depois de seis filmes, a ideia de prolongar a franquia com o filho de Apollo Creed e o ícônico personagem de Sylvester Stallone como coadjuvante parecia arriscada, mas “Creed: Nascido para Lutar” (Creed, 2015) recebeu críticas positivas e garantiu a indicação ao Oscar para o querido ator da boca torta. Abordando uma nova história sobre superação, possibilitou uma continuidade, agora com Michael B. Jordan no posto principal. Felizmente, “Creed II” (idem, 2018) mantém o nível do anterior, retomando conflitos do passado e desenvolvendo novas relações. Não tem o fator surpresa, mas a tarefa de empolgar e emocionar é de novo bem sucedida.

Na trama, Adonis Creed (Jordan) saiu mais forte do que nunca de sua luta contra ‘Pretty’ Ricky Conlan, do longa anterior, e segue sua trajetória rumo ao campeonato mundial de boxe, contra toda a desconfiança que acompanha a sombra de seu pai e com o apoio de Rocky (Stallone). Sua próxima luta não será tão simples, ele precisa enfrentar um adversário que possui uma forte ligação com o passado de sua família: Viktor Drago (Florian Munteanu), filho de Ivan Drago (Dolph Lundgren), ex-adversário do seu mentor e responsável por matar o seu pai no ringue.
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Crítica: M. Night Shyamalan conclui arco em “Vidro” com personalidade

Por Thiago Sampaio em Crítica

25 de Janeiro de 2019

Foto: Divulgação

Foram nada menos que 19 anos para que “Corpo Fechado” (Unbreakable, 2000) viesse a ganhar uma continuação. E veio como uma surpresa quando, ao final de “Fragmentado” (Split, 2016), o diretor M. Night Shyamalan mostrou que estava criando um universo próprio, unindo os personagens dos dois filmes. Obviamente, fãs foram à loucura com o anúncio do início da produção de “Vidro” (Glass, 2018). E se o resultado não gerasse opiniões divergentes, provavelmente não seria um longa de Shyamalan. Neste crossover, o indiano radicado nos Estados Unidos mais uma vez exibe sua técnica apurada, encerra uma trilogia de maneira digna, porém, conta com irregularidades que podem influenciar na percepção geral, principalmente se houve expectativa alta.

A trama se situa poucos dias após os acontecimentos de “Fragmentado”. Kevin Crumb (James McAvoy), o homem com 24 personalidades diferentes, passa a ser perseguido por David Dunn (Bruce Willis). O jogo de gato e rato entre o homem inquebrável e a “Fera” acaba levando-os a um hospital psiquiátrico onde lá se encontra Elijah Price (Samuel L. Jackson), um gênio com doença rara nos ossos que quebram com enorme facilidade.
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“Roma” e “A Favorita” lideram em indicações ao Oscar 2019

Por Thiago Sampaio em Oscar

22 de Janeiro de 2019

Foto: Montagem/Divulgação

Foi divulgada nesta terça-feira (22) a lista dos indicados ao Oscar de 2019. “Roma”, do mexicano Alfonso Cuarón e lançada pela Netflix, e “A Favorita”, do grego Yorgos Lanthimos, lideram com 10 indicações cada.

“Roma” é o filme de língua não inglesa com mais indicações na história da premiação, empatado com o chinês “O Tigre e o Dragão”, de 2010.

“Pantera Negra”, indicado a nove prêmios, entra para a história como o primeiro longa-metragem de super-heróis a ser indicado na principal categoria da Academia.

Por outro lado, a ausência mais sentida foi a de Bradley Cooper na categoria direção, por “Nasce Uma Estrela”, apesar dele estar indicado como melhor ator pelo mesmo filme. Pawel Pawlikowski, diretor do polonês “Guerra Fria” foi a surpresa ao faturar a vaga.

Confira a lista completa dos indicados:
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Crítica: “Homem-Aranha no Aranhaverso” é o melhor longa-metragem já feito sobre o personagem

Por Thiago Sampaio em Crítica

17 de Janeiro de 2019

Foto: Divulgação

Se tratando de Homem-Aranha nos cinemas, já foram dois reboots em menos de 20 anos. Atualmente, Tom Holland, o terceiro ator a encarnar o Cabeça de Teia, vive o mesmo no badalado universo compartilhado da Marvel Studios, num acordo de co-produção com a Sony, que por sua vez, desenvolve filmes individuais dos vilões, como “Venom” (idem, 2018), que apesar da qualidade questionável, foi sucesso de bilheteria. Um longa sobre o vampiro Morbius é o próximo da fila. Com toda essa bagunça, será que uma animação com o herói geraria interesse?

À primeira vista, a ideia de misturar vários Aranhas, enquanto a sua versão em live-action está na ativa, só viria a embaralhar ainda mais a lógica. Mas eis a surpresa: “Homem-Aranha no Aranhaverso” (Spiderman Into The Spider-Verse, 2018) não só é um deleite aos olhos como é a melhor produção para as telonas com o personagem já feita. Faz rir, emociona, garante cenas de ação incríveis e, de quebra, faz graça com a enorme quantidade de elementos inseridos e os desenvolve de maneira admirável.
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Confira as datas das principais estreias do cinema em 2019

Por Thiago Sampaio em Serviço

11 de Janeiro de 2019

Ano novo, e como sempre faço aqui no blog, trago uma relação com as datas de estreias de alguns dos longas-metragens mais aguardados de 2019 (obviamente, algumas ou muitas dela podem mudar no decorrer desses 365 dias).

Montagem/Divulgação

Para quem respira blockbusters, a temporada está cheia, incluindo “Vingadores: Ultimato (Avengers: Endgame, 2019), que fecha a fase da Marvel Studios com o maior crossover de super-heróis já visto até então e certamente vai entrar para as maiores bilheterias de todos os tempos.

E a Marvel não está se apoiando apenas no seu carro chefe, pois “Capitã Marvel” (Captain Marvel, 2019) e “Homem-Aranha: Longe de Casa” (Spiderman: Far From Home, 2019) devem levar o seu público alvo para as salas de projeção. Do lado da DC Comics, a aposta é “Shazam!” (idem, 2019), apostando numa pegada bem mais cômica.

Os fãs da saga “Star Wars” também podem controlar a ansiedade, pois o Episódio IX, o último desta nova trilogia (pelo menos até anunciarem mais algumas muitas, além das séries para a nova plataforma de streaming da Disney já confirmadas) chega no final do ano.

Claro, para quem aguarda os filmes “sérios” que vão marcar presença na disputa do Oscar, o primeiro semestre tem “Green Book: O Guia” (Green Book, 2019), “Se a Rua Beale Falasse” (If Beale Street Could Talk, 2019), “Vice” (idem, 2019).

Segue a lista:

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Crítica: “Bird Box” cumpre em partes o potencial que tem

Por Thiago Sampaio em Crítica

06 de Janeiro de 2019

Foto: Divulgação

Nunca um longa-metragem produzido diretamente para a plataforma de streaming gerou tanta repercussão como “Bird Box” (idem, 2018), ou “Caixa de Pássaros”, como preferirem. Graças ao enorme marketing feito pela Netflix, incluindo até trailer nos cinemas e a vinda de Sandra Bullock para a Comic Con Experience 2018, em São Paulo. Tudo isso impulsionou a curiosidade, viralizando a marca dos olhos vendados, gerando memes e diversas notícias sobre o próprio longa, movimentando as redes sociais.

Afinal, vale tanta audiência? Lembrando que nem sempre popularidade é sinônimo de qualidade. Cumpre o entretenimento – mais até do que boa parte das produções originais da empresa – mas não vai muito além e não tem nada de original, pairando a dúvida se teria o mesmo sucesso caso tivesse sido lançado nas telonas.

A trama se passa em um mundo pós-apocalíptico em que Malorie (Sandra Bullock) e seus filhos precisam chegar em um refúgio para escapar de criaturas que, ao serem vistas, fazem pessoas se tornarem extremamente violentas e cometerem suicídio. De olhos vendados para não serem afetados, a família segue o curso de um rio para chegar a um prometido lugar seguro.

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Crítica: “Bumblebee” acerta ao apostar na inocência e nostalgia que faltava nos outros “Transformers”

Por Thiago Sampaio em Crítica

29 de dezembro de 2018

Foto: Divulgação

Nos cinemas há mais de uma década, a franquia “Transformers” virou um parque de diversões para a megalomania do diretor Michael Bay. Tramas com robôs dinossauros, Cavaleiros da Tavola Redonda, cenas de ação cada vez mais grandiosas e incompreensíveis tornaram os cinco filmes numa bagunça generalizada. Por isso, poucos botaram fé quando um spin-off sobre o personagem Bumblebee foi anunciado. Mas eis a surpresa: “Bumblebee” (idem, 2018) faz questão de ir na contramão do que vinha sendo feito e entrega uma aventura leve, com uma forte pegada de nostalgia dos anos 80.

A trama se passa em 1987. Refugiado num ferro-velho numa pequena cidade praiana da Califórnia, um fusca amarelo aos pedaços, machucado e sem condição de uso, é encontrado e consertado pela jovem Charlie (Hailee Steinfeld), logo quando ela completa 18 anos. Só quando o “Autobot”, que na verdade se trata de um alienígena, ganha vida, ela enfim nota que seu novo amigo é bem mais do que um simples carro e tem um objetivo bem maior no planeta dela.

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Crítica: James Wan salva “Aquaman” de um fracasso ao abraçar a cafonice

Por Thiago Sampaio em Crítica

18 de dezembro de 2018

Foto: Divulgação

Em tempos em que filmes de super-heróis são lançados a torto e direito, era uma missão bem complicada emplacar um longa sobre um ser que fala com peixes e pega carona num cavalo marinho rosa. Praticamente impossível levar à sério. A tarefa se torna ainda mais complicada em meio às adaptações para o cinema da DC Comics, marcadas pelo tom sombrio e “realista” de Zack Snyder (aqui produtor executivo). Mas o grande triunfo de “Aquaman” (idem, 2018) foi ter caído nas mãos de James Wan. Compreendendo o folclore pejorativo em torno do personagem, o longa abraça os exageros e, acertadamente, não busca transmitir o respaldo que não tem. É brega como o seu conceito e, no fim, acerta como diversão passageira. O que não impede de ser esquecível.

Na trama, filho de um humano com uma atlante, Arthur Curry (Jason Momoa) cresce com as capacidades metahumanas de seu povo. Quando seu irmão Orm (Patrick Wilson) deseja se tornar o Mestre dos Oceanos, subjugando os demais reinos aquáticos para que possa atacar a superfície, cabe a ele a tarefa de impedir a guerra iminente.

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Crítica: “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” é o mais problemático de toda a saga

Por Thiago Sampaio em Crítica

21 de novembro de 2018

Foto: Divulgação

Os “filmes do Harry Potter sem o Harry Potter”, como chamam o criativo pessoal do Choque de Cultura , têm a missão não muito difícil de seguir arrecadando muito através dos fãs lunáticos por aquele universo. O longa de 2016 se mostrou eficiente, porém, pairava a dúvida se haveria material para cinco longas-metragens. Pois bem, este “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” (Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald, 2018) continua como um deleite visual, mas com uma trama enrolada e que pouco avança para a narrativa principal. É certamente o mais episódico de toda a saga, ficando claro que seu intuito é preparar o terreno para o que está por vir.

Na trama, Newt Scamander (Eddie Redmayne) é recrutado pelo seu antigo professor em Hogwarts, Alvo Dumbledore (Jude Law), para enfrentar o bruxo das trevas Gellert Grindelwald (Johnny Depp), que escapou da custódia da Macusa (Congresso Mágico dos EUA) e reúne seguidores, dividindo o mundo entre seres de magos sangue puro e seres não-mágicos.

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Crítica: “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” é o mais problemático de toda a saga

Por Thiago Sampaio em Crítica

21 de novembro de 2018

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Os “filmes do Harry Potter sem o Harry Potter”, como chamam o criativo pessoal do Choque de Cultura , têm a missão não muito difícil de seguir arrecadando muito através dos fãs lunáticos por aquele universo. O longa de 2016 se mostrou eficiente, porém, pairava a dúvida se haveria material para cinco longas-metragens. Pois bem, este “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” (Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald, 2018) continua como um deleite visual, mas com uma trama enrolada e que pouco avança para a narrativa principal. É certamente o mais episódico de toda a saga, ficando claro que seu intuito é preparar o terreno para o que está por vir.

Na trama, Newt Scamander (Eddie Redmayne) é recrutado pelo seu antigo professor em Hogwarts, Alvo Dumbledore (Jude Law), para enfrentar o bruxo das trevas Gellert Grindelwald (Johnny Depp), que escapou da custódia da Macusa (Congresso Mágico dos EUA) e reúne seguidores, dividindo o mundo entre seres de magos sangue puro e seres não-mágicos.

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