Cena Cultural - Por Thiago Sampaio
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Cena Cultural

por Thiago Sampaio

Crítica: “Velozes e Furiosos 8” é grandioso e repetitivo

Por Thiago Sampaio em Crítica

17 de abril de 2017

Foto: Divulgação

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Já citei aqui em resenhas de episódios anteriores de “Velozes & Furiosos” que não importa o que aconteça, a franquia já conquistou o seu público alvo e, por isso, é garantia de dinheiro no caixa. Não interessa se não tem história a ser contada, ela é a menina dos olhos da Universal Studios e, tendo carros tunados garantindo cenas de ação grandiosas, teremos quantos filmes derem na telha. Mantendo a “ideologia” de entregar situações cada vez mais exageradas, “Velozes & Furiosos 8” (The Fate of the Furious, 2017) cumpre o dever e garante a diversão aos que vão às salas de cinema já sabendo o que está por vir.

Na trama, Dom (Vin Diesel) e Letty (Michelle Rodriguez) estão curtindo a lua de mel em Havana, mas a súbita aparição de Cipher (Charlize Theron) atrapalha os planos do casal. Ela logo arma um plano para chantagear Dom, de forma que ele traia seus amigos e passe a ajudá-la a obter ogivas nucleares. Tal situação faz com Letty reúna os velhos amigos, que agora precisam enfrentar o antigo companheiro.

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Crítica: “Fragmentado” é o retorno triunfal de M. Night Shyamalan ao mainstream

Por Thiago Sampaio em Crítica

31 de março de 2017

Foto: Divulgação

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O diretor M. Night Shyamalan virou uma referência do gênero suspense quando, aos 29 anos, lançou o aclamado “O Sexto Sentido” (The Sixth Sense, 1999). Desde então, sempre manteve o status de cult, com o seu nome sendo o principal chamariz de cada nova produção lançada. Mesmo alternando opiniões, sempre se manteve badalado, como em “Corpo Fechado” (Unbreakable, 2000), “Sinais” (Signs, 2002) e “A Vila” (The Village, 2004). Mas foi em “A Dama na Água” (Lady in the Water, 2006) que o hype começou a despencar. Há quem defenda (este que vos fala, inclusive, é um deles), mas a qualidade dos longas seguintes não ajudaram nem um pouco.

“Fim dos Tempos” (The Happening, 2008) é tão ruim que condiz com o título nacional, “O Último Mestre do Ar” (The Last Airbender, 2010) foi uma adaptação do anime “Avatar” pra lá de brega e “Depois da Terra” (After Earth, 2013) uma ficção científica bem sonolenta. Foram mais de 10 anos de “má fase”. A solução foi voltar às origens. Com o suspense independente “A Visita” (The Visit, 2015), que custou apenas U$ 5 milhões, arrancou boas críticas sem apelar para o sobrenatural. Era o que precisava para voltar ao mainstream. E isso acontece com o ótimo “Fragmentado” (Split, 2017), onde Shyamalan mostra retomar a velha boa forma.

A trama traz Kevin (James McAvoy), um misterioso homem que possui 23 personalidades distintas e consegue alterná-las quimicamente em seu organismo apenas com a força do pensamento. Um dia, ele sequestra três adolescentes que encontra em um estacionamento. Vivendo em cativeiro, elas passam a conhecer as diferentes facetas de Kevin e precisam encontrar algum meio de escapar.

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Crítica: Entre altos e baixos, reboot de “Power Rangers” funciona

Por Thiago Sampaio em Crítica

26 de março de 2017

Quando foi anunciado que “Power Rangers” ganharia um reboot, em pleno 2017, a expectativa em geral não foi das mais animadoras. Afinal, a telessérie, adaptação americana do japonês “Super Sentai”, que estreou lá em 1993 e já está na 24ª temporada, fez um enorme sucesso entre o público-alvo, mas o tempo tratou de deixar claro o quanto tudo aquilo era brega, galhofa.

Então, apresentar o grupo de heróis coloridos para a geração atual, mantendo a nostalgia para aquelas crianças que hoje são adultas não era das missões mais fáceis. Felizmente, mesmo entre algumas derrapadas e estranhezas, o resultado é positivo.

O novo filme é reinvenção das origens dos personagens criados por Haim Saban. Jason (Dacre Montgomery), Kimberly (Naomi Scott), Billy (RJ Cyler), Trini (Becky G.) e Zack (Ludi Lin) são cinco adolescentes que se conhecem por acaso e encontram as pedras do poder que lhes concedem poderes extraterrestres.

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Crítica: “Logan” é um filme definitivo para fãs e amantes da sétima arte em geral

Por Thiago Sampaio em Crítica

02 de março de 2017

Foto: Divulgação

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Eu poderia começar o texto afirmando que a cronologia dos X-Men nos cinemas anda tão confusa que já perdeu sentido a continuidade. Ou então, dizendo o quanto os fãs lamentam o fato de o personagem mais famoso da franquia, Wolverine, nunca ter sido retratado nas telas como esperavam, inclusive nos dois filmes solo, o terrível “X-Men Origens: Wolverine” (X-Men Origins: Wolverine, 2009) e o razoável/fraco “Wolverine: Imortal” (The Wolverine, 2013). Mas não seria correto. “Logan” (idem, 2017) não se trata de mais um longa dos mutantes, tampouco tem ligação com aquelas duas produções esquecíveis.

Aqui não há a necessidade da aparições de personagens surpresas ou gancho para continuações. Para os fãs, há referências discretas, como a citação da Estátua da Liberdade no longa de 2000, ou uma coreografia semelhante à da cena da salvação das crianças na escola em “X-Men 2” (X2, 2003), mas só. Trata-se de um episódio à parte. Diferente de tudo o que foi visto nesse universo até então, é acima de tudo uma honrosa despedida de Hugh Jackman do papel que impulsionou a sua carreira há 17 anos, numa produção dramática, violenta e muito corajosa.

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Com direito a gafe no final, “Moonlight” tira o principal Oscar de “La La Land”

Por Thiago Sampaio em Oscar

27 de fevereiro de 2017

Foto: Getty Images

Aconteceu na noite deste domingo (26) a 89ª cerimônia do Oscar 2017, principal premiação do cinema mundial. Em cerimônia conduzida por Jimmy Kimmel, com direito a muita alfinetadas ao presidente americano, o que mais chamou atenção foi um erro no momento do anúncio do prêmio mais aguardado.

Os apresentadores do prêmio de Melhor Filme, Warren Beatty e Faye Dunaway, tinham em mãos o envelope errado (relativo ao prêmio de Melhor Atriz, vencido por Emma Stone) e acabaram equivocadamente anunciando “La La Land – Cantando Estações” como o filme ganhador. Os próprios produtores de La La Land, que já se encontravam no palco discursando, perceberam o erro e anunciaram que o vencedor era “Moonlight: Sob a Luz do Luar”.

Ainda assim, “La La Land – Cantando Estações” foi o maior premiado da noite, levando seis dos 14 prêmios que estava indicado. “Moonlight”, que faturou o Melhor Filme, levou três estatuetas. “Manchester à Beira-Mar” ganhou dois Oscars.

Confira a lista completa dos vencedores:

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Confira as apostas para as principais categorias do Oscar 2017

Por Thiago Sampaio em Oscar

24 de fevereiro de 2017

Foto: Divulgação

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A 89ª edição do Oscar acontece neste domingo (26), premiando os melhores de 2016. Não é surpresa para ninguém que “La La Land – Cantando Estações”, indicado em 14 categorias, igualando os recordes de “A Malvada” (1950) e “Titanic” (1997), é o grande favorito a levar os principais prêmios. Porém, “Moonlight: Sob a Luz do Luar”, com oito indicações, pode surpreender.

Aqui eu mando os meus pitacos, apontando quem eu acredito que vai levar a estatueta, os motivos, e qual realmente eu acredito que mereceria vencer. Vamos lá!

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Crítica: “Manchester à Beira-Mar” é um profundo drama sobre perdas

Por Thiago Sampaio em Crítica

22 de fevereiro de 2017

Foto: Divulgação

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O silêncio e as atitudes na maioria das vezes são muito mais profundos do que milhões de palavras. A complexidade do ser humano e suas inúmeras reações ao meio em que vive são difíceis de descrever apenas com diálogos. E é essa peculiaridade que faz de “Manchester à Beira-Mar” (Manchester by the Sea, 2016), indicado a seis Oscars (Filme, Diretor, Ator, Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante e Roteiro Original), um longa-metragem tão belo, apesar de triste do início ao fim. Trata-se de uma obra sobre o luto e a forma como cada um lida com as adversidades da vida.

A trama apresenta Lee Chandler (Casey Affleck), um homem que é forçado a retornar para sua cidade natal com o objetivo de tomar conta de seu sobrinho adolescente (Lucas Hedges) após o pai (Kyle Chandler) do rapaz, seu irmão, falecer precocemente. Este retorno ficará ainda mais complicado quando Lee precisa enfrentar as razões que o fizeram ir embora e deixar sua família para trás, anos antes.

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Crítica: “Até o Último Homem” é o melhor Mel Gibson desde “Coração Valente”

Por Thiago Sampaio em Crítica

14 de fevereiro de 2017

Foto: Divulgação

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Mel Gibson é aquele cara cujo potencial tem sido confundido ao longo dos anos com a sua vida pessoal, de modo que nem ele próprio parecia saber ao certo o que queria para a carreira. Consagrado pelas franquias de ação “Mad Max” (1979, 1981, 1985) e “Máquina Mortífera” (1987, 1989, 1992, 1998), vencedor do Oscar de melhor Filme e Diretor por “Coração Valente” (Braveheart, 1995), se viu em meio a polêmicas envolvendo fanatismo religioso, alcoolismo e agressão à ex-esposa, Oksana Grigorieva.

Ele até voltou a atuar em algumas produções como “Os Mercenários 3” (The Expendables 3, 2014) e “Herança de Sangue” (Blood Father, 2016), mas bem longe do destaque de outrora. Em “Até o Último Homem” (Hacksaw Ridge, 2016), indicado a seis Oscars (Filme, Diretor, Ator, Montagem, Mixagem de Som e Edição de Som), Gibson volta a direção 10 anos depois do polêmico “Apocalypto” (idem, 2006), no que parece ser o seu renascimento como artista, unindo talento por trás das câmeras, religião e a característica dose de loucura.

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Crítica: “A Qualquer Custo” traz um retrato cru dos dias atuais

Por Thiago Sampaio em Crítica

08 de fevereiro de 2017

Foto: Divulgação

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“A Qualquer Custo” (Hell or High Water, 2016) é aquele tipo de filme que não é fácil de ser digerido por todos. É monótono e, por muitas vezes, incômodo. Porém, essa peculiaridade é algo que o torna tão diferenciado. Indicado a quatro Oscars (Filme, Ator Coadjuvante, Roteiro Original e Montagem), esse faroeste contemporâneo tem uma forte crítica social escondida numa trama, aparentemente não muito criativa, sobre irmãos que assaltam bancos. Aqui, não há heróis, não há bandidos. Todos são homens comuns, vítimas do sistema opressivo pós depressão americana.

O longa se passa no interior do Texas, Estados Unidos. Toby (Chris Pine) e Tannar (Ben Foster) são irmãos que se reúnem após anos de separação para roubar agências do banco que ameaça a falência das terras da família. Porém, eles se encontram na mira de Marcus (Jeff Bridges), um Texas Ranger que procura por uma última grande perseguição nas vésperas de sua aposentadoria, e seu parceiro comanche, Alberto (Gil Birmingham). Com os perseguidores à sua sombra, os irmãos tramam um último golpe para completar o plano.

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Crítica: “xXx: Reativado” falha feio ao tentar repetir a auto-paródia do original

Por Thiago Sampaio em Crítica

31 de janeiro de 2017

Foto: Divulgação

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Quando “Triplo X” (xXx, 2002) foi lançado, a proposta era fazer uma espécie de paródia dos filmes de espionagem, que têm como ícone máximo a franquia 007. O charme ficava de lado, dando vez aos músculos e os esportes radicais. A ideia também era potencializar a imagem de astro de ação de Vin Diesel, que vinha do sucesso “Velozes e Furiosos” (The Fast and the Furious, 2001). De lá para cá, o ator buscou rumos diferentes, tentou comédia (“Operação Babá”, 2005), trabalhou com Sidney Lumet (“Sob Suspeita”, 2006), até perceber que a fonte da fortuna eram mesmo essas franquias tunadas.

Se os longas dos carros envenenados já vão para o oitavo episódio e Diesel ganhou autonomia para mandar e desmandar, 15 anos depois ele retorna para o outro produto com a mesma intenção. Acontece que o resultado de “xXx: Reativado” (xXx: Return of Xander Cage, 2017) é tão desagradável que dificilmente vai ganhar vida longa.

A trama, ultra criativa, é essa: Xander Cage (Vin Diesel) desiste de sua aposentadoria quando Xiang (Donnie Yen), um guerreiro mortal, coloca suas mãos em uma arma indestrutível chamada de “Caixa de Pandora”. Xander recruta os “melhores soldados do mundo” para destruir o vilão e paralelamente tem que enfrentar uma resistência formada por governos corruptos de todo o mundo.

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Crítica: “xXx: Reativado” falha feio ao tentar repetir a auto-paródia do original

Por Thiago Sampaio em Crítica

31 de janeiro de 2017

Foto: Divulgação

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Quando “Triplo X” (xXx, 2002) foi lançado, a proposta era fazer uma espécie de paródia dos filmes de espionagem, que têm como ícone máximo a franquia 007. O charme ficava de lado, dando vez aos músculos e os esportes radicais. A ideia também era potencializar a imagem de astro de ação de Vin Diesel, que vinha do sucesso “Velozes e Furiosos” (The Fast and the Furious, 2001). De lá para cá, o ator buscou rumos diferentes, tentou comédia (“Operação Babá”, 2005), trabalhou com Sidney Lumet (“Sob Suspeita”, 2006), até perceber que a fonte da fortuna eram mesmo essas franquias tunadas.

Se os longas dos carros envenenados já vão para o oitavo episódio e Diesel ganhou autonomia para mandar e desmandar, 15 anos depois ele retorna para o outro produto com a mesma intenção. Acontece que o resultado de “xXx: Reativado” (xXx: Return of Xander Cage, 2017) é tão desagradável que dificilmente vai ganhar vida longa.

A trama, ultra criativa, é essa: Xander Cage (Vin Diesel) desiste de sua aposentadoria quando Xiang (Donnie Yen), um guerreiro mortal, coloca suas mãos em uma arma indestrutível chamada de “Caixa de Pandora”. Xander recruta os “melhores soldados do mundo” para destruir o vilão e paralelamente tem que enfrentar uma resistência formada por governos corruptos de todo o mundo.

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