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Rede Social CE

por Raquel Souza

Sebrae

Mais de 45% das donas de negócios no Brasil se tornaram “chefes de domicílio”

Por raquelsouza em Empreendedorismo

07 de Março de 2019

Relatório do Sebrae mostra que, apesar do seu empoderamento, a mulher empreendedora ainda enfrenta desigualdades, como a restrição ao crédito

Nos últimos dois anos, a proporção de mulheres empreendedoras que são “chefes de domicílio” passou de 38% para 45%. Com o avanço, a atividade empreendedora passou a conferir às donas de negócio a principal posição em casa, superando o percentual de mulheres na condição de cônjuje (situação verificada quando a principal renda familiar provém do marido). Esta posição caiu de 49% para 41% nos últimos anos, conforme constatou o relatório especial produzido pelo Sebrae. O estudo constatou ainda que as representantes do sexo feminino empreendem movidas principalmente pela necessidade de ter uma outra fonte de renda ou para adquirir a independência financeira. Hoje, as 9,3 milhões de mulheres que estão à frente de um negócio representam 34% de todos os donos de negócios formais ou informais no Brasil.

As análises feitas pelo Sebrae mostram que as mulheres empreendedoras são mais jovens e têm um nível de escolaridade 16% superior ao dos homens. Entretanto, elas continuam ganhando 22% menos que os empresários, uma situação que vem se repetindo desde 2015, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2018, os donos de negócio do sexo masculino tiveram um rendimento mensal médio de R$ 2.344, enquanto que o rendimento das mulheres ficou em R$ 1.831.

A desvantagem para as empresárias também é significativa quando se trata de acesso a crédito e linhas de financiamento. As mulheres empresárias acessam um valor médio de empréstimos de aproximadamente R$ 13 mil a menos que a média liberada aos homens. Apesar disso, elas pagam taxas de juros 3,5 pontos percentuais acima do sexo masculino. Nesse aspecto, nem os índices de inadimplência mais baixos, verificados entre as pagadoras do sexo feminino, foram suficientes para gerar uma redução dos juros. Enquanto 3,7% das mulheres são inadimplentes, os homens apresentam um indicador de 4,2%.

“O empreendedorismo representa uma importante alavanca para o empoderamento feminino, abrindo oportunidade para mulheres que viviam em situação de vulnerabilidade ou até de violência doméstica. Nosso trabalho agora é fortalecer ainda mais as habilidades comportamentais das empreendedoras para garantir confiança e reduzir as desigualdades”, analisa o presidente do Sebrae, João Henrique de Almeida Sousa.

O relatório elaborado pelo Sebrae aponta que as mulheres empreendedoras representam hoje 48% dos Microempreendedores Individuais (MEI), atuando principalmente em atividades de beleza, moda e alimentação. Quanto ao local de funcionamento do negócio, 55,4% das MEI estão sediadas em casa.

Acesse o DataSebrae e veja o Painel “Empreendedorismo Feminino” e o “Relatório Especial – Empreendedorismo Feminino no Brasil”

Principais dados das mulheres empreendedoras:

Entre 49 países do mundo, o Brasil tem a 7ª maior proporção de mulheres entre os “Empreendedores Iniciais”
As mulheres Donas de Negócio (formais e informais) são mais jovens, do que os homens. São 43,8 anos contra 45,3 anos no caso do sexo masculino
As Donas de Negócio têm maior escolaridade (16% maior), mas ganham – em média – 22% a menos que os homens na mesma posição
Parcela expressiva das mulheres Donas de Negócio trabalha em casa – 25%. No caso específico das mulheres que são Microempreendedoras Individuais (MEI) esta proporção sobe para 55%.
As mulheres empresárias tomam menos empréstimo e com valor médio igualmente menor. O valor médio do empréstimo para mulheres é – em média – R$ 13.071 menor que o dos homens.
As empresárias pagam taxas de juros maiores. A taxa anual para empresárias é 3,5 pontos percentuais acima dos donos de pequenos negócios
A taxa de inadimplência das mulheres é inferior à registrada por homens. 3,7% para mulheres contra 4,2% para os empresários
Quase metade dos MEI existentes no país são mulheres (48%).
As mulheres MEI se destacam em atividade de beleza, moda e alimentação
As mulheres MEI trabalham mais em casa (55%)

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Aplicativo vai agilizar acesso dos pequenos negócios às compras públicas

Por raquelsouza em Empreendedorismo

26 de Janeiro de 2019

A nova ferramenta, que é resultado de acordo de cooperação do Sebrae com o governo federal, estará disponível nesta sexta-feira (25) para as micro e pequenas empresas

Os pequenos negócios terão acesso mais rápido às oportunidades de participar de aquisições públicas, realizadas no Comprasnet, com o lançamento, nesta sexta-feira (25), do aplicativo Comprasnet Mobile. A nova ferramenta faz parte do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Sebrae e o Ministério da Economia com o objetivo de modernizar os sistemas de compras do governo federal. Com o App, que é gratuito, as micro e pequenas empresas podem conhecer mais rapidamente as oportunidades de negócio com o poder público.

Desenvolvido pelo Serpro, o aplicativo estará disponível para pregões, inicialmente. “O APP vai levar a compra pública para um maior número de fornecedores que já estão no Comprasnet e desejam fazer pesquisas rápidas, e também para os que ainda não conhecem esse mercado”, explica a analista de políticas públicas do Sebrae, Denise Donati. De acordo com ela, em breve a ferramenta também será utilizada para cotações eletrônicas. Caso o usuário queira enviar a proposta, ele terá que fazê-lo por meio de computador.

Hoje, apenas 300 mil empresas estão cadastradas no Comprasnet. “Esperamos que, com o aplicativo, esse número aumente”, afirma a analista do Sebrae. “Queremos ampliar o número de fornecedores do governo e permitir que os pequenos negócios passem a contar com novas oportunidades para o seu negócio”, acrescenta Denise, ressaltando que o aplicativo é uma forma de popularizar e simplificar o processo de compras governamentais.

Segundo o coordenador-geral dos sistemas de compras governamentais do Ministério da Economia, Daniel Rogério, o aplicativo dará às micro e pequenas empresas acesso mais rápido aos processos licitatórios. “O aplicativo vai facilitar o trabalho dos pequenos negócios, que agora poderão acompanhar as compras publicadas por meio de celular”, observa Daniel. “Além disso, os empreendedores podem contar com informações exclusivas sobre as compras que mais interessam ao perfil da sua empresa, por meio de um filtro”, explica o coordenador. Caso o negócio não se encaixe no edital disponível, ou a compra não seja de seu ramo, o usuário poderá encaminhar para outros fornecedores.

O fornecedor poderá instalar o aplicativo disponível nas versões de sistema operacional Android 4.1 ou superior e iOS9 ou superior, por meio das lojas Google Play e Apple Store, pesquisando por Comprasnet.

As funcionalidades disponíveis no aplicativo:

Central de Mensagens – Envia informações sobre o Comprasnet, novidades, avisos de manutenções programadas, lançamentos e orientações;

Filtros – Permite a configuração de filtros e o recebimento de avisos sobre as licitações publicadas no dia.

Licitações – Possibilita a visualização de detalhes das licitações, como objeto, órgão licitante, data limite para entrega da proposta, item (ns) licitado (s), entre outros.

Download do Edital – Permite realizar o download do edital.

Compartilhar Licitações – Possibilita o envio das informações da licitação, contendo o link para visualizar os itens e realizar o download do edital, por e-mail e redes sociais.

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Pequenas empresas se consolidam no mercado utilizando o marketing digital

Por raquelsouza em Marketing Digital

09 de Janeiro de 2019

Pesquisa mostra que 48% dos brasileiros passam a admirar ainda mais a marca depois de segui-la na rede social. Ceará também segue avançando.
Dados divulgados pelo SEBRAE mostram que o marketing digital gera o aumento de 54% de novos interessados pelos produtos ou serviços de uma empresa.  A revista exame divulgou que o Brasil é o terceiro país com o maior número de usuários no Facebook, sendo que 93% destes usuários curtem páginas de empresas, produtos e serviços e 48% passam a admirar ainda mais as marcas depois de segui-las na redes sociais. No Ceará, isso não é diferente, pequenas empresas estão investindo no marketing digital e já alcançaram clientes até de outros países.
De acordo com Rodrigo Coifman, especialista em Marketing Digital, o marketing de conteúdo de qualidade segue à frente juntamente com o SEO, sendo uma das formas mais eficientes e duradouras para se conseguir angariar no mundo digital. “O que os profissionais que trabalham com marketing digital precisam fazer agora é direcionar seus conteúdos, de forma reconheça as particularidades de cada consumidor e ofereça uma experiência completa, multicanal e personalizada para a empresa e para os clientes que desejam contratá-la”, disse.
Ainda sobre a era digital, o site é praticamente uma forma de se comprovar existente no mundo. “Temos que imaginar que uma pessoa que vai procurar por sua empresa no google, precisa encontrar seu site com todas as informações. Se não tiver um ambiente digital bem estruturado, moderno e com todas as ferramentas necessárias, facilmente ela desiste do seu produto e contrata o outro concorrente. O mesmo vale para as redes sociais, que devem ser atualizadas diariamente com conteúdos que dizem respeito à empresa”, disse Rodrigo.
Resultados no Ceará
Uma presença digital bem realizada é capaz de gerar resultados satisfatórios para a maioria dos negócios. Exemplo disso é um escritório cearense de advocacia especializado em direito do trânsito, que têm em sua lista até clientes de Portugal advindos do investimento em Marketing Digital. “Cerca de 70% dos nossos clientes nos encontraram na internet, seja por meio de pesquisas no google ou nas redes sociais. A empresa cresceu muito nos últimos anos, esse é sem dúvidas um investimento que precisa estar nos planos de qualquer empreendedor que deseja transformar sua micro empresa em grande ou média”, ressaltou o fundador do escritório, Rodrigo Nóbrega.

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Empreender: Trocar o certo pelo duvidoso: será que vale a pena?

Por raquelsouza em Empreendedorismo

29 de outubro de 2018

Os riscos de jogar tudo para o alto e empreender tem feito muitos brasileiros se ‘virarem nos 30’ na hora de abrir um negócio no Brasil e a solução encontrada tem sido empreender e continuar com a posição de empregado, aponta pesquisa.

 

Tendência para 2019, a onda do empreendedorismo paralelo ganhou força no mercado brasileiro nos últimos meses. Com a promessa de associar qualidade de vida e satisfação profissional, a prática de abrir um negócio e continuar empregado é um dos principais destaques apontados pelo Caderno de Tendências 2018/2019, divulgado pelo SEBRAE.

O consultor em negócios e CEO da Contabilivre, Mauro Fontes, explica que essa crescente deve-se, principalmente, à atual instabilidade econômica do país. “É uma atitude cautelosa, que pode ser explicada também pelo atual cenário econômico do Brasil, afinal há medo de se trocar o certo pelo duvidoso e quando analisamos os números de desemprego, os índices econômicos e a recessão, chegamos à conclusão que faz sentido esse receio”, explica.

Então, como fazer para realizar o sonho de ser o dono do próprio nariz e, ainda, manter o emprego formal de carteira assinada? Mauro explica que é fundamental fazer um planejamento prévio, garantindo a sustentabilidade da operação, sobretudo no início, quando o futuro é incerto em relação à aceitação de produtos e serviços do novo empreendimento e acrescenta que basta observar os dados recentes divulgados pelo Sebrae que mostram que de cada 100 empresas abertas no País, mais de 30% fecham após 2 anos. Das que resistem aos dois anos iniciais, apenas 40% conseguem se manter no mercado, após os primeiros cinco anos. “Sem dúvida, trocar o certo pelo duvidoso, para quem já está no mercado de trabalho, é uma aposta de alto risco, mas pode valer muito a pena, se a lição de casa for bem feita, antes de abrir as portas. Além do planejamento financeiro, é preciso ver como fazer essa gestão a distância, quando não se está no local, por exemplo. Atuar em duas frentes distintas, pensando que o horário comercial é um só, requer uma certa habilidade”, explica.

O especialista pondera que há muita coisa a ser levada em conta antes de empreender, principalmente na fase do planejamento, quando é necessário avaliar a viabilidade do investimento e do período inicial, e ir se preparando para o pior cenário. “Assim, o empreendedor fica mais resguardado”, explica. Questionado sobre assumir o compromisso de começar um negócio, sem comprometer a renda, Fontes é categórico. “É muito importante definir os custos da operação, sem esquecer de nada, tendo em vista porcentagens referentes a esse plano de viabilidade. E tudo tem de ser colocado no papel: aluguel do ponto, contratação de pessoal, compra de equipamentos, estoque etc.  Deve ter tudo na ponta do lápis, antes de assumir o compromisso da dupla jornada”, completa.

Outra dica importante, na visão dele, é saber o passo que se vai dar pelo tamanho das próprias pernas. Atualmente há um leque de opções para empreender, de uma operação bem pequena até uma empresa mais robusta, de maior custo. “Pode-se optar, por exemplo, por um negócio online, que exige investimento de valor mais baixo, com horários mais flexíveis”, indica. A grande lição para o empreendedor e a mais importante nesse momento, destaca o especialista, é a etapa pré-abertura. “Pode não parecer, mas é a fase primordial de qualquer projeto de empreendedorismo. Toda a análise que acompanha essa etapa vai servir como bússola para desenvolver e expandir o negócio”, afirma.

 

 

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Empreender: Trocar o certo pelo duvidoso: será que vale a pena?

Por raquelsouza em Empreendedorismo

29 de outubro de 2018

Os riscos de jogar tudo para o alto e empreender tem feito muitos brasileiros se ‘virarem nos 30’ na hora de abrir um negócio no Brasil e a solução encontrada tem sido empreender e continuar com a posição de empregado, aponta pesquisa.

 

Tendência para 2019, a onda do empreendedorismo paralelo ganhou força no mercado brasileiro nos últimos meses. Com a promessa de associar qualidade de vida e satisfação profissional, a prática de abrir um negócio e continuar empregado é um dos principais destaques apontados pelo Caderno de Tendências 2018/2019, divulgado pelo SEBRAE.

O consultor em negócios e CEO da Contabilivre, Mauro Fontes, explica que essa crescente deve-se, principalmente, à atual instabilidade econômica do país. “É uma atitude cautelosa, que pode ser explicada também pelo atual cenário econômico do Brasil, afinal há medo de se trocar o certo pelo duvidoso e quando analisamos os números de desemprego, os índices econômicos e a recessão, chegamos à conclusão que faz sentido esse receio”, explica.

Então, como fazer para realizar o sonho de ser o dono do próprio nariz e, ainda, manter o emprego formal de carteira assinada? Mauro explica que é fundamental fazer um planejamento prévio, garantindo a sustentabilidade da operação, sobretudo no início, quando o futuro é incerto em relação à aceitação de produtos e serviços do novo empreendimento e acrescenta que basta observar os dados recentes divulgados pelo Sebrae que mostram que de cada 100 empresas abertas no País, mais de 30% fecham após 2 anos. Das que resistem aos dois anos iniciais, apenas 40% conseguem se manter no mercado, após os primeiros cinco anos. “Sem dúvida, trocar o certo pelo duvidoso, para quem já está no mercado de trabalho, é uma aposta de alto risco, mas pode valer muito a pena, se a lição de casa for bem feita, antes de abrir as portas. Além do planejamento financeiro, é preciso ver como fazer essa gestão a distância, quando não se está no local, por exemplo. Atuar em duas frentes distintas, pensando que o horário comercial é um só, requer uma certa habilidade”, explica.

O especialista pondera que há muita coisa a ser levada em conta antes de empreender, principalmente na fase do planejamento, quando é necessário avaliar a viabilidade do investimento e do período inicial, e ir se preparando para o pior cenário. “Assim, o empreendedor fica mais resguardado”, explica. Questionado sobre assumir o compromisso de começar um negócio, sem comprometer a renda, Fontes é categórico. “É muito importante definir os custos da operação, sem esquecer de nada, tendo em vista porcentagens referentes a esse plano de viabilidade. E tudo tem de ser colocado no papel: aluguel do ponto, contratação de pessoal, compra de equipamentos, estoque etc.  Deve ter tudo na ponta do lápis, antes de assumir o compromisso da dupla jornada”, completa.

Outra dica importante, na visão dele, é saber o passo que se vai dar pelo tamanho das próprias pernas. Atualmente há um leque de opções para empreender, de uma operação bem pequena até uma empresa mais robusta, de maior custo. “Pode-se optar, por exemplo, por um negócio online, que exige investimento de valor mais baixo, com horários mais flexíveis”, indica. A grande lição para o empreendedor e a mais importante nesse momento, destaca o especialista, é a etapa pré-abertura. “Pode não parecer, mas é a fase primordial de qualquer projeto de empreendedorismo. Toda a análise que acompanha essa etapa vai servir como bússola para desenvolver e expandir o negócio”, afirma.