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Rede Social CE

por Raquel Souza

Confira a programação cultural de 12 a 17 de fevereiro do Centro Dragão do Mar

Por raquelsouza em Cultura

10 de Fevereiro de 2019

FUNCIONAMENTO DO CENTRO DRAGÃO DO MAR

Geral: de segunda a quinta, das 8h às 22h; e de sexta a domingo e feriados, das 8h às 23h. Bilheteria: de terça a domingo, a partir das 14h.

Cinema do Dragão: de terça a domingo, das 14h às 22h. Ingressos: R$ 14 e R$ 7 (meia). Às terças-feiras, o ingresso tem valor promocional: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).

Museus: de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e aos sábados e domingos, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Acesso gratuito.

Multigaleria: de terça a domingo, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Acesso gratuito.
Planetário: de quinta a sexta, sessões às 18h e às 19h; e aos sábados e domingos, às 17h, 18h, 19h e 20h. Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).

OBS.: Às segundas-feiras, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura não abre cinema, cafés, museus, Multigaleria e bilheterias.

► [TEMPORADA DE ARTE CEARENSE] [TEATRO DA TERÇA]

Marlene – Dissecação do corpo do espetáculo

No Barraco da Constância Tem!
Esse trabalho surge como o desenvolvimento de um reprocesso das peças Pra ser Marlene (2010) e Marlene (2011) e do Projeto Adriana (2013), dirigidos por Honório Félix e com Robson Levy como intérprete, além das proposições Marlene ensaio (2015), Marlene sobre ruínas ou Uma elegia para Odete (2015) e Marleen class – Workshop com Sandra Müller (2016). Tendo o termo Espetáculo como um conceito a ser discutido através de uma dissecação, essa montagem surge como um lançar de questões acerca da construção do teatro no ocidente, de modo a produzir estratégias de fazer perceber as dominações imbricadas no nosso fazer artístico.

Contemplado no Edital Incentivo às Artes 2015, a peça Marlene – dissecação do corpo do Espetáculo (2016), conta com 20 apresentações em seu currículo em espaços como a Casa da Esquina (sede dos grupos Teatro Máquina e Grupo Bagaceira de Teatro), o Teatro Dragão do Mar, o Teatro Sesc Emiliano Queiroz, o Theatro José de Alencar e o Teatro Marcus Miranda do Centro Cultural Grande Bom Jardim.

Sinopse

Histórias de dominação sobre a nossa subjetividade. Questões em torno da figura do artista. Teatros hegemonicamente constituídos como convenções. Cidades fora do mapa. Memória dos palcos e inúmeros fantasmas. Um universo de invocação dos mitos transmutado a uma profanação que aciona e narra as crises do fazer teatral no ocidente, produzindo na cena o termo Espetáculo como um corpo a ser dissecado.

Fotos: https://drive.google.com/open?id=1BY5SZpwUfOzShJiYHRqsi_7pGTM7L4TO

Dias 12, 19 e 26 de fevereiro de 2019, às 19h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Classificação etária: 16 anos.

Contato: Honório Félix 85 99707.1818 | honorio.felix@hotmail.com

► [ASTRONOMIA] Noite das Estrelas

Todos os meses, sempre nas noites de Quarto Crescente Lunar, o planetário disponibiliza telescópios ao público em geral para observação astronômica de crateras da lua, planetas, nebulosas etc. Em caso de céu nublado, a sessão poderá ser interrompida ou cancelada.

Dias 12 e 13 de fevereiro de 2019, às 19h, em frente ao Planetário. Acesso gratuito. Classificação etária: Livre.

► [CULTURA POPULAR] Debate com Ginga
Tema: “Capoeiras e pesquisadores: gingando na academia”

Realização: Associação Sociocultural Viva Capoeira Viva e Instituto de Educação Física e Esportes – UFC.

O Debate com Ginga é um programa mensal realizado pela Associação Sociocultural Viva Capoeira Viva – ASVCV e o Instituto de Educação Física e Esportes da Universidade Federal do Ceará (IEFES – UFC) em parceria com o Centro Dragão do Mar. O objetivo é promover, por meio de um ciclo de debates e palestras, diferentes reflexões acerca da Capoeira e os múltiplos aspectos que a compõem. A cada edição, diferentes convidados, entre professores, estudantes, mestres de Capoeira, alunos graduados e pesquisadores conversam sobre o tema. Nesta edição, confira a palestra “Capoeiras e pesquisadores: gingando na academia”, com os palestrantes Cinézio Peçanha (Mestre Cobra Mansa) e Ricardo Nascimento (Mestre Cangaceiro).

Debater, pensar e refletir acerca da Capoeira e as múltiplas temáticas que a envolvem significa compartilhar a identidade cultural de nosso povo e ter a oportunidade de criar um espírito crítico-reflexivo da sociedade em que se está inserido, uma vez ser esta uma expressão da cultura corporal brasileira, nascida entre os negros escravos como instrumento de libertação de uma classe marginalizada. Além disso, é também conhecer, de forma apropriada e científica, os fundamentos teóricos, práticos, sua trajetória histórica, suas vertentes, sua aplicação pedagógica, os conceitos e significados que envolvem a Capoeira.

Dia 13 de fevereiro de 2019, às 19h, no Auditório. Acesso gratuito. Classificação etária: Livre.

Contato: 85 98845.0743 hebert – hebert.capoeira@gmail.com

► [ARTES VISUAIS] Abertura da exposição “Blow Up”, de Eduardo Odécio

Eduardo Odécio Camelo de Almeida é um artista nascido em Fortaleza, Ceará, em 1954. Enquanto tocava uma bem-sucedida carreira como diretor de arte e criação no mundo da publicidade, produzia seus trabalhos de pintura e desenho, premiados em exposições coletivas como a Unifor Plástica e o Salão de Abril em Fortaleza, e mostras como o Salão de Arte Contemporânea de Pernambuco.

Retratista de talento, Dudu vem produzindo portraits a óleo e tinta acrílica com regularidade, enquanto desenvolve em paralelo trabalhos expressionistas e abstratos com tinta acrílica e intervenções a pastel e carvão. A partir da troca de ideias com o artista americano Russ Potak, de Massachussetts, e seu estilo neo-expressionista, desenvolveu um estilo próprio que agora mostra sua técnica na exposição individual Blow Up, no Centro Dragão do Mar. Patrocinada pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, na mostra, telas de grande tamanho dividem o espaço da galeria com telas de pequenas dimensões, caracterizando sua técnica autorreferencial do blow up, explorando detalhes das próprias obras, descobrindo possibilidades pictóricas em novas telas, até seus limites.

Blow Up vai nos fazer entender em uma estética que não sabíamos que existia

“Eu tinha 15 anos. Estudava no Colégio Equipe na Caio Prado, em Sampa, de onde saí da aula um dia flanando e fui ao cinema. Assisti ao filme mais importante da minha vida, num velho cinema de arte que logo depois fechou. O filme era “Blow Up”, uma produção de Carlo Ponti, rodado na Inglaterra, com a fotografia de Carlo Di Palma e dirigido por Michelangelo Antonioni. Talvez este seja o mais importante filme da sua carreira.

No filme, o fotógrafo Thomas (David Hemming) é um dândi irresponsável e caprichoso que um dia fotografa um casal num parque e depois ao ampliar a foto, descobre ao fundo que talvez tenha registrado um assassinato. A técnica lembra um estilo de pintura pós-impressionista, caracterizado por cores lisas, delimitadas por fortes contornos escuros.

Quando conversava com Dudu sobre sua exposição, vimos a semelhança de Blow Up com o cloisonnisme de Paul Gauguin. A exposição tinha que se chamar Blow Up. Ele concordou imediatamente.

“Olhe para os excelentes artistas japoneses e verá a vida retratada ao ar livre e ao sol sem sombras, a cor a ser usada apenas com a combinação de tons, diversas harmonias, dando a impressão de calor”, dizia Gauguin.

A pintura de Eduardo Odécio é isso: uma explosão de cores delimitadas por contornos que remetem à técnica do cloisonné, onde arames (cloisons ou compartimentos) eram soldados no corpo de peças e depois aplicado pó de vidro nos intervalos, para a confecção de vitrais.

Gauguin era um bem-sucedido profissional do mercado financeiro que um belo dia largou tudo para pintar. Depois de viver numa colônia de artistas em Arles, no Sul da França, com Van Gogh, ele passa uma curta temporada na Bretanha e parte para o Tahiti, onde viveria uma experiência seminal. Dudu ainda não fugiu para o Tahiti, mas quem sabe, acabe em Jeri. Bem-sucedido publicitário e excelente Diretor de Arte, com quem criei campanhas premiadas, ele apresenta aqui um conjunto de telas abstratas impressionantemente belas, onde a técnica de concentração e explosão atingem um clímax belíssimo.

Esta exposição lembra uma champanhe gelada na beira de uma praia da Polinésia. Ah, Thomas, o fotógrafo, tinha um vizinho que pintava telas que os ninguém entendia. Depois de revelar e ampliar essas fotos do crime, ele começa a entender os quadros.

Nós todos somos um pouco como Thomas. E Blow Up vai nos fazer entender em uma estética que não sabíamos que existia. Tim tim!”

Paulo Linhares

Antropólogo, ex-publicitário e Presidente do Instituto Dragão do Mar

Fotos: https://drive.google.com/open?id=1va26OiV4W7BBISsB5wq7ZhlMJz7uL2W8

Abertura no dia 13 de fevereiro de 2019, às 19h30, na Multigaleria. Em cartaz até o dia 7 de março de 2019. Visitação de terça a domingo, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Acesso gratuito.

Contato: Dudu Odécio 85 99603.4461 | E-mail: dudu@sintese.com.br

► [TEMPORADA DE ARTE CEARENSE] [DANÇA EXPERIMENTAL]

O programa Dança Experimental, da Temporada de Arte Cearense, caracteriza-se por ser uma pequena mostra de trabalhos inéditos de caráter experimental ou em construção, com foco no apoio a novos artistas, grupos e companhias e na formação continuada de plateia adulta para as artes cênicas. Em fevereiro, participam da mostra “Até onde as pessoas podem entrar”, de William Ângelo; “Quantas danças dura um café?”, de Thiago Torres; “This is an Emergency”, de Wellington Gadelha; e “Lar”, do Grupo Laboral Crew.

“Até onde as pessoas podem entrar”, de William Ângelo

O projeto se originou de uma experimentação coletiva em tempo real, através de jogos corporais que ajudaram construir cena, dentro de um ateliê de dança Contemporânea, ocorrido no ano de 2017 no Centro Cultural Bom Jardim. O ateliê tinha como um dos objetivos despertar nos alunos, a intérprete-criação em dança.

A composição propõe refletir o tempo “O tempo não para, mas o corpo pede tempo”. As maneiras que ele pode ser destacado, gerar plasticidade, como pode nos sufocar, outrora parar, não passar, acelerar enchendo de coisas ao ponto de se perder o controle, e como também pode se dilatar quando nos faz passar por experiências estéticas que nos desafiam, fazem o corpo tremer, gerando afetos.

Sinopse

Trabalho traz através de composições de movimentos em Dança Urbana, a máxima de como o tempo pode afetar o corpo, pessoas, espaço. De que existe um tempo para tudo, que por hoje podemos chegar até certo ponto, ou seguir fluindo por pessoas, lugares, situações, espaço. “O tempo não para, mas o corpo pede tempo”.

Contato: William Ângelo 996671404 | terapiando19@gmail.com

“Quantas danças dura um café?”, de Thiago Torres

Quantas danças dura um Café? é um trabalho que parte da vontade de reencenação na obra Café Muller (Pina Bausch,1978). Entre dança e pensamento, gestos e discursos, entrelaçam-se o plágio, a citação, a inspiração e a referência no desejo de querer dançar aquilo que nunca foi; de uma vontade que nunca será.

Contato: Thiago Torres (85) 3257-4415 | (85) 3227-5743 | (85) 98672-0715 | thiago_mtorres@hotmail.com | thiagotorres021@gmail.com

“This is an Emergency”, de Wellington Gadelha

This is an emergency consiste numa experimentação em dança em diálogo com elementos da arte sonora, sons experimentais e das materialidades como construtora de texturas corporais e camada afetiva.

This is an emergency é um disparo narrativa que propõe, a partir das corporeidades e visualidades do corpo em experiência com outras linguagens, trazer em sua poética, urgências e discursos políticos que ampliam nossa potencialidade expressiva frente à conjuntura atual.

Sinopse

This is an emergency é um disparo experimental que, a partir do corpo na dança em diálogo com elementos da arte sonora, experimental e algumas materialidades, investiga modos de construir corporeidades, narrativas e visualidades frente às urgências e discursos políticos atuais.

Ficha técnica

Concepção e dança: Wellington Gadelha

Imagem e projeção: Priscilla Sousa

Desenho e texturas sonoras: Eric Barbosa

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Confira a programação cultural de 12 a 17 de fevereiro do Centro Dragão do Mar

Por raquelsouza em Cultura

10 de Fevereiro de 2019

FUNCIONAMENTO DO CENTRO DRAGÃO DO MAR

Geral: de segunda a quinta, das 8h às 22h; e de sexta a domingo e feriados, das 8h às 23h. Bilheteria: de terça a domingo, a partir das 14h.

Cinema do Dragão: de terça a domingo, das 14h às 22h. Ingressos: R$ 14 e R$ 7 (meia). Às terças-feiras, o ingresso tem valor promocional: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).

Museus: de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e aos sábados e domingos, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Acesso gratuito.

Multigaleria: de terça a domingo, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Acesso gratuito.
Planetário: de quinta a sexta, sessões às 18h e às 19h; e aos sábados e domingos, às 17h, 18h, 19h e 20h. Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).

OBS.: Às segundas-feiras, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura não abre cinema, cafés, museus, Multigaleria e bilheterias.

► [TEMPORADA DE ARTE CEARENSE] [TEATRO DA TERÇA]

Marlene – Dissecação do corpo do espetáculo

No Barraco da Constância Tem!
Esse trabalho surge como o desenvolvimento de um reprocesso das peças Pra ser Marlene (2010) e Marlene (2011) e do Projeto Adriana (2013), dirigidos por Honório Félix e com Robson Levy como intérprete, além das proposições Marlene ensaio (2015), Marlene sobre ruínas ou Uma elegia para Odete (2015) e Marleen class – Workshop com Sandra Müller (2016). Tendo o termo Espetáculo como um conceito a ser discutido através de uma dissecação, essa montagem surge como um lançar de questões acerca da construção do teatro no ocidente, de modo a produzir estratégias de fazer perceber as dominações imbricadas no nosso fazer artístico.

Contemplado no Edital Incentivo às Artes 2015, a peça Marlene – dissecação do corpo do Espetáculo (2016), conta com 20 apresentações em seu currículo em espaços como a Casa da Esquina (sede dos grupos Teatro Máquina e Grupo Bagaceira de Teatro), o Teatro Dragão do Mar, o Teatro Sesc Emiliano Queiroz, o Theatro José de Alencar e o Teatro Marcus Miranda do Centro Cultural Grande Bom Jardim.

Sinopse

Histórias de dominação sobre a nossa subjetividade. Questões em torno da figura do artista. Teatros hegemonicamente constituídos como convenções. Cidades fora do mapa. Memória dos palcos e inúmeros fantasmas. Um universo de invocação dos mitos transmutado a uma profanação que aciona e narra as crises do fazer teatral no ocidente, produzindo na cena o termo Espetáculo como um corpo a ser dissecado.

Fotos: https://drive.google.com/open?id=1BY5SZpwUfOzShJiYHRqsi_7pGTM7L4TO

Dias 12, 19 e 26 de fevereiro de 2019, às 19h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Classificação etária: 16 anos.

Contato: Honório Félix 85 99707.1818 | honorio.felix@hotmail.com

► [ASTRONOMIA] Noite das Estrelas

Todos os meses, sempre nas noites de Quarto Crescente Lunar, o planetário disponibiliza telescópios ao público em geral para observação astronômica de crateras da lua, planetas, nebulosas etc. Em caso de céu nublado, a sessão poderá ser interrompida ou cancelada.

Dias 12 e 13 de fevereiro de 2019, às 19h, em frente ao Planetário. Acesso gratuito. Classificação etária: Livre.

► [CULTURA POPULAR] Debate com Ginga
Tema: “Capoeiras e pesquisadores: gingando na academia”

Realização: Associação Sociocultural Viva Capoeira Viva e Instituto de Educação Física e Esportes – UFC.

O Debate com Ginga é um programa mensal realizado pela Associação Sociocultural Viva Capoeira Viva – ASVCV e o Instituto de Educação Física e Esportes da Universidade Federal do Ceará (IEFES – UFC) em parceria com o Centro Dragão do Mar. O objetivo é promover, por meio de um ciclo de debates e palestras, diferentes reflexões acerca da Capoeira e os múltiplos aspectos que a compõem. A cada edição, diferentes convidados, entre professores, estudantes, mestres de Capoeira, alunos graduados e pesquisadores conversam sobre o tema. Nesta edição, confira a palestra “Capoeiras e pesquisadores: gingando na academia”, com os palestrantes Cinézio Peçanha (Mestre Cobra Mansa) e Ricardo Nascimento (Mestre Cangaceiro).

Debater, pensar e refletir acerca da Capoeira e as múltiplas temáticas que a envolvem significa compartilhar a identidade cultural de nosso povo e ter a oportunidade de criar um espírito crítico-reflexivo da sociedade em que se está inserido, uma vez ser esta uma expressão da cultura corporal brasileira, nascida entre os negros escravos como instrumento de libertação de uma classe marginalizada. Além disso, é também conhecer, de forma apropriada e científica, os fundamentos teóricos, práticos, sua trajetória histórica, suas vertentes, sua aplicação pedagógica, os conceitos e significados que envolvem a Capoeira.

Dia 13 de fevereiro de 2019, às 19h, no Auditório. Acesso gratuito. Classificação etária: Livre.

Contato: 85 98845.0743 hebert – hebert.capoeira@gmail.com

► [ARTES VISUAIS] Abertura da exposição “Blow Up”, de Eduardo Odécio

Eduardo Odécio Camelo de Almeida é um artista nascido em Fortaleza, Ceará, em 1954. Enquanto tocava uma bem-sucedida carreira como diretor de arte e criação no mundo da publicidade, produzia seus trabalhos de pintura e desenho, premiados em exposições coletivas como a Unifor Plástica e o Salão de Abril em Fortaleza, e mostras como o Salão de Arte Contemporânea de Pernambuco.

Retratista de talento, Dudu vem produzindo portraits a óleo e tinta acrílica com regularidade, enquanto desenvolve em paralelo trabalhos expressionistas e abstratos com tinta acrílica e intervenções a pastel e carvão. A partir da troca de ideias com o artista americano Russ Potak, de Massachussetts, e seu estilo neo-expressionista, desenvolveu um estilo próprio que agora mostra sua técnica na exposição individual Blow Up, no Centro Dragão do Mar. Patrocinada pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, na mostra, telas de grande tamanho dividem o espaço da galeria com telas de pequenas dimensões, caracterizando sua técnica autorreferencial do blow up, explorando detalhes das próprias obras, descobrindo possibilidades pictóricas em novas telas, até seus limites.

Blow Up vai nos fazer entender em uma estética que não sabíamos que existia

“Eu tinha 15 anos. Estudava no Colégio Equipe na Caio Prado, em Sampa, de onde saí da aula um dia flanando e fui ao cinema. Assisti ao filme mais importante da minha vida, num velho cinema de arte que logo depois fechou. O filme era “Blow Up”, uma produção de Carlo Ponti, rodado na Inglaterra, com a fotografia de Carlo Di Palma e dirigido por Michelangelo Antonioni. Talvez este seja o mais importante filme da sua carreira.

No filme, o fotógrafo Thomas (David Hemming) é um dândi irresponsável e caprichoso que um dia fotografa um casal num parque e depois ao ampliar a foto, descobre ao fundo que talvez tenha registrado um assassinato. A técnica lembra um estilo de pintura pós-impressionista, caracterizado por cores lisas, delimitadas por fortes contornos escuros.

Quando conversava com Dudu sobre sua exposição, vimos a semelhança de Blow Up com o cloisonnisme de Paul Gauguin. A exposição tinha que se chamar Blow Up. Ele concordou imediatamente.

“Olhe para os excelentes artistas japoneses e verá a vida retratada ao ar livre e ao sol sem sombras, a cor a ser usada apenas com a combinação de tons, diversas harmonias, dando a impressão de calor”, dizia Gauguin.

A pintura de Eduardo Odécio é isso: uma explosão de cores delimitadas por contornos que remetem à técnica do cloisonné, onde arames (cloisons ou compartimentos) eram soldados no corpo de peças e depois aplicado pó de vidro nos intervalos, para a confecção de vitrais.

Gauguin era um bem-sucedido profissional do mercado financeiro que um belo dia largou tudo para pintar. Depois de viver numa colônia de artistas em Arles, no Sul da França, com Van Gogh, ele passa uma curta temporada na Bretanha e parte para o Tahiti, onde viveria uma experiência seminal. Dudu ainda não fugiu para o Tahiti, mas quem sabe, acabe em Jeri. Bem-sucedido publicitário e excelente Diretor de Arte, com quem criei campanhas premiadas, ele apresenta aqui um conjunto de telas abstratas impressionantemente belas, onde a técnica de concentração e explosão atingem um clímax belíssimo.

Esta exposição lembra uma champanhe gelada na beira de uma praia da Polinésia. Ah, Thomas, o fotógrafo, tinha um vizinho que pintava telas que os ninguém entendia. Depois de revelar e ampliar essas fotos do crime, ele começa a entender os quadros.

Nós todos somos um pouco como Thomas. E Blow Up vai nos fazer entender em uma estética que não sabíamos que existia. Tim tim!”

Paulo Linhares

Antropólogo, ex-publicitário e Presidente do Instituto Dragão do Mar

Fotos: https://drive.google.com/open?id=1va26OiV4W7BBISsB5wq7ZhlMJz7uL2W8

Abertura no dia 13 de fevereiro de 2019, às 19h30, na Multigaleria. Em cartaz até o dia 7 de março de 2019. Visitação de terça a domingo, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Acesso gratuito.

Contato: Dudu Odécio 85 99603.4461 | E-mail: dudu@sintese.com.br

► [TEMPORADA DE ARTE CEARENSE] [DANÇA EXPERIMENTAL]

O programa Dança Experimental, da Temporada de Arte Cearense, caracteriza-se por ser uma pequena mostra de trabalhos inéditos de caráter experimental ou em construção, com foco no apoio a novos artistas, grupos e companhias e na formação continuada de plateia adulta para as artes cênicas. Em fevereiro, participam da mostra “Até onde as pessoas podem entrar”, de William Ângelo; “Quantas danças dura um café?”, de Thiago Torres; “This is an Emergency”, de Wellington Gadelha; e “Lar”, do Grupo Laboral Crew.

“Até onde as pessoas podem entrar”, de William Ângelo

O projeto se originou de uma experimentação coletiva em tempo real, através de jogos corporais que ajudaram construir cena, dentro de um ateliê de dança Contemporânea, ocorrido no ano de 2017 no Centro Cultural Bom Jardim. O ateliê tinha como um dos objetivos despertar nos alunos, a intérprete-criação em dança.

A composição propõe refletir o tempo “O tempo não para, mas o corpo pede tempo”. As maneiras que ele pode ser destacado, gerar plasticidade, como pode nos sufocar, outrora parar, não passar, acelerar enchendo de coisas ao ponto de se perder o controle, e como também pode se dilatar quando nos faz passar por experiências estéticas que nos desafiam, fazem o corpo tremer, gerando afetos.

Sinopse

Trabalho traz através de composições de movimentos em Dança Urbana, a máxima de como o tempo pode afetar o corpo, pessoas, espaço. De que existe um tempo para tudo, que por hoje podemos chegar até certo ponto, ou seguir fluindo por pessoas, lugares, situações, espaço. “O tempo não para, mas o corpo pede tempo”.

Contato: William Ângelo 996671404 | terapiando19@gmail.com

“Quantas danças dura um café?”, de Thiago Torres

Quantas danças dura um Café? é um trabalho que parte da vontade de reencenação na obra Café Muller (Pina Bausch,1978). Entre dança e pensamento, gestos e discursos, entrelaçam-se o plágio, a citação, a inspiração e a referência no desejo de querer dançar aquilo que nunca foi; de uma vontade que nunca será.

Contato: Thiago Torres (85) 3257-4415 | (85) 3227-5743 | (85) 98672-0715 | thiago_mtorres@hotmail.com | thiagotorres021@gmail.com

“This is an Emergency”, de Wellington Gadelha

This is an emergency consiste numa experimentação em dança em diálogo com elementos da arte sonora, sons experimentais e das materialidades como construtora de texturas corporais e camada afetiva.

This is an emergency é um disparo narrativa que propõe, a partir das corporeidades e visualidades do corpo em experiência com outras linguagens, trazer em sua poética, urgências e discursos políticos que ampliam nossa potencialidade expressiva frente à conjuntura atual.

Sinopse

This is an emergency é um disparo experimental que, a partir do corpo na dança em diálogo com elementos da arte sonora, experimental e algumas materialidades, investiga modos de construir corporeidades, narrativas e visualidades frente às urgências e discursos políticos atuais.

Ficha técnica

Concepção e dança: Wellington Gadelha

Imagem e projeção: Priscilla Sousa

Desenho e texturas sonoras: Eric Barbosa