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Psicologia em Pauta

por Pâmela Souza Lima

Maio 2017

Divórcio dos pais: apesar das mudanças, ainda há uma família!

Por Pâmela Lima em Comportamento, Família, Filhos, Infância, Psicologia, Reflexão, Relacionamentos

30 de Maio de 2017

O divórcio de um casal é sempre uma situação dolorosa para a família, em especial para os filhos. Muitos são os sentimentos envolvidos nessa fase, e há a necessidade de mudanças e adaptações.

Diante desse novo cenário, é natural que as crianças busquem sua forma de mostrar como estão se sentindo, e essa maneira de reagir normalmente se apresenta com comportamentos pouco adequados e que impactam em sua rotina escolar, familiar, social e emocional, variando de acordo com cada faixa etária. São reações comuns o sentimento de culpa, a sensação de solidão e carência, quedas no rendimento escolar, agressividade, retraimento, dentre outras.

Aos pais:

– É importante que estejam atentos para evitar que as crianças presenciem momentos de hostilidade entre o casal, evitando envolvê-las no conflito dos adultos;
– Ter uma comunicação aberta e adequada a idade dos pequenos também é fundamental, pois isso esclarece o entendimento e evita que a criança se sinta culpada pelo que está acontecendo;
– Os pequenos precisam se sentir seguros e amados apesar dessa mudança na estrutura familiar, e isso requer entendimento do casal de que as funções materna e paterna vão continuar existindo;
– Busquem coerência nas decisões sobre a educação da criança, pois elas precisam de estabilidade para desenvolver sua identidade e autonomia;
– Sobre a existência de dois lares, é fundamental estabelecer uma rotina para facilitar a adaptação dos pequenos à nova configuração familiar.

O mais importante é que todos entendam que, apesar das mudanças, ainda há uma família!


Pâmela Lima PsicólogaCRP 11/04056.
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Depressão Pós-Parto não é “fraqueza de mãe”, é uma doença séria e precisamos cuidar!

Por Pâmela Lima em Comportamento, Família, Filhos, Infância, Psicologia, Saúde

23 de Maio de 2017

É muito comum que, logo após o parto, a grande maioria das mulheres sinta uma sensação de tristeza, vontade de chorar e outras alterações emocionais em virtude da brusca queda hormonal e do próprio contexto, envolto de cansaço e privação de sono. Essa condição de tristeza após o parto é normal e tende a passar naturalmente em alguns dias, não havendo motivo para preocupação.

No entanto algumas mulheres passam a sentir essa tristeza poucas semanas após o parto, que vem acompanhada de sentimentos de desespero, de incapacidade e de desinteresse e apatia frente as atividades de rotina. Antigamente as alterações emocionais não eram tão valorizadas e por vezes até vistas como parte dos aspectos da personalidade feminina, o que fazia com que quadros como esse se agravassem sem qualquer cuidado. Hoje sabe-se que essas características apontam para um quadro de Depressão Pós-parto e que, se não cuidado, pode trazer consequências sérias, como tentativas de suicídio e/ou vontade súbita de prejudicar o bebê. 

As alterações físicas e emocionais fazem parte de todo o processo de gravidez e do pós-parto, mas há uma diferença na intensidade e na persistência desses aspectos, e é aí onde devemos estar atentos para buscar ajuda. Atualmente existem medicamentos seguros que podem ser usados neste período, e a psicoterapia também é fundamental. Há fatores predisponentes como as questões neurobiológicas ou história de depressão no passado, mas muitos outros aspectos do pré parto podem contribuir para o quadro, tais como estresse, a relação ou não de apoio familiar, os sentimentos de medo e culpa, dentre outros.

 

É muito importante deixarmos claro que a depressão pós-parto não é uma fraqueza da mulher, uma tristeza passageira, ou uma incapacidade de ser mãe, ao contrário disso tudo, é uma doença séria que requer cuidado e tratamento, bem como do acolhimento familiar, que é sempre importantíssimo.


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Obesidade Infantil e os Aspectos Emocionais

Por Pâmela Lima em Família, Filhos, Infância, Saúde

16 de Maio de 2017

Atualmente a obesidade infantil atinge índices de epidemia no Brasil e, segundo o IBGE, 15% das crianças entre 5 e 9 anos de idade estão obesas. As causas para a obesidade infantil são diversas e complexas, passando por aspectos genéticos, metabólicos, comportamentais, culturais e sociais, e daí a necessidade de o tratamento precisar de uma equipe multidisciplinar e do elevado envolvimento da família.

 
As questões emocionais entram neste cenário podendo tanto aparecer como fator desencadeador da obesidade, e também como consequência da dificuldade da manutenção do peso. As crianças que sofrem de algum transtorno alimentar, possuem uma relação emocional com a comida, e a utilizam normalmente como ferramenta de enfrentamento de suas angústias e tristezas. Daí cria-se um ciclo: a criança está obesa – tem sua autoestima fragilizada – sente-se triste por isso – busca refúgio na comida – tem mais dificuldade de controlar o peso – e por aí vai.

Sabemos que o papel da família é de fundamental importância nesse processo, pois o processo de educação alimentar começa em casa, mas é interessante que os pais fiquem atentos ao momento de buscar ajuda profissional.


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O Bullying pode levar ao suicídio!

Por Pâmela Lima em Comportamento, Família, Filhos, Infância, Psicologia, Relacionamentos

10 de Maio de 2017

 

Em virtude da série “13 Reasons Why” voltaram à tona com grande força os temas do bullying e do suicídio, e essa é uma excelente oportunidade para mais uma vez refletirmos sobre esses temas.

O Bullying é um tipo de agressão normalmente gratuita e intencional, ou seja, o agressor tem a intenção de ferir e humilhar o outro mesmo sem que haja uma provocação ou motivo aparente. Esse comportamento agressivo pode acontecer de diversas formas: física, verbal, social, virtual, dentre outras, sendo a agressão emocional a de maior impacto em crianças e adolescentes. São exemplos de bullying humilhar ou depreciar a criança na frente dos colegas, apontar ou olhar insistentemente para a criança rindo ou fazendo gestos obscenos, excluir, isolar ou marginalizar, fazer chantagem emocional, além de muitas outras situações. É importante esclarecer que os conflitos na juventude são normais, e até saudáveis, pois ensinam a lidar com as dificuldades do dia a dia. No entanto, numa situação de bullying nós temos uma pessoa totalmente no papel de vítima, e outra totalmente no papel de agressor, e não duas pessoas em condição de igualdade vivenciando e resolvendo seus conflitos, ou seja, há desequilíbrio de poder, intenção de ferir ou humilhar, e a ameaça de continuidade da agressão, que são os três sinais mais comuns de bullying. Os pais devem estar atentos aos sinais de mudança de comportamentos que podem indicar que a criança ou o adolescente estejam sofrendo bullying, são eles: isolamento, tristeza, vontade de não ir mais à escola, pedir para mudar de turma, queda no rendimento escolar, sintomas físicos, dentre outros. Após identificada a situação, além de levar o assunto à escola para buscar as soluções, o encaminhando para a psicoterapia também se faz importantíssimo, para que a criança ou o adolescente possam novamente se fortalecer emocionalmente, resgatar sua autoestima e retomar seu caminho. Quando uma situação de bullying não é identificada e tratada de maneira adequada pode sim desencadear na atitude extrema do suicídio.

O suicídio é um gesto de autodestruição, um desejo de acabar com a própria vida quando não se consegue visualizar saídas para o sofrimento. Essas pessoas normalmente estão envoltas em uma necessidade profunda de obter paz, de sair de uma situação ruim para a qual não estão encontrando solução. É muito importante destacar que o suicídio não está necessariamente ligado a uma doença mental, ele é resultado de uma situação de crise, e que pode ser superada. Essas pessoas podem sim receber ajuda e reverter o desejo de morte, fortalecendo suas intenções de lutar pela vida. Então o que podemos fazer diante disso?

– Falar sobre o assunto: O bullying e o suicídio infelizmente ainda são tabus. Trazer o tema para discussão em casa e nos contextos sociais gera informação, e ajuda na prevenção e no suporte às pessoas que sofrem com essa questão;

– Observar: É muito importante que os pais e os profissionais de educação estejam atentos às mudanças de comportamentos das crianças e dos jovens e que deem credibilidade ao que dizem e sentem. Eles dão os sinais, mais é preciso olhar atento, escuta e sensibilidade para perceber.

– Acolher: As pessoas que sofrem com bullying e possuem pensamentos suicidas normalmente se sentem sozinhas e sem abertura para falar sobre seus pensamentos e sentimentos, então busque uma atitude de empatia e acolhimento.

– Encaminhar para ajuda especializada: Acolher alguém que demonstra fragilidade em um momento crítico é o primeiro passo, mas daí é importante que a criança ou o adolescente seja encaminhado a um profissional especializado para que possa de fato falar sobre seus sentimentos e buscar a melhoria do seu estado interior.


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Lidando com a dor do ROMPIMENTO.

Por Pâmela Lima em Comportamento, Família, Psicologia, Relacionamentos

02 de Maio de 2017

Muitos são os sentimentos envolvidos durante o rompimento de uma relação. Mesmo quando um relacionamento a dois já não vai bem, o fim daquela união representa sempre um processo de quebra de um projeto de vida, representa um luto pela perda do objeto de amor, e enquanto tal, normalmente vem acompanhado de dores emocionais, e por vezes até físicas, impactando em alguns casos no apetite e no sono.

As emoções que emergem nesse momento normalmente são de tristeza, raiva, solidão, desamparo e culpa, dentre outras, e viver essa etapa do sofrimento faz parte do processo, no entanto há uma grande diferença entre lidar com o sofrimento no sentido de encontrar caminhos para a superação, e criar rituais para cultivar essa dor. Não é um caminho saudável ficar remoendo o passado, ou mesmo adiar questões práticas como a separação dos objetos e rotinas comuns ao casal, assim como não é interessante assumir atitudes drásticas e imediatas, como a busca de um novo amor para substituir o laço que se foi. Pelo contrário, esse tipo de atitude muito mais se assemelha a um processo de fuga, que adiará ainda mais a reconstrução dessa perda afetiva.

Para auxiliar nesse momento delicado da separação, o primeiro passo é exatamente a aceitação dessa circunstância. Aceitar, em parte significa também usar essa situação como oportunidade de se reavaliar, não com sentimento de culpa, mas como sujeito responsável pela construção e manutenção dos seus laços afetivos. A superação do rompimento também está bastante ligada às demais fontes de afeto e de alegria que cada sujeito possui ao seu redor. Poder dispor do carinho dos amigos e da família, bem como poder alimentar as demais áreas da sua vida que lhe dão sentido (social, cultural, profissional…) também são fundamentais nesse momento. Porém, se você percebe que, mesmo com todo o apoio, está sendo mais doloroso do que consegue dar conta, talvez seja o momento de buscar ajuda de um profissional.

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Lidando com a dor do ROMPIMENTO.

Por Pâmela Lima em Comportamento, Família, Psicologia, Relacionamentos

02 de Maio de 2017

Muitos são os sentimentos envolvidos durante o rompimento de uma relação. Mesmo quando um relacionamento a dois já não vai bem, o fim daquela união representa sempre um processo de quebra de um projeto de vida, representa um luto pela perda do objeto de amor, e enquanto tal, normalmente vem acompanhado de dores emocionais, e por vezes até físicas, impactando em alguns casos no apetite e no sono.

As emoções que emergem nesse momento normalmente são de tristeza, raiva, solidão, desamparo e culpa, dentre outras, e viver essa etapa do sofrimento faz parte do processo, no entanto há uma grande diferença entre lidar com o sofrimento no sentido de encontrar caminhos para a superação, e criar rituais para cultivar essa dor. Não é um caminho saudável ficar remoendo o passado, ou mesmo adiar questões práticas como a separação dos objetos e rotinas comuns ao casal, assim como não é interessante assumir atitudes drásticas e imediatas, como a busca de um novo amor para substituir o laço que se foi. Pelo contrário, esse tipo de atitude muito mais se assemelha a um processo de fuga, que adiará ainda mais a reconstrução dessa perda afetiva.

Para auxiliar nesse momento delicado da separação, o primeiro passo é exatamente a aceitação dessa circunstância. Aceitar, em parte significa também usar essa situação como oportunidade de se reavaliar, não com sentimento de culpa, mas como sujeito responsável pela construção e manutenção dos seus laços afetivos. A superação do rompimento também está bastante ligada às demais fontes de afeto e de alegria que cada sujeito possui ao seu redor. Poder dispor do carinho dos amigos e da família, bem como poder alimentar as demais áreas da sua vida que lhe dão sentido (social, cultural, profissional…) também são fundamentais nesse momento. Porém, se você percebe que, mesmo com todo o apoio, está sendo mais doloroso do que consegue dar conta, talvez seja o momento de buscar ajuda de um profissional.

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