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Psicologia em Pauta

por Pâmela Souza Lima

“Mas a mamãe deixou!” A importância do alinhamento dos pais no processo educativo.

Por Pâmela Lima em Sem categoria

11 de janeiro de 2017

“Mas a mamãe deixou!”

As crianças percebem as formas de comportamento dos pais diante dos acontecimentos cotidianos da família, por exemplo, qual dos pais deixa alguma coisa que o outro não deixa ou quem vai “salvar” a criança quando ela está levando uma bronca mais severa. E diante disso podem encontrar uma brecha no casal para manipular os pais, e isso é ruim para os adultos, que perdem a força no processo educativo, e é ruim para as crianças que ficam inseguras diante desse incoerência de posturas.

É interessante que os pais fiquem atentos a alguns pontos principais:

1. Quando um dos pais estiver conduzindo uma situação com o filho o outro deve se manter afastado, permitindo que aquele momento se desenrole sem a sua intervenção. Se sentir que é realmente necessário interferir, que o faça se dirigindo ao adulto para saber o que esta havendo, e não para criança que usará de toda sua sedução para ganhar sua proteção.

2. Se achar necessário fazer algum ajuste sobre a orientação dada pelo outro (pai ou mãe), essa conversa deve ser feita entre os adultos e longe da presença da criança. Após alinhados devem se reforçar mutuamente, pois isso dá a criança mais segurança sobre as regras da casa (por exemplo: filho seu pai já não falou que agora não é hora de brincar? Então por favor se levante e vá tomar banho agora.)

3. Evite desautorizar uma orientação já dada por um dos adultos, pois isso enfraquece a autoridade dos pais e dá a criança espaço para manipular as relações em prol do seu benefício ou da quebra de regras da casa (por exemplo: a criança passa pedir algo específico sempre ao pai pois sabe que ele permite e a mãe não).

Quando no casal um respeita a voz do outro, a criança também aprende a respeitar a voz desse adulto, e isso cria uma esfera favorável para o processo educativo dos pequenos.

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O tempo de AMAR e VIVER é agora!

Por Pâmela Lima em Comportamento, Família, Psicologia, Reflexão, Relacionamentos, Saúde

04 de janeiro de 2017

Ah, os sentimentos…

 

 

Você sabia que um dos principais arrependimentos humanos ao final da vida é por não ter conseguido expressar seus sentimentos? A consciência da proximidade da finitude coloca as pessoas normalmente em condição muito especial, em que perdem a capacidade de fingir e começam a demonstrar tudo que possuem por dentro, especialmente seus afetos.

Ao longo da vida, mesmo sem se aperceber, muitas vezes deixamos passar as oportunidades de demonstrar os nossos sentimentos para aqueles que nos são importantes, quer seja por estarmos priorizando outras atividades, quer seja pelas nossas sensações de medo, culpa ou insegurança diante de como o outro vai receber o que temos a dar. De fato, não temos como prever como os outros irão reagir diante das nossas demonstrações de afeto, mas é certo que ter a coragem de expressar o que sentimos nos trará leveza ao coração, e a certeza de que fomos autênticos e leais às nossas emoções.

Então, aproveitando o clima de recomeço que nos toma no começo de cada ano, sugiro que possamos refletir sobre isso a deixar fluir tudo que temos de bom por dentro, expressando nosso afeto a quem amamos. O tempo de viver e amar é agora!

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Perdoar é começar uma nova vida.

Por Pâmela Lima em Comportamento, Psicologia, Reflexão, Saúde

28 de dezembro de 2016

Nesse período no ano, em que tanto se fala da importância da família e da união, penso que algo importante para nossa reflexão é o perdão.

Perdoar é uma decisão absolutamente individual, pessoal e independente. Quando escolhemos perdoar fazemos isso inclusive sem esperar um pedido de perdão do outro. Ao optar pelo ressentimento estamos dando ao outro que nos feriu o poder de continuar nos fazendo sofrer, ao passo que quando perdoamos, nos libertamos.

Então, entendo que não apenas pela importância da união e do sentindo de família, não apenas porque não sabemos o dia de amanhã e se haverá uma nova chance para a reconciliação, não apenas porque é final de ano, mas exercitar o perdão é importante para que possamos sair da condição cristalizada de sofrimento e encontrarmos um novo caminho, sem o peso das mágoas que foram carregadas até ali.

Perdoar não nos livra de sentir a dor das consequências dos acontecimentos, e menos ainda é uma garantia de que devemos voltar a depositar nossa confiança e afeto em que nos feriu, mas, sem dúvida, escolher reconciliar significa olhar para si e para o outro com a possibilidade de reconstruir laços e de atualizar sentimentos e estórias. Exercitar o perdão por vezes é algo difícil, mas certamente é o começo de uma nova vida. IMG_5321

 

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E aqui estamos!

Por Pâmela Lima em Comportamento, Psicologia, Reflexão, Saúde

21 de dezembro de 2016

Eu escolhi a Psicologia pelo enorme interesse que o universo emocional me despertava. Queria conhecer (não necessariamente entender) como as pessoas funcionam, a sua diversidade, de que forma são atravessadas pelas questões emocionais e de que maneira isso impactava em suas vidas, e por aí vai. Ao longo da faculdade eu fui a famosa “Maria estágio”, queria conhecer tudo, experimentar tudo, vivenciar tudo. E, nossa, como isso foi rico!

Depois de formada entendi que queria ser de fato uma agente de transformação na vida das pessoas, e comecei a minha caminhada que passou por escolas, empresas, comunidades e pela clínica. Hoje entendo que todas essas etapas foram extremamente importantes para que eu pudesse ir, ao longo desses 11 anos, ampliando meu repertório de experiências de vida, lapidando minhas habilidades pessoais e refinando minha sensibilidade.

E há algum tempo atrás, eis que eu me pego inquieta em um momento de auge na carreira. Eu havia acabado de viver a experiência mais transformadora da minha vida, que foi o cuidado durante a doença e o posterior falecimento do meu pai, e isso tinha mexido com tudo que até então parecia tão concreto e seguro. As pessoas costumam dizer usualmente que a dor é transformadora, mas na verdade não é a dor pela dor, é todo o seu entorno. São as reflexões geradas, os questionamentos internos, as oportunidades de superação, as novas percepções sobre si e sobre o mundo ao seu redor, enfim, é uma enorme oportunidade de atualização pessoal. E foi isso que vivi e que me trouxe até aqui hoje.

E foi nessa nova experiência de cuidado com meu pai, e experimentando todas as minhas necessidades pessoais de cuidado emocional que me vi com um grande desejo de ampliar as minhas formas de atuação e de transformação na vida das pessoas através da minha profissão. Nesse momento decidi recuar do caminho profissional que vinha traçando até então e voltar todas as minhas atenções para o ambiente clínico, onde atuo quase que exclusivamente hoje, e encontrar um espaço para compartilhar e nutrir as pessoas de acolhimento emocional e informações relevantes, que é o espaço virtual.

Atualmente a Fanpage (https://www.facebook.com/pamelalimapsicologa)  já vinha cumprindo esse papel e me dando um extremo prazer nesse compartilhamento, mas sentia falta de ampliar minhas possibilidades, de chegar a outras pessoas, com outros perfis, e possivelmente com as mesmas necessidades humanas. E aqui estamos! O meu desejo é que esse seja um espaço de troca, de contribuição com conteúdos relevantes, e de reflexões que possam ser de fato transformadoras.

Sejam bem vindos!

 

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“Mas a mamãe deixou!” A importância do alinhamento dos pais no processo educativo.

Por Pâmela Lima em Sem categoria

11 de janeiro de 2017

“Mas a mamãe deixou!”

As crianças percebem as formas de comportamento dos pais diante dos acontecimentos cotidianos da família, por exemplo, qual dos pais deixa alguma coisa que o outro não deixa ou quem vai “salvar” a criança quando ela está levando uma bronca mais severa. E diante disso podem encontrar uma brecha no casal para manipular os pais, e isso é ruim para os adultos, que perdem a força no processo educativo, e é ruim para as crianças que ficam inseguras diante desse incoerência de posturas.

É interessante que os pais fiquem atentos a alguns pontos principais:

1. Quando um dos pais estiver conduzindo uma situação com o filho o outro deve se manter afastado, permitindo que aquele momento se desenrole sem a sua intervenção. Se sentir que é realmente necessário interferir, que o faça se dirigindo ao adulto para saber o que esta havendo, e não para criança que usará de toda sua sedução para ganhar sua proteção.

2. Se achar necessário fazer algum ajuste sobre a orientação dada pelo outro (pai ou mãe), essa conversa deve ser feita entre os adultos e longe da presença da criança. Após alinhados devem se reforçar mutuamente, pois isso dá a criança mais segurança sobre as regras da casa (por exemplo: filho seu pai já não falou que agora não é hora de brincar? Então por favor se levante e vá tomar banho agora.)

3. Evite desautorizar uma orientação já dada por um dos adultos, pois isso enfraquece a autoridade dos pais e dá a criança espaço para manipular as relações em prol do seu benefício ou da quebra de regras da casa (por exemplo: a criança passa pedir algo específico sempre ao pai pois sabe que ele permite e a mãe não).

Quando no casal um respeita a voz do outro, a criança também aprende a respeitar a voz desse adulto, e isso cria uma esfera favorável para o processo educativo dos pequenos.