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O Psicólogo

por André Flávio Nepomuceno Barbosa

estresse

Depressão: como acontece?

Por andreflavionb em Depressão, terapia cognitivo-comportamental

08 de junho de 2018

Depressão como acontece?

 

Depressão: como acontece?

Vamos ouvir o relato de alguém que viveu o inicio de uma depressão e, sem tratamento, foi piorando.

“De repente um dia…

Você acorda sem motivação para fazer nada. Aliás, você não consegue ver sentido para fazer nada. Não consegue ver boas expectativas. O futuro e o presente são apenas uma mancha cinza na sua vida.

Sabe aquele lugar que você gostava de ir? Sabe aquele seu passatempo favorito? Aquela comida que você amava? Sua série favorita? Aquela ida ao cinema? De repente tudo isso que te alegrava, animava seu dia, te dava prazer, não existe mais.

Se essas coisas tivessem evaporado do mapa ou deixado de existir, talvez você sentisse até um reconforto: ” Eu sei o que me animaria, mas infelizmente não tem mais”. O problema é que todas essas coisas estão presente e você nota, para seu desespero, que não te animam mais, não te traz mais nenhum prazer.

A sua memória e atenção começam a te deixar na mão. Você esquece coisas e atividades que jamais achava que iria esquecer.
Você começa a adoecer com qualquer coisa. Um pequeno resfriado chega até você como uma fortíssima gripe.
Tudo vai perdendo a graça e o brilho aos poucos, até a comida perde o sabor e se transforma em apenas mais uma obrigação que você tem que cumprir.

Você sente que está preso dentro de si, dentro de algo escuro, sem perspectiva de melhoria alguma.
Pensamentos questionando sua utilidade no mundo começam a invadir sua mente. Você começa a se achar a pior de todas as criaturas. Começa a se achar um fardo na vida das pessoas.

O choro vem do nada, é como algo que você precisa botar pra fora.

Para piorar, você não sabe dizer exatamente o motivo de estar se sentido assim e isso te desespera ainda mais. ”

Imagine sentir tudo isso ocorrendo em um único dia. Não é uma tortura? Agora imagine sentir isso de forma crônica, dia após dia? Essa é a vida de uma pessoa que sofre com os sintomas da doença que é a segunda maior causa de morte no mundo: A Depressão.

Tratar alguém que está com depressão como “isso é frescura! Reage menino!! Se levanta da cama!” É o mesmo que pedir para alguém que está com hemorragia causada por dengue que “pare de sangrar menino!! Deixa de frescura!”. É simplesmente ridículo e ofensivo, pois, assim como qualquer outra doença, ninguém escolhe ficar depressivo.

E como qualquer doença grave, deve ser tratada com máxima seriedade . Só medicação apenas NÃO RESOLVE e, em casos graves, só psicoterapia também NÃO RESOLVE.

Depressão deve ser encarada como uma doença grave SIM e que precisa de tratamento (como em qualquer doença) logo no começo dos primeiros sintomas. Quanto mais tempo passa-se sem o devido tratamento, mais perdas (sociais, pessoais, profissionais e até risco de vida) acontecem na vida da pessoa.

A depressão, muitas as vezes, é a ponta do iceberg. Cabe ao psicoterapeuta analisar de onde vem a depressão. Pode ser o excesso de estresse, ansiedade, instabilidade de humor, impulsividade… Depressão, muitas as vezes, é o sintoma que aparece quando o corpo e a mente estão esgotados. Por isso a importância de uma boa terapia e, muitas as vezes, de uma boa estratégia medicamentosa, com o objetivo de analisar profundamente as causas da depressão.



A pergunta é: Você vai deixar seu quadro se agravar ?

Contato:
André Barbosa
Psicólogo Clínico
CRP 11/11089
85 9 96513394

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Quando transtornos psicológicos transformam-se em doenças graves.

Por andreflavionb em Transtorno psicológicos

05 de junho de 2018

Transtornos psicológicos estão associados a: obesidade, diabetes tipo 2 até câncer, metástase,

Quando transtornos psicológicos transformam-se em doenças graves.

Já é sabido o quanto transtornos psicológicos afetam nossa vida pessoal, social, familiar, profissional e afetiva, mas se a população em geral soubesse das recentes descobertas e pesquisas que associam o aparecimentos de graves doenças como câncer, por exemplo, a transtornos emocionais como ansiedade, estresse crônico, instabilidade de humor… Levariam mais a sério a saúde mental.

Poderia listar aqui um número quase interminável de doenças associadas ao estresse crônico. A lista vai desde diabetes, obesidade até câncer (útero, mama, próstata…)

Acontece que nosso cérebro, para manter o corpo em modo de alerta ( que é nosso sistema de estresse/ansiedade: enfrentar imediatamente um problema, fugir de um problema, ou antecipar problemas que ainda não aconteceram), descarrega em nosso corpo um hormônio chamado: cortisol (produzido por nossa suprarrenal). É um sistema complexo que se inicia em uma situação considerada como estressor pelo individuo, fazendo nosso hipotálamo liberar corticoprina, um estimulante que desencadeia o sistema de estresse, que faz outra estrutura cerebral, a hipófise, liberar o hormônio adrenocorticotrópico, que ativa nossas glândulas adrenais, que produzem o cortisol.

O aumento de cortisol por sua vez desregula nosso metabolismo, aumenta níveis de glicose em nosso sangue (o sistema criado produzir mais energia para lutar), que, por sua vez, aumenta colesterol e está associado a diabetes tipo 2.

Para manter o sistema de estresse, com o aumento do cortisol, nosso corpo aumenta o desejo por comida de alto valor calórico: doces, carboidratos, gorduras.

Poderia ainda continuar com uma lista grande apenas ligadas ao aumento de cortisol, citarei as principais: depressão, osteoporose, desregulação do sono (que por sua vez está associado a outros inúmeros desencadeares de mais transtornos emocionais, como impulsividade/ansiedade/depressão, e com mais doenças fisiológicas), problemas de pele e alteração do ciclo menstrual.

O estresse também está associado ao câncer de útero. É o que sugere um estudo publicado na revista científica Annals of Behavioural Medicine.

Segundo os cientistas do Fox Chase Cancer Centre, nos Estados Unidos, os sistema imunológico de mulheres que sofrem de estresse apresentam dificuldades de combater o vírus que causa a maioria dos tipos de câncer cervical.

As mulheres com alto nível de estresse têm uma resposta fraca ao HPV16. Isso significa que elas têm um risco maior de desenvolver câncer cervical porque o sistema imunológico não consegue combater os vírus que causam este tipo de câncer“, afirma Carolyn Fang, que liderou o estudo.

Outro importante estudo divulgado pela revista Nature (uma das revistas cientificas mais conceituadas do mundo) ressalta que o estresse agudo e crônico altera até a expressão genética de nossas células.https://www.nature.com/articles/s41568-018-0020-9

Podendo, através de um sistema chamado “transmissão intergeracional”, repassar tendências a ansiedade para nosso filhos, via mudanças nos gametas e no ambiente uterino gestacional.Foi, inclusive, observando que filhos de pais expostos a estresse ou trauma podem estar em maior risco de problemas físicos, comportamentais e cognitivos, bem como psicopatologia. Além disso, foram descobertos correlatos biológicos do estresse parental, em particular, às alterações neuroendócrinas, epigenéticas e neuroanatômicas. https://www.nature.com/articles/npp2015247

Além do mais, estudos epidemiológicos e clínicos nos últimos 30 anos forneceram fortes evidências de ligações entre estresse crônico, depressão e isolamento social e progressão do câncer, podendo levar a metástase. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3037818/

Portanto, devemos encarar a saúde mental como alicerce para termos saúde e qualidade de vida, como um tratamento preventivo. Não deixe para depois, leve sua saúde mental a sério.

André Barbosa

Psicólogo Clínico

85 98813-9395

 

 

 

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Quando transtornos psicológicos transformam-se em doenças graves.

Por andreflavionb em Transtorno psicológicos

05 de junho de 2018

Transtornos psicológicos estão associados a: obesidade, diabetes tipo 2 até câncer, metástase,

Quando transtornos psicológicos transformam-se em doenças graves.

Já é sabido o quanto transtornos psicológicos afetam nossa vida pessoal, social, familiar, profissional e afetiva, mas se a população em geral soubesse das recentes descobertas e pesquisas que associam o aparecimentos de graves doenças como câncer, por exemplo, a transtornos emocionais como ansiedade, estresse crônico, instabilidade de humor… Levariam mais a sério a saúde mental.

Poderia listar aqui um número quase interminável de doenças associadas ao estresse crônico. A lista vai desde diabetes, obesidade até câncer (útero, mama, próstata…)

Acontece que nosso cérebro, para manter o corpo em modo de alerta ( que é nosso sistema de estresse/ansiedade: enfrentar imediatamente um problema, fugir de um problema, ou antecipar problemas que ainda não aconteceram), descarrega em nosso corpo um hormônio chamado: cortisol (produzido por nossa suprarrenal). É um sistema complexo que se inicia em uma situação considerada como estressor pelo individuo, fazendo nosso hipotálamo liberar corticoprina, um estimulante que desencadeia o sistema de estresse, que faz outra estrutura cerebral, a hipófise, liberar o hormônio adrenocorticotrópico, que ativa nossas glândulas adrenais, que produzem o cortisol.

O aumento de cortisol por sua vez desregula nosso metabolismo, aumenta níveis de glicose em nosso sangue (o sistema criado produzir mais energia para lutar), que, por sua vez, aumenta colesterol e está associado a diabetes tipo 2.

Para manter o sistema de estresse, com o aumento do cortisol, nosso corpo aumenta o desejo por comida de alto valor calórico: doces, carboidratos, gorduras.

Poderia ainda continuar com uma lista grande apenas ligadas ao aumento de cortisol, citarei as principais: depressão, osteoporose, desregulação do sono (que por sua vez está associado a outros inúmeros desencadeares de mais transtornos emocionais, como impulsividade/ansiedade/depressão, e com mais doenças fisiológicas), problemas de pele e alteração do ciclo menstrual.

O estresse também está associado ao câncer de útero. É o que sugere um estudo publicado na revista científica Annals of Behavioural Medicine.

Segundo os cientistas do Fox Chase Cancer Centre, nos Estados Unidos, os sistema imunológico de mulheres que sofrem de estresse apresentam dificuldades de combater o vírus que causa a maioria dos tipos de câncer cervical.

As mulheres com alto nível de estresse têm uma resposta fraca ao HPV16. Isso significa que elas têm um risco maior de desenvolver câncer cervical porque o sistema imunológico não consegue combater os vírus que causam este tipo de câncer“, afirma Carolyn Fang, que liderou o estudo.

Outro importante estudo divulgado pela revista Nature (uma das revistas cientificas mais conceituadas do mundo) ressalta que o estresse agudo e crônico altera até a expressão genética de nossas células.https://www.nature.com/articles/s41568-018-0020-9

Podendo, através de um sistema chamado “transmissão intergeracional”, repassar tendências a ansiedade para nosso filhos, via mudanças nos gametas e no ambiente uterino gestacional.Foi, inclusive, observando que filhos de pais expostos a estresse ou trauma podem estar em maior risco de problemas físicos, comportamentais e cognitivos, bem como psicopatologia. Além disso, foram descobertos correlatos biológicos do estresse parental, em particular, às alterações neuroendócrinas, epigenéticas e neuroanatômicas. https://www.nature.com/articles/npp2015247

Além do mais, estudos epidemiológicos e clínicos nos últimos 30 anos forneceram fortes evidências de ligações entre estresse crônico, depressão e isolamento social e progressão do câncer, podendo levar a metástase. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3037818/

Portanto, devemos encarar a saúde mental como alicerce para termos saúde e qualidade de vida, como um tratamento preventivo. Não deixe para depois, leve sua saúde mental a sério.

André Barbosa

Psicólogo Clínico

85 98813-9395