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O Psicólogo

por André Flávio Nepomuceno Barbosa

depressão

Depressão: como acontece?

Por andreflavionb em Depressão, terapia cognitivo-comportamental

08 de junho de 2018

Depressão como acontece?

 

Depressão: como acontece?

Vamos ouvir o relato de alguém que viveu o inicio de uma depressão e, sem tratamento, foi piorando.

“De repente um dia…

Você acorda sem motivação para fazer nada. Aliás, você não consegue ver sentido para fazer nada. Não consegue ver boas expectativas. O futuro e o presente são apenas uma mancha cinza na sua vida.

Sabe aquele lugar que você gostava de ir? Sabe aquele seu passatempo favorito? Aquela comida que você amava? Sua série favorita? Aquela ida ao cinema? De repente tudo isso que te alegrava, animava seu dia, te dava prazer, não existe mais.

Se essas coisas tivessem evaporado do mapa ou deixado de existir, talvez você sentisse até um reconforto: ” Eu sei o que me animaria, mas infelizmente não tem mais”. O problema é que todas essas coisas estão presente e você nota, para seu desespero, que não te animam mais, não te traz mais nenhum prazer.

A sua memória e atenção começam a te deixar na mão. Você esquece coisas e atividades que jamais achava que iria esquecer.
Você começa a adoecer com qualquer coisa. Um pequeno resfriado chega até você como uma fortíssima gripe.
Tudo vai perdendo a graça e o brilho aos poucos, até a comida perde o sabor e se transforma em apenas mais uma obrigação que você tem que cumprir.

Você sente que está preso dentro de si, dentro de algo escuro, sem perspectiva de melhoria alguma.
Pensamentos questionando sua utilidade no mundo começam a invadir sua mente. Você começa a se achar a pior de todas as criaturas. Começa a se achar um fardo na vida das pessoas.

O choro vem do nada, é como algo que você precisa botar pra fora.

Para piorar, você não sabe dizer exatamente o motivo de estar se sentido assim e isso te desespera ainda mais. ”

Imagine sentir tudo isso ocorrendo em um único dia. Não é uma tortura? Agora imagine sentir isso de forma crônica, dia após dia? Essa é a vida de uma pessoa que sofre com os sintomas da doença que é a segunda maior causa de morte no mundo: A Depressão.

Tratar alguém que está com depressão como “isso é frescura! Reage menino!! Se levanta da cama!” É o mesmo que pedir para alguém que está com hemorragia causada por dengue que “pare de sangrar menino!! Deixa de frescura!”. É simplesmente ridículo e ofensivo, pois, assim como qualquer outra doença, ninguém escolhe ficar depressivo.

E como qualquer doença grave, deve ser tratada com máxima seriedade . Só medicação apenas NÃO RESOLVE e, em casos graves, só psicoterapia também NÃO RESOLVE.

Depressão deve ser encarada como uma doença grave SIM e que precisa de tratamento (como em qualquer doença) logo no começo dos primeiros sintomas. Quanto mais tempo passa-se sem o devido tratamento, mais perdas (sociais, pessoais, profissionais e até risco de vida) acontecem na vida da pessoa.

A depressão, muitas as vezes, é a ponta do iceberg. Cabe ao psicoterapeuta analisar de onde vem a depressão. Pode ser o excesso de estresse, ansiedade, instabilidade de humor, impulsividade… Depressão, muitas as vezes, é o sintoma que aparece quando o corpo e a mente estão esgotados. Por isso a importância de uma boa terapia e, muitas as vezes, de uma boa estratégia medicamentosa, com o objetivo de analisar profundamente as causas da depressão.



A pergunta é: Você vai deixar seu quadro se agravar ?

Contato:
André Barbosa
Psicólogo Clínico
CRP 11/11089
85 9 96513394

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E essa tristeza sem motivo aparente?

Por andreflavionb em tristeza

31 de Maio de 2018

Quando sentimos uma tristeza, desânimo, sensação de vazio… sem motivos aparente.

E essa tristeza sem motivo aparente?

Hoje vamos conversar sobre um sentimento cada vez mais presente na vida das pessoas nessa correria do dia-a-dia: uma tristeza, desânimo, sensação de vazio… sem motivos aparente.

Para entender o caso, vamos analisar a vida de Beatriz, uma estudante universitária, 22 anos.

Beatriz mora com os pais, diz que a relação familiar é boa, namora, está no curso que sempre quis fazer; medicina. Porém, anda sentindo uma tristeza, uma angústia cada vez mais forte, cada vez mais presente em seu dia-a-dia.

Nada está ruim na vida dela, ela sabe disso, tem consciência disso, e isso piora a situação: “Como eu posso estar me sentindo assim se tenho tudo?”.

Pensamentos como: “Por que eu não me sinto feliz? / Quando eu vou ter paz?/ Quando essa dor vai passar?/ Até quando vou aguentar isso?”, estão cada vez mais presentes no dia-a-dia de Beatriz e isso tem tornado sua vida mais cinza, sem graça, sem boas perspectivas futuras.

Tudo isso tem tirado o estímulo de Beatriz para estudar, querer sair, tem se achado uma péssima namorada “Ele não merece isso”, e isso está colocando até sua relação em risco. Se fosse fazer só o que tinha vontade, passaria o dia dormindo, isolada em seu quarto, sem precisar sair, sempre precisar ir ver namorado ou amigos.

Muitas vezes tem vontade de sumir. Que os outros a esqueçam.

Sente-se como se fosse uma espectadora da própria vida, sem o poder de alterar nada, apenas vai vivendo conforme a vida vai “mandando”.

Diferentemente da tristeza, que é uma emoção normal, consequência de alguma frustração, luto, rompimento de relacionamento, perda, dor (e que tem uma causa claramente notada), essa sensação de “vazio, angústia, tristeza sem motivos” deve ser levada a sério, pois são sintomas (sinalizações) de algo mais complicado como, por exemplo; uma depressão.

Existe um conjunto de coisas (o que chamamos de “fatores sistêmicos”) que podem estar provocando isso: desregulação do sono, ansiedade/estresse crônico, alimentação desregulada, pensamentos distorcidos sobre si e sobre o mundo, comportamentos automáticos, falta de exposição a luz solar saudável, baixo consumo de água, falta de atividades prazerosas, sedentarismo… Enfim, existe um vasto conjunto de coisas que podem estar contribuindo para vir esse tipo de sensação que acaba tirando o brilho da vida, prejudicando todos os campos da vida: pessoal, profissional, familiar, afetivo…

A boa notícia, dito isso, é que essa sensação tem sim motivos, portanto, tem cura/controle. Porém, o primeiro passo é querer e agir para melhorar. Existem pessoas que estão nessa situação, querem até melhorar, mas não fazem nada a respeito.

Procurar ajuda de um profissional da saúde mental: psicólogo/psiquiatra é um importante passo.

Psicólogo/psiquiatra com um bom entendimento cognitivo-comportamental deverá analisar sua vida de forma ampla, entendendo que nem tudo é psicológico, que somos resultado de vários fatores: ambientais, fisiológicos, genéticos e sociais. E tudo isso impacta diretamente em nossa saúde mental.

Iai? Vamos sair dessa?

 

André Barbosa

Psicoterapeuta Cognitivo-Comportamental

Contato: 85 98813-9593

 

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Sobrevivendo ao luto de relacionamento

Por andreflavionb em Depressão, Luto de relacionamento

01 de novembro de 2017

LUTO DE RELACIONAMENTO.
Imagem retirada: http://images1.minhavida.com.br

 

Sobrevivendo ao luto de um relacionamento.

Recebi uma pergunta recentemente de uma seguidora de meu instagram (@Opsicologo) que trata de um tema que é bastante discutido hoje: estou com depressão ou apenas triste por ter rompido um relacionamento? E como superar?

Vamos chama-la de Silvia. Segue a sua pergunta:

“Terminei uma relação altamente instável, mas que durou cerca de 4 anos. Na verdade ele terminou comigo. Isso já tem cerca de 2 meses. Estou em depressão desde então. Fico depressiva na maioria dos dias. Choro por qualquer coisa. Está atrapalhando até meu sono. O que me deixa ainda mais angustiada (e até revoltada) é ficar na deprê desse jeito por alguém que nunca me valorizou de verdade. Mentia, saia escondido e tenho certeza que fui traída. E pior de tudo, ainda gosto dele, e muito. Sinto-me uma idiota por está sofrendo por alguém assim, mas não tenho como controlar. O que posso fazer?”

Silvia, antes de mais nada, vamos substituir o nome “depressão” por tristeza, ou, mais especificamente, um luto pelo fim de um relacionamento, ok? Digo isso porque não vi você mencionando que foi diagnosticada por um psiquiatra/psicólogo com algum transtorno depressivo anteriormente (que é uma doença grave, séria e que não pode ser diagnosticado agora porque pode-se confundir a dor desse rompimento com os sintomas da depressão. Então dificilmente um psiquiatra/psicólogo, sabendo disso, dirá que você está com depressão)

Dito isso, vamos ao que interessa: como lidar com a dor de um rompimento amoroso?

Primeiramente, precisamos normalizar essa sua emoção. O que quero dizer com isso? Quero dizer que é normal você se sentir triste, chorosa, pelo rompimento de um relacionamento de longa duração (apesar de todas as instabilidades citadas). Anormal seria você, ainda gostando dele, pular de alegria após esse rompimento. Entende?

Estamos vivendo em tempos que não toleramos mais sofrer. Isso é muito preocupante, uma vez que a vida é composta de altos e baixos e, acredite em mim, graças a esses “baixos” evoluímos na maioria das vezes.

Portanto, para começar a dar volta por cima, é preciso que você entenda a naturalidade dessa emoção. Você não precisa se sentir uma idiota. Aliás, o que deve estar piorando seu quadro de tristeza/luto é seu julgamento dessa emoção. “Estou triste, logo sou uma idiota.”. Toda vida que não aceitamos determinada emoção, a tendência é ela aumentar a intensidade. Para explicar isso de uma forma resumida (e didática),  basta entender que isso ocorre porque simplesmente mantemos a emoção viva em nosso cérebro, toda vez que lutamos contra. É como se eu dissesse pra mim, repetidamente; “eu não quero ficar ansioso antes de me apresentar”. Pode ter certeza que ficarei ansioso. Isso porque o cérebro não “capta” o comando “não”. Quer fazer uma teste de como isso funciona? Vamos lá: pense em um elefante rosa com manchinhas pretas! Pensou? Pronto, agora tente não pensar no elefante rosa com manchinha pretas? Conseguiu? Se você fez o exercício da forma correta, certamente não conseguiu.

Aceitar a emoção, entendendo que é normal se sentir triste após esse luto de relacionamento, é a maneira mais inteligente de dar a volta por cima. Detalhe: aceitar não é alimentar, tá?

Aceitar é simplesmente entender :”bem, estou me sentindo triste, mas é normal, afinal, terminei um relacionamento recentemente de longa data”.

Alimentar é você, sentindo-se triste, começar a procurar evidências de que seu ex está com outra, ou que está curtindo a vida, ou que está mais feliz sem você… (detalhe: todas essas “evidências” serão contaminadas pela minha emoção e atenção seletiva. Meu cérebro sai buscando no ambiente algo que comprove a sua teoria. Entendeu? Ou seja, se eu mostrar uma foto do seu ex em  algum lugar para alguém, a pessoa pode simplesmente dizer que ele está normal ou até mesmo triste, mas você pode dizer, vendo essa mesma foto; olha como ele está feliz! Isso é normal de acontecer.)

Portanto, repito: aceite a emoção sem julgamentos. Até porque desse julgamento “sou uma idiota por estar me sentindo triste”, brotam consequências: aumenta mais ainda a tristeza, pode vir raiva, revolta, diminuir sua autoestima… E não vai ajudar em nada a sua situação, percebe?

Essa virada de página não vai ocorrer do nada. Você precisa se engajar em uma mudança comportamental, por exemplo; não deixe de resgatar e praticar coisas que você gosta de fazer. De preferência, faça uma lista de coisas que você gosta de fazer e faça um planejamento de quando você pode fazer (executar) todas essas coisas.

Resgate o contato social, cuide da alimentação, regule seu sono (tente dormir pelo menos 8 horas por dia), faça alguma atividade física, faça (e execute) planos profissionais… Se você notar que fotos dele em seu feed de suas redes sociais estão lhe desestabilizando, bloquei. Oriente também seus amigos em comum não ficar levando ou trazendo assuntos do seu ex.

Se você notar também que ver ele no whatsapp online aumenta sua ansiedade ou tristeza, bloquei. Nesse tempo de recuperação é preciso você saber o que lhe tira do eixo (que lhe deixa triste e instável emocionalmente) e sair eliminando cada um desses itens (estímulos) que te deixa pra baixo.

Acredito que essas ações já se constituem um ótimo começo para virar essa página. Agora se essa condição de tristeza persistir de forma crônica por mais dois meses, mesmo você fazendo tudo isso, aconselho você buscar uma ajuda psiquiátrica e psicológica para examinar mais a fundo isso.

 

Espero ter ajudado,

 

André Barbosa

Psicólogo Clínico

CRP – 11/11089

Terapeuta Cognitivo- Comportamental

85 98813 9593

 

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IN THE END: até quando assistiremos a depressão roubar vidas?

Por andreflavionb em Depressão, Psicologia, suicidio

30 de julho de 2017

*Reprodução de imagem da pagina oficial da banda no facebook. facebook.com/linkinpark

IN THE END: ATÉ QUANDO ASSISTIREMOS A DEPRESSÃO ROUBAR VIDAS?

Sexta, 21 de Julho de 2017, acordo com uma trágica notícia: Chester Charles Bennington, cantor, compositor, ator (sim ele atuou em jogos mortais: o final e Adrenalina 2) e vocalista da banda americana Linkin Park (foi também vocalista do Stone Temple Pilots entre 2013 e 2015 e Dead by sunrise), cometeu suicídio. Deixou sua mulher, seis filhos, os amigos de adolescência da banda (que considerava como irmãos), e uma legião de fãs que o amava pelo mundo.

Assim como muitos fãs, fiquei perplexo, sem acreditar… Mas, mais do que isso, constatei: a depressão, essa doença safada e sorrateira, não deixa ninguém imune a ela. Nem a fama, dinheiro, sucesso, amor da família, foram capazes de livrar Chester dessa doença, desse trágico fim. E ela, a depressão, tem seu poder destrutivo violentamente aumentado quando a vítima, para se livrar da dor, recorre as drogas (incluo todas elas: abuso de antidepressivos, álcool e todas as drogas ilícitas). Chester estava justamente nesse quadro de alto risco: lutava contra as drogas e a depressão há anos.

Não costumo analisar os fatos do passado com “e se… ?”, mas em uma breve (e rasa) análise psicoeducativa posso afirmar que essa história poderia ter tomado um rumo diferente com alguns “e ses… ”

1 – E se Chester tivesse feito uma terapia focada em regulação emocional?

2- E se, aliado a isso, tivesse feito um tratamento de apoio individual/grupal cognitivo-comportamental contra as drogas?

3- E se tivesse se submetido ao tratamento de eletroconvulsoterapia (sim, esse é um tratamento excelente de combate a depressão e a suicidalidade que Hollywood infelizmente resolveu usar em seus filmes no sentido pejorativo, como se fosse uma tortura medieval. Vale ressaltar que é um tratamento com embasamento científico e de alta eficácia. O paciente sequer sente qualquer dor, pois é feito em sala cirúrgica, com anestesia geral, e o choque dura segundos apenas).

A ECT (eletroconvulsoterapia) promove disparos rítmicos cerebrais autolimitados. Com isso, ocorre um equilíbrio nos neurotransmissores como a serotonina, dopamina, noradrenalina e glutamato, responsáveis por propagar os impulsos nervosos do cérebro e manter o bem-estar.

Óbvio que sem uma terapia focada em resultados o ECT não faz milagres. Não consegue manter esse resultado por tanto tempo. Assim como uma medicação sozinha também não. É papel ético do psiquiatra/neurologista orientar seus pacientes a fazer terapia, pois estes sabem que a medicação sozinha não resolve (e as vezes até piora, pois cria dependência e o cérebro se acostuma com a medicação, tendo que aumentar as doses).

Além disso, a medicação costuma agir apenas apagando incêndio. Apenas diminuindo a dor da emoção que a depressão causa, mas nada faz para atuar no comportamento/cognições do indivíduo que causou/alimentou (e ainda alimenta) a depressão. Ou seja, se retirar a medicação volta tudo. Se o cérebro se acostumar com a medicação, volta tudo. Para piorar, se acostumarmos nosso cérebro com antidepressivos, ele passará a produzir ( recaptação de hormônios relacionado ao prazer será cada vez menos inibida de forma natural) menos prazer de forma natural. Dai a dependência.  Por isso, digo e REPITO, a medicação sozinha, pode PIORAR o problema… E MUITO!

A morte de Chester ligou o alerta máximo ao mundo: Depressão MATA! Pensando nisso, a própria banda criou o site chester.linkinpark.com e estão divulgando para todo mundo em suas redes sociais. Esse site tem como finalidade dar suporte as pessoas com depressão e que estão pensando em cometer suicídio.

Mas o que é depressão?

Antes de mais nada, quero lembrar que, de acordo com OMS (organização mundial da saúde), a depressão já é a doença mais incapacitante do mundo e que mata 1 pessoa a cada 40 segundos no mundo por suicídio.

A depressão é assim, você acorda sem motivação para fazer nada. Aliás, você não consegue ver sentido para fazer nada. Não consegue ver boas expectativas. O futuro e o presente são apenas uma mancha cinza na sua percepção de vida.

Sabe aquele lugar que você gostava de ir? Sabe aquele seu passatempo favorito? Aquela comida que você amava? Sua série favorita? Aquela ida ao cinema? De repente tudo isso que te alegrava, animava seu dia, te dava prazer, não faz mais qualquer sentido. Não te animam.

Tudo vai perdendo a graça e o brilho aos poucos, até a comida perde o sabor e se transforma em apenas mais uma obrigação que você tem que cumprir.Você sente que está preso dentro de si, dentro de algo escuro, sem perspectiva de melhoria

Pensamentos questionando sua utilidade no mundo começam a invadir sua mente. Você começa a se achar a pior de todas as criaturas. Começa a se achar um fardo na vida das pessoas.O choro vem do nada, é como algo que você precisa botar pra fora.Para piorar, você não sabe dizer exatamente o motivo de estar se sentido assim e isso te desespera ainda mais.

Tratar alguém que está com depressão com “isso é frescura! Reage menino!! Se levanta da cama!” É o mesmo que pedir para alguém que está com hemorragia causada por dengue que “pare de sangrar menino!! Deixa de frescura!”. É simplesmente ridículo e ofensivo, pois, assim como qualquer outra doença, ninguém escolhe ficar depressivo.

Depressão deve ser encarada como uma doença grave SIM e que precisa de tratamento (como em qualquer doença) logo no começo dos primeiros sintomas. Quanto mais tempo passa sem o devido tratamento, mais perdas (sociais, pessoais, profissionais e até risco de vida) e mais difícil é o tratamento.



A pergunta é: Você vai deixar seu quadro se agravar ? Deixar a depressão roubar sua vida? Não deixe para cuidar disso in the end… Busque ajuda!

Reprodução homenagem da pagina facebook.com/sherlockspuboficial

André Barbosa

Terapeuta Cognitivo-Comportamental

Psicólogo Clínico

CRP 11/11089

85 98813 9593

 

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Depressão: Ninguém escolhe ficar depressivo.

Por andreflavionb em Depressão, Psicologia

14 de Março de 2017

Depressão: Um dos primeiros sinais clássicos é Anedonia ( perda da capacidade de sentir prazer por coisas que geralmente sentia)

De repente um dia…

Você acorda sem motivação para fazer nada. Aliás, você não consegue ver sentido para fazer nada. Não consegue ver boas expectativas. O futuro e o presente são apenas uma mancha cinza na sua vida.

Sabe aquele lugar que você gostava de ir? Sabe aquele seu passatempo favorito? Aquela comida que você amava? Sua série favorita? Aquela ida ao cinema? De repente tudo isso que te alegrava, animava seu dia, te dava prazer, não existe mais.
Se essas coisas tivessem evaporado do mapa ou deixado de existir, talvez você sentisse até um reconforto: ” Eu sei o que me animaria agora, mas infelizmente não tem mais”. O problema é que todas essas coisas estão presente e você nota, para seu desespero, que não te animam mais, não te traz mais nenhum prazer.
A sua memória e atenção começam a te deixar na mão. Você esquece coisas e atividades que jamais achava que iria esquecer.
Você começa a adoecer com qualquer coisa. Um pequeno resfriado chega até você como uma fortíssima gripe.
Tudo vai perdendo a graça e o brilho aos poucos, até a comida perde o sabor e se transforma em apenas mais uma obrigação que você tem que cumprir.
Você sente que está preso dentro de si, dentro de algo escuro, sem perspectiva de melhoria alguma.
Pensamentos questionando sua utilidade no mundo começam a invadir sua mente. Você começa a se achar a pior de todas as criaturas. Começa a se achar um fardo na vida das pessoas.
O choro vem do nada, é como algo que você precisa botar pra fora.
Para piorar, você não sabe dizer exatamente o motivo de estar se sentido assim e isso te desespera ainda mais. Simplesmente aconteceu.
Imagine sentir tudo isso um único dia. Não é uma tortura? Agora imagine sentir isso de forma crônica, dia após dia?
Essa é a vida de uma pessoa que sofre com os sintomas da doença que é a segunda maior causa de morte no mundo: A Depressão.
Tratar alguém que está com depressão como “isso é frescura! Reage menino!! Se levanta da cama!” É o mesmo que pedir para alguém que está com hemorragia causada por dengue que “para de sangrar menino!! Deixa de frescura!”. É simplesmente ridículo e ofensivo, pois, assim como qualquer outra doença, ninguém escolhe ficar depressivo.
E como qualquer doença grave, deve ser tratada com máxima seriedade . Só medicação apenas NÃO RESOLVE e, em casos graves, só terapia também NÃO RESOLVE.
Depressão deve ser encarada como uma doença grave SIM e que precisa de tratamento (como em qualquer doença) logo no começo dos primeiros sintomas. Quanto mais tempo passa-se sem o devido tratamento, mais perdas (sociais, pessoais, profissionais e até risco de vida) e mais difícil é o tratamento.



A pergunta é: Você vai deixar seu quadro se agravar ?

Contato:
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Psicólogo Clínico
CRP 11/11089
85 9 96513394

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Graves transtornos mentais podem ser apenas uma reação imunológica tratável

Por andreflavionb em Psicologia

16 de Fevereiro de 2017

 

imagens reais

(imagem real de Susannah Cahalan. A esquerda como está hoje (bem e ativa). A direita durante sua internação. Abaixo a direita IRM de seu cérebro mostrando inflamação.).

“…Algumas formas de esquizofrenia, transtorno obsessivo-compulsivo e depressão são na verdade causados por inflamação no cérebro.”.

Acabo de ler um livro que chamou-me atenção por se tratar de um caso real da luta de uma jovem e promissora repórter contra uma doença que estava lhe deixando completamente “insana”. Susannah Cahalan tinha uma vida produtiva e saudável quando, de repente, começou a ter alucinações, surtos, ataques de paranoia, dissociação, depressão, convulsão…

Recebeu inúmeros diagnósticos equivocados (a maioria sendo transtornos psiquiátricos).  O livro, que virou filme (Lançado em setembro de 2016 nos EUA, mas sem data prevista para o Brasil), conta todo o seu sofrimento até receber o correto diagnóstico : Uma inflamação no cérebro.

Veja trailler:

Com seu diagnóstico, fez o correto tratamento e voltou a sua vida normal. Depois de expor seu caso, recebeu vários relatos os quais descrevo abaixo:

“Uma professora de música via e escutava uma sinfonia completa do lado de fora da sua janela; uma jovem mulher ligou para um padre para pedir um exorcismo porque tinha certeza de que estava possuída pelo demônio; Outra mulher se odiava tanto que arrancou os cabelos e cortou os braços; Uma mulher de meia idade estava convencida de que seu marido era pai do filho da vizinha”. Trecho do livro “Insana” (Lançado em 2012 pela editora BelasLetras)

Todos as pessoas acima foram primeiramente diagnosticadas com diversos transtornos mentais: De Esquizofrenia até transtorno Bipolar. Apesar de histórias e relatos diferentes, existem duas semelhanças entre essas pessoas:

1 – Todas foram diagnosticadas equivocadamente.

2- Todas possuíam a mesma doença que acometeu Susannah Cahalan: Uma inflamação no cérebro que, a primeira vista, faz aparecer sintomas de doenças psiquiátricas graves.

A doença: Encefalite de receptor anti-NMDA. Essa é uma doença descoberta recentemente por um neuroimunologista chamado Dr. Joseph Dalmau (de origem Síria, mas naturalizado nos EUA).

Veja o seu relato:

Como a doença atua?

Os receptores NMDA podem ser encontrado em todo o nosso cérebro, mas a maior parte fica concentrada nos neurônios do hipocampo ( que é a parte de nosso cérebro responsável pela memória e aprendizado) e nos lobos frontais ( que, entre várias funções, é responsável pela nossa personalidade). Esses receptores recebem instruções de estimular ou inibir de um composto químico chamado neurotransmissor. Quando esses neurotransmissores estimulam uma célula, essa pode disparar um impulso elétrico. Quando inibem, impedem esse disparo. Essa conversa simples entre os neurônios é a base de tudo que fazemos.

Basicamente, os anticorpos de quem sofre de encefalite de receptor anti-NMDA (por algum motivo ainda não claramente explicado) atacam o cérebro bloqueando esses importantes receptores impedindo toda essa comunicação entre os neurotransmissores. O resultado disso, caso não tratado devidamente, pode ir desde sintomas psiquiátricos : Catatonia (quando a pessoa parece em transe. Ela está lá apenas de corpo presente, mas seu “eu” está preso na doença em algum lugar obscuro), psicose, perda de memória, convulsões (que podem ser confundidos com epilepsia) até levar a morte nos casos mais graves provocados por falência das funções vitais mais básicas (tais como falência do sistema respiratório).

Como diagnosticar?

Existem vários meios para identificar o problema que vai desde ressonância magnética cerebral, pulsão lombar até uma biopsia cerebral. São procedimentos que podem ajudar a detectar se existe de fato uma inflamação no cérebro e do que se trata (tipo de inflamação).

Tratamento

O tratamento inclui estereoides, imunoglobina intravenosa e troca de plasma. Paralelo ao tratamento medicamentoso, faz-se necessário acompanhamento terapêutico (recomenda-se a terapia cognitivo-comportamental) a fim de acompanhar a evolução do tratamento medicamentoso na redução dos sintomas dos quadros de psicose, mania, obsessão e etc.

“Os tratamentos imunoterápicos de primeira linha são os seguintes: corticoesteroides IV em altas doses, imunoglobulina ou plasmafere. Nos casos em que não há uma resposta adequada ao tratamento de primeira linha, podem ser acrescentadas ciclofosfamida ou rituximabe.” http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572012000300015

Uma pesquisa conduzida por Dr. Najjar (imunologista americano) postula que algumas formas de esquizofrenia, transtorno obsessivo-compulsivo e depressão são na verdade causados por inflamação no cérebro.

Esse texto de hoje é apenas para mostrar a importância de olhar o homem como a soma das partes e não apenas um organismo “setorizado”, como se um problema em um setor do organismo não exercesse nenhuma influencia nos demais (incluindo o psiquismo).   O homem é resultado de um conjunto forças biológicas, psíquicas, sociais e ambientais. Portanto, é dever de um bom psicólogo não fechar os olhos para essas forças que atuam no ser humano, estimulando o paciente a realizar, com seu médico, um checkup geral (e detalhado) e investigar seus hábitos;

  • Se este consume algum tipo de droga;
  • Se usa algum medicamento diariamente;
  • Como se alimenta (sabemos que uma alimentação com deficiência de nutrientes e/ou rica em gordura saturada pode influenciar a saúde mental) e, caso necessário, encaminhar a um nutricionista;
  • Se pratica exercícios (provado cientificamente que exercícios físicos propiciam bem-estar a nossa saúde mental e funcionam como prevenção de doenças).

Todos os pontos acima afetam diretamente a nossa saúde mental. Por isso é preciso humildade e aceitar que ninguém terá a resposta de todos os problemas (ou ter o conhecimento de todos os saberes científicos da psicologia, medicina, nutrição…) do homem, compartilhando informações (e solicitando ajuda) de profissionais de diversas áreas. Colocar um diagnóstico em dúvida é, antes de tudo, ético e inteligente.

André Barbosa

85 99651 3394

Terapeuta Cognitivo-Comportamental

Psicólogo Clinico

CRP 11/11089

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Graves transtornos mentais podem ser apenas uma reação imunológica tratável

Por andreflavionb em Psicologia

16 de Fevereiro de 2017

 

imagens reais

(imagem real de Susannah Cahalan. A esquerda como está hoje (bem e ativa). A direita durante sua internação. Abaixo a direita IRM de seu cérebro mostrando inflamação.).

“…Algumas formas de esquizofrenia, transtorno obsessivo-compulsivo e depressão são na verdade causados por inflamação no cérebro.”.

Acabo de ler um livro que chamou-me atenção por se tratar de um caso real da luta de uma jovem e promissora repórter contra uma doença que estava lhe deixando completamente “insana”. Susannah Cahalan tinha uma vida produtiva e saudável quando, de repente, começou a ter alucinações, surtos, ataques de paranoia, dissociação, depressão, convulsão…

Recebeu inúmeros diagnósticos equivocados (a maioria sendo transtornos psiquiátricos).  O livro, que virou filme (Lançado em setembro de 2016 nos EUA, mas sem data prevista para o Brasil), conta todo o seu sofrimento até receber o correto diagnóstico : Uma inflamação no cérebro.

Veja trailler:

Com seu diagnóstico, fez o correto tratamento e voltou a sua vida normal. Depois de expor seu caso, recebeu vários relatos os quais descrevo abaixo:

“Uma professora de música via e escutava uma sinfonia completa do lado de fora da sua janela; uma jovem mulher ligou para um padre para pedir um exorcismo porque tinha certeza de que estava possuída pelo demônio; Outra mulher se odiava tanto que arrancou os cabelos e cortou os braços; Uma mulher de meia idade estava convencida de que seu marido era pai do filho da vizinha”. Trecho do livro “Insana” (Lançado em 2012 pela editora BelasLetras)

Todos as pessoas acima foram primeiramente diagnosticadas com diversos transtornos mentais: De Esquizofrenia até transtorno Bipolar. Apesar de histórias e relatos diferentes, existem duas semelhanças entre essas pessoas:

1 – Todas foram diagnosticadas equivocadamente.

2- Todas possuíam a mesma doença que acometeu Susannah Cahalan: Uma inflamação no cérebro que, a primeira vista, faz aparecer sintomas de doenças psiquiátricas graves.

A doença: Encefalite de receptor anti-NMDA. Essa é uma doença descoberta recentemente por um neuroimunologista chamado Dr. Joseph Dalmau (de origem Síria, mas naturalizado nos EUA).

Veja o seu relato:

Como a doença atua?

Os receptores NMDA podem ser encontrado em todo o nosso cérebro, mas a maior parte fica concentrada nos neurônios do hipocampo ( que é a parte de nosso cérebro responsável pela memória e aprendizado) e nos lobos frontais ( que, entre várias funções, é responsável pela nossa personalidade). Esses receptores recebem instruções de estimular ou inibir de um composto químico chamado neurotransmissor. Quando esses neurotransmissores estimulam uma célula, essa pode disparar um impulso elétrico. Quando inibem, impedem esse disparo. Essa conversa simples entre os neurônios é a base de tudo que fazemos.

Basicamente, os anticorpos de quem sofre de encefalite de receptor anti-NMDA (por algum motivo ainda não claramente explicado) atacam o cérebro bloqueando esses importantes receptores impedindo toda essa comunicação entre os neurotransmissores. O resultado disso, caso não tratado devidamente, pode ir desde sintomas psiquiátricos : Catatonia (quando a pessoa parece em transe. Ela está lá apenas de corpo presente, mas seu “eu” está preso na doença em algum lugar obscuro), psicose, perda de memória, convulsões (que podem ser confundidos com epilepsia) até levar a morte nos casos mais graves provocados por falência das funções vitais mais básicas (tais como falência do sistema respiratório).

Como diagnosticar?

Existem vários meios para identificar o problema que vai desde ressonância magnética cerebral, pulsão lombar até uma biopsia cerebral. São procedimentos que podem ajudar a detectar se existe de fato uma inflamação no cérebro e do que se trata (tipo de inflamação).

Tratamento

O tratamento inclui estereoides, imunoglobina intravenosa e troca de plasma. Paralelo ao tratamento medicamentoso, faz-se necessário acompanhamento terapêutico (recomenda-se a terapia cognitivo-comportamental) a fim de acompanhar a evolução do tratamento medicamentoso na redução dos sintomas dos quadros de psicose, mania, obsessão e etc.

“Os tratamentos imunoterápicos de primeira linha são os seguintes: corticoesteroides IV em altas doses, imunoglobulina ou plasmafere. Nos casos em que não há uma resposta adequada ao tratamento de primeira linha, podem ser acrescentadas ciclofosfamida ou rituximabe.” http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572012000300015

Uma pesquisa conduzida por Dr. Najjar (imunologista americano) postula que algumas formas de esquizofrenia, transtorno obsessivo-compulsivo e depressão são na verdade causados por inflamação no cérebro.

Esse texto de hoje é apenas para mostrar a importância de olhar o homem como a soma das partes e não apenas um organismo “setorizado”, como se um problema em um setor do organismo não exercesse nenhuma influencia nos demais (incluindo o psiquismo).   O homem é resultado de um conjunto forças biológicas, psíquicas, sociais e ambientais. Portanto, é dever de um bom psicólogo não fechar os olhos para essas forças que atuam no ser humano, estimulando o paciente a realizar, com seu médico, um checkup geral (e detalhado) e investigar seus hábitos;

  • Se este consume algum tipo de droga;
  • Se usa algum medicamento diariamente;
  • Como se alimenta (sabemos que uma alimentação com deficiência de nutrientes e/ou rica em gordura saturada pode influenciar a saúde mental) e, caso necessário, encaminhar a um nutricionista;
  • Se pratica exercícios (provado cientificamente que exercícios físicos propiciam bem-estar a nossa saúde mental e funcionam como prevenção de doenças).

Todos os pontos acima afetam diretamente a nossa saúde mental. Por isso é preciso humildade e aceitar que ninguém terá a resposta de todos os problemas (ou ter o conhecimento de todos os saberes científicos da psicologia, medicina, nutrição…) do homem, compartilhando informações (e solicitando ajuda) de profissionais de diversas áreas. Colocar um diagnóstico em dúvida é, antes de tudo, ético e inteligente.

André Barbosa

85 99651 3394

Terapeuta Cognitivo-Comportamental

Psicólogo Clinico

CRP 11/11089